A Marota- Caroline Caldin
90 O dia mais dolorido na minha vida
Notas iniciais
P. D. V. Carol
Já estávamos no final de novembro e daqui a mais ou menos três semanas entraríamos em férias, e hoje era uma sexta feira, o dia em que temos menos aulas. Agora era mais ou menos 6h30mim, e eu estava um pouco atrasada, pois tinha acabado de sair do banheiro. As outras meninas estavam quase prontas, sendo que a Lily estava pronta já.
Fui pegar a minha bolsa e olhei para todas, e as meninas estavam como sempre, eu só acho que a saia da Lene estava mais curta que o normal.
– Lene, essa saia está mais curta que as outras? – Perguntei, ela batia na metade da coxa atrás.
– Só um pouquinho. – Falou se olhando no espelho.
– Lene... – Iria começar a falar, mas a mesma me cortou.
– Essas são as minhas roupas, e eu sei que você acha que não muito curtas, mas eu gosto. – Falou me olhando pelo espelho.
– Está certo. – Falei suspirando, tive uma ideia. – Que tal irmos diferentes hoje?
– Como assim? – Perguntou Dorcas me olhando.
– Irmos com o uniforme diferente. – Falei dando de ombro.
– Mas nós temos que ir de uniforme. – Falou Alice para mim.
– Eu não falei para não irmos de uniforme, eu falei para irmos com o uniforme, mas não totalmente certinho. – Falei mexendo na minha gravata.
– Será que o professor Dumbledore deixaria? – Perguntou Lily.
– Eu mando uma carta para ele. – Falei e coloquei a minha gravata na cabeça, como se fosse uma faixa de cabelo, com o nó para o lado esquerdo da cabeça, e arrumei a minha franja, deixando-a a mostra, como eu tenho deixado ultimamente. – Viram, não tirei o uniforme, só o coloquei diferente.
– Adorei a ideia. – Falaram Dorcas, Alice e Lene, e logo começaram a mudar seu uniforme.
Enquanto elas se arrumavam, pegava um pedaço de pergaminho e escrevia uma carta para Dumbledore falando o que tínhamos acabado de fazer e mandei a Liande entregar diretamente para Dumbledore, e somente para ele, se isso caísse em outras mãos poderia dar um grande problema.
Depois olhei para as meninas, Lene tinha colocado uma sapatilha com um salto bem baixinho, Alice tinha deixado a gravata bem frouxa, o nó dela estava em cima dos peitos, e a Dorcas deixou a gravata sem nó, ela odiava ter que colocar ela no pescoço, mas a Lily não tinha mudado nada.
– Vamos Lily, vai me dizer que você nunca quis usar a roupa de Hogwarts um pouco diferente? – Perguntei chegando ao seu lado.
– Na verdade, eu odeio ter que usar essas meias três quartos, prefiro muito mais usar meia calça. – Falou sorrindo para mim.
– Então vai de meia calça. – Falei sorrindo para ela, que correi e tirou as meias três quartos e colocou uma meia calça cor de pele.
– Estou bem melhor. – Falou Lily sorrindo para mim.
– Vamos, se nós demorarmos mais um pouco vamos ficar em cima da hora para o café. – Falou Alice, e todas nós saímos do quarto todas alegres.
Descemos as escadas até o Salão Principal rindo e brincando uma com as outras, e assim que chegamos à porta do Salão Principal, vimos algumas pessoas nos olhar e falar com os outros, e em poucos minutos o Salão inteiro estava nos olhando, muito mais meninos que meninas. Vi a professora McGonagall levantar, provavelmente para brigar conosco, mas Dumbledore falou alguma coisa para ela, que se sentou, então o tio Dumby me olhou e deu uma piscada para mim sorrindo com o olho direito, e eu sorri de volta.
Logo achamos os meninos e nos sentamos nos seus lados, eu ao lado do Six, Alice sentou no lado do Frank, e a Lily acabou sentando no lado do Jay, que devo informar que quase babou pela ruiva quando chegamos.
– O que é isso? – Perguntou Six sorrindo para mim.
– Resolvemos mudar hoje. – Respondi dando de ombro e sorrindo.
– Adorei. – Falou Frank e deu um grande beijo na Alice.
Tomamos café na maior brincadeira, e todos os meninos falaram que nós estávamos lindas, e todas as vezes que eu olhava ao redor, conseguia identificar pelo menos um menino de qualquer casa olhando para umas das meninas, me incluindo, o que me fez querer rir. E eu pude ver o Jay com uma cara nada boa quando pegava algum menino olhando/babando pela Ruiva, sendo que só ele pode fazer isso (palavras do James, não minha).
Quando acabamos de tomar café levantamos da mesa para ir á sala de Feitiços, nossa primeira aula, e enquanto andávamos pelo Salão Principal, ouvíamos alguns assobios, e o que me fez rir, esses meninos não podem ver alguma coisa diferente que já cai matando em cima. Claro que a Lene e a Dorcas adoraram, Alice estava com o Frank, então nem ligou, e Lily e eu ficamos rindo da Lene e da Dorcas.
– Nunca mais invente uma coisa dessas. – Falou-me Six baixo para mim, e como resposta eu dei uma piscadela para ele sorrindo marota, que o fez revirar os olhos.
Assim que chegamos à sala de Feitiços, vimos que a aula seria pratica, pois não tinha nenhuma cadeira para nos sentarmos, e como ainda era sedo nem o professor nem nenhum dos alunos tinham chegado, sendo que a nossa aula seria com a Lufa-Lufa. Ficamos conversando por algum tempo, até finalmente todos os alunos chegarem e o professor Flitwick.
Ele falou que iriamos praticar um feitiço de ataque, onde deixava o adversário sem saber o que fazer, imobilizado vamos dizer assim, e nos mandou formar duplas. Os meninos logo se ajeitaram, assim como as meninas (Jay vai com a Lily, Alice com o Frank, Lene com a Dorcas, Remo com o Pedro), e quando eu ia falar com o Six, uma menina da Lufa-Lufa apareceu e saiu o puxando, o que eu não gostei nada.
– Carol. – Falou uma voz atrás de mim, e eu juro que eu a conhecia, e quando olhei para o dono da voz, vi que era o Guilherme Parker, o menino da aula de Astronomia.
– Guilherme, oi, ha quanto tempo. – Falei sorrindo para ele.
– Verdade, faz um tempinho em que não nos vemos, mesmo tendo aulas juntos. – Concordou sorrindo para mim.
– É verdade. – Falei rindo, e aparentemente vi o Six com uma cara nada boa nos olhando, mas eu não tenho certeza, pois eu vi de canto de olho. – Mas como estão as aulas de Astronomia?
– Estão bem, estou começando a pegar o ritmo. – Respondeu-me.
– Que bom.
– Senhores, ou os senhores falam sobre a minha aula, ou praticam o feitiço, não quero que fiquem tagarelando bobagens. – Falou o professor Flitwick aparecendo no nosso lado.
– Desculpe professor. – Respondemos Guilherme e eu juntos, e logo o professor estava no outro lado da sala, e nós demos risada baixo.
– Acho melhor praticarmos. – Falei pegando a minha varinha, e logo sendo seguida pelo Guilherme.
– Primeiro as damas. – Falou sorrindo divertido preparando a sua varinha, e eu logo joguei o feitiço nele que se defendeu, e logo dele atacou.
