A Menina e o Corvo
1 Capítulo 1 Corvo
Não me lembro quando,porém,aconteceu.Não me lembro aonde,porém,estava lá...Olhando para mim,aquele acontecimento que amaldiçoara minha vida.Que agora olhava para mim com severidade,escondendo um sorriso de sarcasmo.
Lhes digo de antemão,que esta história não será tão interessante,ou mesmo feliz..Ela é a minha história,e a conterei da melhor forma.Apenas para que nunca repitam o erro que eu cometi.Para que ninguém tenha de lidar com a culpa lhe vigiando a cada segundo...Meu nome é Alaster Crow...Devem estar se perguntando,é claro:"Como ele pode ser a morte?" ou "A morte comete erros?"Responderei as duas:A morte não é um ser,e sim um resultado,eu sou apenas uma manifestação dele,que ganhou um nome,um nome dado por um humano..Mas,bem,vocês entenderam isso posteriormente no decorrer desta história.Sim,por mais que pareça impossível de acreditar,até mesmo a morte comete erros...Eu não vou mais tomar seu tempo com meras explicações e devaneios.Agora comecemos a derradeira história,de como a morte se apaixonou por uma humana...Questão a ser esclarecida:Sim,o erro que cometi foi me apaixonar,eu sei,bem clichê (acho que estraguei o enigma no final..)Antes de começarmos a história,devo-lhes informar um pouco sobre meu trabalho.Quando o corpo se torna inutilizável,a alma se desprende dele,e é aí que eu a levo.Não para o inferno ou para o céu como devem estar pensando (embora estes possam existir nele).Eu os levo ao mundo espiritual.A história,começa com um chamado.Aparentemente era apenas mais uma morte...Porém,o que vi ao chegar não era nem de longe o que eu esperava.Era um nascimento.Por que raios a morte seria chamada para um nascimento!Porém,tenho de admitir,era algo lindo,que eu vira pela primeira vez (pelo menos,sem estar de serviço).Quando a criança surgiu do ventre da mãe,três coisas me surpreenderam:1.Os olhos dela estavam abertos2.Eles estavam olhando para mim3.Sua alma não estava atrelada ao corpoDecididamente,aquela menina me atraíra até aquele local.E aqueles olhos,mesmo desfocados,estavam olhando para mim....Este foi o início de tudo..E antes que adentre mais nesta história,vou logo lhe avisando que ela morrerá no final.Então,se não quiser se decepcionar,pare de ler imediatamente.Já estraguei o final desta história duas vezes.Você inclusive não escutou um conselho da Morte!Mas que ultraje,mesmo depois de tudo isso você não parou!Pois bem,você foi avisado!Não sou unipresente (apesar de poder estar em mais de um lugar ao mesmo tempo,principalmente com estes tempos caóticos),então,só posso contar a história desta menina através de meus encontros com ela.E lhe digo que não foram poucos,pelo menos,foram mais do que uma pessoa normalmente se vê próximo da morte (mesmo que isso não tenha exatamente a ver com "ela" estar morrendo)A segunda vez que a vi,ela deveria ter por volta de seis anos.Seus cabelos eram loiros esbranquiçados,e seus olhos eram azuis,de um tom escuro,que pareciam desbotar em um tom acinzentado no final.E o que não havia mudado neles,é que me fitavam...Ela estava em um quarto simples,quase sem mobília, além de uma escrivaninha,algumas estantes com livros,um banquinho de madeira,aonde ela sentava-se,e uma cama,aonde estava o motivo de minha vinda.Uma mulher,cuja pele pálida e os olhos inertes,denunciavam o resultado,que era eu.A morte...A menina segurava a mão da mulher,que pendia flácida da cama,por baixo do cobertor.Sim,aqueles que pensaram "aquela deve ser a mãe da garota" acertaram em cheio.Mas,deixando de lado as constatações,voltemos a narrativa:Como de costume,agarrei a alma da mulher,quebrando suas últimas ligações com o corpo.E a expressão da garota mudou,outro hábito de costume.Mas ao invés das esperadas lágrimas e soluços acompanhados de "mamãe" ou "não vá",ela sorriu ligeiramente fechando os olhos.