A Marota- Caroline Caldin
71 Férias na casa dos Potter
Notas iniciais
P. D. V. James
Mandei a carta para minha mãe no mesmo dia que tive a ideia, e ela respondeu que tudo bem, poderia levar os meus amigos para lá, para passar o natal. No mesmo dia todos mandaram uma carta para os pais, o primeiro a me dar a resposta foi o Remo, parece que os pais gostaram de ver ele com os amigos, e já que já tinha passado a semana de lua cheia, não iria ter problema.
A Carol me deu a resposta no outro dia, e falou que os pais ficaram decidindo se deixariam ou não durante um dia inteiro, por isso demorou. Já o Pedro demorou quase uma semana, ele ficou trocando cartas com os pais até eles deixarem. Então como minha mãe tinha falado para eu mandar uma carta quando tudo estivesse resolvido para saber quem iria, mandei-a assim que o Pedro falou que estava confirmado a sua presença.
Já fazia uma semana e meia que estava combinado de irmos à minha casa no natal. Iriamos sair de Hogwarts dia 20 de dezembro (amanhã) e só voltaríamos dia 10 de janeiro, iriamos ficar 20 dias lá em casa. Eu adorei a ideia, eu e minha mente brilhante sempre funcionando. E sempre que eu falava isso para os Marotos, eles falavam que eu era exibido, mas era a verdade que eu falava.
Nesse exato momento estávamos no nosso dormitório, todos os Marotos, estávamos conversando do que fazer nessas férias. Cara, eu adorei o nome do nosso grupo, se eu pudesse falava todas as horas por dia. Mas voltando ao que estávamos falando:
– Já arrumaram as roupas? – Perguntou a Carol, e acho que ela sabia a resposta, não.
– Ainda não, mas vamos arrumar. – Falei sorrindo. – Você já arrumou?
– Não, mas não tem muitas coisas para colocar na mala, minhas roupas são arrumadas. – Falou jogando na cara isso. – Só tem alguns livros para eu devolver na biblioteca, mas faço isso mais tarde. – Falou dando de ombros.
– Bom, nós podemos arrumar as nossas malas com um feitiço. Fazer malas! – Falou Sirius pegando a varinha e arrumando a sua mala em 10 segundos.
– Não era assim que eu estava falando. – Falou Carol olhando para a mala do Sirius.
– Mas isso ajuda. – Falei sorrindo e fiz o feitiço, sendo seguido pelo Remo e Pedro.
A Carol revirou os olhos e levantou falando:
– Vou devolver os livros para a biblioteca. – E foi até a porta.
– Você quer usar o feitiço, isso sim. – Falou Sirius sorrindo convencido.
– Não preciso de feitiço nenhum para arrumar a minha mala. – Falou, mostrou a língua para o Sirius e saiu pela porta.
– Ela é tão madura. – Falei revirando os olhos.
– Mais que você, com certeza. – Falou Remo sorrindo.
– James, nós vamos ficar no mesmo quarto? – Perguntou Pedro.
– Não, lá em casa tem quatro quartos. Um dos meus pais, então fica três para nós, e acho que a mamãe vai colocar a Carol num quarto só para ela, então sobram dois quartos, duas pessoas em cada quarto. – Falei usando a logica.
– Faz sentido. – Falou Remo. – E quem vai dormir com quem? – Perguntou.
– Não sei, mas isso nós decidimos depois. – Respondi, e todos concordaram.
Depois disso ficamos falando de coisas banais e sem sentido nenhum. Nós ficamos fazendo piadinhas o tempo inteiro, como sempre.
P. D. V. Carol
Deus do céu, como os meninos são bagunceiros, e simplificam as coisas, às vezes. Por exemplo, se fosse uma menina (eu) nunca usaria um feitiço para arrumar as malas, que ainda ficava tudo amarotado. Acho que é mal de família Caldin, pois o Leandro, nem o papai, eram tão bagunceiros a ponto de usar um feitiço para arrumas a mala, mas isso é outra história.
Sim, eu fiquei com inveja deles serem tão simples e nem se preocuparem com isso, mas eu não me consigo ver fazendo isso, não consigo deixar roupas jogadas por ai, não consigo. Não estou reclamando, mas acho que essa é umas das minhas qualidades que também podem ser defeitos. Eu sei, isso é confuso, mas faz um pouco de sentido.
Bom, vamos parar de ficar falando comigo mesma na minha mente e voltar para a realidade. Sim, eu tinha livros para entregar para a Madame Pince antes de ir, livros que eu tinha pega a semana passada para fazer lições, acho que tinha uns quatro. Cheguei ao meu dormitório e vi todas as meninas arrumando as suas malas, e claro que estavam conversando.
– Como você vai ficar longe do... — Começou Lene e fez uma cara sonhadora e continuou com uma voz sonhadora também. – Frank? – Pelo jeito estava falando com a Alice.
– Só são 20 dias, e vamos ficar trocando cartas todos os dias. – Respondeu Alice sem nenhuma preocupação.
– Ele vai passar o natal na casa dele? – Perguntei entrando no meio da conversa.
– Vai. – Respondeu Alice.
– Queria tanto ver a cara dos pais do Frank quando ele contasse que ele está namorando. – Falou Dorcas sentando na sua cama.
– Nem me fale, imagina quando eu falar para o meu pai que eu estou namorando! Ele é muito ciumento! – Falou Alice se sentando na sua cama também.
– Fala um pai que não é ciumento? – Perguntei também sentada na minha cama, como todas as meninas. – Acho até que meu pai e meu irmão não tão ciumentos, quem é ciumenta é minha mãe, e muito. Vocês não fazem ideia do escândalo que ela fez quando descobriu que o Leandro estava namorando. Quase que o bairro inteiro escuta. – Falei rindo nessa ultima frase.
– E seus pais sabem que você namorou com o Bob? – Perguntou Lily.
– Não. Na verdade eles nem sabe que eu já beijei. – Falei e as meninas começaram a rir. – Parem de rir, não vou falar assim para eles, do nada.
– Carol, quem foi o primeiro menino que você beijou? – Perguntou Lene.
– O Sirius, mas não conta para ninguém. – Respondi.
– E o segundo menino? – Perguntou Dorcas.
– O Vane. – Respondi.
– Obvio. No passeio a Hogsmeade, não é? – Perguntou Lene e eu concordei. –E o terceiro?
– O Zabine. – Respondi baixinho, já disse que não me orgulho disso.