Ficamos assim a aula inteira, estava bem divertido, às vezes eu jogava duas vezes feitiço nele, que se defendia, e o mesmo fazia o mesmo comigo, foi uma aula bem divertida. Assim que o professor nos dispensou, falei tchau para o Guilherme e fui de encontro às meninas, que estavam pertos, e a Lene falou que o Guilherme era gatinho.
Na ultima aula do dia...
Eu tinha ficado até agora segurando a vontade ir ao banheiro e aleluia que a aula da professora McGonagall acabou; eu sai correndo da sala falando que iria ao banheiro para os meninos e nos encontrava na Sala Comunal, e fui até o banheiro do segundo andar, o banheiro da Murta. Eu abri a porta e corri até o segundo box, que era ao lado do box que a Murta ficava.
Quando acabei de fazer as minhas necessidades, dei um suspiro aliviado, eu estava segurando desde que a primeira aula depois do almoço começou. Quando eu sai do box encontrei cinco ou seis meninas paradas na frente da minha porta (eu nem as ouvi entrar), e uma delas era a Juliana e parecia que era a “chefe”, já que era a mais sorridente e a que estava na frente das outras, que eram da Sonserina.
Olhando aquele sorriso tive vontade de fazer o tinha feito a uma semana e meia de novo, ela ainda tinha um pequeno pontinho roxo claro em uma das suas bochechas, dos meus socos bem dados, como disse o Almofadinhas depois que viu o estado da Cronddly no dia seguinte. Esse foi o dia mais engraçado e o mais triste para mim, engraçado porque os meninos ficaram fazendo seus famosos comentários e triste porque tive um pesadelo com a sena.
– Está pensando em que Caldin? – Perguntou Juliana com o mesmo sorriso irritante que ela tem.
– Não te interessa. – Respondi para ela.
– Você deve estar se perguntando por que eu estou aqui. – Falou e eu continuei olhando para ela sem emoção alguma. – Bom, eu quero a minha vingança pelo que você me fez, e a hora é agora. – Falou e foi para cima de mim.
Eu sai da frente e ela caiu no banheiro, logo em seguida veio mais uma menina. Eu desviei da mesma e ela bateu na porta de um dos box. . Logo em seguida veio mais uma, que me fez perder o equilíbrio e as outras duas que restaram me seguraram pelos braços, uma de cada lado. E por incrível que pareça, elas eram fortes. Então escutei a famosa risada maliciosa e maligna da Juliana.
– É bem mais divertido bater em alguém com ajuda, não acha? – Perguntou saindo do box.
– Só tem um problema, eu não bati em você com ajuda. – Falei sorrindo sínica.
– Mas eu estou batendo. – Rebateu.
– Tecnicamente não. – Falei e ela me deu um soco a barriga, e essa doeu de verdade e mais do que eu esperava.
– Agora estou. – Falou sorrindo divertido.
Então uma menina veio nas minhas costas e segurou o meu cabelo, puxando-o para trás. Juliana continuou me batendo, só que dessa vez doía muito mais, pois eu não conseguia abaixar a cabeça, e quando ela batia minha cabeça ia para frente, fazendo eu mesma puxar o meu cabelo, e com a minha dor as outras meninas riam.
Depois de uns 5 minutos assim, eu não estava sentindo quase mais nada, só minha barriga latejando.
– Acho que já está bom. – Falou Juliana parando de me bater e fazendo as outras meninas me soltarem, agora era minha vez de atacar. Pulei em cima dela, jogando-a até a parede.
– É só isso que consegue fazer? – Perguntei e dei uma joelhada na sua barriga, a fazendo cair no chão, gemendo de dor.
Em dois segundos as outras quatro meninas vieram para cima de mim e duas me ajoelharam e seguraram meus braços novamente, a outra segurava o meu cabelo de novo e a ultima me dava socos e tapas no meu rosto e barriga, que devo informar que eram mais fortes que os da Juliana.
Quando a mesma conseguiu levantar do chão, fez a menina que estava me batendo parar e eu sentia um pouco o gosto de sangue na minha boca, assim como o meu nariz molhado. Que maravilha, minha boca e meu nariz estavam sangrando, era o meu sonho que isso acontecesse, sentiram a ironia não é?
– A sua amiguinha bate melhor que você. – Falei para Juliana rindo, e a mesma me deu um tapa, que me fez cuspir sangue.
Ela fez um sinal para as que me seguravam que me soltaram logo em seguida, e me deu um soco, me fazendo cair no chão. Então todas elas começaram a me dar chutes e pontapés, me fazendo gemer de dor, afinal, eram cinco meninas.
Eu gemia e escutava a risada da Juliana, mas não tinha coragem de abrir os olhos para olha-la, e muito menos força para levantar ou faze-las parar, e também tinha medo que umas delas chutassem a minha cara e eu acabar ficando sega se estiver com os olhos abertos, então eu prefiro ficar com os olhos fechados.
Depois de mais 2 minutos se eu não me engano assim, alguém chutou o meu queixo, me fazendo desmaiar na hora.
P. D. V. Murta-que-geme
Eu estava passeando pelos vasos sanitários quando escuto alguém gemer e pessoas rindo, sigo as risadas até o banheiro que eu ficava, no meu querido box. Quando eu chego só escuto alguém falando:
– Acho que ela desmaiou. Vamos embora. – Falou e saiu rindo com mais algumas pessoas.
Quando saio do box, vejo a Carol jogada no chão, sangrando. Flutuo até ela e a mesma está desmaiada. Tenho que chamar um dos meninos, e agora. Entro pela privada do meu box e fico flutuando até achar alguma coisa que me leve aos meninos.
Quando eu estava passando pelo banheiro do quinto andar, o banheiro masculino, escuto o Remo falando sozinho. Vou até o vaso do box que ele estava e tiro a minha cabeça de dentro do mesmo.
– Remo. – Falo fazendo-o se assustar.
– Murta? O que está fazendo aqui? Ficou louco? – Perguntou baixo.
– Não, eu preciso da sua ajuda, na verdade a Carol. Vai até o banheiro no segundo andar. – Falei e sai de sua visão.
P. D. V. Remo
Como assim? O que ela quis dizer? Espera, ela disse Carol? Abri a porta do box e sai correndo, para a Murta vir aqui me procurar falando que era para ajudar a Carol, é porque a coisa era seria, muito seria, e a Carol não era de se deixar abater por qualquer coisa, e ela sempre queria esconder o seu sofrimento.
Corri o mais rápido possível até o segundo andar. Eu realmente estava preocupado com a Carol, afinal, era a Carol, ela era muito especial para mim (e não pensem malicia). Quando finalmente cheguei ao banheiro do segundo andar, entrei com tudo e não vi sinal da Murta, só vi a Carol jogada no chão. Olho melhor para ela e a mesma estava desacordada e sangrando.
– Carol. – Falei e corri até ela. – Carol... Acorda Carol... Carol. – Falei a chacoalhando suavemente, se ela não acordasse agora eu sairia correndo com ela para a Ala Hospitalar.
Então antes de eu conseguir fazer qualquer movimento, ela abriu os olhos de repente e cuspiu uma boa quantidade de sangue no chão. Logo depois que ela cuspiu colocou a mão na barriga e gemeu baixinho. Coloquei a minha mão no seu ombro e perguntei:
– Você está bem? – Eu sei que não estava, era só olhar para ela, mas eu não sei como começar uma conversa nesse estado.
