A Menina que quebrava ossos.

1 Capítulo Único — As Quedas.


A MENINA QUE QUEBRAVA OSSOS

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O título em si já diz particularmente tudo o que esse livro vai conter. Minhas desastrosas, — e dolorosas —, experiências de quedas. Realmente, foram tantas que eu necessitei em escrever um livro, digamos que, de passagem.
Vamos começar com algo bem básico, como por exemplo, a vez que eu calcei pela primeira vez em toda minha vida, um salto alto. Não era extremamente alto, era infantil, porém, eu inventei de andar com ele na escada. Já sabem no que deu né?
Não? Tudo bem, eu conto essa coisa super engraçada, — nem tanto —, assim que subi os primeiros degrais, já me sentindo foda por conseguir isso, — olha que na época eu tinha 6 anos, se soubesse o que era 'foda' teria falado isso —, acontece que, quando eu estava no anti-penúltimo degrau, eu, a pessoa aqui, decidiu virar, sabe se ela o por que, e paft. Cai no chão, igual bosta, ralei a cara toda, e o salto quebrou, pra piorar mais minha situação. — ou melhorar, quem sabe? —
Se vocês acham que isso é o pior, estão enganados. Isso foi só o começo, das minhas maravilhosas e futuras quedas, — que eu realmente não sei como estou viva —.
Prosseguindo, minha segunda queda, foi no banheiro escolar. Pra piorar o meu mico, ele estava cheio no momento do ocorrido, até porque, se tivesse vazio não seria mico.
Lá estava eu, comendo no banheiro com as amiguinhas, enquanto as meninas dançavam quadradinho de oito. Eu queria rebolar minha bunda também, mas eu não tinha. Então eu observava mesmo, triste e solitária. Até que minha amiga me virou a disse:
— Vai lá Camila, mostra pra elas que você é a rainha do reboladão.
Até hoje não sei se ela fez aquilo de propósito, ou realmente quis me ajudar. Enfim, acontece que, quando eu fui pro meio do banheiro, tinha uma poça de suquinho, eu não vi, porque eu era cega, e então caí de bunda no piso molhado.
Boatos que gravaram e postaram, mas fica apenas como boatos mesmo.
Me senti num programa de humor, de tantas risadas que ecoou no banheiro. Eu só não chorei, porque realmente, eu era trouxa demais.
A terceira queda, foi em uma briga escolar, — e aqui começou meus micos escolares —, eu estava xingando uma menina três anos mais velha, tinha uma plateia ENORME, todos observavam aquilo, até que tinha algo atrás de mim, — Jesus invisível rindo de mim —, e eu cai.
Olha, eu realmente não sei porque eu cai. Eu acho que era Jesus de joelhos esperando minha queda, porque francamente, eu não posso nem brigar sem pagar um mico maravilhoso, se não eu não me chamaria Camila.
Não foi nada complicado, a briga acabou ali e ninguém foi parar na diretoria. — amém —
Vamos direto ao ponto, eu não vou contar todas quedas da minha vida, porque o livro teria mais de 100 páginas, e meu objetivo não é isso.
A quarta, e última queda, pra fechar com chave de ouro, arriscou minha preciosa vida. — sentiram a irônia? —
Eu estava indo pra escola com as amiguinhas em um dia chuvoso, e, eu não vi um carro vindo em alta velocidade, — eu já disse que sou cega? —, eu fui salva pelo guarda-chuva da minha amiga, que eu estava segurando, porque eu era escrava.
Até hoje amo guardas-chuvas por isso, se não fosse por eles, eu taria jogada no chão igual bosta até hoje.
Obrigada por lerem esse livro com as quedas da menina que quebrava ossos,


Camila.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!