A Marota- Caroline Caldin
48 Sala precisa
Notas iniciais
Oi, esse saiu bem rápido, eu tinha escrito ele quando estava sem o computador, então eu só passei para cá. E esse é um pouquinha maior, para compensar o capítulo anterior, que ficou um pouco pequeno. :D
Espero que gostem, e comentem, please.
Boa leitura.
P. D. V. Carol
Maldito Malfoy, eu odeio ele. Fiz aquela armadinha para ele e o Vane para nada, não descobri nada importante. Pelo menos vi a cara de assustado dele quando joguei tantos feitiços bom sucedidos nele. Claro que tinha sido uma ótima vingança, mas poderia ter sido melhor se o Malfoy não fosse tão chato e não contasse o que ele pretendia.
Como vocês já sabem, deixei os dois "bonequinhos" no 1º andar, perto das escadas que se movem para todo mundo que passar poder ver eles amarrados como presente, com uma fita rosa e vermelha (só para ficar bonitinho) e desacordados. Ainda riu quando lembro da sena, só que estou com muita raiva para rir agora, e com o braço doendo, eles são pesados.
Subi até o 7º andar para ir para sala comunal, mas desisti e mudei de ideia quando estava perto do corredor do quadro da mulher gorda, não estava afim de ouvir um interrogatório dos meninos, que com certeza fariam isso, já que fiquei duas horas desaparecidas (eu tinha dado uma volta para tentar esfriar a cabeça, inutilmente sucedida).
Entrei em um corredor antes do corredor da sala comunal, tinha que ficar dando voltas lá até dar o horário do jantar. Andei pelo corredor e virei a esquerda, para o outro lado ficava a passagem do quadro do Fernando. Depois de andar o corredor inteiro virei para a direita e depois a esquerda de novo, chegando em um corredor que nunca tinha visto na vida.
Enquanto andava pelo corredor ficava pensando na vida, e a coisa que eu mais queria agora e na vida, nesse momento pelo menos, era poder estar em um lugar almo e aconchegante, um lugar que eu poderia pensar em paz, sem ninguém para encher a minha paciência.
Depois que eu fiquei pensando um bom tempo nisso, uma porta surgiu na parede do corredor, e eu jurava que não tinha nada nessas paredes, só pedras como tem o castelo inteiro. Será que eu estava tão na lua que eu não tinha visto nem reparado na porta? Olhei em volta e só tinha aquela porta e eu, resolvi entrar.
Abri a porta e quando entro encontro a coisa mais bizarra e legal que já vi. A sala era exatamente o que eu estava imaginando á alguns segundos atrás, aconchegante e silenciosa. Tinha um sofá e duas poltronas vermelhas, alem de alguns livros e pergaminhos numa mesa, gosto de ler e escrever quando quero descansar.
Fui até a mesa, que tinha os livros e procurei um que eu estava lendo, Rei Arthur. Era um livro trouxa, mas muito interessante e divertido. Que droga, não tem Rei Arthur, e eu quero muito, mas muito mesmo ler esse livro aqui, em um lugar onde não posso ser incomodada e ler tranquilamente.
Quando eu pensei nisso, um livro caiu do teto e bateu na minha cabeça, essa tinha doido. Quando olhei o livro no chão, resolvi pegar, e quando olhei o nome do livro fiquei impressionada com que livro era, o livro era Rei Arthur.
- Eu não acredito! — Exclamei em voz alta, não poderia ser no que eu estava pensando. — Impossível, você é louca Caroline Caldin. Não pode ser a sala precisa. — Falei rindo do meu pensamento, realmente era impossível, ou não.
Então caiu um pedaço de pergaminho na minha frente, igualmente ao jeito que o livro veio. Nele estava escrito alguma coisa: "Sim, pode acreditar, eu sou a sala precisa". Eu tinha perguntado isso mentalmente a alguns segundos, e claro pedi a responta, e a resposta veio do céu, literalmente.
Ah, eu tinha achado a sala precisa! Eu já tinha lido sobre ela, ela era/é a conhecida como sala vem- e- vai, te ajudando nos momentos que você mais precisa, e nos piores momentos também. Será que ela sabia que eu precisava de um esconderijo para me transformar em animaga? Tenho quase certeza que sim.
Fiquei em choque durante alguns segundos, então fiquei tão empolgada que comecei a pular e a dançar em comemoração.
- Obrigada, Hogwarts. — Falei isso enquanto pulava. — Hogwarts é legal, e muito maneira. Adoro essa escola, queria viver aqui a vida inteira. — Cantarolei enquanto pulava, dançava, girava e ria jogando as mãos para cima na última parte.
