Notas iniciais
começa o romance ♥

Passamos o caminho inteiro quietos, decidi falar com ele.

- A quanto tempo mora no internato?

- Uns dois anos, e você? Por que veio para cá.

- Isabel morreu, Michael ficou muito abalado e disse que precisava ficar sozinho, então mandou eu e meus irmãos para cá.

- Acho que eu entenderia se soubesse quem é Isabel e Michael.

- Desculpa – ri – Deve ser o costume, eles são meus pais adotivos.

- Oh – ele me olhou – Sinto muito.

Sorri para ele e chegamos à boate, que estava lotada, entramos e de cara encontramos todo mundo no bar, fomos para lá também. Katherine me deu uma cerveja. Todo mundo foi dançar, menos Andrew e Nathan que ficaram conversando na mesa.

Comecei a dançar no ritmo da música, meio que tentando provocar Andrew. Que jeito melhor de provocar do que dançando com outro menino. Puxei um menino e começamos a dançar, depois de um tempo senti alguém e cutucando.

- Será que tem tempo para uma dança comigo? – perguntou Andrew.

Me para ele e assenti, ele me puxou com muita pegada e começamos a dançar sensualmente.

- Você é um bom dançarino – pois a música estava muito alta.

- Quer ver outra coisa em que sou bom? – ele perguntou olhando minha boca.

- O que é? – mordi o lábio.

Ele avançou e o espaço entre nossas bocas foi ficando cada vez menor. Nossos lábios se tocaram, abrimos a boca, nossas línguas se tocaram e eu senti o melhor gosto da minha vida. Andrew era experiente, seu beijo era calmo e lento, me fazendo aproveitar cada segundo daquele beijo. Ele me empurrou e me colocou contra a parede, pegou na minha coxa e a levantou. Paramos por falta de ar. Nos olhamos e rimos feito bobos, ele me beijou mais uma vez e foi assim pelo resto da noite.

Ele pediu para me levar para casa e eu aceitei. Quando chegamos lá, não sai do carro, não podia ir sem um beijo de despedida.

- Boa noite – ele disse mordendo o lábio inferior.

Nos beijamos mais um fez, subi no colo dele, passei as mãos por debaixo da sua blusa, ele fez o mesmo, mordisquei seu lábio, ele mordeu o lóbulo da minha orelha, seus beijos foram para o meu pescoço.

- Vamos para o meu quarto? – ele perguntou e eu quase explodi de desejo, mas eu sou uma garota difícil.

- Hoje não, estou morta.

- Vai me dizer que você é virgem? – brincou.

- Olha para minha cara e me diz se eu sou virgem.

Ele passou um tempo me olhando ali sentada no colo dele.

- Tudo bem, você com certeza não é virgem.

Nos despedimos com um selinho e fui para o meu quarto.

Cheguei lá, meu quarto ainda estava vazio, tomei um banho e coloquei meu pijama. Quando sai do banheiro Beca estava deitada na cama.

- A noite foi boa não foi? – ela perguntou com um sorrisinho malicioso – To até surpresa em você vir dormir aqui.

- Eu não vou ceder no primeiro dia, talvez no segundo, mas no primeiro... nunca – falei me deitando.

Ela pegou um travesseiro e se apoiou nele olhando para mim.

- Com quem foi sua primeira vez? – perguntou do nada.

Minha primeira vez não foi uma história bonita e romântica.

- Foi com um idiota chamado Joey

- E por que tanto ódio?

- Por que um dia depois de ter feito sexo comigo, ele já estava beijando outra garota.

Eu era muito apaixonada por Joey, ele era do meu orfanato, eu tinha apenas 15 anos. Depois que ele conseguiu o que queria, me largou, me deixou para trás.

- E você?

- Foi com o Andrew

- O que?!

- Calma, é mentira, minha primeira vez foi com o Drake.

- Já fez sexo com o Drake?

- Aham, e com o Nathan também.

- Ain amiga... não creio – falei igual a uma patricinha.

- Caralho Gen, nunca mais fala assim, eu quase tive nojo de você – ela fez careta – Mas conta ai, como foi beijar o Drew?

- Interessante, ele beija bem – falei me lembrando do seu beijo.

- Eu não queria falar essas coisas, mas eu vou falar, Andrew gosta de iludir as meninas, é a diversão dele ver as garotas iludidas.

Admito que me decepcionei um pouco. Mas quem disse que eu iria me iludir? Eu gosto de diversão.

- Conhece algum fraco do Andrew? – perguntei bem interessada.

- Ciúmes, Andrew sempre protege o que é dele.

Dei um sorrisinho bem malvado.

