Notas iniciais
Essa é a adaptação que eu mencionei... O que acharam? O original foi escrito há 3 anos!!

No dia seguinte, fiquei agindo com um zumbi e amaldiçoando tudo e todos até que Piter disse:

-Alice! Seu parceiro no trabalho de história chegou!

Prendi a respiração. Ai, meu deus, o Pedro chegou. Alguém, por favor, me mate.

Uma batida na porta interrompeu meus pensamentos.

- Alice, posso entrar? – Perguntou Pedro.

- Claro – respondi.

E depois de mais ou menos uma hora fazendo aquele texto, pesquisando e destacando coisas (ele realmente ajudou!), eu resolvi pegar um copo de suco para mim e um para ele. No caminho, eu tropecei na minha caixa de revistas, que eu havia esquecido no chão no dia anterior e teria levado o maior tombo da face da Terra se duas mãos grandes e fortes não tivessem me segurado.

Levantei minha cabeça, que tinha ido de encontro ao peito dele, para encarar seus olhos negros e, então, ele abaixou a cabeça até o seu rosto ficar há oito centímetros do meu. Seus lábios começaram a se abrir, seu olhar estava mais intenso do que antes e eu percebi que ele ia me beijar.

Então fiz o que qualquer garota teria feito na minha situação e desviei a cara. Desvencilhei-me dele e estava indo me sentar na escrivaninha para terminar o trabalho, quando ele segurou meu pulso.

- Pedro... – eu falei baixinho, me virando para encará-lo.

- Por favor, Alice... – ele pediu. Seus olhos tinham tanta tristeza que eu tive que desviar o olhar.

Num segundo eu estava ali, pensando no que poderia dizer, e no outro eu estava em seus braços e não podia falar mais nada porque ele tinha coberto minha boca com a dele. E, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, sua mão começou a percorrer o meu corpo, de cima a baixo!

Sua boca desceu até a alça da minha blusa e depois fez o trajeto contrário, subindo até minha orelha e sussurrou:

- Me lembre de agradecer ao sor Afonso...

Sua boca deslizou novamente até a minha, me beijando da tal forma como nunca havia sido beijada.

Ele me arrastou até a parede e me beijou com mais intensidade, me mantendo ali, presa. E então eu senti que os dedos haviam entrado debaixo da minha blusa, mas não pude fazer nada para impedi-lo. Involuntariamente eu coloquei meus braços ao redor do seu pescoço e o puxei para que seu corpo ficasse mais colado ao meu. Senti que minhas pernas, dentro do meu jeans velho, haviam começado a se separar. Qual era o meu problema? Por que eu não conseguia me controlar?

Ele tirou sua boca da minha e afundou seu rosto no meu cabelo loiro e, por algum motivo desconhecido, eu entrelacei meus dedos no cabelo seu cabelo preto e o puxei para mim.

Ficamos assim durante alguns minutos, apenas ouvindo nossas respirações, até que ele colocou sua boca de novo na minha. Meu coração parecia que ia explodir! Eu realmente não estava bem... Eu até estava gostando! Ele passou a língua por todos os cantos da minha boca como se quisesse sentir meu gosto ainda mais.

E então eu ouvi alguém abrindo a porta, e Pedro também. Parado na porta, chocado, estava Piter. Mas, antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele saiu correndo.

Aproveitei que Pedro estava distraído e o empurrei com toda força, fazendo com que ele caísse no chão?

-Qual o seu problema? – ele perguntou.

- Qual o meu problema? QUAL O SEU PROBLEMA?!

- Ei, calma não precisa gritar. — disse ele, se levantando — Ahn, você quer terminar o trabalho?... Acho que não... Bom, acho melhor eu ir indo. – e saiu o mais rápido possível.

Isso, vai embora daqui antes que eu te mate, filho da puta desgraçado!

Durante o jantar, Piter ficou me observando atentamente, mas, graças a Deus, não falou nada para os nossos pais. Antes de dormir, liguei para Camila e contei tudo, mas ela ficou tão chocada que não conseguiu me dar nenhum conselho.