– O ZABINE? – Gritaram todas as meninas.
– Como assim você já beijou aquele gato? – Perguntou Lene, como sempre tarada.
– Um dia ele me agarrou, e eu acabei correspondendo. – Falei encolhendo os ombros.
– Como é o gosto da boca dele? – Perguntou Dorcas.
– Tem gosto de maçã.
– Sua fruta favorita. – Falou Lily pensativa. – Agora eu entendi por que você correspondeu.
– É, e ele já me agarrou duas vezes, e eu acabei correspondendo as duas. – Falei fazendo uma careta.
– Que droga. – Falou Alice e eu concordei com a cabeça.
– O quarto? – Perguntou Lene mudando de “assunto”.
– O Bob.
– Outra coisa obvia. – Falou Lily.
– Caramba, beijou bastante meninos em. – Falou Dorcas admirada.
– Para mim isso não é um elogio. – Falei fazendo uma careta.
– Não disse que era, só disse que você beijou bastantes meninos. – Falou Dorcas.
– E eu não disse que você disse que era um elogio, eu só mencionei que para mim não era. – Falei achando estranho dela se importar com o que eu falei, ela nunca tinha retrucado nada.
– É, mas do jeito que você falou parecia que estava me acusando. – Falou cruzando os braços na frente do corpo.
– Olhe, desculpa se pareceu isso, mas não era a minha intenção. – Falei e peguei os livros na minha escrivaninha. – Vou devolver esses livros na biblioteca, nos vamos mais tarde. – Falei e fui para a porta.
– Até mais. – Responderam todas, menos a Dorcas, acho que ela estava irritada comigo.
Sai do dormitório e fui até a sala comunal, tinha varias pessoas lá, ainda mais que estava no frio, quase ninguém ia para os jardins. Encontrei o Senhor Nicolas flutuando pela sala comunal, e ele me dei um oi com um aceno de cabeça, e eu correspondo do mesmo modo. Sai pelo quadro da mulher gorda e fui em direção às escadas que se movem.
Desci-as até o quarto andar e fui em direção á biblioteca, que estava cheia para o ultimo dia antes das férias. Fui até a Madame Pince e falei que queria devolver aqueles livros. Ela colocou no registro (um pergaminho onde ela anotava os livros que saiam e os que eram devolvidos) que eu tinha devolvido todos os livros que eu tinha pego e me pediu para eu colocar no lugar, ou pelo menos na seção certa.
Fui até a prateleira de Feitiços e coloquei o livro no lugar. Depois parti para a de Transfiguração e coloquei o livro no lugar também. Fiz a mesma coisa com o de Poções, e só faltou o que Defesa Contra as Artes das Trevas. Fui para a seção e tentei lembrar o lugar que eu tinha pegado o livro, e lembrei, era numas dar prateleiras altas, que eu não conseguia alcanças.
Pensei em como colocaria o livro no lugar, já que não tinha nenhuma escada por perto, mas espera, eu sou uma bruxa, posso fazer magia para isso. Peguei a minha varinha e apontei para o livro falando Wingardium Leviosa. O direcionei até o lugar certo e ele entrou com facilidade no lugar que era para eles estar.
– Bem logica. – Falou alguém atrás de mim, e quando fui ver era o Bob encostado na outra prateleira.
– Bob, tudo bem? – Perguntei sorrindo.
– Tudo, e com você? – Falou sorrindo também.
– Bem. – Respondi. – O que está fazendo aqui? – Perguntei.
– Vim devolver uns livros antes deu ir para casa. E você? – Perguntou.
– A mesma coisa.
– Bom, vamos? – Falou direcionando a mão para fora.
– Claro. – Respondi sorrindo.
Fomos andando em silencio pela biblioteca, falei tchau para a Madame Pince e ela me desejou boas férias de natal, e eu agradeci. Depois que saímos da biblioteca continuamos em silencio, não tínhamos assusto para conversar, além deu ainda estar meio tímida perto dele por ter terminado o nosso namoro, mesmo ele falando que estava tudo bem.
Acho que ele percebeu que eu estava tímida, pois logo falou:
– Você ainda fica tímida perto de mim por causa de terminar o nosso namoro? – Perguntou me olhando.
– Um pouco. – Falei fazendo uma pequena careta.
– Eu já disse que não precisa ficar tímida perto de mim por causa disso, já disse que está tudo bem. – Falou sorrindo.
– Eu sei, mas mesmo assim eu fico tímida. –Falei sorrindo.
– Tudo bem então, mas não precisa ficar, já disse. – Falou sorrindo para mim.
– Ok. – Falei e deu uma pausa. – O que os seus amigos acharam quando você falou que eu tinha terminado com você?
– Eles acharam estranho, falei que não estava dando certo, por isso terminamos, mas acho que eles não acreditaram muito nisso. – Falou fazendo uma careta nessa ultima oração. – E os seus?
– Eles entenderam até que bem. – Respondi.
– Você falou a verdade para eles não foi?
– Sim, eu não consigo mentir, muito menos para os meus amigos. – Falei o olhando.
– Ok. – Falou sem nenhuma preocupação.
– BOB. – Chamou alguém num outro lance de escada, sim nós já tínhamos chegado às escadas.
Quando viramos para trás, vi um dos amigos do Bob no outro lance de escada, olhando para nós.
– Vem, está todo mundo está lá embaixo. – Falou indicando os outros andares.
– Ok. – Falou e se virou para mim. – Até outro dia.
– Até. – Respondi sorrindo e voltei a subir as escadas.
Quando iria começar a subir o outro lance de escada, escutei o amigo dele falando:
– Você ainda fala com ela?
– Sim, somos amigos. – Respondeu o Bob.
– Mas vocês são ex-namorados, EX. – Falou dando ênfase no ultimo “ex”.
– E qual o problema? Só por que somos ex-namorados não podemos ser amigos?
– Não é normal. Você não percebe? Ela só estava te usando. É isso o que ela e os amigos fazer, usam as pessoas.
– Ela é diferente deles. – Me defendeu Bob.
– Quem garante? Talvez ela até seja namorada de um deles, e eles já estivessem namorando antes de vocês terminarem. – É, esse amigo não tinha acredita nem um pouco no que o Bob tinha falado. – Ouvi dizer que vão os cinco do grupinho para a casa de um deles passar o natal. Quem garante que eles não vão ficar falando de você ou se pegando lá?
– Para com isso. Eu já disse que a Carol não namora nenhum deles, ela não é uma oferecida igual às outras daqui.
