A Marota- Caroline Caldin
61 Sonserinos, sempre no meio
Notas iniciais
P. D. V. Sirius
Fazia duas semanas que tínhamos voltado para Hogwarts, e foi a melhor coisa que me aconteceu, não aguentava mais ficar lá em casa. A parte ruim de vir para Hogwarts é que está tendo muita lição, a McGonagall passou lição no segundo dia de aula. A Carol e o Remo, assim como a Lily, quase não saiam de trás dos livros. A Lily já é normal, com a Carol conseguimos deixar ela uma hora sem um livro, já o Remo anda com um para cima e para baixo, isso me irrita.
Nesse exato momento, não era diferente. Eu, James e Pedro estávamos sentados no sofá (Pedro estava comendo chocolate), Remo estava lendo um livro, como sempre, e a Carol estava numa mesa fazendo lições. Eu ainda não sei como eles conseguem ficar tando tempo com a cara do livro. E eu ainda não sei porque estou aqui. Poderia estar pegando uma menina, mas estou aqui sentado.
Eu poderia estar passeando por Hogwarts, pegando uma menina, fazendo marotices, pegando uma menina, enchendo o Ranhoso, pegando uma menina... Olha quantas possibilidades, mas em vez disso eu estou aqui, sentado sem fazer nada, sem estar "falando" com uma menina gostosa.
— Sirius, para de pensar em meninas gostosas. — Falou a Carol lá da mesa sem olhar para mim.
— Como você sabe? — Perguntei olhando para ela.
— Eu te conheço. — Falou sorrindo marota, isso não é bom.
Ela voltou a escrever no pergaminho e eu olhei para o resto da sala comunal, todos estavam fazendo lição. Olhei para o Pedro, e ele já estava comendo outra barra de chocolate. Olhei para o James e ele, com certeza, estava pensando na Lily, pois estava com um sorriso muito bobo. Olhei para o Remo, ele estava virando mais uma página do livro.
Fiquei encarando a lareira durante um bom tempo, só escutando as penas passando nos pergaminhos, as páginas dos livros sendo viradas, o Pedro comendo a barra de chocolate, cadeiras raspando nos tapetes. Isso estava me deixando com sono, será que ninguém fica entediado com isso, só eu?
— Valei, Pedroca. Adoro esse chocolate. — Falou a Carol roubando a barra de chocolate do Pedro.
— Ei, é minha. — Falou tentando pegar a barra de volta.
— Perdeu. — Falou e deu uma mordida na barra.
— Carol. — Falou levantando e tentando pegar a barra de volta.
— Finalmente vamos nos mexer. — Falei e o James riu, pois estava muito engraçado ver o Pedro correndo atrás do chocolate.
— Carol, posso pegar a sua lição de poções? — Perguntou a Dorcas da escada.
— Pode, está no dormitório. — Falou ainda se esquivando do Pedro.
— Me devolve. — Falou Pedro quase implorando para a Carol.
— Agora não. — Falou e pegou o livro que o Remo estava lendo.
— Ei, me devolve. — Falou Remo pulando da poltrona.
A Carol começou a rir e saiu correndo da sala comunal, já entendi o plano dela. Ela queria nos fazer sair da sala comunal, e conseguiu, Remo e Pedro logo saíram atrás dela. Eu e James rimos e saímos atrás dos três. A Carol estava correndo, rindo igual a uma louca, e tenho uma pequena impressão que ela estava indo para a sala precisa.
Quando estava chegando no corredor, tive a certeza que ela estava indo para a sala precisa. A Carol pensou numa sala e a porta pareceu, ela entrou e depois de cinco segundos entramos, mas não vimos a Carol lá. Olhei em volta e não a achei, o que ela estava tramando? Coisa boa não poderia ser, com certeza.
Escutamos um barulho atrás da gente, mas não tinha ninguém, estranho.
