Notas iniciais
Boa Leitura ^.^

—- Sério mesmo, eu sou um semideus? Meu pai é um Deus? -- Só agora, Alex, estava entendendo o significado de ser um semideus.

—- É, isso ae -- Responde simplesmente.

—- E por que, eu nunca o vi?

—- Deuses têm lá os seus problemas, que são "muitos". Vou dar uma dica: Você o vê todos os dias -- Diz Meg, com um sorriso de lado, e com o olhar divertido.

—- Ajuda muito -- Revira os olhos-- Quem é o meu pai? -- Pergunta firme, ignorando o que me Meg havia dito.

—- Eu não posso contar, mesmo que eu queira muito, muito mesmo dizer. Essa é a sua casa? -- desvia do assunto, mesmo que estivesse se divertindo com Alex, apontando para uma casa cor de creme.

—- Sim, é essa, mas acho que minha mãe não vai estar, sabe, ela trabalha muito -- "Sua mãe acharia tudo uma grande loucura" pensa Alex.

"Desconfiaria ainda mais de seus amigos, assim como aconteceu na Florida, depois de um tempo acabamos mudando de estado".

—- Não importa, eu espero ela chegar, mesmo que ela chegue a noite -- Fala Meg tranquila.

—- Você não tem pais não? -- Pergunta Alex, com as sobrancelhas arqueadas.

—- Tenho -- Entram na casa.

—- E eles te deixam sair tarde da noite? -- Pergunta desconfiado.

—- Deixam. Eles dizem que eu posso sair e andar por aí, mas que eu mande uma mensagem, dizendo que estou "bem". Você pode me dar um copo d'água?

—- E por que você vai me levar a esse acampamento? Meio-Sangue, certo?-- Entrega o copo, Meg agradece.

—- Seu pai me pediu. Não gosto de recusar perdidos, ainda mais um tão sincero, as pessoas ficam felizes quando eles se realizam. -- Respondeu sincera.

—- Você é uma garota estranha -- Alex sussurra para si mesmo.

—- Ah! Além disso, o acampamento, é um dos poucos lugares que conheço, que ainda são seguros.

A porta da sala abre, e uma mulher cantarolando distraidamente entra. Sua cantoria acaba quando se depara com a bagunça que estava a sala.

—- Alex, quantas vezes tenho que dizer para você não deixar suas coisas por aí? Você já tem 14 anos, só falta a barba crescer! -- Fala a mulher colocando o casaco no cabideiro.

—- Mãe! -- Repreende Alex.

—- Oh! Você trouxe visita e nem me avisou. Oi, eu sou a mãe do Alex, Carol. -- Sorriu amigavelmente, Meg acena.

—- Você quer brigadeiro? Acho que ainda tem na geladeira.

" Ela vai roubar os últimos brigadeiros que eu estava guardando para mais tarde!" -- Pensa Alex.

—- Sério?! Não é muito comum encontrar alguém que saiba fazer brigadeiro, você é brasileira? -- Pergunta Meg.

—- Sim, você gosta de brigadeiro?

—- Amo! -- Respondeu empolgada, Carol sorri, vai até a cozinha.

—- Deixa de enrolação -- Fala Alex, somente para Meg.

—- Sua mãe é gentil. Você nem me agradeceu por ter salvo tua vida -- Meg retruca, cruza os braços, fazendo bico.

—- Obrigado por ter salvo minha vida. Oh grande salvadora.-- Fala Alex com falsa empolgação -- Feliz?

—- Melhor -- Responde seca.

Carol voltou com uma bandeja com poucos brigadeiros. Meg comeu quase todos, estava um pouco magoada. Contou tudo a Carol, que ouvia atentamente com o semblante sério, Alex sem se importar, esperando uma gargalhada por parte de sua mãe, assistia a TV.

—- Tudo bem, é difícil para mim, deixá-lo longe de mim, mas eu já sabia. Alex! -- Chama atenção do garoto -- Arrume um mochila, com suas coisas, você irá para o acampamento, ela lhe protegerá melhor que qualquer um. -- Alex vai até seu quarto, surpreso por ela ter acreditado em tudo.

—- É melhor para ele. -- Comenta Carol tristemente, ele é sua única companhia, toda sua família ainda mora no Brasil.

—- Você é uma filha do tio Popo, não é? -- Afirma Meg, Carol assente surpresa. -- Você é legal, parece muito com ele -- Meg sorri. Carol é bronzeada, os olhos castanhos esverdeados e os cabelos castanhos.

Ela sentia falta de seu pai, há muito tempo não a visitava, mas ela compreendia, não era à única filha dele.

Notas finais
*Sem plágio. * Decidi aproveitar o tempo que me resta para fazer 'nada (minhas férias estão acabandooo O.O, passou tão rápidooo!)