– Mas e se eles estiverem?
– Que deixa eles namorarem, não tenho mais nada a ver com a vida da Carol, ela pode fazer o que quiser.
– Bob, ela não é santa. Nem ela nem os amiguinhos. Você já reparou que eles ficam o tempo todo grudado um no outro?
– Eles são amigos desde que entraram aqui, é normal.
– Não é normal, eu nunca vi ela com meninas. Só pode ter duas respostas para isso: ou ela é sapatão ou está pegando os quatro ao mesmo tempo. – Falou o amigo chato do Bob, esse ai com certeza não gosta de mim e nem vai com a minha cara.
– Para com isso, eu já disse, será que você não percebe que isso irrita? Você fala isso de todas as meninas que namoraram com os nossos amigos. – Falou Bob já ficando estressado, esse amigo dele deve ser gay, só pode, nunca vi alguém gostar de falar tão mal assim de meninas, acho que é ciúmes.
– Só estou dizendo o que eu penso. – Tentou se defender.
– É, mas quando essa coisa deixa os outros mal, deixa guardado só para você, por favor. – Falou tentando acalmar a voz.
– Ok, mas... – Começou, mas o Bob o cortou.
– Esquece. Vamos descer. – Falou e eu escutei passos.
Acabei de subir as escadas que se movem com um pensamento positivo e negativo na cabeça. O positivo era que não estavam falando mal do Bob, e o negativo era que todos estavam achando que eu era uma puta e só tinha usado o Bob, pelo menos na cabeça no amiguinho do Bob, mas não sei se os outros achavam o mesmo.
Será que parecia que eu estava pegando os meninos? Será que parecia mesmo que eu era um “sapatão”? Será que todo mundo achava isso de mim? Por que tantos “serás” na minha vida? Eu juro que eu estou pirando. Eu nunca fui de ligar para o que as pessoas pensam, mas parecia que agora eu ligo, dependendo do que falam.
Cheguei à sala comunal e fui para um canto bem escuro e longe de todo mundo. Sentei no chão e abracei as minhas pernas e fiquei pensando em coisas banais. Por exemplo: O que eu faria na casa do James, como aquele menino soube que estávamos indo para a casa do James passar o natal, como seria os NOM’s, e assim por diante.
P. D. V. Sirius
Remo, James, Pedro e eu ficamos esperando a Carol voltar durante uma hora, mas ela não apareceu. Então resolvemos ir procura-la, ela não poderia ter sumido do nada. Fomos até a árvore, mas ela não estava lá. Fomos até a biblioteca e a Madame Pince falou que ela já tinha saído fazia algum tempo.
Como nós já tínhamos visto em tudo, resolvemos esperar a Carol na sala comunal, e era para lá que estávamos indo.
– Nossa, nós andamos por Hogwarts inteira e não achamos a Carol, onde será que ela está? – Perguntou Jay quando passamos do quatro da mulher gorda.
Olhei pela sala e vi a Carol toda encolhida num canto da sala, abraçando as próprias pernas. Andei até lá, e os meninos me seguiram, e perguntei me agachando na minha frente:
– Por que está assim?
– Que? – Perguntou olhando para mim.
– Por que está toda encolhida ai? – Perguntei novamente.
– Ah, nada demais, só estava pensando. — Respondeu sorrindo.
– Vem. – Falei levantando e estendendo a mão para ela, que a aceitou.
– Mas estava pensando no que exatamente? – Perguntou Jay quando sentamos no sofá.
– Na vida. – Respondeu a Carol dando de ombros.
– Boa ou ruim? – Perguntou Remo.
– Boa, eu estava imaginando o que faríamos na casa do Jay. – Respondeu sorrindo.
– Hum, muita coisa. – Falou Jay e nós rimos.
Ficamos falando coisas aleatórias, de novo, depois da nossa pequena conversa.
No outro dia...
P. D. V. Carol
Acordei e já era quase nove horas, e o trem partia as dez. Entrei no banheiro e tomei um pelo banho. Sai, me troquei (coloquei uma calça jeans, uma blusa verde, um casaco preto, meu all-star preto), guardei o que tinha que guardar na bolsa, a fechei e coloquei a Liande junto com a mala. Enquanto isso as meninas faziam a mesma coisa que eu.
Quando acabamos de nos arrumar descemos todas juntas para o salão principal tomar o café. Sentamos à mesa perto dos meninos e começamos a comer. Teve panqueca com mel e chocolate quente e de sobremesa torta de caramelo. Estava muito gostoso o café da manhã. Depois que todos acabaram de comer o prof. Dumbledore falou que já poderíamos ir para o trem que nossas malas já estavam a caminho para lá.
Todos se levantaram e foram para Hogsmeade pegar as carruagens para ir ao trem. Eu fui à carruagem com as meninas, mas no trem encontrei os meninos e fiquei com eles. Coloquei a minha mala no chão e sentei no lado do Remo e do Pedro, então começamos a conversar sobre coisas aleatórias. Depois de um tempo os meninos começaram a falar de um jogo trouxa, jogado pelo mundo inteiro, ele se chama futebol, eu já tinha visto uma partida desse jogo na televisão.
Nesse jogo estava jogando muitos caras bons, mas o melhor para mim era o Peli, ou será Pile? Não, ai como sou retardada, o nome dele era Pelé, ele jogava num time chamado Santos, que ficava no Brasil. No dia que eu vi o jogo, era um jogo treino entre o Santos contra Real Madri, e esse Pelé é o melhor jogados que eu já vi.
– Carol, no que está pensando?- Perguntou Jay chamando minha atenção, nem tinha reparado que eu estava olhando para fora.
– Vocês não estavam falando de futebol? – Perguntei e ele concordou. – Então, estava lembrando de um jogador.
– Você já viu? – Perguntou Sirius.
– Já. Nas férias eu estava sem nada para fazer então comecei a mudar de canal, então eu vi o futebol e comecei a assistir. – Respondi.
– E qual é o jogador que você mais gostou? – Perguntou Jay sorrindo maroto.
– Pelé, para mim, naquele jogo, ele foi o melhor, era o máximo. – Respondi sorrindo.
– Quem? – Perguntaram todos os meninos não entendendo nada.
– Pelé, ele é brasileiro, joga num time de lá, e no dia estava fazendo um jogo treino contra o Real Madri. – Informei.
– Eu vi um jogo do Real Madri. – Falou Jay. – Mas não tenho certeza de quem acho melhor.
