A Menina Que Perdeu Seu Rumo

2 A menina que perdeu seu rumo - Uma noite de Natal


Notas iniciais
Está ficando boa?

Fiquei horas lá, relaxando, e refletindo os momentos bons que pelo menos uma vez, tive meus pais presentes. Terminei meu banho, e novamente, vesti meu roupão. Estava quase a abrir a porta em direção a saída, quando eu prestei atenção, naquela fumaça que invadia todo o banheiro, da porta, até um buraco de ventilação. Para alguns, é algo normal, que se acontece quando se toma um banho muito quente, mas eu, achei muito bizarro.

Sai do banheiro, e entrei em meu quarto, o dia estava muito frio, tirei meu roupão, e coloquei ele sobre minha cama, vesti muitos casacos, pois sei, que se não fizesse isso, provavelmente, se eu ficasse com gripe, meus pais iriam sempre ficar falando desse dia que não coloquei casacos.

Peguei meu roupão, e coloquei ele no varal, para secar. Não que ele estivesse encharcado, mas estava úmido.

Cheguei lá em baixo (no primeiro piso de casa, onde fica a sala, a cozinha e outros lugares) e finalmente, depois de cinco meses, em minha mãe parar em casa, a vi, tomando uma xícara de café, e arrumando suas pastas, projetos e outros documentos importantes, acho que era do seu trabalho.

–Bom dia, Elisa. — disse minha mãe

–Meu nome é AnneBeth.

–Não tenho tempo agora, Elisa, depois falamos sobre isso.

Minha mãe pegou sua xícara de cafe, e seus projetos e enfiou tudo em uma pasta e saiu. Por sorte, não esbarei nela e molhei seus projetos, se tivesse acontecido, ela daria seus surtos do tipo ''Cuidado, eu comprei esse seu óculos para você enxergar melhor, não para usar como enfeite'' ou essas coisas.

–Bom dia minha querida, sabe como é, sem trabalho, sem dinheiro e sem dinheiro ficamos sem nada.

''–É, já sei, já estou acostumada'' — foi tudo que eu mais queria dizer, mas eu não queria discutir com meu pai, só pelo fato de ele sempre ter razão, mesmo quando não tem, ele tem.

-Ah...Ok. — foi só isso que eu consegui pensar

Olhei pro relógio que ficava sobre a nossa estante. Eu teria vinte minutos para chegar na escola a tempo.

A escola ficava longe, então peguei minha mochila, as matérias de hoje, e sai correndo para chegar a tempo.

Eu bati na porta duas vezes e então abri:

–Me desculpe Sr.Wallenger. — me desculpei.

–Já é a terceira vez essa semana, você sabe que se isso acontecer de novo, vou ter que chamar seus pais.

–Sim, eu sei, desculpa.

O Sr.Wallenger podia parecer um professor carrancudo e sério, mas depois que você se aproxima dele, percebe o quanto ele pode ser uma pessoa doce e gentil.

Ele confirmou com a cabeça, e então sentei no meu lugar.

Notas finais
Espero que esteja ficando boa.