– Estou. – Respondeu baixinho e fez uma cara de dor.
– Não, não está. – Falei e a peguei no colo.
Levei-a até um box e a sentei na privada.
– Não precisava de tudo isso. – Resmungou um pouco mais forte dessa vez.
– Precisava sim. – Falei e levantei, peguei uma ponta da minha camisa e a resguei.
– Remo. – Falou Carol de modo repreensivo para mim.
– Shhii, não fala nada. – Falei e fui até a pia do banheiro.
Abri a torneira e molhei o pedaço rasgado, logo voltando para o box em que a Carol se encontrava e coloquei o pano delicadamente no lado da sua boca, onde tinha um pequeno corte e estava sangrando. A Carol ficou me olhando durante uns 10 segundos.
– Não precisa fazer tudo isso. – Falou segurando a minha mão.
– Lembra o mês passado quando eu me machuquei durante a lua cheia e você ficou comigo? Perdeu as aulas para me ajudar? – Perguntei e ela deu um sorriso de lado.
– Lembro. – Respondeu e deu um suspiro. – Só que é totalmente diferente.
– Eu não vejo diferença. – Falei e coloquei o pedaço da camisa no seu nariz.
– É totalmente diferente. Com você eu estava lá e eu meio que deixei você se machucar, eu me senti inútil vendo você naquele estado. Mas comigo é diferente, eu estou assim por vingança do que eu fiz. – Falou e abaixou o olhar.
Eu dei um beijo na sua testa e falei meio baixo:
– Não importa porque você está assim, você me ajuda muito toda hora. – Falei e paro para respirar. – Toda vez que olho para você eu me lembro do porque eu ainda estar aqui, junto com os meninos e você; toda vez eu vejo que sem você eu poderia estar solitário e sem nenhum amigo, ou mentindo para eles. – Ela me olhou com um sorriso mínimo e pode-se dizer que meio constrangido. – Você não reparou que se não fosse por você ter descoberto que eu era um lobisomem e ter ido toda lua cheia na casa dos gritos, eu poderia estar muito pior? – Pergunto e logo depois continuo. — Vamos dizer que você foi a minha luz nas noites escurar e sombrias da minha vida.
– Nossa, que exagero. – Falou rindo.
– Não, é verdade. Eu chegava muito pior no primeiro ano. – Falei e ela me deu um beijo na bochecha.
– Obrigada por me animar. – Falou sorrindo.
– De nada. – Falou sorrindo também. – Mas agora temos que tirar esse sangue de você. – Falei e voltei a colocar o pano no seu nariz.
– SANGUE? COMO ASSIM SANGUE? – Gritaram algumas vozes do lado de fora do banheiro, e eu as reconheci sendo a dos Marotos (Lê-se James e Sirius), e logo entraram ao banheiro.
– É, sangue; eu estou sangrando. – Falou Carol tirando o pano do seu nariz mais uma vez.
– Ui, um trem passou em cima de você? – Perguntou James chegando perto do box.
– Não, mais ou menos, está mais para cascavel gigante, e a cascavel tem nome e sobrenome, Juliana “Vadia” Cronddly. – Falou mal humorada, e eu coloquei o pano na sua boca de novo, o sangue já tinha secado, eu só precisava limpar.
– Ela fez isso com você? – Perguntou Pedro.
– Sim, ela e mais umas amigas da Sonserina. – Respondeu Carol dando de ombros.
– Por que não bateu nelas também? – Perguntou Sirius, e eu pude ver no fundo dos olhos que ele estava bastante preocupado com a Carol.
– Eu bati, mas eram cinco contra uma. – Falou Carol, cinco? Fiquei surpreso agora da Carol não estar pior.
– Isso foi covardia. – Falou Jay e todos nós concordamos.
– Mas você vai fazer alguma coisa a respeito? Uma pegadinha está por vir? – Perguntou Sirius, e eu vi o famoso brilho de animação no olhar.
– Não. – Respondeu Carol simplesmente.
– Como assim não? – Perguntamos todos nós juntos, eu achei que a Carol iria se vingar ou coisa assim.
– É, eu não vou fazer nada, ela teve a sua vingança por eu ter quase amaçado a cara dela naquele dia. – Respondeu sem nenhuma preocupação, mas eu percebi que no fundo era queria fazer alguma coisa.
– Você está com febre? – Perguntou Sirius me jogando para fora do box, entrando logo em seguida, e colocando a mão na testa da Carol. – Teve traumatismo craneano? – Perguntou olhando diretamente nos olhos da Carol.
– Não, Six. – Respondeu Carol rindo e levantou. – Eu só, sei lá, não estou a fim de bater nela. – Falou Carol empurrando o Sirius para fora.
– Não quer bater nela? – Perguntou James com uma mistura de sem acreditar e sem entender.
– É. – Respondeu Carol caminhando até a pia e ligando a torneira. – Não estou com vontade de fazer nada contra ela.
– O que ela disse para você? – Perguntou Sirius.
– Nada. – Falou colocando água na boca e o cuspiu no pia. – Eu só acho que ela queria se vingar, e eu quero olhar o menos possível para ela.
– Você ainda não nos contou o que ela disse aquele dia. – Falou Sirius querendo entender tanto quanto a gente, dês daquele dia.
A Carol encarou o Sirius durante uns 10 segundos, provavelmente lembrando-se do que a Cronddly falou, e eu reparei que era por causa do Sirius, vamos dizer que por parte da Cronddly, e um terço por parte da Carol, eu sei que ela gosta dele, está na cara, só ele não percebe. E depois ela olhou para o resto de nós, acho que ela estava pensando se contava ou não.
– É uma longa, chata e intima história. – Falou suspirando e olhou para uma torneira.
– Saquei, não quer falar. – Falou Sirius um pouco chateado, nós sabíamos que a Carol confiava na gente, mas ela não estava nos contando o que aconteceu e isso estava começando a nos incomodar, nós queríamos ajuda-la.
Eu e os meninos trocamos olhares, uma combinação de cansaço pela Carol não nos contar o que tem acontecido entre ela e a Cronddly e preocupação por ela não nos contar, as únicas vezes que ela não contou alguma coisa, era por que o problema era grande. Quando olhamos para a Carol de novo ela ainda estava encarando a pia, e com cara de quem não estava entendendo.
– O que foi? – Perguntou James.
– A pia está com sangue. – Falou e todos nós procuramos a pia com sangue, e quando encontramos todos ficamos preocupados por como o sangue estar na pia.
– Estranho. – Comentou James.
– Não é seu? – Perguntou Sirius cínico, e ele só fala assim com a Carol quando está com raiva.
– Não, o meu sangue vocês estão pisando em cima. – Respondeu Carol seca, acho que ela reparou no tom de voz do Sirius.
Carol olhou mais 2 segundos para a pia e fez menção de toca-la, mas antes dela conseguir chegar perto a cabeça da Murta apareceu na pia, falando:
– Não encoste na pia.
– Por quê? – Perguntou Carol depois do pequeno susto.
– Porquê não é para encostar na pia. – Respondeu Murta mal-humorada.
– Você não pode me explicar o por quê? – Perguntou novamente a Carol.
– Não. – Respondeu Murta e voou para o seu box.