– Um dia mostro para vocês um jogo do Pelé, ele é muito bom. – Falei sorrindo e eles concordaram com a cabeça.
– Vamos falar do que agora? – Perguntou Pedro.
– Que horas são? – Perguntei.
– São 13h20min. – Respondeu Remo olhando o relógio.
– Obrigada, agora só falta mais 3 horas e chegamos a King Cross. – Falei.
– Como sabe disso? – Perguntou Sirius.
– Eu sempre olho o relógio da estação, e sempre chegamos ás 16h em ponto. – Falei.
– Ok, mas o que vocês querem fazer ao chegar à minha casa? – Perguntou Jay.
– Ir para a cozinha. – Falou Sirius.
– Ver os quartos. – Falaram Remo e Pedro.
– Falar oi para os seus pais. – Respondi.
– Isso todo mundo vai fazer, não conta. Além deles viram nos buscar aqui. – Falou Jay.
– Verdade, tinha esquecido disso. Bom, já que não é falar oi, é pisar com o pé direito na sua casa. – Falei sorrindo.
– Carol. – Falou enquanto os outros meninos reviravam os olhos.
– Ok, ok, é ver o quarto também, é a coisa mais normal a se fazer. – Falei.
– Bom, quem vai ficar no quarto de quem? — Perguntou Jay.
– Por mim tanto faz. – Falou Remo e Pedro concordou.
– Eu quero ficar no quarto da Carol. – Falou Sirius e todos o olharam.
– Sirius, você é gay? – Perguntei.
– Não... – Respondeu pensativo.
– Então pode esquecer essa hipótese. O único menino que vai dormir no mesmo quarto é que eu é meu marido, ou um amigo gay, que sei que não vai fazer nada. Mas como você não é gay e é um tarado, nunca vai ficar no meu quarto. – Falei seria e no final dei um sorriso.
– Chata, acabou com o meu sonho de dormir direito, sem querer nada com a menina, no mesmo quarto. – Falou dramático.
– Grande coisa. Nem se você fosse gay iria te deixar dormir no mesmo quarto que eu. – Falei pouco me importando com o seu “sonho”.
– Que bela amiga. – Falou irônico, e todo mundo riu.
Depois disso ficamos falando de coisas banais a viagem inteira. Quando faltavam dois minutos para as 16h, o trem começou a brecar e parou na estação Plataforma 9 ¾. Saímos do trem e vimos o senhor e a senhora Potter nos esperando na plataforma. Fomos até eles e o Jay começou as apresentações:
– Mãe, pai, esses são Remo Lupin e Pedro Pettigrew, e a Carol e o Sirius vocês já conhecem. Gente, esses são Dorea e Charlus.
– Olá, senhor e senhora Potter. – Falamos todos juntos, sorrindo.
– Olá, é bom ver vocês de novo, e conhece-los. – Falou a senhora Potter olhando para mim e para o Sirius, e depois para o Remo e Pedro.
– Mas, vocês combinaram as apresentações? – Perguntou o senhor Potter.
– Na verdade, não. Foi bem improviso. – Falou Jay sorrindo.
– Que bom, tinha ficado preocupado de vocês fazerem tudo isso para nos conhecer. – Falou o senhor Potter sorrindo.
– Bom, vamos para casa? – Perguntou à senhora Potter olhando para todo mundo.
– Sim. – Todos concordaram.
Fomos andando todos juntos, os primeiros eram o Sirius e Jay, logo atrás vinham Remo e Pedro, depois eu, e por ultimo o senhor e a senhora Potter. Enquanto andávamos os meninos conversavam e eu ficava olhando eles conversando, era a mesma coisa de sempre, nada de interessante.
– Então, como você aguenta quatro meninos na sua cola? – Perguntou à senhora Potter no meu lado.
– Não sei, eles não são tão insuportáveis assim. – Falei olhando para ela.
– Pode até ser, mas acho que eu não aguentaria ficar mais de uma hora juntos com moleques. – Falou sorrindo.
– Acho que eu tenho um dom muito grande então. – Falei sorrindo para ela, que concordou com a cabeça.
– Carol, me deixa levar a sua mala. – Falou o Senhor Potter no meu lado.
– Ah, não precisa senhor Potter. – Falei sorrindo para ele.
– Eu insisto. – Falou e pegou a minha mala antes mesmo deu falar alguma coisa. – Nossa, você carrega chumbo aqui?
– Não, são alguns dos meus livros. – Falei sorrindo constrangida.
– Isso me lembra muito o seu pai. Principalmente no meu ultimo ano. – Falou sorrindo.
–Vocês eram da mesma serie? – Perguntei.
– Não, eu e a Dorea somos três anos mais velhos que seus pais. – Respondeu o Senhor Potter. – Mas já éramos amigos.
– Ah, tá. – Falei e vi os meninos passando pelo muro que dava para saída da Plataforma 9 ¾.
Logo em seguida fui eu e depois os senhores Potter. E o senhor Potter ainda estava com minha mala na mão.
– Você é folgada, em Carol. Deu a sua mala para o meu pai levar. – Falou Jay quando chegamos à estação de King Cross, entre a plataforma 9 e 10.
O senhor Potter revirou os olhos e foi andando na frente, mas antes deu um pelada Robinho no Jay falando que eu era uma menina, e que ele tinha que ser cavaleiro comigo. Agora eu sei por que a senhora Potter se casou com ele. Ele não era feio, mas acho que o Jay mais bonito, e ele se parece mais com a senhora Potter, tirando o cabelo, que era parecido com o do senhor Potter.
Todos nós rimos do Jay e fomos seguindo o senhor e a senhora Potter até a entrada e saída de King Cross. Saímos e andamos até uma rua perto, onde estava o carro deles. O senhor Potter colocou todas as malas no porta–malas e nós entramos no carro, que tinha sido ampliado com feitiços, eu suponho. No banco traseiro ficou, da esquerda para direita, Pedro, Jay, eu, Sirius e Remo; e na frente foi os senhores Potter.
O senhor Potter dirigiu o carro até um povoado trouxa, que se eu não me engano, ficava perto de Godric’s Hollow, e as ruas estavam com neve. Agora olhando melhor, já tinha vindo aqui, tinha um café bem gostoso nesse bairro, e eu vim aqui com a vovó, a mamãe, o papai e o Leandro num natal, o nome do bairro era Woll Berdfod.