- Nunca caia na conversa dele – Beca advertiu.

- Não se preocupe, só me iludi uma vez na vida, acredite, não vai acontecer de novo.

- Então você vai ser uma boa diversão para ele – Beca disse e logo em seguida apagou a luz e dormiu.

- Assim espero – pensei alto.

Acordei com o meu telefone tocando.

- O que é? – falei rouca.

- Gen, vem assinar minha autorização para eu ir pro clube – Edmundo gritou

Puta merda, não acreditei que teria que me levantar pra assinar a porra da autorização.

- Você avisou o Michael? – perguntei esperando ouvir um não.

- Avisei, é só assinar, rápido que eu já o pronto no portão.

Me levantei com pouca vontade, escovei os dentes, foda-se, vou de pijama mesmo, ninguém está na secretaria uma hora dessas.

Cheguei na secretaria e dei de cara com Andrew.

- O que faz aqui? – perguntei mal humorada.

- Também tenho um irmão, vim assinar a autorização do Jeremy.

A secretária me deu um papel, eu assinei e ela entrou na sala dela.

Olhei para Andrew e vi o quanto ele estava sexy: os cabelos bagunçados, os olhos verdes inchados e um pouco de barba mal feita.

- Bom dia – ele me beijou

- Bom dia – falei sem separar nossos lábios.

- Vem pro meu quarto? – ele abraçou minha cintura.

- Não Andrew, sexo de manhã é decepcionante.

- Quem disse que eu quero fazer sexo com você? – apertei os olhos – Tudo bem, quem eu quero enganar? Claro que eu quero fazer sexo com você.

- Adoro seu jeito discreto – disse irônica.

- Então que tal a gente começar a noite em uma festa e terminar no meu quarto – ele falou malicioso.

Ele era sexy, qualquer uma notava isso, tudo o que ele fazia, ele fazia bem, e era isso que iludia as meninas. Passei a mão pelo seu peitoral e mordi o lóbulo da sua orelha.

- Pode ser – falei com uma voz sexy.

Nos beijamos mais uma vez, ele colocou a mão na minha bunda, mas eu a tirei de lá. Eu não sou a garota mais difícil, mas com certeza não sou puta nem fácil.

- Adorei seu pijama, mas adoraria você sem ele.

Ele realmente não perdia a oportunidade de me deixar com muito desejo. Puxei ele para mais um beijo.

- Geeeeen – ouvi a voz de Alice me chamar e um segundo depois ela se meteu entre eu e Andrew – Desculpa interrompeu o momento pré-sexo – meu Deus – Ma eu preciso roubar a Gen.

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa Alice me puxou e me levou para o quarto dela, me sentei na sua cama. Ela para o chão e depois para mim.

- Vou direto ao ponto – ela respirou fundo – Eu transei com Brant.

Ficamos nos olhando, ela com uma cara assustada e eu com uma cara de bunda esperando o motivo dela ter me tirado de um beijo gostoso.

- Legal... e dai? – levantei uma sobrancelha.

- Como e dai porra? E dai que eu preciso saber se ele gostou.

- Pra que isso Alice? – deitei na cama.

- Gen, eu sou muito insegura com meu corpo.

Me sentei novamente, não podia, Alice parecia ser a pessoas mais segura do mundo, sempre se maquiando e tal.

- Qual é Alice, você ta parecendo a Britney.

Alice se agachou na minha frente e me fuzilou com os olhos.

- Gen, eu não sou insegura por ser mimada ou patricinha irritante como a Britney. Eu sofri bullying, você pode não acreditar, mas eu era um menina muito gorda, eu sofria bullying da escola até em casa.

De repende me senti muito mal por ter comparado ela com a Britney. Olhei para Alice e percebi que ela não era um patricinha irritante, era uma delinquente, era da minha turma.

Comecei a rir.

- Alice, você é bonita pra caralho, tem personalidade própria e um belo estilo próprio e isso torna qualquer menina linda – disse segurando suas mãos.

Nunca fui boa em falar frases bonitas ou dar conselhos, até me surpreendi comigo mesma.

- Obrigada, serio mesmo – ela sorriu – Você vai para a festa?

- Vou sim e logo depois vou ter uma bela noite.

- Hmmm – ela riu – Deu até vontade de deixar o Brant nu na minha cama.

- Que nojo Alice, vamos manter a conversa para menores, não vamos esquecer que ele é meu irmão.

Ele riu. Passamos a tarde inteira conversando. Quando me dei conta já era hora de ir para a festa.

Pijama/ Gen:

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Roupa/ Alice:

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Notas finais
comentem