A Mediadora

1 Prólogo


Notas iniciais
Olá, queridos leitores. Depois de muito tempo sem escrever decidi, em uma tarde de feriado do trabalho, escrever e documentar para vocês está obra literária que surgiu exatamente do nada em minha consciência e me permiti deixar fluir para vocês. Espero que gostem, espero que eu não tenha bloqueio criativo, e tenham uma boa leitura!

Meu nome é Maria Anne. "Mariane?" Não, é Maria Anne. "Por que?" Porque meus pais quiseram assim.

Eu poderia contar quantas vezes esse mesmo diálogo monótono fora repetido hoje na nova escola. Aparentemente, na França, é comum juntar dois nomes em um, eu entendi que fosse basicamente assim, mas posso estar enganada. Como eu já disse inúmeras vezes hoje, meu nome é Maria Anne Wooldridge, completei quinze anos de vida há duas semanas atrás e realmente não sinto diferença. Minha mãe costumava dizer que, onde ela nasceu, era comum meninas festejarem seus quinze anos realizando uma grande festa onde vestiam um lindo vestido armado. Dizia também que havia todo um ritual durante o baile de aniversário, e a decoração era sempre maravilhosa. Mas comigo é diferente. Para realizar uma grande festa como essa eu deveria ter convidados, amigos próximos, amigos distantes, parentes próximo e distantes... Esse tipo de coisa. Mas para quem passou oito anos viajando de continente à continente como eu, não tem muitos amigos para convidar.

Esqueci de mencionar, minha mãe, Verônica Wooldridge Gonçalves, é brasileira, tem 38 anos e olhos verdes de darem inveja. Ela nasceu em uma cidade pequena no sul do Brasil e conheceu meu pai em uma viagem aos Estados Unidos quando ainda era uma atriz famosa. Meu pai chama-se Mitchel Wooldridge, nasceu em uma cidade ao leste da Florida, e trabalha para uma grande companhia de Fast-Foods. Ele viaja bastante para vender franquias e fazer negociações. É um trabalho não muito fácil, mas muito bem remunerado, entretanto, estamos sempre viajando. Nunca fiquei mais que um ano e meio em um mesmo país. Meu pai é enviado à cidades específicas, e como ele, vinte outros homens e mulheres bem sucedidos realizam o mesmo cargo para a mesma empresa.

De qualquer forma, não é sobre eles que venho falar com vocês. Não é sobre a França e nem sobre essa companhia de Fast-Foods. O grande problema dessa história é este terrível anel que encontrei há alguns dias em uma viela próxima da minha nova casa, um anel diferente, chamativo e provavelmente especial. Mas que, infelizmente, não quer sair do meu dedo de forma alguma. Eu não consigo esquecer do dia em que o encontrei, era um dia de chuva, e eu sabia que algo iria acontecer...

Notas finais
Pequena introdução e uma pausa na escrita pois tenho algumas coisas para fazer agora. Assim que possível, continuemos :D