Fiquei cansada de tanto pular e resolvi me sentar no sofá (Me joguei de qualquer jeito mesmo), rindo igual a uma louca e com um sorriso muito grande, maroto e divertido, alem de bobo, sim eu conseguia ficar som um sorriso maroto e bobo ao mesmo tempo, só não sei como.
Fiquei pensando como seria a reação dos meninos se vissem isso, e acho que tenho uma pequena noção da reação deles. O Remo iria ficar com um sorriso e dar um de nerd maroto, o Pedro com uma cara sem entender, o James com um sorriso enorme e maroto e o Sirius com um sorriso maroto de sempre, que só faltava pular de tanta alegria. Essa imagem é muito engraçada.
É isso, vou trazer os meninos para cá, e é agora ou nunca mais vou sair daqui. Levantei em um pulo e sai da sala precisa, fazendo a porta sumir assim que sai. Corri com um sorriso até a sala comunal não encontrei os meninos lá, resolvi subir até o dormitório, se eles não estivessem lá ele iriam morrer, e foi o que eu fiz, subi até lá.
Subi correndo também as escadas até entrar no quarto deles, achando os quatro sentados no chão conversando, mas pararam bem na hora que eu entrei.
- Tudo bem, Carol? — Perguntou Remo vendo o meu estado.
- Parem agora o que estão fazendo e vem comigo. — Falei, sabendo que não precisava chamar mais a atenção.
- Por quê? — Perguntou Pedro.
- Não dá para explicar, tenho que mostrar para vocês.
- O que? — Perguntou Sirius.
- Voldemort está atacando e eu quero que você veem a cara dele, já disse que não dá para explicar. — Falei a primeira parte na maior ironia.
- Tá bom então. — Falou Jay sem entender nada, mas se levantou e os outros o seguiram.
Eles me seguiram até o corredor da sala precisa sem entenderem nada, com certeza achando que eu tinha batido a cabeça. Quando cheguei no mesmo corredor que antes, pensei na mesma coisa, quero um lugar para pensar e ficar em paz. Fiquei pensando nisso até que a porta se materializou de novo.
Fui até a porta correndo e a abri, mostrando e vendo um lugar super aconchegante, com dois sofás e as famosas mesas com os livros. Entrei sorrindo e os meninos me seguiram, entrando logo em seguida. Eles olharam para a sala como se fosse uma sala normal, uma sala qualquer.
- Você nos trouxe aqui para mostrar uma sala bem conservada? — Perguntou Jay olhando para mim sem entender.
- Não é uma sala qualquer, é a sala precisa.
- Carol, você bateu com a cabeça? — Perguntou Sirius comprovando o que eu tinha dito antes.
- Ai, eu vou mostrar. Fechei os olhos. — Pedi na maior calma do mundo.
- Por quê? — Perguntou Pedro, por que você fala tantos por que?
- Só fechem os olhos e confiem em mim. — Falei e eles se entreolharam, mas fecharam os olhos logo em seguida. — Eu quero estar em um jardim florido com um sol brilhando no céu. — Falei na maior calma do mundo, de novo.
Depois disso o chão começou a criar grama, apareceu umas flores pelo jardim e umas árvores, alem do adorável sol brilhando no céu sem nuvem e muito azul. Sorri com o que via, era lindo.
- Agora podem abrir os olhos. — Pedi ainda sorrindo.
- Carol, isso não vai dar... — Começou Sirius, mas parou quando viu o que a sala tinha se transformado, realmente estava linda.
- Sala precisa. — Exclamou Remo tão surpreso quanto os outros, realmente eu tinha acertado na reação deles.
- Eu disse. — Falei ficando no lado deles. — Hogwarts é legal, e muito maneira. Adoro essa escola, queria viver aqui a vida inteira. — Cantarolei fazendo a minha famosa dancinha da vitória, atraindo os olhares dos meninos. — Que foi? Eu inventei uma musiquinha, qual o problema? — Me juguem sociedade bruxa.
Os meninos se entre olharam novamente e fizeram os seus famosos sorrisos marotos, isso não vai dar certo, então ele começaram a pular e cantar:
- Hogwarts é legal, e muito maneira. Adoro essa escola, queria viver aqui a vida inteira. — Isso foi engraçado, eles pareciam eu quando descobri a sala precisa.
- Todos juntos. — Falei e comecei a dançar e pular também. — Hogwarts é legal, e muito maneira. Adoro essa escola, queria viver a vida inteira.
Quando acabamos de cantar, ficamos rindo um da cara do outro. No final acabamos deitando no chão/grama e ficamos olhando o céu, em silencio, que agora tinha algumas nuvem.