▬Olá▬Disse,levantando e estendendo a mão para mim▬Meu nome é Elizabeth,Elizabeth D'AngeliEu sei,eu sei,deve estar achando um pouco irritante que eu interrompa a história novamente,porém,a indagação que farei certamente lhe interessará:"Você já imaginou a aparência da morte?"Então vou lhe esclarecer esta dúvida;eu geralmente não tenho uma aparência,então,costumo tomar a das pessoas que venho buscar.Com a diferença de que uso sempre um sobretudo,que cai mais como um manto,negro como a noite.Só para combinar com o ofício.Mas aí vem outro fato curioso que vem com esta menina;Eu não parecia com sua mãe na ocasião,embora estivesse segurando sua alma em minha mãe.Eu parecia. um homem peculiar,de olhos prata e cabelos brancos enferrujados,que pendiam até o queijo,de forma simetricamente desordenada e espetada,com um rosto juvenil e triste.Dadas as explicações,voltarei a história.▬Olá▬Respondi,ainda tentando capitar o sentido daquele momento,que parecia fugir de mim de modo brilhante,pois nunca o encontrei.A menina pareceu decepcionada com a resposta,quando falou:▬Ora,pensei que fosse mais educado,nem ao menos se apresentou▬Sim,ela estava irritada,por que eu não tinha dito meu nome,porém,eu não tinha um.▬Quando uma pessoa diz seu nome,você deve dizer o seu em troca,foi o que mamãe me ensinou.Pena que a sua não tenha ensinado!
Me orgulho de ser uma pessoa que não se surpreende fácil,mas tenho que admitir,uma menina que fica irritada por que a morte não disse seu nome quando ela se apresentou,isso realmente me pegou de surpresa!Mas sou teimoso,e não iria dar o braço a torcer tão facilmente.Então,falei,sem demonstrar espanto,em um tom calmo e grave.▬Desculpe minha dama.Mas creio que eu não tenha nomes▬Disse eu,com uma leve nota de sarcasmo ao chama-la de dama▬Mas as pessoas me chamam de "Morte".Já deve ter ouvido falar.▬E daí que é a morte.Só por isso não tem um nome?A menina parecia realmente empertigada com aquilo,a raiva era facilmente notada em seus olhos e seus lábios,que se contraiam em um biquinho.Tanto que senti até vontade de pedir desculpas.Porém,não o fiz...Estava ocupado demais admirando aquela menina;não só podia ver a morte,como estava pronta para brigar com ela por não ter um nome.Mas do que desculpas,na verdade,senti vontade de rir.E pela expressão da menina,acho que cedi a esta vontade,o que me levou a cumprir a primeiro.Pedir desculpas...Um fato interessante sobre Elizabeth D'Angeli:Quando ficava realmente brava,ela chorava.E ela sempre se odiou por chorar quando ficava brava,principalmente por que sempre ficava brava,o que lhe rendera o apelido de "Lize chorona""Desculpe-me".Foi o que disse,um pouco surpreso,mas a expressão dela não mudou,e as lágrimas não pararam de rolar por seu rosto zangado."