P. D. V. Carol
Eu me escondi atrás de um sofá perto da porta, ainda com o chocolate e o livro do Remo. Sabe por que eu tinha feito tudo isso? Para distrair eles um pouco, dava para ver que eles estavam no maior tédio na sala comunal. Fui andando devagar até a porta depois que eles entraram e deixei o livro e o chocolate lá, e sai da sala, fazendo um barulho depois que sai.
Dei uma corridinha até o próximo corredor e comecei a andar normalmente, logo-logo os meninos iriam me achar. Foi andando com um sorriso pelo corredor, se alguém passasse por mim, nem iria perceber. Se foce sonserino ou não, não me importava, não agora, estava muito ocupada pensando na cara dos meninos.
— Caldin, como vai? — Falou um menino colocando o braço na minha frente e depois colocou o outro no meu outro lado do meu braço.
Olhei para ele e o mesmo era da Sonserina. Eu nunca vi esse menino antes, e não entrou aluno novo aqui esse ano. Ele não era feio, tinha o cabelo marrom e os olhos pretos como uma caverna sem fundo. Ele era estranho e você encarar aqueles olhos dava medo. E como ele sabia o meu nome?
— Eu te conheço? — Perguntei, eu não estava entendendo nada.
— Não, mas eu quero conhecer você. — Falou me dando um sorriso malicioso.
— Serio? — Perguntei parecendo surpresa. — Que bom para você. — Falei sorrindo sínica e saí por baixo dos seus braços.
— Qual é? Vai virar as costas para mim? — Perguntou segurando o meu braço, isso me lembrou muito o Malfoy, e isso estava me assustando.
— Vou, como eu já fiz a dois segundos atrás. — Falei e tentei de novo sair de perto dele, mas ele segurou meu braço de novo.
Depois que eu olhei para ele, o mesmo me segurou pelo braço direito na cintura, me deixando muito perto dele, próximo demais para o meu gosto.
P. D. V. Sirius
Quando eu encontrar a Carol, vou matar essa menina. A louca tinha nos deixado na sala precisa, pelo menos ela não nos trancou lá. Eu e os meninos tínhamos ido procurar ela, já que a mesma sumiu da sala precisa. Depois de um tempo eu e os meninos nos separamos num dos corredores; eu fui para a esquerda e eles para outros corredores a direita.
Agora eu não estou entendendo mais nada. Ela tinha feito aquilo para que? No começo achei que era para nos tirar da sala comunal, mas depois ela some, não entendi nada. As vezes, quase sempre, as mulheres são muito confusas. Umas das meninas que eu peguei já tinha dado em cima de mim de novo, e varias vezes, nas não só ela, as outras também. E claro que eu já tinha pego elas de novo, mas não é a mesma coisa que carne nova.
— Me solta. — Escutei a Carol falar no outro corredor.
— Vai, me dá só uma chance. — Falou a voz de um menino.
Quando eu cheguei no outro corredor vi a Carol sendo segurada pela cintura, e um menino da Sonserina estava segurando-a. Me escondi e fiquei olhando eles. Ele era alguns centímetros mais alto que a Carol, e eu já o tinha visto uma vez pelo corredor, e na única vez ele estava beijando uma menina. Tenho a impressão de que isso não vai dar certo.
— Não, e me solta. — Falou o empurrando, e ele dei um passo para trás, mas puxou a Carol de novo.
— Só um beijo. — Falou como se tivesse implorando para a Carol.
— Não, se você quiser um beijo vai procurar umas oferecidas para beijar. — Falou a Carol com raiva na voz.
— Para que? Para ser igual aos seus amiguinhos? — Falou e com certeza a Carol fez uma cara feia. — O Malfoy me falou que os protegia, mas não sabia que protegia a ponto de mentir. — Falou com aquele sorrindo sonserino metido.
— Eu não minto, e não estou protegendo ninguém. Mas você pode ter certeza que eles não pegam meninas sem que elas queiram. — Falou, era a verdade.