– Está bem então. – Falou Carol dando de ombros, não tinha muito que fazer por isso. – Vamos embora. – E logo saímos do banheiro.
Assim que chegamos à sala comunal, sendo que eu peguei a mochila da Carol no banheiro antes de sairmos, ela falou que iria subir para tomar um banho, e me agradeceu por tudo (com um beijo na bochecha), falou tchau para os meninos (sem beijo na bochecha) e subiu correndo para o dormitório. Eu e os meninos logo subimos para o nosso quarto, não tinha nada o que fazer.
Assim que nós chegamos eu sentei na minha cama, assim como o Pedro e o James, mas o Sirius se jogou na sua e deu um longo, alto e pesado suspiro, acho que ele estava chateado pelo que aconteceu com a Carol e pela pequenininha discussão que tiveram.
– Não adianta ficar assim, você sabe que a Carol só vai nos contar o que aconteceu quando ela tiver pronta. – Falei para ele.
– Eu sei, mas isso fica martelando na minha cabeça, está me deixando louco. – Falou sentando-se na cama.
– Eu sei que você se preocupa com a Carol, nós também, mas não adianta ficar pensando nisso, não vai levar a nada. – Falou James.
– E nem ficar irritado com ela. – Falei completando o James.
– Eu sei, eu sei, tenho que pedir desculpa para ela depois. – Falou Sirius deitando na cama de novo.
Eu e o James trocamos olhares, sabíamos o que o Sirius estava sentindo, nós também estávamos preocupados com a Carol, mas nós também sabíamos nos controlar para não pressiona-la, e o Sirius tem um grande problema de fazer antes de pensar, então ele junta preocupação, “curiosidade” e o fazer antes de pensar, e vira aquela caca.
P. D. V. Carol
Assim que subi entrei no banheiro e tomei um banho bem calmo e relaxante, eu sentia o meu corpo todo doer. A minha verdadeira vontade era de esmurrar a Cronddly até ela ficar toda roxa e se contorcendo de dor, pedindo pelo amor de Merlin que parasse com a sua dor, mas a minha vontade de não ver a cara dela para as lembranças não voltarem a me assombrar era maior que minha raiva.
Assim que sai do banheiro me troquei colocando uma roupa bem simples, eu pretendia dormir com essa roupa, estava com preguiça de ficar trocando de roupa, e eu não colocaria o pijama, ainda estava cedo, e eu não iria ficar andando de um lado para o outro de pijama, já que eu iria ficar com os meninos (http://www.polyvore.com/dia_mais_dolorido_na_minha/set?id=164408929).
Assim que acabei de me arrumar, segui em direção ao quarto deles, já que não encontrei os mesmos na Sala Comunal. Assim que cheguei só encontrei o Six deitado na sua cama lendo um livro (esse dia está bem estranho, o Six lendo livro?), assim que cheguei perto dele, vi o meu desenho de leão do ano passado colado na parede acima de sua cabeça, eu não tinha jogado esse desenho fora?
– Esse é o meu desenho de leão? – Perguntei para o Six chamando a sua atenção enquanto olhava o desenho e lembrava-me da raiva que fiquei para jogar um desenho meu fora.
– É sim. – Respondeu Six olhando de mim para o desenho e olhando para mim de novo, então ele fez uma cara de quem se lembrou de algo importante. – Se você quiser eu tiro. – Falou, acho que ele lembrou que eu ganhei uma detenção com esse desenho.
– Não, não tem problema. – Falei sorrindo para ele. – Eu já não ligo mais no que aconteceu. – Falei dando de ombro, e ele sorriu. – Eu não acredito que joguei esse desenho fora, obrigado por pega-lo. – Falei sentando no lado do Six.
– Não foi nada, ele ficou lindo. – Falou sorrindo para o desenho e depois olhou para mim. – Você o quer de volta?
– Não precisa, pode ficar. – Falei sorrindo para ele, e como ele estava bem embaixo do desenho, reparei que o leão parecia um pouco o Six, principalmente a juba. – Ele parece com você.
– Espero que seja um elogio, não quero estragar o desenho. – Falou sorrindo e eu ri.
– É claro que é um elogio. – Falei e ele me abraçou.
– Desculpa ter falado com você daquele jeito no banheiro, é que... – Começou a falar Six, mas eu o cortei.
– Eu sei, não se preocupa. – Falei o olhando, dava para ver que ele se sentia culpado. – Você sabe que eu vou contar para você quando eu estiver pronta, não sabe?
– Sei, é que eu fiquei intrigado vendo você daquele jeito. – Falei e me apertou mais no abraço, fazendo-me gemer um pouco de dor. – Desculpa. – Falou me soltando.
– Tudo bem. – Falei rindo para ele. – Cadê os meninos?
– James e Remo estão no banheiro e Pedro foi pegar chocolate. – Respondeu Six.
– Entendi. – Falei e o Six passou o braço na minha cintura e eu coloquei a minha cabeça no seu ombro.
Não se passou muito tempo até os meninos chegarem (Jay e Remo saírem do banheiro com os cabelos molhados e Pedro trazendo os chocolates), e começamos uma conversa animada enquanto comíamos os chocolates, e devo informar que eu e o Six continuamos abraçados, o que fez os meninos sorrirem vendo a sena, eu tenho uma impressão que eles tiveram uma pequena conversa sobre mim enquanto eu estava no meu quarto, e acho que eles gostaram de saber que estava tudo bem entre mim e Six, principalmente no nosso “desentendimento” no banheiro (isso soa tão estranho).
Ficamos muito tempo conversando, e quando o Frank entrou no quarto percebemos que estava muito tarde, o Frank sempre fica até tarde de sexta-feira com a Alice. Falei tchau para os meninos dando um beijo na bochecha de todos, inclusive no Frank (espero que a Alice não fique chateada), e antes mesmo de eu sair todos já estavam arrumados nas suas camas, e é bem provável que estivessem dormindo, eles têm um sono muito pesado.
Desci para a sala comunal, não tinha ninguém lá, mas eu queria enrolar um pouco, eu sabia que as meninas estavam acordadas ainda, e eu não estava nem um pouco afim que elas me perguntassem o que tinha acontecido, pois o pano que o Remo usou estava no banheiro cheio de sangue, minha roupa estava suja e com certeza eu estava fazendo caretas de dor, pois minha barriga ainda doía.
Sentei no sofá e fiquei pensando em qualquer coisa sem prestar muita atenção realmente no que estava pensando. Na verdade estava lembrando-me de quando conheci Cronddly, tentando entender o que eu fiz para ela me odiar tanto, eu não consigo entender, eu era uma antissocial solitária, e quando ela apareceu em casa tentei ser legal, mas ela não queria papo, então a deixei quieta, e ela depois de alguns minutos saiu da minha casa brava e no outro dia começou a me infernizar, eu não entendi nada e ainda não entendo.
– Me deixa entrar seu quadro idiota. – Escutei uma voz gritar, e vinha do lado de fora do quadro da Mulher Gorda, e parecia a voz de uma mulher.
– Se você não falar a senha não posso te deixar entrar. – Escutei a voz da Mulher Gorda já um pouco alterada, parece que fazia um tempo que elas estavam discutindo, e eu nem reparei.
– Eu não estou nem ai, você vai me deixar entrar. – Falou a outra voz novamente, e parecia que ela estava muito irritada, já que não parava de gritar um minuto.
