A Mesa Dos Delinquentes
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Eu realmente to sem tempo.
E eu não revisei o capitulo.
Quando voltei para a superfície a primeira coisa que gritei foi:
- Seu filho da puta, não acredito que você...- parei de falar pois ele tirou a blusa.
- Pode parar de babar?- ele falou e eu fingi que nem tinha notado que ele tirou a blusa- Eu vou ficar convencido.
- Mais do que já é? Impossível.
Ele ficou apenas de bermuda e pulou no lago também, do meu lado. Ele me agarrou e nos beijamos. Nunca pensei que teria um desses momentos de novela, mas estava acontecendo e estava fazendo ser o meu melhor aniversário.
- O que está achando desse aniversário?
- Perfeito- afirmei sorrindo.
- Acho meio depressivo começar um namoro no dia do aniversário.
- Depressivo não, inconveniente talvez...- brinquei.
- Cala a boca garota. Você está adorando.
Depois de nadarmos um pouco voltamos para o carro. Andrew tinha trazido algumas toalhas e eu não fiquei com frio ou molhada. No meio do caminho meu telefone tocou:
- Feliz aniversário princesa.
- Joey?- perguntei atraindo a atenção de Drew.
- Sim, o próprio, te procurei por todo o colégio, mas não te achei então resolvi te dar uma ligada pra te desejar feliz aniversário.
- Ãn... Obrigada- saiu como uma pergunta.
- Acha que pode jantar comigo?
- Na verdade eu vou jantar com meu namorado- inventei.
- Namorado? Achei que não fazia seu tipo...
- Não lembro de ter que te dar satisfações.
- Delicada como uma rosa.
- Idiota como... Um Joey.
- Assim eu me apaixono.
- Assim eu meto um murro na sua cara. Me deixa em paz garoto- e desliguei.
- O que ele queria?- Drew perguntou assim que desliguei.
- Nada.
- Então por que demorou tanto? Fala o que aquele baitola queria.
- Já disse que não é nada droga!- falei quase gritando- Não gosto de falar nele.
- Você realmente tem rancor com ele.
- Eu tenho bons motivos.
- O que ele fez afinal?
- Joey era um dos meninos mais bonitos do orfanato, era divertido, engraçado e legal. Ele sempre flertava comigo. Eu nunca tive ninguém especial a não ser meus irmãos. Acreditei que ele me amava e que se importava comigo- fechei os olhos- Mas ele só queria me levar para a cama e quando consegui já pulou para outra garota- abri os olhos novamente- Ele nem teve a coragem de terminar comigo, no dia seguinte vi ele beijando outra garota.
- Por que ele ainda da em cima de você?
- Ele é um otário.
- Ou talvez ele goste das difíceis.
- Gente louca é assim mesmo.
- E ele tem chance?- Drew colocou a mão na minha coxa.
- Só se for de levar um tapa meu.
- Isso me deixa muito feliz, acredite.
Usamos o mesmo caminho para voltar para o colégio. Chegamos lá e nos despedimos, deveria ser quatro horas da tarde.
Me esbarrei com Brant e ele me deu um abraço de urso.
- Procurei você o dia inteiro, queria te dar os parabéns.
- Shiiiiiiiu Brant, quer que o papa escute também?
Ele colocou a mão no bolso e tirou uma pulseira cheia de corações.
- Sabe que não gosto de...
- Presentes- ele me interrompeu- Eu sei, mas como não ta embrulhado e nem em uma sacola, é só algo que você ganhou.
Eu apenas lancei um olhar pedindo para não acontecer de novo e entendi o braço para ele colocar a pulseira em mim.
- O que é isso?- ele perguntou peando meu colar.
- Drew me pediu em namoro!- falei indiferente.
- Sério? Eu pedi a Alice hoje.
- Ela aceitou?
- Claro.
- Como ela fez uma burrada dessa?- brinquei.
- Cala a boca, eu que não sei como alguém tem coragem de te pedir em namoro, mas to até surpreso que você não decapitou ele.
- Você é tão engraçado..Eu não sou tão violenta.
- Não!? Ta falando sério? Perto de você aquele cara... Dexter vira um anjo.
- Estamos sozinho Brant, você não vai querer que eu te esquarteje.
- Tem razão, preciso ver minha namorada.
- Tudo bem, boa sorte senhor comprometido.
Voltei para o meu quarto e me atirei na cama. Joey entrou um segundo depois sorrindo para mim.
- Sai daqui traste.
- Quero dar um feliz aniversário.
- Sabe, eu não lembro de ter te perguntado nada- dei um sorrisinho falso- Só te mandei ir embora.
- Qual o problema de eu falar com você?
- Que tem você e sua voz, os dois me irritam- falei como se fosse óbvio.
- Adoro sua delicadeza.
- Gostaria de poder dizer que gosto de alguma coisa em você.
Ele veio na minha direção e sorriu malicioso.
- Você não quer isso.
- Isso o que?
- Namorar, não é pra você.
- Não é você quem decide.
- Estou falando o óbvio- ele passou a mão no meu rosto- Ele vai te usar e abusar, vai achar coisa melhor... E te jogar fora, é o que qualquer garoto faria com esse rostinho bonito.
- Vá embora.
- E você vai se arrepender de ter me negado seus lábios e seus corpo.
- Mandei você ir embora.
- Eu to indo, mas vou esperar você voltar correndo atrás de mim- ele sorriu e foi em direção a porta.
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