O sonserino, que depois vou descobrir o nome, deu uma daquelas risadas malignas de comensais e olhou bem nos olhos da Carol.
— Sabia que você iria protege-los. Mas voltando ao assunto me beijar, você é uma das meninas mais procuradas em Hogwarts, também depois de beijar o Malfoy...
— Eu não beijei o Malfoy. — Falou alto a Carol, com plena raiva na voz.
— Não adianta negar, a Sonserina inteira sabe. — Falou sorrindo e logo depois deu uma risada muito comensal.
A Carol, em dois segundos, o empurrou e deu um belo soco nele, um soco bem dado mesmo. A Carol mexeu a mão como se tivesse doido, e o sonserino olhou para ela sem acredita que ela tinha mesmo dado um soco nele. Eu estava segurando a risada no meu "esconderijo".
— Vadia. — Resmungou olhando mortalmente para a Carol.
— FDBMC. — (Filho De uma Bruxa Mal Comida) Revidou, nossa, nunca vi a Carol xingar alguém assim.
Ele deu um passo para frente e isso não é bom. Eu estava quase saindo de lá, do meu esconderijo, para parar o sonserino quando a Carol tira a varinha e grita:
— Glaciulliarmus. — E no outro segundo a perna dele estava congelada.
— O que é isso? Tira esse feitiço agora. — Gritou, tentando andar, mas inutilmente sucedido.
— Desculpa, mas eu não sei o contra feitiço. Vai ter que procurar um professor. — Falou dando de ombro e um sorriso inocente.
Ele virou as costas e saiu andando na maior dificuldade. A Carol ficou vendo ele sair todo bravo com os braços cruzados, com certeza pensando no que vai acontecer depois. Quando ele virou o corredor eu sai de trás da parede.
P. D. V. Carol
Não acredito que tinha um menino dando em cima de mim, tentando me beijar, e era amigo do Malfoy. Eu sabia que esse menino era estranho e dava medo, e agora eu sei porque, nenhum amigo do Malfoy é boa pessoa. Serio, ficar olhando aqueles olhos tão profundo na escuridão dava um pouco de medo, se você ficasse mais de 10 segundos olhando aqueles olhos dava para imaginar você caindo num buraco que nunca acaba.
— Belo soco. — Falou o Sirius atrás de mim, me dando um belo susto.
— Não faz mais isso. — Falei olhando para ele. — Obrigada! E desde quando você vendo?
— Desdo "Me solta". — Respondeu.
— Wou! Então você ouviu tudo? — Perguntei na maior calma possível, mas por dentro eu estava pirando.
— Praticamente. — Falou dando de ombro.
— Você conhece ele? — Perguntei.
— Claro, conheço todo mundo da Sonserina. — Falou irônico.
— Não é isso o que quis dizer. — Falei sorrindo.
— Não, mas já o vi, e nunca fiquei sabendo o nome dele.
— Aquele menino é muito estranho. — Comentei sem pensar.
— Eu também acho. — Concordou Sirius. — Mas por que você saiu correndo?
— Queria fazer vocês se mexerem. — Falei.
— E funcionou, mas acho que os outros vão te matar. — Falou sorrindo.
— Ai eu saio correndo de novo. — Falei sorrindo e ele riu.
— Mas, o que vamos fazer a tarde inteira? — Perguntou colocando o braço no meu ombro e começamos a andar.
— Eu não tenho a minima ideia. Só sei que não quero mais estudar por hoje.
— A nerdinha não querendo estudar? — Perguntou surpreso.
— Não sou nerd. — Falei dando um tapa na barriga dele de levinho.
— Mas está parecendo, do jeito que você está estudando, igual a uma louca. — Falou revirando os olhos.
— E você está parecendo um mendigo, aquele que não faz nada. — Falei o provocando.
— Hahaha. — falou rindo sínico.