– Não posso isso senhora, normas de Hogwarts. – Falou Mulher Gorda na maior calma, mas ainda com a voz alta.
Eu tinha que fazer alguma coisa, se continuasse com essa gritaria acabaria acordando toda a Grifinória, e eu não sei há quanto tempo elas estão discutindo, e se o pessoal acordar ficará um caos aqui, então resolvi ver o que estava acontecendo. Segui para o quadro e o abri, fazendo a mulher parar de gritar na hora.
– Finalmente decidiu me obedecer. – Falou e quando ia entrar me viu parada na frente da porta e me encarou com raiva, e para a minha surpresa era a senhora Black. – Caldin. – Disse com raiva quando me viu.
– Senhora Black? O que está fazendo aqui? Como você entrou? – Perguntei a olhando surpresa.
– Não te interessa Caldin, não tenho que te dar satisfação. – Respondeu grossa como sempre e logo continuou. – Eu vim ver meu filho.
– O Regulo? Ele fica na Sonserina, a senhora sabe onde é. – Respondi, eu sabia que ela estava falando do Sirius, mas eu não a deixaria entrar.
– Eu estou falando do Sirius, sua menina mimada. – Falou com raiva para mim.
– Do Sirius? Ele é seu filho? Desculpe-me, mas do jeito que você trata o Sirius não parece que ele é seu filho, parece mais que você está cuidando dele por obrigação. – Falei para ela, hoje o meu dia não foi um dos melhores, e ainda ela vem encher o saco com o Sirius? Não estou com paciência para aguentar isso.
– Não fale do que você não sabe. – Falou a senhora Black me dando um tapa no rosto, um tapa bem forte, minha bochecha até ardeu. – Menina mimada, mal-educada. Se sua mãe não te deu educação não sou obrigada a atura-la.
– Minha mãe me deu muita educação, e eu a uso em quem merece, mas acho que a sua mãe não lhe ensinou isso, já que você trata todos desse jeito. – Falei a olhando com raiva, quem ela pensava que era para me bater? Nem minha família me batia.
– Não se atreva a falar da minha família, muito menos do que você não sabe. – Falou e eu pude ver o seu ódio aumentar, mas eu já estava acostumada com esse olhar.
Eu já estava preparada para receber outro tapa, e dessa vez eu revidaria, mas eu não recebi nenhum tapa, o que eu vi foi um sorriso maldoso e cruel que todos os sonserinos tinham, e isso me deixou preocupada, principalmente por estar saindo das bocas da senhora Black, ela me assustava um pouco as vezes.
– Você sabe onde é o quarto do Sirius, não sabe? – Perguntou ainda sorrindo daquele jeito, e eu juro que eu vi seus olhos brilharem de empolgação.
– O que? Eu não sei onde é o dormitório do Sirius. – Respondi para ela, eu sei que ela tem seu jeito de descobrir as coisas, e sei que não é bom, mas eu não contaria nada para ela.
– Você sabe sim, e vai me mostrar onde é. – Falou e me agarrou pelo cabelo, me puxando para as escadas (se mais alguém puxar o meu cabelo, vai arranca-lo).
Ela subiu a escada me puxando e me perguntou para onde era o dormitório quando chegamos à separação, e eu fazer para irmos para a direita, que era o dormitório feminino, eu poderia sofrer muito quando descobrisse que eu estava levando-a para o lugar errado, mas pelo menos dava tempo de chamar alguém, e ela não acharia o Sirius, o que já é bom, mas ela foi para o outro lado, para o dormitório masculino, acho que ela percebeu o que eu queria fazer.
Ela seguiu pelo corredor me puxando e parando na frente de toda a porta me perguntando se era ali ou não, e sempre falava que se eu estivesse mentindo iria ter consequências, como se eu não soubesse. Quando chegamos à porta no quarto dos meninos eu falei que não, ela riu falando que eu não sabia mentir e abriu a porta, entrando no quarto, se ela me soltou? Não, continuou me puxando pelo cabelo.
– Acorda-o. – Falou para mim assim que chegamos perto da cama dele, que dormia tranquilamente.
– Sirius. – Falei baixinho e a senhora Black empurrou minha cabeça para baixo, me deixando bem próxima dele. – Sirius, acorda, sua mãe está aqui e quer falar com você, Six. – Falei meio receosa, eu não acredito que estou sendo obrigada a fazer isso.
– Para de brincar Carol, me deixa dormir. – Falou se arrumando na cama.
A senhora Black me puxou para cima de novo, e dessa vez passou o seu braço pelo meu pescoço, me deixando impossibilitada de me mexer.
– Ela não está brincando Sirius. – Falou a senhora Black, e eu pude ver um sorriso em sua boca.
– MÃE? – Gritou Six pulando da cama ficando na nossa frente.
Dava para ver que ele estava assustado, não era para a senhora Black estar aqui, e quando me viu com ela, sendo segurada por ela, vi um brilho de preocupação, e eu olhei para ele pedindo desculpa. Então vi, de canto de olho, que os outros meninos estavam acordados agora também.
– Eu aconselho a vocês não fazerem nada, tenho certeza que não querem ver a amiguinha de vocês morta, ou querem? – Perguntou senhora Black vendo que os meninos estavam acordados também, e eu engoli em seco vendo sua varinha apontada para mim.
– O que você está fazendo aqui? – Perguntou Six chamando a atenção da senhora Black para ele novamente.
– Vim conversar com você. – Respondeu senhora Black, ainda com a varinha apontada para mim, mas olhando para o Six.
Agora que reparei, a senhora Black era um pouco mais alta que eu, e o Six um pouco mais alto que ela. O que eu estou falando? Eu na verdade só estou estando me distrair para não ficar nervosa tendo uma varinha apontada para a minha cabeça, e se eu não ficar nervosa, o Six não me vê nervosa, consequentemente ele não fica tão preocupado, e se ele não demonstrar preocupação por mim, a senhora Black me esquece, eu acho.
– Eu não tenho nada para conversar com você. – Falou Six com plena raiva na voz. – E solta a Carol.
– Não me interessa se você tem ou não algo a me disser, você vai me escutar. – Falou a senhora Black com tanta raiva na voz quanto Sirius.
– Solta a Carol. – Falou Six como se não tivesse escutado o que a mãe tinha acabado de dizer.
– Não, ela é meu ponto seguro para você e seus amiguinhos não fazerem nada contra mim. – Falou a senhora Black e ela me apertou mais, e quando tentei afrouxar seu braço no meu pescoço, ela me olhou de canto de olho e disse: — Não se encoste a mim. – E eu logo soltei seu braço, ela estava com uma cara assassina para mim.
– Por que você veio aqui afinal? Para ficar me ameaçando e ameaçando os meus amigos? – Perguntou Six com raiva, e dava para perceber que ele estava se segurando para não gritar.
– Não, eu vim conversar com você. Na verdade nem conversar, eu só vim te informar que você vai voltar para casa no natal. – Falou a senhora Black.
– Eu não vou voltar para casa, você não pode me obrigar. – Falou Six com raiva.
– Eu sou sua mãe, eu que mando em você. – Falou senhora Black com muita raiva, e ela passou a sua raiva para a varinha, que brilhou mais, e isso estava começando a me assustar, por que eu fui inventar de abrir a porta? Preferiria o caos invés disso.