- Então você ficou fazendo isso até á essas horas? — Perguntou Remo.
- Não, eu estava fazendo uma pegadinha com o Malfoy e com o Vane. — Respondi ser dar muita importância, eu teria que contar mesmo.
- E nem nos chamou. — Falaram Sirius e Jay, parecendo extremamente ofendidos.
- Era uma coisa pessoal. — Falei tentando me defender.
- Mas por que com o Vane? Você foi com o Vane para Hogsmeade. — Perguntou Remo.
- Percebi que era uma armadilha do Mafloy para mim. Por isso o Vane foi a Hogsmeade comigo.
- Sabia que não podia confiar nele. — Falou Jay, como se eu não soubesse!
- E você acha que eu confio? — Perguntei olhando para ele.
- Mas você foi á Hogsmeade com ele. — Rebateu.
- É, mas é diferente, eu falei sem pensar, quando eu ia começar a pensar sobre ir com ele ou não, eu falei sim. — Falei olhando para o céu, até hoje eu me arrependo de ter escutado aquela voz na minha cabeça e responder sim.
- Quando você descobriu que era uma armadinha? — Perguntou Remo, com o seu jeito calmo de sempre.
- 10 segundos antes do Vane aparecer. — O meu anjo da guarda, ou nesse caso a minha sorte, deveria estar descansando aquela semana.
- E como você ficou sabendo? — Perguntou Pedro, acho que o Jay e o Sirius vão explodir pela cara deles.
- Uma pessoa me contou, não posso falar quem é. — Falei antes que algum deles perguntassem quem tinha sido.
- Eu quero matar o Malfoy e o Vane. — Falou Sirius com uma voz assustadora.
- Eu quero uma foto deles, isso sim. — Falei sem pensar, e caiu uma foto no meu colo, e era do Malfoy e do Vane amarrados.
Comecei a rir e passei a foto para os meninos, e m cada mão que passava começavam a rir instantaneamente.
- Eles mereciam muito mais, mas dá para rir. — Falou Sirius rindo da foto.
- Valeu sala precisa. — Falei.
- Você fala como se ela tivesse vida. — Falou Pedro olhando para mim.
- Ela é magica, Pedro. — Respondi e caiu uma barra de chocolate em mim, tá isso foi muito estranho.
Abri o chocolate e tinha um papel dentro. "Essa é a primeira e última vez que faço isso". Estava escrito no papel. Ok, respondi mentalmente e deixei o chocolate de lado, mas pensei melhor e dei para o Pedro, acho que ele faria mais proveito do chocolate do que eu. E eu acertei na resposta mais uma vez.
Fiquei olhando as nuvens passando, vendo as formas que elas tinham, vendo se eu poderia inventar uma história com as nuvens, mas eu não sou a vovó. Lembrei de quando eu era pequena, pelos meus 8 talvez 9 anos, eu sempre ficava assim com ela no final da tarde. Nós duas sentávamos nas cadeiras no jardim e ela começava a contar histórias com os formatos das nuvens.
Deixei uma lágrima cair sem querer e perceber, e logo em seguida senti a mão do Jay na minha. Olhei para ele e o mesmo mexeu a boca perguntando: Sua avó? E eu só concordei com a cabeça, e recebi um sorriso acolhedor e sensível. Se a Lily visse isso, acho que ela não falaria tão mal assim do Jay.
Ele chegou mais perto, deixando os nossos braços colados, ele ainda estava segurando a minha mão.
- Sabia que eu nunca fiz isso? — Perguntou sussurrando perto de mim, acho que era só para mim escutar,
- Sério? Minha avó sempre me levava para ver as nuvens e as estrelas. — Respondi do mesmo jeito, sussurrando.
- Nunca tive muita vontade de sair de casa, não para ir até o jardim. Olha um coelho. — Falou olhando para o céu e tinha mesmo uma nuvens em forma de coelho.
Ficamos um bom tempo assim, cada um falando o que via no céu azul, e claro que rindo um do outro pelos desenhos. No final fiz uma história, um coelho (Jay falou) estava em uma árvore no meio da floresta (Pedro falou) comendo uma maça velha (Sirius falou); então o coelho achou uma flor (Remo falou) e levou para a sua namorada, que ficou com um sorriso enorme (eu falei, tinha visto uma carinha feliz).
Depois de um tempo resolvi mudar de assunto e de paisagem, essa já estava chata. Pedi para o céu azul ficar um céu noturno e com muitas estralas por todo lado, e foi isso que aconteceu. Ficou um céu noturno, mas cheio de estrelas, nos iluminando com seus brilhos.
