A Menina e o lobo.
1 A maldição.
Notas iniciais
Era um dia como qualquer outro na pequena cidade sem nome. Seu rei continuava sorrindo das desgraças de seus súditos pobres e acostumados com o escuro, mas em uma cabana longe daquele lugar estava uma menina com uma vela na mão para sua mãe doente.
A pequena menina sorriu e beijou a testa da mãe, depois pegou algumas moedas e saiu para comprar alguns remédios. Como o caminho era longo, a menina pegou uma cestinha e levou alguns doces nela.
- Será que as crianças vão gostar desses doces que fiz? – Se perguntou ela. Saindo da casa correu para a cidade e foi diretamente ao medico da cidade, e entrou em sua loja. – Sr. Romeu! Por favor, tem algum remédio para minha mãe?
- Claro pequena Amanda, aqui esta. – Falou ele indo a uma prateleira com dificuldade. – Seria bem melhor se tivéssemos luz... Mas ela foi banida há muito tempo...
- Ei eu já sou bem grandinha!
- Só na idade... – Disse o homem rindo e entregando um saquinho para a menina.
- Como consegue saber quais são os remédios?
- A textura, o cheiro, e varias outras coisas...
- Ata... Bom aqui esta o dinheiro! – Disse ela feliz. Logo saiu da loja e andou até o orfanato de crianças perdidas, que estava do outro lado da rua. Amanda apenas bateu na porta e deixou os doces, mas pegou um para a volta, rapidamente ela se escondeu e alguém abriu a porta.
- Doces? – Indagou uma mulher. – Crianças Olhem doces! Deus seja louvado!
- ‘’ Parece que gostaram... ’’ – Pensava ela andando ao fim da cidade. Após chegar a floresta, logo ouve um grande Ganido vindo fora da estrada, então com o remédio guardado em um bolso e o doce em outro correu para perto dos gritos de dor daquele animal. – ‘’Parece um... Cachorro!’’
Amanda correu desesperada e acabou tropeçando em uma pedra causando muitas feridas em si, mesmo assim continuou a correr. Ao chegar ao local, vê um lobo caído e ensangüentado, gemendo de dor então o coração da mesma de parte ao ver tal crueldade, ela rapidamente o pega e põe em seu colo.
A pequena garota arranca um pedaço de seu casaco velho e cobre a ferida o lobo é envolvido nos braços da menina e ela correu para perto de uma caverna para o ajudá-lo. Já estava ficando mais escuro que o normal, e o vento estava furioso quase a derrubando e de repente uivos se ouvem! Pareciam mais de cinco que se aproximavam dos dois. Amanda entrou naquela caverna escura quando começou a chover então alguns lobos passaram pelo lado de fora da caverna procurando o outro abatido, mas a chuva estava fortíssima e espalhava lama por onde o vento passava isso dificultou o faro dos lobos, pois muita lama caia nos mesmos, então, num piscar de olhos sumiram dali.
- Ufa, agora vamos cuidar dessa ferida... – Sussurrou ela feliz acariciando o animal em seu colo. Bem no fundo da caverna a menina ficou ali escondida, então pegou uma vela de seu bolso. – Ainda bem que sobrou essa de hoje de manha... – Falou ela acendendo o objeto e colocando-o no chão sem deixá-lo cair.
Rapidamente Amanda pegou limpou o machucado e voltou a arrancar um pedaço de seu casaco. Depois de ter cuidado da ferida, deu uma leve bocejada e então cobriu o lobo com o resto de seu velho casaco. A menina o deixou num canto, e logo encostou-se a outro para não despertar o lobo, pois se mexia demais quando dormia e ao deitar-se no chão frio e seco adormeceu tremendo de frio.
O som da chuva era cada vez mais alta, ela aumentará cada vez mais e a noite foi passando vagarosamente com os dois ali, dormindo calmamente afastados e sentido muito frio. O dia chegou, o sol continuava escondido por trás das nuvens, mas a chuva já havia cessado e o vento trazia com sigo um ar de alivio para Amanda que já havia acordado.
- Que sono... – Sussurrou ela enquanto bocejava. Ao olhar que o lobo não estava mais lá ficou preocupada, por causa do estado em que ele estava. – Amigo? Onde você foi? – Indagava ela procurando o outro. Amanda se levantou e começou a caminhar para mais fundo da caverna que não havia nem uma luz sua vela já havia se acabado, porém ela ainda não desistiu de procurar o animal ferido. – Ei... Apareça! Eu já não enxergo mais.
Algo passou rapidamente por trás da garota, causando arrepios em seu corpo. Ao se virar para sair da caverna duas mãos a seguram na parede da caverna a única coisa que ela conseguia ver eram dois olhos vermelhos, que iluminavam sua face. Amanda tentava se soltar, mas aquele ser era muito forte.
- Me solte! Me solte – Gritava ela fazendo ecos na caverna. Ele Começou a se preocupar com o tom de voz dela seu rosto estava pálido e assustado, Aquele ser tentou acalmá-la, mas ela continuava com medo. – P – por favor... Deixe-me ir!