– Você era minha mãe, não é mais. – Falou Six para ela.
– Não adianta você ficar falando que não sou sua mãe, eu sempre vou ser, você é meu filho, meu sangue. – Rebateu a senhora Black, eu realmente estava ficando com medo dela, a cada frase que ela falava a varinha brilhava mais, e eu já não estava mais preocupada em não mostrar o medo que estava sentindo, eu estava praticamente me borrando aqui.
– Seu filho? – Perguntou Six irônico, e deu uma risada irônica, e posso dizer que se eu ouvisse essa risada para mim, já tinha pulado no pescoço dele, e a senhora Black deve ter pensado a mesma coisa, eu praticamente sentia seu ódio sair pela varinha. – Você nunca me tratou como um filho, principalmente depois que eu entrei para a Grifinória...
– Não fala isso. – Falou senhora Black com raiva.
– Eu sei que você queria que eu entrasse para a grande Sonserina como toda a família, mas eu não sou você, nem o papai, eu não me encaixo na Sonserina. – Falou o “grande” com um pouco de ênfase, e deu uma respirada. – Você nem precisava ter me apoiado por ter entrado na Grifinória, poderia dizer que estava decepcionada, até me olhar torto, mas você não tem o direito de tornar minha vida um inferno e querer que toda vez que eu te visse corresse para os seus braços sorrindo alegremente, você só precisava ser a minha mãe. Além disso, você não manda em mim.
Eu até fiquei com dó do Sirius agora, eu não sabia que ele sentia tudo isso por não ter o apoio da mãe quando entrou na Grifinória, ele nunca falou nada a respeito, e nunca demonstrou, mas eu o intendo, eu também ficaria me sentindo assim se acontecesse isso comigo. Eu não sei se o que o Sirius falou afetou a senhora Black ou não, mas ela ficou um bom tempo calada, e o Six parecia que tinha tirado um peso nas costas.
– Não me importa o que você acha, você vai voltar para casa no natal. – Falou senhora Black.
– Não vou. – Respondeu Six e eles se deram uma encarada mortal. – Agora solta a Carol, já acabamos de conversar.
– Está certo... – Falou a senhora Black com raiva na voz, ela iria me soltar sem me matar? – Mas você vai para casa por bem ou por mal.
Ela me empurrou pelo ombro, me fazendo dar um giro e ficar de frente para ela (só que no seu lado, eu estava olhando para ela), e logo depois ela jogou um feitiço em mim, eu fui jogada contra o armário do quarto, quebrando a porta e caindo no chão logo em seguida, e a ultima coisa que eu vi foi o armário caindo em cima de mim.
P. D. V. Sirius
Logo que minha mãe soltou a Carol dei um suspiro aliviado, não acredito que ela a usou para chegar até mim, mas meu alivio logo acabou quando eu vi minha mãe jogar um feitiço na Carol, fazendo-a voar, bater no armário do quarto, cair no chão e o armário cair em cima dela, eu coração quase parou quando vi isso.
– Carol. – Escutei todos os meninos falarem e correrem para o armário, inclusive eu, e antes de eu chegar vi minha mãe saindo rápido do quarto, ainda bem, por que se ela tivesse ficado mais um pouco lá, eu com certeza a teria matado.
– Anda, me ajudem a levantar o armário, temos que tirar a Carol daqui de baixo. – Falei desesperado, e todos seguraram o armário, levantando logo em seguida. – James, tira a Carol dai. – Falei e logo ele pegou a Carol no colo, e nós soltamos o armário de novo.
– Ela está desmaiada, eu acho. – Falou James com plena preocupação na voz.
– Coloque-a na minha cama. – Falei e ele deitou a Carol na minha cama.
Olhei bem para ela, ela estava branca, muito branca, e estava com uma cara de quem estava em plena paz, o que teria a deixado muito linda se não fosse por um motivo tão ruim, a minha mãe ameaçou-a de morte.
– Remo, e ai? Ela está bem? – Escutei Frank perguntar, e só então reparei que o Remo estava segurando o pulso da Carol, mas ele não falou nada.
– Remo. – Falei desesperado, ele tinha que falar alguma coisa.
– Shiu. – Simplesmente disse, ficamos quietos por alguns segundos, até ele dar um suspiro e soltar o pulso da Carol. – Ela está bem, só que está com a pulsação muito fraca.
– E o que fazemos agora? – Perguntou James preocupado.
– Eu não sei. – Falou Remo olhando para cada um, mas eu não olhei para ele, nem para nenhum dos meninos, eu só olhava para a Carol.
– Não acha melhor leva-la para a Ala Hospitalar? – Perguntou Frank, mas ninguém respondeu nada, realmente ninguém sabia o que fazer.
– Gente, é impressão minha ou a Carol está mais pálida que antes e parou de respirar? – Perguntou Pedro, e eu senti meu coração parar com o que ele disse, pois era verdade.
Isso não poderia estar acontecendo, isso só poderia ser um sonho, um pesadelo, eu não poderia estar perdendo a Carol, não a Carol, ela não podia fazer isso, não com a gente, não comigo. Eu não podia perder a Carol, nem agora e nem nunca, eu não sei o que eu faria sem ela, eu não sei o que eu seria sem ela, não consigo me imaginar sem a Carol no meu lado, e só de pensar na possibilidade de estar perdendo-a agora já fico sem ar, isso é horrível.
Eu realmente não sei o que está acontecendo, eu estou com uma mistura de sentimentos, raiva da minha mãe, ódio dela por isso estar acontecendo, preocupação pelo que está acontecendo com a Carol, e eu fico totalmente sem chão só de pensar em não tê-la no meu lado. Por favor, Carol não faz isso, não deixa aqui sozinho, eu não sei o que eu seria sem você, eu preciso de você, muito. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, mas eu não estava nem ligando.
P. D. V. Carol
Acordei com uma falta de ar imensa, e quando sentei para respirar vi que todos os meninos estavam me olhando, e estavam com uma mistura de preocupação com alivio, então lembrei o que aconteceu.
– Calma, vai com calma. – falou Remo colocando a mão no meu ombro assim que levantei.
– O que aconteceu? – Perguntei, eu lembrava-me vagamente do que tinha acontecido, eu só me lembro de estar olhando para a senhora Black e logo sentir uma dor e ver uma escuridão.
– A mãe do Sirius jogou um feitiço em você... E você desmaiou. – Respondeu Jay, e eu percebi que tinha mais coisas, mas ele não queria me contar.
– Ah. – Disse apenas, disso eu lembrava, mas eu ficava pensando na cara dela de ódio quando jogou o feitiço, achei que ela ia me matar.
– Você está bem? – Perguntou Remo me olhando nos olhos.
– Estou sim. – Respondi sorrindo para ele, mostrando que estou bem, a medida do possível.
– Se não se importam, eu vou voltar para a cama, agora que você está bem. – Falou Frank e eu concordei falando que estava tudo bem, e logo Pedro e Remo o seguiram.
– Você está bem mesmo? – Perguntou Jay chegando perto de mim.
– Estou sim, não se preocupe. – Falei sorrindo para ele.
– Você sabe que qualquer coisa pode contar comigo, não sabe? – Perguntou sorrindo para mim.
– Eu sei. – Falei sorrindo para ele também.