– Você mora em Woll Berdfod? – Perguntei olhando para o Jay.
– Morro, você já veio aqui? – Perguntou para mim.
– Sim, já vim com os meus pais, tem uma loja de café aqui muito boa aqui, um dia eu tinha vindo experimentar. – Falei dando de ombros.
– A loja de café mudou de lugar, não é mais aqui, ela foi para Godric’s Hollow. – Me informou á senhora Potter.
– Ah tá.
– Como você veio aqui? – Perguntou Jay.
– Minha avó morava aqui perto, num outro bairro, e escutou falar da loja de café, então viemos aqui para experimentar. Eu não tinha conhecido você, e os meus pais não sabiam o paradeiro dos seus pais. – Falei antes dele abrir a boca, e então só concordou com a cabeça.
Andamos mais uns 10 minutos até pararmos em frente a uma casa de dois andares, da cor amarela claro (quase branco), com um lindo jardim na frente, que agora estava cheio de neve. Fomos até o senhor Potter pegar nossas malas e logo depois seguimos a senhora Potter até a porta de entrada. Eu só tinha ido uma vez à casa do Jay, no terceiro ano, e nessa vez tinha ido de pó de flu.
– Bem vindos a nossa casa. – Falou a senhora Potter e abriu a porta mostrando a sua sala bem arrumada, por enquanto.
Os meninos entraram primeiro e eu entrei depois, e entrei pisando com o pé direito, como avia dito que queria. Depois entrou a senhora Potter, e ela nos informou que o senhor Potter tinha ido ao mercado.
– Jay, mostra o seu quarto para os meninos, e os que eles vão dormir fica no lado, vou mostrar o quarto da Carol. – Pediu a senhora Potter.
– Eba, sou VIP, tenho um quarto só para mim. – Falei fazendo uma pose e todos riram.
Jay e os outros meninos subiram as escadas e eu fiquei com a senhora Potter. Logo depois ela me levou para cima também, e parou numa porta perto da escada. Ela a abriu e deu espaço para eu entrar, e quando entrei me surpreendi com o que vi. O quarto tinha uma cama de solteiro, um guarda-roupa, alguns pufes pelo chão, e uma porta, que deveria ser o banheiro. A cor do quarto era de um rosa claro, muito bonito. Eu fiquei vendo o quarto com a boca aberta.
– Gostou do quarto? – Perguntou à senhora Potter ainda da porta.
– Eu adorei. Não precisava disso tudo. – Falei sorrindo agradecida para ela.
– Não tem problema, eu não tenho muito coisa para fazer. Foi uma honra arrumar os quartos. – Falou sorrindo para mim. – Vou deixar você arrumar as suas coisas. – Falou e saiu do quarto fechando a porta.
Fiquei mais alguns minutos olhando o quarto, e então comecei a colocar algumas roupas no guarda-roupa. Quando eu comecei a arrumar as roupas, vi alguns vestidos meus, e alguns biquínis também. Como isso foi chegar ali? Perto das roupas tinha um bilhete, e nele está escrito: Pedi para sua mãe mandar essas roupas, espero que não se importe deu ter arrumado. Ass.: Dorea.
Agora eu entendi, minha mãe tinha mandado. Mas por quê? Será que eles tinham uma piscina? Mas estava frio agora, mesmo que eles tivessem, não daria para usar. Mas depois eu penso nisso, tenho que acabar de arrumar a minha roupa, daqui a pouco os meninos invadiriam o quarto.
Demorei uns 10 minutos para arrumar toda a minha roupa no guarda-roupa. Depois que acabei de arrumar as roupas fui dar comida para Liande, e esse foi o tempo dos meninos chegarem.
– Nossa. – Exclamaram todos os meninos quando viram o quarto.
– Oi. – Falei sorrindo para eles. – Gostaram do quarto?
– Ficou bem legal. Para uma menina. – Falou Sirius se jogando na minha cama.
– Machista. – Falei sentando na barriga dele.
– Mas falando serio agora, ficou bem legal o quarto. – Falou Jay sentando junto com o Remo e com o Pedro.
– Sua mãe, ela tem bastante talento para mobiliar um quarto. – Falei e lembrei-me de uma coisa. — Sua mãe já pensou em trabalhar com isso?
– Não que eu saiba. Mas como assim?
– Sabe, tem umas pessoas que trabalham com mobiliar casas, quartos, salas, essas coisa, e tem pessoas que pagam para os outros mobiliarem sua casa. Sua mãe poderia trabalhar com isso, se daria bem.
– Pede ser. – Falou dando de ombros.
– Carol, você está me apertando. – Falou Sirius.
– Problema seu. – Falei olhando para ele e voltei para o Jay. – Você tem piscina?
– Tenho, por quê?
– Sua mãe pediu para a minha mandar roupa de banho, estão no guarda-roupa até.
– Nossa que estranho, nós nunca usamos a piscina no inverno, até por que é frio.
– Talvez seus pais vão usar um feitiço que faz a temperatura mudar. – Sugeriu Remo.
– Verdade, nós usamos esse feitiço lá em casa, principalmente no natal e ano novo. – Falei.
– Pode ser, não sei. – Falou dando de ombros.
– Carol, sai de cima, por favor. – Pediu Sirius.
– Então quer dizer que vamos para piscina? – Perguntei sorrindo, adoro piscina.
– Pode se dizer que sim. – Falou Jay sorrindo também.
– Cansei. – Falou Sirius se sentando, me fazendo cair para o lado.
– Grosso. – Falei tentando levantar, mas acabei fazendo outra coisa.
– Ai. – Gemeu Sirius colocando a mão na parte de baixo dos homens.
Sim, eu tinha feito aquilo. Não, não foi de proposito. Claro que os meninos estão rindo. E é claro que por dentro eu também estava rindo, mas não poderia demostrar isso. Deixa-me explicar melhor, quando eu estava tentando levantar, sentar de novo, acabei sentando lá em cima, só que a minha varinha estava no jeans, então a mesma acabou machucando o Sirius.
– Desculpa. – Falei sorrindo amarelo para ele, que ainda estava gemendo de dor deitado na minha cama.
– Eu estou adorando. – Falou Jay rindo, e eu o fuzilei com os olhos.
– Tudo bem, Carol. – Conseguiu dizer Sirius. – Só me prometa uma coisa. Nunca mais sente em mim com a sua varinha no bolço. – Falou e tirou a minha varinha do jeans.
– Foi sem querem. – Falei pegando a varinha da mão dele.
