A Medicina do Amor.
5 Capitulo 5 - Perdidos e Sozinhos.
Chegando no estacionamento House começou a me encarar. Percebi que era por conta do silencio que desdo andar de cima, não trocamos nenhuma palavra. Então decidi perguntar :
Cuddy : -Por que você trocou a Cameron por mim para ir buscar as verbas do hospital, sendo que eu não sei onde fica ?
House : -Por minha perna estar doendo e o vicodin acabando, decidi ir de carro. No caso, o seu carro. E nao vamos buscar verbas nenhuma. Isso responde sua pergunta?
Cuddy : -Você mentiu !
House : -Todo mundo mente.
Cuddy: -Se não vamos buscar as verbas, então vamos onde ?
House : — Só vou te contar no caminho.
Entrei no carro e comecei a dirigir. Só estava torcendo para House não querer ir muito longe porque a estrada estava péssima devido a chuva de nevasca que teve durante a madrugada anterior em Princeton. E fora o frio, que estava de arrepiar os cabelos.
House : -Sua mãe não morreu.
Ao ouvir House dizer essas palavras, quase bati o carro.
Cuddy : -O que ? você é maluco ou algo do tipo ? você sabe muito bem que minha mãe morreu. Ontem mesmo você me encontrou chorando porque ela...
House : — Sua irmã me ligou.
Cuddy : -Porque Júlia te ligou e não me ligaria ?
House : -Sua mãe está tendo alucinações. Alucinações com pessoas mortas. Por isso ela mandou uma mulher te ligar e dizer que ela estava morta. Sua mãe precisa de você.
As coisas na minha cabeça estava de ponta cabeça. Um hora minha mãe estava morta, na outra ela estava viva. Fiquei feliz por ela estar viva e triste por ter que dirigir por cinco horas.
Já estava dirigindo há duas horas e meia, meus braços e pernas estavam adormecidos.
House: -Você parece exausta...
Cuddy : — É o jeito que as pessoas costumam ficar quando estão a mais de duas horas dentro de um carro.
House : — Eu não estou exausto. E estou a duas horas, trinta minutos e vinte e quatro segundos dentro do carro.
Cuddy : -Bom se eu tivesse contando os segundos que passo dentro do carro, assistindo novela, comendo batata fritas e tomando refrigerante, acredito que também não ficaria exausta.
Cheguei em um parte da estrada que me encontrei perdida. Havia duas entrada, onde fui no chute pela direita.
House : — É a esquerda.
Cuddy: — Direita.
House : — Esquerda!
Cuddy: — Direi...
Antes mesmo de terminar de discutir com House em qual direção era a certa, o carro empacou no monte de neve, da estrada.
House: — Ótimo, além de não saber onde estamos você consegue enfiar o seu carro em neve a baixo! Você pelo menos tem um macaco ?
Cuddy : — Por que eu teria um animal de zoológico no meu carro ?
House : — Espera aqui dentro. Vou ver se você tem algum macaco no porta mala pra ver se consigo trocar o pneu. E o macaco, não, não é um macaco de zoológico.
House foi até o porta-malas, mas eu não tinha o tal do macaco. O que tinha lá eram roupas, acessórios médicos e maquiagem, o que deixou House ainda mais nervoso.
Cuddy : — O que vamos fazer ?
House : — Desliga o carro, apaga as luzes, para não descarregar o motor. Esperaremos até amanhã cedo o gelo derreter ou esperar a Shakira passar por aqui dançando Loca Loca Loca.
Com o carro desligado, o carro começou a gelar, House e eu tivemos que dividir o único lençol que eu tinha no carro. Que me deixou constrangida.
E então perdidos na estrada, eu só conseguia pensar no beijo daquele cara de olhos azuis, que mesmo com pouca luz , eu ainda conseguia enxerga-los. O que fazia eu desejar Gregory House somente para mim.
Notas finais
E deixem comentário em baixo, que alem de eu adorar. Ajuda muito saber o que vocês estão achando da história. Então é isso.
bjos
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