Ele me deu um beijo na testa e deitou na sua cama, logo reparei que todos os meninos já estavam em um sono profundo. Olhei para o Six, que estava encostado na madeira da cortina me olhando, ele não parou de me olhar um segundo desde que eu acordei.
– O que foi Six? Você não parou de me olhar desde que eu acordei. – Perguntei para ele.
Então ele sentou no meu lado, de frente para mim e me abraçou, eu fiquei sem reação no começo, não esperava que ele fizesse isso, mas logo o abracei também, era tão boa a sensação. Depois de alguns minutos eu vi que o Six estava chorando, o que me deixou preocupada, eu nunca vi o Six chorar.
– Ei, o que foi? – Perguntei me afastando dele para olha-lo, e logo vi as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. – O que aconteceu?
– Nada, eu só fiquei preocupado, achei que tinha te perdido. – Falou ainda chorando, o que me fez querer chorar também.
– Eu estou bem, e estou aqui, não estou? – Falei sorrindo para ele secando as lágrimas que escorriam pela sua bochecha, e ele deu um sorriso de lado. – Não chora, não gosto de te ver chorar. – Falei e o abracei pelo pescoço, eu já estava sentindo meu olho lagrimejar.
Ele me apertou mais no abraço, e eu nem estava me preocupando se estava sentindo dor ou não, eu só queria sentir a sensação de segurança que o Six me dá, além de ver que ele está bem, achei que a senhora Black iria pular em cima dele, e o ver chorando me deixou completamente destruída.
– Desculpa. – Falei ainda no abraço.
– Pelo que? – Perguntou Six me olhando nos olhos, e eu vi que ele já não estava mais chorando, o que era bom.
– Por ter deixado a sua mãe vir aqui, eu...
– Ei, não foi sua culpa, não precisa se preocupar. – Falou segurando o meu rosto, e quando ele encostou na bochecha em que a senhora Black deu um tapa, ardeu muito, então eu segurei a sua mão, sem fazer cara de dor, e a tirei da minha bochecha sorrindo, segurando a mesma. – O que é isso? – Perguntou virando o meu rosto com o dedo e olhando a minha bochecha, acho que não deu muito certo a minha tentativa.
– Nada. – Respondi tentando faze-lo esquecer ou achar que estava vendo coisas.
– Foi minha mãe que fez isso? – Perguntou me olhando, e eu olhei para baixo, não queria contar para o Six, mas ele levantou o meu rosto de novo e me olhou nos olhos. – Foi ou não foi a minha mãe? Responda-me.
– Foi. – Respondi concordando com a cabeça. – Ela ficou brava comigo por que eu não queria deixa-la entrar, e falei algumas verdades para ela também. – Falei sorrindo quando me lembrei do que falei, foi tão bom falar aquilo, e o Six riu vendo o meu sorriso.
– Só você mesmo para isso. – Falou Six rindo baixinho e eu o acompanhei.
Ele então parou e de rir e me deu um beijo na bochecha, onde estava a marca da mão da senhora Black, fazendo-a arder, mas foi tão bom que eu nem me importei em sentir a dor. Logo depois que ele deu o beijo, me olhou sorrindo, e eu coloquei a minha cabeça no seu ombro, praticamente enterrando o meu rosto no seu pescoço, e logo sentindo o seu perfume, e ele ficou fazendo carinho e mexendo no meu cabelo, o que foi ótimo.
– Desculpa, eu não podia ter deixado isso acontecer, eu... – Começou a falar Six, mas logo o cortei.
– Não, não faz isso com você Six. – Falei colocando três dedos na sua boca, o fazendo parar de falar. – Você não podia fazer nada.
– Eu poderia ter tentado. – Falou depois que tirei a minha mão da sua boca.
– Não iria mudar nada, e provavelmente você também teria desmaiado. – Falou sorrindo para ele.
– Pode ser, mas, pelo menos teria feito alguma coisa, e não só ficar olhando a minha mãe. – Falou olhando para baixo.
– Só ficar olhando a sua mãe? – Perguntei rindo e ele me olhou. – Sirius, não é qualquer um que consegue falar com sua mãe, e se falar tem que sair correndo para não apanhar. – Falei sorrindo e ele riu. – Não importa o que aconteceu comigo...
– Importa sim. – Me cortou Six.
– Não, não importa. – Falei.
– Para mim importa; o que aconteceu com você foi culpa minha, se eu não tivesse saído de casa...
– Sirius. – Falei o fazendo parar e dei um beijo na sua testa. – Você fez o que você achou que era melhor para você, e mostrou isso para sua mãe hoje. Realmente não me importa o que aconteceu comigo, não vai ser a primeira nem a ultima vez que vou ser atacada por alguém raivoso. – Falei e ele riu. – O que me importa é você Sirius, eu nunca te vi assim, quero te ajudar. Por que nunca me falou que estava triste com a sua mãe?
– Não tinha necessidade de falar, não iria mudar nada.
– Talvez sim, talvez não, mas nós poderíamos ter te ajudado a passar por isso.
– Eu não sei o que eu faria sem você. – Falou sorrindo e colocando a sua testa na minha.
– Não ficaria preocupado 24h, com certeza. – Falei sorrindo e ele riu, eu sei que não sou umas das pessoas mais adoráveis que existe, e que eu tenho muitos “inimigos”, e que os meninos muitas vezes não me quiseram deixar sozinha por causa disso.
– Mas esse é o seu charme. – Falou Six sorrindo e eu ri com isso.
– Posso falar uma coisa? – Perguntei me afastando para olha-lo melhor, depois de um tempo em silencio, e ele concordou com a cabeça. – Estou orgulhosa de você. – E ele me olhou sem entender. – Não é qualquer um que consegue falar tão abertamente com a mãe, mesmo com raiva, mesmo brigado com a mesma e tudo o mais.
– Não é verdade. – Falou Six.
– É sim, eu, por exemplo, não consigo falar algumas coisas para minha mãe, até hoje não falei que sou uma animaga para ela. – Falei fazendo uma careta e ele sorriu. – Tem coisas que eu queria falar para a minha mãe, mas eu não consigo.
– Você só não achou o momento certo para contar, você faz isso com a gente o tempo todo. – Falou sorrindo.
– É verdade. – Falei rindo, e olhei no relógio, eram mais de uma e meia da manhã. – É melhor eu voltar para o dormitório, já está tarde. – Falei sorrindo para o Six e levantei da cama, mas o mesmo segurou a minha mão.
– Fica aqui, por favor. – Me pediu me olhando.
– Está bem. – Falei e deitei no seu lado na cama.
Ele colocou a sua cabeça na parte de cima do meu peito e passou o braço por cima da minha barriga me abraçando, comecei a mexer no seu cabelo, eu sabia que o Six não estava bem, por isso me pediu para ficar aqui com ele, e o vendo tão alinhado a mim, parecendo que estava se protegendo de alguma coisa, ele me fez lembrar uma criança que teve pesadelo e estava com medo. Na verdade ele me fez lembrar de mim mesma, quando eu não conseguia dormir e vinha aqui ficar com o Sirius.
– Você nunca vai me deixar, não é? – Perguntou com uma voz estranha, parece que ele estava se segurando para não chorar de novo.
– Nunca. – Respondi sorrindo, era verdade, eu nunca o deixaria nem os meninos por motivo algum. – Mas agora vamos dormir, precisamos descansar. – Falei e deu um bocejo.
– Está certo. – Falou e deu um bocejo também.