– Ok. – Falou e se sentou decentemente na cama. – O que vamos fazer?
– Que tão um tour? O Remo e o Pedro não conhecem a sua casa. – Falei para o Jay. – Na verdade nem eu conheço a sua casa direito.
– Ok, vamos fazer um tour. – Falou Jay levantando.
Todos nós levantamos e saímos do meu quarto.
Acabamos ficando com o Jay, Remo e Pedro na frente, e eu e o Sirius atrás, já que fomos os últimos a sair. Fiquei no lado do Sirius e falei baixinho:
– Desculpa de verdade, eu não queria ter te machucado.
– Tudo bem. – Falou e passou o braço pelo meu ombro. – Mas se fizer isso de novo, vai ter troco. – Falou sorrindo marotamente.
– Não tenho medo de você. – Falei para ele.
– Deveria. Sei fazer coisas que você nunca imaginou.
– O que? Vai me estuprar? – Perguntei sorrindo para ele.
– Não... Espera, você já imaginou eu te estuprando? – Perguntou com seu famoso sorriso malicioso.
– Claro que não, idiota. – Falei dando um tapa nele. – Só quero dizer que nada que você vai fazer vai me surpreender.
– Será? – Perguntou novamente com seu sorriso maroto.
– Tenta. – Falei dando de ombro.
Ele me puxou pela cintura e me empurrou para uma porta. Entramos e logo depois tropecei com alguma coisa grande e cai de gostas, levando o Sirius junto. Cai em uma coisa macia, parecia almofada, ou aqueles pufes que estão no meu quarto, e é claro que o Sirius caiu em cima de mim. Depois de três segundos que caímos, escutamos uma risada muito estranha atrás da gente.
Quando olhamos para trás era um boneco que dava essa risada estranha quando acontecia sei lá o que. Aconteceu tudo tão rápido que quase não deu tempo para respirar. Depois de ver o boneco, dei um suspiro, achei que era alguém rindo da nossa cara. Olhei para o Sirius e o mesmo estava dando um suspiro também.
Olhamos um para o outro e de um sorriso.
– Que susto. – Comentei.
– É. – Concordou ainda sorrindo.
– Então, não vai de soltar? – Perguntei.
– Verdade. – Falou e tentou puxar uma mão, mas não saiu nenhuma das duas. – É, não quer sair. – Falou continuando a puxar de qualquer jeito.
– Sirius, calma, tenho outro jeito. – Falei e ele parou.
O joguei para o lado, e dessa vez eu fiquei em cima dele. Só que tínhamos caído às almofadas, então caímos no chão duro. Com a queda, acabamos deixando os nossos rostos muito perto, e os nossos narizes se encostavam. Encarei aqueles olhos azuis claros, e ele encarou os meus olhos marrons, e sem pensar, começamos a nos beijar.
O beijo era calmo, mas quente, não sei explicar. Como ele ainda estava com as mãos na minha cintura, ele só movimentou uma até a minha nuca, e eu movimentei umas das minhas mãos até o seu pescoço e a outra ficou em cima do seu peitoral. A boca do Sirius tinha gosto de menta, era refrescante, e o beijo dele te levava para outra dimensão, agora eu sei por que tantas meninas dão em cima dele, ele tinha melhorado dês do nosso primeiro beijo.
As nossas línguas passeavam em sincronia nas nossas bocas, pareciam que estavam ligadas por alguma coisa diferente. Sabe como sei isso? Isso não acontecia quando eu beijava o Bob. Essa história me deixa confusa até hoje. Enquanto nos beijávamos agarrei a blusa dele e fazia carinho no seu pescoço, e ele passava a mão nas minhas costas.
Ficamos nos beijando durante uns 20 segundos, que foi quando perdemos o folego. Antes de “descolarmos” os nossos lábios, o Sirius deu uma mordidinha no meu lábio inferior. Fiquei mais uns três segundos com os olhos fechados, e quando os abri encontrei os olhos do Sirius.
– Sirius... – Comecei a falar, mas ele me contou.
– Não fala nada, por favor.
Dei um suspiro e coloquei a minha cabeça no seu ombro, não acredito que eu tinha beijado o Sirius de novo. Por que o beijo dele tinha que ser tão bom? Eu sei, ele é meu amigo, mas não posso falar que ele não beija bem porque eu estaria mentindo. Ele mexeu no meu cabelo, acho que tirando do seu rosto, e me abraçou.
– Eu sei o que você vai falar. – Falou Sirius. – Não vou contar para ninguém.
– Não era isso que eu ia falar. – Falei.
– Não? – Perguntou Sirius. – Mas isso não importa, eu sei que você ia falar do beijo de qualquer jeito. Não é culpa sua. Só não fica com raiva de mim.
– Por que eu ficaria? – Perguntei agora olhando para ele, e ele deu de ombros fazendo uma careta. – Eu sei que você faz isso com todas as meninas, mas a culpa não é sua. – Falei e sai de cima dele.
– Tem certeza que está tudo bem? – Perguntou se sentando também. – Você não está com uma cara muito boa.
– É que eu me senti meio culpa, só faz um mês que eu terminei com o Bob, ainda não esqueci o que aconteceu entre a gente. – Falei abraçando a minha perna e olhando para ele.
– Eu entendo. Não que eu já tenho passado por isso, mas... Você entendeu. — Falou me fazendo rir.
– Vou fingir que não escutei isso. – Falei e olhei em volta. – Onde estamos?
– Não faço ideia. – Respondeu.
Nós nos levantamos e olhamos em volta, e encontramos uma biblioteca. Uma biblioteca de verdade, com estantes por todo lado com livros. Eu olhei aquilo com a boca aberta, não sabia que a senhora Potter tinha uma biblioteca particular. Fiquei fã daquela mulher.
– Isso é uma biblioteca?! – Falou Sirius abismado.
– Vamos sair daqui. – Falei e o puxei pelo braço.
Quando saímos da biblioteca, não vimos o Jay e os meninos, então resolvemos descer para a sala. Quando chegamos lá não vimos ninguém, mas vimos um tabuleiro de xadrez. O Sirius pegou o jogo e colocou no chão para nós jogarmos. Ele ficou com as peças pretas e eu com as brancas, e como é sempre as brancas que começam quem começou fui eu.
