A Megera Não Domada
1 Prológo
Notas iniciais
- Ai meu Deus – Gritei. Não tinha percebido um garoto do outro lado da janela me ver dançar de calcinha e sutiã
– Desculpa – Ouvi-o gritar enquanto eu fechava as cortinas.
Joguei-me em cima da cama e comecei a rir daquela situação constrangedora. Parei de rir quando comecei a escutar um som de guitarra que vinha da casa ao lado saio da cama e vou até o meu guarda roupa. Pego um vestido roxo, vesti-o e ando até a janela. Abro a cortina um pouco só pra vê se era aquele garoto que estava tocando. Assim que coloquei o rosto pra ver, uma mulher entrou no quarto dele, devia ser sua mãe. Eles dialogaram, falando alguma coisa que não dava para ouvir. Mas percebi que eles estavam falando alguma coisa sobre a minha casa, quando ele meio que apontou para a casa com a cabeça. Continuaram a conversar, depois de uns dez minutos ela saiu e fechou a porta. Afastei-me da janela e voltei para cama, peguei meu notebook e comecei a assistir meu filme preferido Orgulho e Preconceito e acabei caindo no sono.
[...]
- Kat acorda – Minha mãe me chamava me balançando.
- O que foi? – Perguntei sonolenta.
- Levanta. Nós iremos jantar na casa dos vizinhos. – Minha mãe disse se levantando e indo até meu guarda roupa. Pega um macacão preto e joga-o em cima da cama.
- Por quê? – Falei sentando na cama.
- Porque eles fizeram o convite. E como nós somos educados, aceitamos. Agora vai se arrumar – Ela terminou saindo do quarto.
Levantei-me e fui até o banheiro. Tomei um banho demorado. Não gostava de comer na casa de outras pessoas. Apesar de que os meus pais não são os melhores cozinheiros do mundo, mas eles se esforçam. Vesti o macacão que minha mãe escolheu e calcei meu all star preto. Desci as escadas, meus pais e a minha irmã irritante já estavam prontos. Minha mãe usava um vestido azul claro e o meu pai com uma calça e camisa social. Bianca usava apenas o que parecia um vestido rosa, que em minha opinião é horrível. Eles estavam formais demais.
- Vamos – Papai disse abrindo a porta para que passássemos na frente.
Caminhamos até a casa ao lado. Era a mesma casa onde aquele garoto estava me observando dançar. Meu coração bateu mais rápido. Não posso passar mais mico do que passei dançando de uma forma ridícula no meu quarto. Papai tocou a campainha ao chegarmos à frente da porta de entrada. Entrelaçou a cintura da minha mãe com um dos braços. Dei um suspiro para esperar alguém atender a porta. Mordi o lábio ao ver o garoto da janela ao lado da minha abrir a porta. Ele dá um sorriso amigavelmente para os meus pais e quando seus olhos castanhos esverdeados param em mim seu sorriso se alarga ainda mais.
- Que bom que vieram – Falou olhando diretamente para mim.
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