Continuei mexendo no seu cabelo, eu adorava fazer isso, me acalmava e deixava o Six bem relaxado, e era o que nós precisávamos no momento. Eu fui fechando os olhos aos poucos, não sei se o Sirius já tinha dormido ou não, mas em menos de 10 minutos eu estava em um sono profundo.
Depois de um tempo eu comecei a ter pesadelo, eu não sei ao certo o que estava acontecendo, eu só sentia muita dor, e ouvia o Sirius gritar o meu nome e falando para me soltarem e logo em seguida urrar de dor, mas eu não conseguia ver nada além de um chão bem sujo, e quando eu senti um pouco menos de dor, avistei o Sirius a alguns metros de mim, sangrando e me olhando, tentei falar o seu nome, mas nada saiu, e logo senti mais dor e o Six gritando para pararem.
Acordei respirando pesado, eu estava com os meus dedos enrolados no cabelo do Sirius ainda, e o mesmo ainda estava com a cabeça em cima de mim e me abraçando. Respirei fundo tentando entender aquele sonho, o que poderia significar aquilo? Mas meus questionamentos foram parados com o Sirius me apertando num abraço, e ele parecia estar tendo um pesadelo, também.
– Sirius... Six. – Falei mexendo no seu cabelo e logo ele parou de me apertar e levantou a cabeça me olhando, e parecia um pouco desesperado. – Foi só um sonho. – Falei olhando nos seus olhos.
– Eu odeio isso. – Falou Six e colocou sua cabeça no meu ombro.
– Eu sei, ninguém gosta de ter pesadelos. – Falei e mexi no seu cabelo. – Vamos dormir de novo. – Falei e ele deitou a sua cabeça no travesseiro agora, ao meu lado, e nós ficamos um de frente para o outro.
Olhei para uma parte do quarto, mais precisamente para o armário quebrado no chão e lembrei-me das ultimas palavras da senhora Black antes dela jogar o feitiço em mim “... você vai para casa por bem ou por mal.”. Por bem ou por mal, bem ou por mal, por mal, aquilo estava martelando a minha cabeça, e eu estava preocupada, mais com medo na verdade.
– Sirius, eu estou com medo. – Falei sem pensar olhando para o armário ainda.
– Ei, não se preocupe. – Falou Six levantando a minha cabeça para olha-lo, e secou algumas lágrimas que escorriam pelo meu rosto sem perceber. – Eu não vou deixar nada acontecer com você.
– Eu não estou com medo por mim, eu estou com medo por você. – Falei e ele me olhou sem entender. – Sua mãe disse que você voltaria para casa por bem ou por mal, eu estou com medo do que ela pode fazer com esse “por mal”.
– Não se preocupe, não vai acontecer nada, ás vezes minha mãe só fala.
– Mas Six, sua mãe é louca, ela me assusta às vezes, e se ela realmente estiver falando sério e tentar... – Comecei a falar, mas fui silenciada com um selinho do Six.
– Nada vai acontecer, eu sei me cuidar, e conheço a minha mãe, vai dar tudo certo. – Falou sorrindo e eu dei um suspiro.
– Está certo. – Falei sorrindo, eu não conseguia falar não para o Six com ele me olhando com seus olhos azuis brilhando, mesmo no escuro, com aquele sorriso perfeito e depois de um selinho, como ele pode fazer cada vez mais eu me apaixonar por ele?
Ele segurou a minha mão que estava em cima do travesseiro, ficando eu com as costas da minha mão na palma da mão dele e ele passou seus dedos entre os meus, e com a outra mão segurou a minha nuca e ficou fazendo carinho. Passei meu braço pela sua cintura, praticamente o abraçando e fazei os olhos sentindo aquele carinho dele.
Eu já estava mais calma, e ficando com sono de novo, e aproveitando o carinho que o Six fazia no meu cabelo e sentindo seu doce perfume. Eu estava praticamente dormindo e eu sentia o Six me olhando, mas o sono estava falando mais alto para eu chegar a me importar, e logo que pensei isso eu dormi.
P. D. V. Six
Fiquei olhando a Carol dormindo enquanto mexia no seu cabelo, eu nunca parei muito para pensar ou reparar que a Carol parecia um anjo dormindo, e o quanto ela era linda, mesmo com a marca da mão da minha mãe no seu rosto, que por acaso estava quase saindo. Eu não sei como nunca reparei que a Carol era tão bonita, tá eu já tinha reparado, mas agora era diferente, não sei.
Eu sentia que eu não poderia perder a Carol, que eu precisava dela no meu lado o tempo todo, que se eu ficasse muito tempo sem vê-la, iria acabar pirando, ela me dá tranquilidade de um jeito que nem eu entendo, eu reparei nisso muito nesses últimos momentos.
Primeiro minha mãe a ameaça de morte, e eu juro que senti o meu coração gelar quando ouvi isso; Depois minha mãe joga um feitiço nela e a faz desmaiar e para de respirar, e nesse momento eu já estava entrando em pânico; E depois o pesadelo, eu sonhei que, de algum modo e eu não sei por que, a Carol estava nos meus braços, morta, eu não lembro o que aconteceu, só lembro-me de vê-la nos meus braços sem fazer nada, isso me deixou em pleno pânico.
Mas eu precisava dormir, por mais que eu estivesse adorando ficar olhando a Carol dormir ao meu lado, mexendo nos seus cabelos sedosos e cheirosos. Fechei os olhos e logo dormi, e tive um sonho com a Carol, ela estava abraçada comigo, rindo de alguma coisa que os meninos falaram, e não era aquele abraço de amigos, era o mesmo abraço que a Alice e o Frank ficam.
Fiquei um bom tempo sentindo a sensação de meus braços em volta da Carol, era uma sensação tão boa que eu não queria que isso acabasse. Então no outro segundo todos tinham sumido, só estava eu e a Carol, e ela estava me olhando, e eu sem pensar duas vezes selei nossos lábios.
A partir desse momento reparei que o meu sentimento de amizade, quase como se a Carol fosse uma irmã, não era mais o mesmo, eu sentia alguma coisa a mais, eu sentia que se eu não tivesse a Carol no meu lado para sempre, eu não seria eu. É um sentimento diferente dos que eu sinto pelas meninas que eu fico, é maior, muito maior, não era um sentimento de atração, era como se um me sentisse completo com a Carol ao meu lado.
Sabe o que eu acho? Que eu estou gostando da Carol, na verdade eu sempre estive, desde que ela discordou com o pensamento do Ranhoso no trem no 1º ano, dês do primeiro sorriso que a vi dar até o ultimo suspiro pesado que ela dá antes de pegar no sono, eu senti alguma coisa forte por ela, mas eu não sabia o que era, até eu quase a perder hoje, ou pelo menos achar que eu a perderia.
Eu, Sirius Orion Black, o pegador e galinha de Hogwarts, estou gostando da minha melhor amiga e companheira de várias pegadinhas. Eu estou perdido, ela nunca vai gostar de mim desse jeito, ela só gosta de mim como amigo, como um irmão, e já deixou bem claro isso muitas vezes. E também, quem em sã consciência iria começar a gostar de um menino que pega todas? Ninguém teria confiança.
Mas pouco me importa o que pensam de mim, para mim o que me importa agora é que eu estou gostando da Carol e não tenho a mínima ideia do que fazer.
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