Logo depois ele me abraçou pela cintura, me levantou e me virou, isso tudo eu de costas. Eu soltei um gritinho, eu não esperava isso, e ele começou a rir (depois de me colocar no chão). Eu comecei a rir com ele e no final estava dois loucos rindo por nada, com certeza quem passasse iria achar isso.
— Ei, dois, por que estão rindo? — Perguntou Jay aparecendo com os outros meninos.
— Nada, não. — Respondi junto com o Sirius.
— Sei. — Falou Remo desconfiado.
— Foi só um comentário, como sempre, desnecessário do Sirius. — Respondi sorrindo.
— Ei. — Falou de modo repreensivo para mim.
Eu e os meninos começamos a rir, nós sempre irritávamos ele com isso, e era sempre engraçado.
— Vamos voltar para a sala comunal. — Falei e começamos a andar.
Fomos passando pelos corredores, ainda conversando, até chegar na sala comunal. Depois de falarmos a senha e entramos, os meninos foram para o dormitório deles e eu para o meu. Quando cheguei lá, a Lily estava lendo um livro e as outras meninas não estavam no dormitório.
Tirei o meu uniforme e coloquei uma roupa confortável. Peguei o meu caderno de desenho e a pena e foi em direção ao dormitório dos meninos, não estava a fim de ficar no meu dormitório. Subi as escadas já desenhando, sim, sou ninja para conseguir fazer isso. Brincadeira, eu quase cai umas cinco vezes.
Abri a porta e fechei com o pé, logo depois consegui ver os meninos sentados nas suas camas, conversando. Fui até a cama do Jay e senti no seu lado, claro que depois dele dar um espaço, e os meninos continuaram falando sobre alguma coisa, não estava prestado muita atenção.
Eu comecei a desenhar um lobisomem, depois fiz dois cachorros, um com uma mancha em volta do olho, um cervo, e por último um rato. Depois que acabei escrevi Aluado- Lobinho em cima do lobisomem, Almofadinhas- Cachorro em cima do cachorro, Mancha- Cadela em cima do cachorro com a mancha no olho, Pontas- Veado em cima do cervo, e Rabicho em cima do rato.
— É cervo. — Falou Jay olhando o meu desenho.
— Eu desenhei um cervo. — Falei olhando para ele.
— É Poodle. — Falou apontando para o "Cachorro", e eu ri.
— Cala a boca, Veado. — Falou Sirius da cama dele, olhando feio para o Jay.
— Mas eu não disse que era você. — Respondeu na maior inocência encolhendo os ombros.
— Nem precisava. — Retrucou Sirius e eu, Remo e Pedro já estávamos chorando de tanto rir.
— Ai, Sirius, você se preocupa muito com o que as pessoas dizem ou vão dizer. — Falei sorrindo para ele.
— Não é verdade. — Protestou olhando para mim.
— Seu cabelo está uma bagunça. Parecendo um ninho de passarinho. E eu não minto. — completei antes dele falar alguma coisa.
Em dois segundos ele já estava no banheiro se olhando no espelho. Assim que ele saiu de vista, os meninos começaram a rir e eu revirei os olhos voltando a desenhar. Na verdade, não tinha muita coisa para fazer, eu só fim um "acabamento" nas letras e o desenho ficou perfeito, pelo menos para mim.
— Ok, você tinha rasão. — Falou Sirius voltando do banheiro.
Eu olhei para ele sorrindo e segurando a risada, mas isso ninguém precisa saber. Fechei o meu caderno e sentei na cama de perna de índio.
— O que vamos fazer? — Perguntei para todos os meninos.
— Não faço ideia. — Respondeu Jay sentando do mesmo jeito que eu.
— Sem pegadinhas. — Falou Remo quando o Sirius ia abrir a boca.
— Serio? Nós ficarmos sem assunto no começo do ano? — Perguntei.
— Que droga, nós só pensamos nos NOMs, não temos assunto. — Falou Remo.