Depois de alguns minutos o Sirius tinha comido varias peças minhas, mas eu também tinha comido varias deles. Nós tínhamos feito uma aposta, quem perdesse iria andar com as roupas do outro sexo, então se eu perdesse iria usar roupa de meninos e se o Sirius perdesse iria usar roupa de menina até o jantar.
Ele comeu mais uma peça minha, mas deixou o rei desprotegido, e como eu tinha a rainha ainda, poderia dar cheque mate nele, minha rainha estava em uma posição perfeita para eu fazer o movimento.
– O que vocês estão fazendo? – Perguntou Jay aparecendo na sala. – Nós o procuramos pela casa inteira, por que saíram de perto da gente do nada e sem avisar?
– Sei lá, não estávamos a fim de ver a casa agora. E o Sirius falou que depois me mostra a casa.
– Eu? – Perguntou sem entender e eu o olhei falando com o olhar para concordar, e ele entendeu. – Ah, é verdade.
– Mas foi você que falou para mostrar a casa. – Falou Remo olhando para mim.
– Mudei de ideia. – Falei dando de ombro, e sorri marota para o Sirius. – Pronto para usar roupa de menina?
– Vai sonhando. – Falou sorrindo para mim.
– Então meu sonho vai se tornar realidade. – Falei e mexi a peça (era xadrez trouxa) – Cheque mate.
– Que? Como assim? – Perguntou Sirius olhando as peças.
– Você perdeu Sirius. – Falou Remo.
– Venci, vai usar roupa de menina até o jantar. – Falei fazendo a minha dancinha da vitória.
– Vou ter que usar o que? – Perguntou sem muito animo.
– Deixa que eu escolho. – Falei sorrindo, até já sei que roupa vou dar.
– Como assim? – Perguntou Jay rindo.
– Nós apostamos que quem perdesse iria usar roupa do outro sexo. – Respondeu Sirius sem animo.
– Que aposta idiota, Sirius, você é horrível em xadrez. – Falou Remo.
– Agradeço o seu sentimento Lupin. – Falou Sirius irônico.
– Vamos subir. – Falou Jay sorrindo. – Eu vou com a Carol pegar a roupa do Sirius e vocês três vão para o meu quarto.
– Ok. – Todos nós respondemos e subimos as escadas.
Eu fui para o meu quarto com o Jay e os outros meninos seguiram em frente. Entrei no meu quarto e fui para o guarda-roupa. Procurei um vestido florido, rosinha, com manga curta, que iria ficar muito “bonito” no Sirius. Peguei o vestido e um sutiã, afinal, era roupa feminina, e a câmera, precisava registrar o momento.
O Jay riu quando me viu pegando a câmera e fomos para o quarto dele. Entramos e o Sirius estava com uma cara fechada, e o Remo e o Pedro estavam rindo de alguma coisa.
– Toma. – Falei jogando as roupas.
– Tenho mesmo de fazer isso? – Perguntou fazendo uma careta para mim.
– Você que teve a ideia do desafio, agora vai ter que cumprir. – Falei sentando num dos pufes do Jay.
– Ok. – Falou levantando e começando a tirar a roupa.
– Tenho que colocar o sutiã? – Falou quando o pegou, e eu concordei com a cabeça. – Você me paga.
Ficamos o vendo levar um baile para colocar o vestido. Primeiro ele ficou procurando onde colocava a cabeça, depois colocou o vestido ao contrario. Resumindo, ficamos rindo enquanto ele colocava o vestido, e isso demorou dez minutos. Depois que ele colocou o vestido os meninos ficaram fazendo piadinhas, e eu tirei a foto.
Uma hora depois...
A senhora Potter tinha nos chamado para comer alguma coisa, já eram 5 horas da tarde. Sirius suplicou para tirar o vestido, mas ninguém o deixou tirar. Descemos normalmente as escadas, fingindo que o Sirius estava normal e não estava usando o vestido. Quando chegamos à cozinha a senhora Potter levou um susto quando viu o Sirius.
– Sirius, por que você está usando um vestido? – Perguntou colocando algumas coisas na mesa.
– Ela não é o Sirius, senhora Potter, e a Sirias. – Falei sorrindo. – Ela é nossa amiga, só que apareceu do nada aqui.
– Ok. – Falou rindo. – Sentam-se.
– Odeio vocês. – Falou Sirius sentando na cadeira.
– Pensa pelo lado positivo, o senhor Potter não está aqui. – Falei sorrindo e o Sirius me olhou mortalmente.
– E Sirius, você fica lindo de vestido. – Falou a senhora Potter com um sorriso maroto colocando a mão no ombro do Sirius e fazendo todos na mesa rirem.
– Agradeço a sua sinceridade, senhora Potter. – Falou sorrindo escondendo a sua raiva.
– De nada, Sirius. – Falou sorrindo e deu uma piscadela para mim, acho que ela sabia que tínhamos feito à aposta.
Depois de comermos alguma coisa fomos para fora e não estava caindo neve no quintal, acho que era o feitiço, e também não estava frio. Ficamos lá fora conversando, e o Jay mostrou a piscina, e ela era grande, dava para 20 pessoas pulando e tudo o mais sem preocupação. Enquanto andávamos o Sirius ficava mexendo no vestido incomodado, e então bateu um ventinho, e ele fez cara de paraíso.
– Agora eu entendo por que as mulheres gostam de usar vestido. – Falou Sirius e todos olharam para ele sem entender, até eu. – Vem um ventinho bom nas partes de baixo.
– Ai, meu Merlin. – Falei batendo a mão na minha testa e os meninos começaram a rir. – Não é por causa disso, Sirius. Nós usamos porque ficamos bonitas.
– Isso é verdade. Vocês ficam lindas com vestido. – Concordou Remo, e eu olhei para ele sem acreditar no que ele estava falando. –Que? Sou homem, também reparo nas meninas, mesmo sendo certinho.
– Ai, Remo, mostrando que repara nas meninas. – Falou Jay cutucando o Remo com o cotovelo.
– Como vocês são idiotas. – Falei sem acreditar onde a conversa tinha parado. – Claro que o Remo reparava nas meninas, ele só não falava para a escola inteira, igual a vocês. – Falei apontando para o Jay e o Sirius.
– Obrigada, Carol. – Falou Remo agradecido.
– Ok, mas voltando ao assunto inicial. – Falou Sirius. – Recomento usar vestido.
– Vamos fazer uma coisa? – Perguntou Pedro sorrindo como se tivesse tido uma ideia. – Vamos usar roupas de meninas para ver como é?
– Ok, mas a Carol vai ter que usar roupa de homem.