- Não vá! – Exclamou ele. – Por favor, não fuja!
- O que você fez com o lobo?
- Eu sou o lobo! – Disse ele saindo do lado escuro da caverna, puxando a menina. Chegando no lado claro da caverna, a menina se impressionou com tal beleza daquele homem que a segurava, então ele deu um leve sorriso e a soltou. – Obrigada, por ter me ajudado...
- V – você é lindo... – Disse ela sorrindo. – Q – quer dizer...
- ha há há, Obrigada... – Falou ela sorrindo. – Minha ferida já cicatrizou, agora posso ir em borá.
- E – espera! Como ficou... Daquele jeito? – Indagou.
- Bem, uma feiticeira me deixou assim depois de eu ter me negado a ajudá-la. – Explicou ele. – Ela estava grávida, mas como era uma bruxa não queria nem mesmo ver o rosto da criança... Então...
- Ela foi obrigada a fazer o parto sozinha e então jurou se vingar do homem, mas sua beleza e juventude seriam esgotados. E o único jeito dele voltar ao normal era se ela morresse? – Completou ela com um leve tom de sarcasmo no final.
- Sim! Quando eu encontrar aquela velha maldita eu vou matá-la e rir de sua cara enquanto arranco a cabeça dela e da criança! Assim vou exterminar todas as raças medíocres de bruxas que restam nesse reino! – Falou ele rindo logo após estranhando a reação da garota. – Espera... Como sabe disso?
- Por que a Bruxa medíocre que você procura é a minha mãe! – Exclamou ela dando um tapa na face do outro. – Foi você que quase me matou no meu nascimento! Se eu ficasse mais um tempo lá iria morrer! E mesmo assim você se negou a salvar minha vida!
- Você é aquela criança? D – desculpe-me não...
- Não queria me insultar depois de ter te salvado? Tudo bem! Bom estou atrasada tenho que ajudar minha mãe doente, ou deveria dizer a ex-bruxa doente! – Disse a menina chorando e saindo da caverna com seu casaco velho em mãos. Amanda caminhou para fora da caverna, enquanto o homem a seguia e se lamentava até o fim da caverna. Chegando do lado de fora, a menina dobrou o casaco e foi andando até a estrada para sua casa.
- Espere! Por favor, me ouça! Eu não sabia! – Gritava ele para a garota.
- Melhor eu voltar para casa ou se não vou ter a cabeça arrancada!
Amanda continuou andando até chegar à estrada que leva a sua casa. Ainda chorando, ela finge que não ouve o homem que se lamentava tristemente e então chegando perto da garota voltou a segura-la pelo braço a forçando a olhar seu rosto.
- Por favor... Você foi à única que me ajudou todos esses anos! Não fugiu de mim, cuidou das minhas feridas, então, por favor... Fique comigo!
- Olha, sua historia é bonita e tal... Mas eu não sou sua Chapeuzinho Vermelho, agora me solte! – Gritava ela irritada, dando outro tapa nele e logo conseguindo se soltar. – Não me siga, E não se aproxime de mim! Seu... Seu!
O homem a solta com um ar de tristeza em seu olhar. Amanda se arrepende por alguns minutos, mas logo corre para sua casa e então, chegando lá percebe que seu lar fora invadido brutalmente por alguém, ela entra no local desesperada procurado sua mãe e para sua surpresa, havia cinco homens que traziam no olhar raiva o que assustou a menina.
- Q – quem são vocês?
- É ela! Ela que estava com o traidor! – Disse um ruivo se aproximando dela.
- Sim é verdade! Eu reconheço esse cheiro! – Concordou um moreno.
- Calados! – Gritou o do meio com cabelos negros. Os outros quatro homens se transformaram, uma sombra os envolveu e eles se transformaram nos lobos que a menina havia visto noite passada. – Onde esta nosso... Amigo querida?
- Q – quem?
- Fale eu mato você! Sua inútil!
- E – eu não sei onde aquele idiota esta! Se quiserem ele, vão procurar vocês! – Exclamou para o líder. A menina entrou no quarto da Mãe com esperança de vela em pé de novo, mas apenas encontrou restos da mulher espalhados pelo quarto, juntamente com seu sangue de cor roxa. – M – mãe...
- Então aquela coisa velha era sua mãe? Que bruxa fraca! – Disse o homem de cabelos escuros rindo. Amanda num piscar de olhos elevou sua mão ao pescoço do individuo e começou a enforcá-lo – S – sua...
- Não fale assim da minha mãe seu verme... – Disse a menina com a cor dos olhos mudada. A visão dela estava ficando ruim e ela desmaiou no chão ensangüentado e o homem a sua frente ficou surpreso pela força de uma menina daquelas.
- Vamos levá-la! Aquele cachorro vai vir correndo para nós, enquanto tivermos a garota. – Disse o homem aos. O mais alto de cabelos brancos pegou a pequena Amanda no colo e correu com os companheiros para longe, enquanto o líder ainda ali, deixava uma mensagem para o outro lobo. – Isso vai te ensinar a não se meter comigo... Edgar.
((Continua...))
Fale com o autor