- Uff. — A mulher suspirou, parecia angustiada. E entao respondeu: tem, tem sim.

- ah, e qual... qual é o horario da visita ?

- bom, no caso dela, qualquer horário antes da 21h e depois das 9h.

- ah, obrigada.

Alice desligou o celular, estava tremendo. Ainda nao acreditara que Fernanda, aquela garota alegre e dada estivesse na pior. Ou melhor nos ultimos meses de sua vida. Ela estava inconformada. Como uma garota com a saúde dela, fazendo as coisas que ela faz e com apenas 16 anos tava nessa? Uma lágrima escorreu. Apesar de Fernanda e Alice nao se falar e Alice ter uma má impressão dela, Alice estava mal com aquilo, estava com dó da colega. Alice era muito sensível e chorava por tudo. Mas Nina, vendo sua melhor amiga ali, chorando com uma dor tremenda no coraçao, nao aguentou, chorou junto. E disse — O que ela falou Alice? Por que voce esta chorando?

- Ela é tao nova, tem tanto o que viver.

- Mas nós podemos fazer esses ultimos meses valer a pena. Nao podemos?

- Sim. — disse Alice decidida enxugando o rosto.

As duas foram para o intervalo, tomaram um suco e foram direto para a sala de aula. Elas nao viam a hora das aulas acabarem, estavam anciosas e ao mesmo tempo com medo do que veriam.

As últimas aulas passaram voando. Mas para as duas pareciam uma eternidade. TRIMMMMMMMMMMMM. O sinal bateu, era a hora de arrumar as coisas e ir direto para o hospital.

- ta se sentindo como? — perguntou Nina

- Ah, eu to meio com medo. E voce ?

- Normal.

- Entao.. vamos ?

-sim.

As duas pegaram um táxi e chegaram no hospital.

- oi, eu queria ver a paciente Fernanda Marcundes ?

- a do quarto 334 ?

- a própria. — respondeu Alice.

- Pega o elevador e vai até o 4 andar, segue o numero das portas e só entrar.

- Obrigada.

- De nada e boa sorte.

Chegando no quarto de Fernanda...

- 334, é aqui. — Disse Nina.

- é.

as duas bateram na porta e foram entrando devagar..

- Fernanda? — Alice falou com a voz alta