É bom mesmo!".Foi a resposta que ela deu,saindo do quarto e fechando com ferocidade a porta atrás de si,como se sua simples raiva,pudesse quebra-la ao expô-la a sua indignação molhada.Desta vez era eu que estava ficando empertigado.Eu a segui,esquecendo-me do trabalho que estava "matando".Sim,foi um trocadilho deplorável,mas não me culpem,sou a morte,não um humorista.A encontrei em outro quarto,que tinha ainda mais estantes,e nelas ainda mais livros do que o anterior.Ela estava olhando para a janela,e por seu reflexo,eu podia notar que ela ainda estava brava comigo.▬Por que está brava comigo,só por que não tenho um nome para me apresentar?Nenhuma resposta...▬Você não deveria estar triste,estar se perguntando o por que de sua mãe teve que morrer?Novamente,nenhuma resposta...▬Você não vai sentir falta dela?Depois que as palavras escaparam de minha boca e a atingiram,sua raiva se desmanchou e as lágrimas agora eram só uma lembrança que marcava seu rosto.Agora a expressão dela era de confusão.▬Por que eu sentiria?Ela não vai deixar de existir,apenas vai para outro lugar,e eu um dia também vou para lá.Então,por que eu deveria sentir?Foi a primeira vez que eu não tive palavras...Ela tinha razão,completa e irrevogável razão..Como uma criança poderia entender tão bem?Mesmo querendo fazer-lhe esta pergunta,foi outra que escapou de meus lábios,e se esgueirou tímida,até a menina.▬Elizabeth,você não teme a morte..?▬Não...Foi assim que nosso encontro terminou,com uma conversa relativamente alegre,e imensamente interessante,com a menina mais sábia que eu já havia encontrado em todos os meus anos de serviço.Até que eu me lembrasse de meu trabalho.Seria um belo final,não?Mas,a decisão não é minha,mais sua:Quer que a história termine aqui..?Dizem que a morte é paciente,bom,aqui vai algo para vocês.Eu não sou paciente.Então,não vou esperar sua resposta quanto a minha pergunta,se quiser,pode parar de ler,não me importo,se quiser continuar,tampouco.Meu objetivo é apenas relatar,não o de entreter ou me importar.Depois de levar a alma da mãe de Elizabeth,Elena.Entre uma morte e outra,fiquei me perguntando qual seria a próxima vez que eu a veria.Com a única certeza que a morte traria.Que eu a veria novamente,querendo ou não.Minha única e aterradora esperança,é que eu não estivesse lá para vê-la (se é que me entende)Enquanto meu próximo encontro com Elizabeth não se aproxima,vou devanear um pouco,se me permite.Eu sei,alguns devem ter esperado que eu começasse a contar a vida de Elizabeth,mas não o farei.Não me levem a mal,mas sou um tanto egoísta,então contarei apenas de meu ponto de vista.Não venham me repreender,vocês humanos é que inventaram o egoísmo,e eu que não posso usufruir dele?Que injusto!Aliás,a injustiça,outra das belas criações humanas.Que será o próximo tema desta história..Ou não,depende do que você têm como injustiça.Agora me vem uma pergunta a mente:Você considera injustiça uma garotinha de seis anos ser acusada de assassinato por seu próprio pai?Se a resposta é "sim",você acertou,e se ela foi "não",então,aqui vai um esclarecimento extra:Ela era inocente.Para minha surpresa,nosso terceiro encontro se deu duas horas depois do primeiro.Quando o pai de Elizabeth chegou até o quarto da mãe,e viu o corpo.Imediatamente fui chamado,embora ninguém tivesse morrido.Ainda.Eu não foi o único a ser chamado.▬Elizabeth!A voz do pai se lançou ao ar como um raio,com o estrondo de um trovão.▬Sim,papai?Ela estava calma,e sua voz era ténue e parecia se esvair,se dissipar no ar.