— Tem que ter um assunto. Qualquer coisa. Nem que for para falar sobre o rato do Pedro. — Falei apontando para o ratinho que estava na gaiola, dormindo.
— Ei, não coloca ele no meio. — Falou Pedro.
— Ok, sem rato do Pedro. — Falei desanimada causando risos dos meninos.
— Tem conversado com a Gina? — Perguntou Remo.
— Não muito, as vezes ela me manda uma carta, mas como França é um pouco longe não dá para falar com frequência. — Respondi.
— Como será que é Beauxbatons? — Perguntou Jay pensativo.
— Resumindo? A maioria de lá são meio velas e louras e louros, além de serem exibidos. — Falei.
— O paraíso. — Falou Sirius sonhando com a escola.
— Tomara que a Gina não namore ninguém assim. — Comentou Remo meio sem pensar.
— Ela já namorou, e se arrependeu profundamente. — Falei, ano passado ela tinha namorado um cara muito estranho, mas não estranho como o Malfoy, estranho como... vamos dizer assim, meio gay. (Não, eu não tenho preconceito).
— E por que ela parou? — Perguntou Pedro.
— Longa história. — Eu não estou nem um pouco afim de contar tudo o que aconteceu.
— Remo, quando é a próxima lua cheia? — Perguntou Jay depois de encarar o meu desenho durante um tempo.
— Final do mês. — Respondeu de mal gosto.
— Tentem não pegar detenção no final do mês. — Falei olhando para o Jay e Sirius.
— Sim, senhora. — Falaram como se eu tivesse dado uma ordem.
Depois disso ficamos falando de coisas aleatórias. Resumindo, pegadinhas, meninas oferecidas, sonserinos desgraçados, e assim por diante. Na parte das meninas oferecidas eu ignorava e falava um pouco com o Remo, que também não prestava atenção.
No outro dia...
Eba, aula de História da Magia, que felicidade, vou escutar a voz do professor fantasma de Hogwarts (sintam a ironia). Era a aula depois do almoço, a última, e depois eu tinha Astronomia de noite. Enquanto nós andávamos conversávamos e riamos sobre coisas nem um pouco interessante.
Num dos corredores para a sala de História de Magia consegui escutar as risadas dos sonserinos, as mesma de sempre, aquelas risadas maligna e um pouco forçadas. Como sempre eu e os meninos ignoramos, eles sempre riam por alguma bobagem. Iriamos passar reto se eu não tivesse reparado em uma coisa muito estranho no grupo.
Parei de andar e olhei melhor para o grupinho, eles deveriam estar no 6º ou 7º ano. Eles estavam em volta de um menino do 1º ano que tremia muito (dava para ver a perna dele). E o pior é que eu conheço esse menino, era o Hugo.
— Que foi, Carol? — Perguntou Remo reparando que eu tinha parado e parou também.
— É o Hugo. — Falei olhando para ele.
— O que tem ele? — Perguntou Jay sem entender nada.
— É o Hugo. — Falei novamente e apontei para o grupo.
Os meninos olharam para o grupinho e também repararam que tinha um menino no meio deles. Jay e Sirius se entreolharam e viraram para os carinhas grande.
— Ei, deixa ele em paz. — Gritaram juntos.
Os meninos da Sonserina se viraram para a nossa direção e consegui ver o Hugo, chorando. Olhei para todos os sonserinos do grupo e um me chamou a atenção. Lembra do menino que eu dei um soco ontem? Então, era ele. Acho que ele era o "líder", pois estava na frente dos outros.
— Não se metam. — Falou um dos meninos nos encarando, Hugo ainda estava tremendo, imóvel.
— Nós nos metemos sim, isso não é certo. — Falou Sirius, parecendo com raiva.
— Falou o menino mais santo de Hogwarts. — Disse outro menino debochando.
— Nunca disse que eu era santo. — Revidou Sirius sorrindo maroto, deixando o outro com uma cara feia.