Fiquei vendo as estrelas brilhando lindamente no céu, vendo se conseguia ver que constelação era. Avistei o famoso arqueiro, o guiador, olhei a flecha dele, e como previsto estava para o leste, indicando uma estrela muito brilhante, a mais brilhante dali. Pera, eu conheço essa formação, era a constelação de Cão Maior.
- O arqueiro sempre aponta para o leste. Olha, Sirius, é você. — Falei olhando para a estrela que o arqueiro estava apontando, sorrindo.
- Que? — Perguntou sem entender.
- A estrela Sirius, a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior. — Sim, eu tinha reparado no nome dele na estação, só que resolvi ficar quieta, não ser a nerd do pedaço.
- Eu só vejo estrelas. — Falou Jay.
- Está vendo o arqueiro? — É claro que ele vai responder não, sua besta.
- Não. — Respondeu, eu disse.
- Olha é fácil, é só ligar os pontos. — Falei e levantei a minha mão com a dele, já que ele ainda estava segurando a minha mão. — O arqueiro sempre aponta para o leste. — Falei fazendo um arco ligando os pontos, e mexi a mão até onde estava a estrela que o arqueiro estava indicando.
- Agora eu to vendo. — Falou sorrindo. — Pronto, lá vai o Sirius ficar se gabando pelo nome.
- Então o irmão dele pode se gabar também, já que tem uma estrela chamada Regulo, a estrela mais brilhante da constelação de Leão. — Falei sorrindo, agora comecei a falar não paro mais.
- Acabou com a minha praia. — Exclamou Sirius, fazendo todos rirem.
- Sua prima também tem um nome de uma estrela. — Falei com pouco gosto, eu estava me referindo á Bellatrix.
- Quem? — Perguntou Jay do meu lado.
- Bellatrix, a 3º estrela mais brilhante da constelação de Orion. — Falei do mesmo jeito que antes, não ia muito com a cara da Bellatrix, e vocês saber por que.
- Quando foi que baixou a nerd em você? — Perguntou Remo rindo.
- O nome do meu pai é uma constelação? — Falou Sirius mais para ele mesmo do que para outros.
- Quando eu obriguei a minha mãe a comprar livros sobre estrelas e constelações, então virei um louca viciada em estrelas e constelações e na lua. — Falei rindo, eu tinha só 9 anos quando pedi isso.
- Que horas são? Perguntou Pedro, mudando de assusto.
- Não sei, por quê? — Perguntou Jay.
- Precisamos jantar ainda. — Falei.
- É, mas é só esperar a barriga do Sirius e do Pedro avisarem. — Falou Jay fazendo todos rirem.
- Temos 30 minutos até o jantar. — Falou Remo. — Eu pedi um relógio. — Esclareceu quando todos olharam para ele sem entender e apontou para um relógio na parede atrás de mim.
- Eu preciso de um banheiro. — Falou Sirius, e apareceu uma porta.
- Sirius. — Falei e apontei para a porta.
Quando ele viu deu um sorriso e saiu correndo para a porta, que todos esperavam ser o banheiro. Eu e os meninos ficamos rindo dele, por causa da corridinha até o banheiro, e olhando para o céu. Minha avó que me viciou nas estrelas, foi culpa dela de deu ser um pouco nerd, mas eu agradeço eternamente por isso.
Depois de mais alguns minutos o Sirius voltou e eu olhei no relógio, faltava 10 minutos, nossa o tempo passou rápido. Me sentei pronta para ir embora, mas fiquei pensando enquanto olhava para o chão, pensando no que iria fazer. Eu estava com fome, mas não queria comer, na verdade eu não queria descer tudo e depois subir.
- Tudo bem? — Perguntou Jay sentando no meu lado.
- Tudo, só estava pensando. Vamos jantar? Falta 10 minutos. — Falei para os meninos.
- Vamos. — Falaram todos e se levantaram.
Fomos até a porta e saímos, e eu dei uma última olhada na sala precisa, sorrindo. Fechei a porta e dei uma corridinha até os meninos que estavam mais a frente falando da sala precisa, acho que a sala precisa seria um ótimo lugar para treinarmos para virarmos animagos.
Fomos até o salão principal falando disso, alem de rindo por que vimos o Malfoy e o Vane amarrados, desacordados ainda, não sabia que tinha sido tão forte, mas acho que a raiva ajudou bastante. Jantamos normalmente, tudo que poderíamos engolir, comemos, e hoje comi mais do que devia e estou acostumada, fiquei cheia.
Notas finais
Comentem alguma coisa, qualquer coisa.
Beijos, beijos, bye bye.
*Nox.
Fale com o autor