▬Sua puta!Foi você,foi você que a matou!▬Acusou-a ele▬Foi tudo culpa sua!A despeito do que devem estar achando do pai de Elizabeth,devo dizer algo,não em defesa dele,mas para explicar o por que de sua atitude não ser totalmente..Como era a palavra...Repugnante.(Não era essa,mas serve,não vou me prolongar nisto e vou voltar ao que interessa)Para ajudar a compreender a atitude de Tristan,o pai de Elizabeth,tenho que explicar como eu fui parar naquele quarto,duas horas antes,para levar Elena.Após nosso primeiro encontro,no nascimento de Elizabeth,Elena contraíra uma doença.Fato que todos desconheciam,até que ela começou a mostrar ser orgulhosa,recusando-se a ser ignorada por mais tempo.Começou com uma vertigem,quando Elizabeth tinha recém completado dos anos.E bem,sabemos como terminou...O que talvez vocês não saibam,é que secretamente,até mesmo para si,Tristan Halbermang culpava não só a si mesmo,mas também a Elizabeth pelo doença da mãe.Não é segredo que Elizabeth tinha uma relação as vezes perturbadora comigo.Ela nunca me temeu.E o fato de ela continuar sua vida como normalmente,mesmo com o adoecimento e morte da mãe,só fez aumentar este sentimento de Tristan.Mesmo que não admita,você deve entender como ele se sentiu,mas para o caso de continuar mentindo para si mesmo,vou aludir um pouco:Sua mulher passara quatro anos,a cada dia em que você voltava para casa,ela parecia pior,como se lentamente se tornasse um cadáver.Enquanto sua filha parecia não ligar para este fato.E um dia,ao voltar para casa,constatou que ela realmente havia se tornado um.E sua filha,ao ser chamada,ao invés de estar chorando,estava como sempre,até com um sorriso sendo insinuado,embora não quisesse escapar de seu rosto,ao dizer:▬Sim,papaiComo sempre dizia,durante todos os dias,desde que aprendera a falar.Explicando o por que da tragédia:Elizabeth estava contente devido a piada que eu havia contado a ela.Motivo pelo qual ela estava reprimindo um sorriso.E o sorriso,foi o motivo que fez todos o o sofrimento,angústia e desolação pela perda de Elena se libertarem,como um cão de três cabeças que fora libertado das profundezas rochosas e escandantes de um coração.Devem estar se perguntando duas coisas:"o que isso tem haver com a tragédia" e "qual foi a piada que você contou".Bom,delas,só responderei a primeira,só para lhes deixar curiosos,mas não se preocupem,vocês vão ficar muito mais interessados com a primeira resposta.(E para os que não ficarem,prometo contar a piada algum dia,quando me encontrarem....)Bom,voltando ao assunto,vou responder a primeira pergunta.O motivo do sorriso de Elizabeth ser a causa da tragédia.É que o pai de Elizabeth era policial.E o sorriso não foi o bastante só para que toda a raiva que ele sentia pela morte de Elena se soltasse,mas também para que a arma que ele carregava seguisse seus sentimentos e também mira-se ElizabethUm tiro...Foi a confirmação do motivo de eu estar ali..E também o fim da história.Dramático,não acham?Bom,ao contrário do que devem ter imaginado,não foi o fim da história de Eizabeth,e sim a de seu pai Tristan Halbermang.Por mais que ele odiasse a filha e a culpasse pela morte da esposa,ele ainda era um bom homem.E antes que pudesse perceber,sua mão se moveu,mesmo que seu dono não tivesse mandado-a o fazer,ela postou a arma no pescoço de Tristan,como se quisesse proteger Elizabeth.