Nesse meio tempo o Hugo conseguiu se mexer e veio meio correndo até mim e me abraçou, ainda chorando e tremendo um pouco. Eu tenho vontade de jogar um feitiço em todos aqueles sonserinos. Os sonserinos me encararam depois dessa demostração de afeto, e acho que agora repararam na minha presença. Os meninos viram que eles estavam me encarando e pegaram as varinhas discretamente.
Olhei para todos e parei meu olhar no menino estranho, ele também estava me olhando. E acho que ele lembrou de ontem, pois não fez uma cara muito boa, parecia que estava com raiva e um pouquinho de medo. Ok, não parecia que ele estava com medo, parecia que ele estava com muita raiva. Isso está me assustando.
— Vamos, já perdeu a graça. — Falou o menino estranho (já que eu não sei o nome dele) para os outros.
Todos nos encararam e foram saindo pelo corredor, e nós ficamos encarando eles enquanto eles saíam. Ok, isso foi no minimo muito estranho. Eu pensei que ele iria fogar um feitiço em mim, um Avada, mas em vez disso ele saiu andando, ainda bem.
— Alguém sabe o nome do menino de cabelo marrom e olhos pretos? — Perguntei ainda com o Hugo nos braços.
— Antonin Dolohov. Por quê? — Respondeu Remo.
— Nada. — Respondi despreocupada e olhei para o Sirius que me olhou como se tivesse entendido por que eu tinha perguntado. — Acho melhor vocês irem para aula. — Aconselhei, se eu não me engano, eles estavam em cima da hora.
— E você? — Perguntou Pedro.
— Vou ficar com o Hugo. — Falei como se ele não estivesse lá.
— Tem certeza? Eles podem voltar. — Falou Jay.
— Poder ir despreocupados, eu sei me cuidar. — Falei sorrindo.
— Ok, vamos, se não nós vamos chagar atrasados. — Falou Remo.
Eles deram tchau para o Hugo de um jeito fofo e para mim e saíram em disparada á sala de aula. Eu levei o Hugo até um dos bancos que tinha no corredor e me sentei com ele.
— Hugo se acalma. — Falei passando a mão no seu cabelo. — O que aconteceu? — Perguntei depois dele levantar a cabeça.
— Eu não sei. Eu estava saindo da aula e eles me cercaram. Então começaram a mexer comigo e eu não sei mais de nada. — Falou e me abraçou de novo.
— Olha Hugo, não se preocupa com eles, eles só tem tamanho, tenho certeza que se você jogar um feitiço neles, os mesmos vão sair correndo de medo. — Falei levantando a cabeça dele, o fazendo sorrindo. — E você é da Corvinal, tem coragem no coração. Se eles mexerem com você de novo, é só jogar um feitiço neles. — Falei sorrindo e dando uma piscadela para ele.
— Está bem. Mas como vou conseguir jogar um feitiço neles? — Perguntou enxugando as lágrimas.
— Eles tem uma mentalidade de crianças de 10 anos, até menos, é fácil jogar um feitiço neles. — Falei dando de ombros e sorrindo.
— Ok, vou saber jogar um feitiço descente, afinal eu sou da Corvinal. — Falou sorrindo.
— É assim que se fala. — Falei fazendo o nosso toque.
Começamos a rir e ficamos conversando sobre coisas aleatórias. Quando faltava 3 minutos para bater o sinal do final da aula Hugo falou que iria para a sua sala comunal, que tinha que fazer algumas lições para fazer a atrasada. Eu fiquei no banco esperando os meninos saírem da sala.
Depois de alguns minutos que o sinal bateu os meninos apareceram e subimos para a sala comunal. Eu tentei fazer alguma lição, mas não saia da minha cabeça aqueles meninos, eu tinha que vingar o Hugo, tinha que achar alguma coisa. E também o menino estranho, quer dizer, o Dolohov, ele dá muito medo, mais que o Malfoy me encarando o ano passado.
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