Os garotos andavam em meio às diversas velhas que conversavam sobre diversos tipos de assunto, desde a vida do presidente da cidade até o comportamento dos pássaros triglotes. Ouviam-se máquinas de costura a todo vapor e o falatório dava a impressão de que o local havia sido tomado pelo Caos. Mas não se engane leitor, o Caos nunca tocaria numa daquelas madames, ou Bruxas, como dizem as injustas e más línguas...

–Certo, agora como encontraremos a reposta no meio de tantas cabeças? –Cecil sentia-se pequeno ao olhar a imensa abóbada que jazia acima de sua cabeça, parecia perder o equilíbrio, porém, num instante, voltou à consciência.

–Sinceramente... Sério?

–O que foi?

–Você é tão lerdo, só isso.

–...

–Olhe para o telão, seu demente! É só encontrarmos aquela mulher que está no número UM do ranking mundial. Ela deve nos ajudar. –Lice ergueu a mão e apontou para a tela.

–Olha só, você também percebeu. –O garoto arqueou as sobrancelhas e abriu um pequeno sorriso, como que estivesse testando seu amigo.

–Nem vem... Falar que já sabia depois que aconteceu não vale. Você não sabia disso! Humpf. –Lice cruzou os braços. –Sempre temos certeza do que já aconteceu né, espertalhão.

Pense comigo. O garoto poderia até estar blefando mesmo. Olhe só, se você tivesse um amigo que sempre tenta passar por cima de você em relação de inteligência, também blefaria algumas vezes.