E aí veio o tiro.Tristan havia perdido a vida,enquanto Elizabeth,seu pai...Este é um dos momentos em que não gosto de meu trabalho.As vezes eu pareço o vilão da história,mesmo que a única coisa que eu faça,seja ser um resultado...▬Cuide dele,por favor...Foram as palavras que ela proferiu,de costas,sem olhar para mim.Mesmo que eu não estivesse vendo o rosto dela,sabia que ele deveria estar se desfazendo em tristeza,não por mim,mas pelo pai e seu sofrimento,enquanto as lágrimas que brotavam tentavam manter os cacos da expressão fria e calma no lugar...Não me atrevi a dizer nada além de um "está bem",que sufocou em minha garganta,parecendo querer sumir,encolhendo-se em meus lábios.Eu fui embora,levando em meus braços,a alma angustiada do pai de Elizabeth...Sinto-me obrigado a contar o que houve com Elizabeth depois que eu saí.Ela foi para um orfanato,aonde ela esbarraria comigo inúmeras vezes.Sim,sei o que deve estar pensando:"Esta menina é realmente azarada,sempre acompanhada pela morte".Não vou lhe repreender,você tem razão,eu sempre a acompanhei...O orfanato era grande e recebia uma verba considerável do governo para se manter,a questão,é que este dinheiro nunca fora totalmente investido no orfanato.Longe distoAs crianças eram maltratadas,física e mentalmente,não comiam bem,ou mesmo dormiam.Eram espancadas diariamente,sempre por nada,ou por algum motivo absurdo.Muitas morriam,enquanto no relatória mensal à prefeitura,eram listadas como "adotadas" por famílias que nunca existiram realmente.Só para que eles recebessem uma quantia maior do que o número de crianças...Quando eu entrei,mesmo que não fosse possível,o cheiro parecia querer me matar.Invadia meu nariz de modo selvagem,tentando destruir tudo em seu caminho.Era uma sala com paredes descascadas e úmidas,e não tardei a encontrar a origem do cheiro.O chão estava ensopado,pelo menos por alguns centímetros.E também não tardei a reconhecer o que era o cheiro e seu exalante.Micho...Eu estava no que era chamado pelas funcionárias de "quarto do silêncio" era onde as crianças de castigo eram colocadas,por vezes ficavam dias lá,onde não podiam fazer barulho ou comer,e o banheiro,bom,era aonde eu estava pisando agora.Naquele quarto,muitas crianças morriam,e era o que me levara até lá...Foi então que eu a vi,estava usando um pano que um dia fora branco,mas agora encontrava-se manchado e gasto.Não tinha certeza se era realmente ela.Estava magra e tremia,era possível definir os contornos de seus ossos por debaixo da pele,como se a fome lhe tivesse devorado a maior parte dos músculos.Além de seus olhos,a única coisa que mostrava que ela era a garotinha que eu havia visto a um ano,era uma coleira que pendia de seu pescoço fino,tão larga depois da magreza de sua dona,que parecia que poderia passar pela cabeça dela.Elizabeth 189335Era o que estava gravado nela...Por mais que me sentisse enojado,eu não conseguia parar de olhar para ela,enquanto ela olhava para mim,eu não via mais nada naqueles olhos,como se já tivessem perdido a vida a décadas,embora houvesse se passado apenas um ano.Ela desviou o olhar,e eu o segui,vendo o motivo de nosso encontro.No chão,estatelado,havia um corpo diminuto,como uma roupa que encolheu e foi jogada de volta na máquina.Seus olhos eram fixos e distantes,olhos que anunciavam minha presença e marcavam meu trabalhoQuando puxei a alma do garoto,que chamava-se Hans,a boca da menina que via a morte abriu-se,trêmula:▬Alaster...Olá...As palavras pareciam flácidas,morrendo nas imediações dos lábios rachados e ressecados que tentavam pronunciá-las,não saindo mais do que sussurros.Sim,foi ela a pessoa a dar-me o nome de Alaster Crow.Um dia ela disse:"Não vou ficar lhe chamando de morte,e como você não quer me dizer seu nome,vou te chamar de Alaster Crow!"Ela nunca me disse da onde tirara este nome,tão pouco fiz objeção,era um nome bonito.Mas agora,ouvi-lo só me causou remorso,pois ela parecia não ter mais cordas vocais,de tão roca que era,aquela voz mal se assemelhava a um gemido,se esta não fosse...Não me atrevi a falar,apenas fiquei observando-a reunir forças para continuar falando...▬Por favor...Me leve...O pior naquilo,não era o pedido,mas sim o fato de eu poder atende-lo...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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