– Fechado. – Falei.
– Tem vestidos para todo mundo? – Perguntou Sirius.
– Acho que sim. – Falei dando de ombros. – Quem chegar por ultimo no meu quarto é um coco. – Falei e sai correndo.
– Ei. – Falaram todos os meninos e começaram a correr também.
Cheguei ao meu quarto e logo chegou o Remo, Jay, Sirius (tropeçando no vestido) chegaram e por ultimo o Pedro. Rimos durante um tempo e fui para o meu guarda-roupa. Peguei um vestido de flor azul e dei para o Jay com um sutiã. Depois eu peguei um vestido que tinha luas azuis e o vestido era branco e um sutiã e deu para o Remo (que olhou o vestido e fez uma careta). Depois peguei um vestido lago, que às vezes usava para dormir, um sutiã e dei para o Pedro.
Todos começaram a tirar as roupas e colocar o sutiã e o vestindo os vestidos. Depois de todos colocarem os vestidos, ficaram reclamando porque era estranho, era curto, era apertado, o sutiã incomodava, e assim por diante. Depois deles falaram tudo o que tinham para falar, pegaram as suas roupa a fomos para o quarto do Jay, agora era minha vez.
Os meninos pegaram varias roupas, mas sempre tinha um que discordava da escolha. Eles demoraram tanto que sentei na cama do Jay e fiquei calculando quantas roupas eles tinham pegado. Depois de belos 15 minutos discutindo, eles chegaram a um acordo, eu usaria uma calça jeans (que era no Remo), e uma camisa social azul claro (que era do Sirius).
– Ok, mas vou me trocar no banheiro. – Falei, nunca iria tirar roupa na frente deles.
– Por quê? Nós nos trocamos na sua frente. – Falou Jay, e o Remo deu um cutucam com o cotovelo. – Ai.
– Não obriguei vocês a se trocarem na minha frente. – Falei sorrindo e indo para o banheiro.
– Tem que tirar o sutiã. – Falou Sirius sorrindo maroto.
– Nem que vocês me torturem vou tirar o sutiã, eu não vivo sem o sutiã. – Falei para eles.
– Mas deve incomodar você. Está me incomodando. – Falou Pedro, eles estavam tramando alguma coisa.
– Já me acostumei.
– Olha, roupa masculina não entra sutiã, então você vai ter que tirar, Carol, desculpa. – Falou Remo dando de ombro, eles realmente estão tramando alguma coisa.
– Ok. – Falei e entrei no banheiro.
Tirei a minha roupa e coloquei a calça do Remo (que era muito grande) e fiquei pensando como faria para esconder o meu sutiã. Sim, eu não ia tirar o sutiã, nenhuma menina fica sem sutiã, só no banho, por enquanto. Já sei, vou conjurar o meu top cor de pele que eu uso com os vestidos tomara-que-caia e fazer um feitiço de desilusão, para esconder.
Conjurei o meu top e o coloquei e fiz o feitiço e desilusão, e pareceu que eu não estava de sutiã mesmo. Coloquei a camisa social azul clara do Sirius e sai do banheiro, encontrado os meninos sentados nos pufes.
– Tirou o sutiã? – Perguntou Jay.
– Claro. – Falei revirando os olhos e mostrei o meu sutiã para eles, que deram um sorriso maroto.
– Crianças, vamos jantar. – Gritou à senhora Potter na escada.
– Não somos crianças, mãe. – Gritou Jay.
– Adolescentes, vem jantar. – Gritou e acho que deu um suspiro depois.
– Melhor. – Gritou Jay de volta, e já estávamos na porta do quarto.
– Para que reclamar e vem jantar, James Potter. – Gritou à senhora Potter irritada.
– Ok, já estamos descendo. – Respondeu Jay.
– Eu acho muito fofo quando me chamam de criança, parece que eu ainda sou pequena. – Falei.
– Mas, você ainda é pequena. – Falou Sirius colocando a mão na minha altura.
– Não desse jeito. – Falei dando um tapa na mão dele.
Todos os meninos riram, e o Sirius me abraçou pelo pescoço. Descemos a escada e fomos para a cozinha, quando entramos à senhora Potter estava arrumando os talheres e o senhor Potter estava lendo um jornal.
– Meu Merlin, o que vocês estão fazendo? – Perguntou à senhora Potter olhando assustada para nós.
– Gente, que é isso? – Perguntou o senhor Potter olhando para nós assustado também.
– Resolvemos ver como o sexo oposto se sentia. E devo afirmar que os homens reclamam de mais pelo que acham que sofrem. – Falei me sentando perto da senhora Potter.
– Concordo com você, Carol. – Falou a senhora Potter sorrindo.
– Nós que reclamamos demais? – Perguntou Jay. – As roupas de vocês são muito confortáveis.
– Tirando o sutiã. – Falou Pedro.
– Vocês já usaram salto? – Perguntei junto com a senhora Potter.
– Aquele sapato que deixa vocês mais altas? – Perguntou Sirius.
– Exatamente. – Concordamos.
– Eu desejo não usar. – Falou Sirius. – Já vi muitas mulheres sofrendo por isso. Parece objeto de tortura.
– Mas é. – Falei sorrindo. – Mas usamos mesmo assim, nos sentimos belas com salto alto.
– Eu acho que não precisam usar salto alto para ficarem mais belas. – Falou o senhor Potter sorrindo para mim e para a senhora Potter.
– Obrigada. – Agradeci sorrindo, e com certeza fiquei vermelha.
– Obrigada, amor. – Falou a senhora Potter e deu um beijo demorado no senhor Potter.
– Eca. – Falaram todos os meninos fazendo uma careta, e eu comecei a rir.
– Você não podem falar nada, vocês também já beijaram. – Falei sorrindo para eles.
– Como assim você já beijou, James Potter? – Falou a senhora Potter olhando para o Jay mortalmente, acho que sei quem ele puxou o olhar mortal, que por acaso estava lançando para mim.
– É uma longa história. – Respondi sorrindo.
– Não foi com você não, néh? – Perguntou à senhora Potter me olhando.
– Não. – Falei e corei, e ela deu um sorriso meio triste.
– Ai, meu filho já beijou uma menina. Como ela era? Era gostosa? – Perguntou o senhor Potter.
– Charlus. – Falou a senhora Potter dando um tapa no marido, enquanto nós riamos.
– Que foi? Eu preciso ter essa conversa com meu filho. – Falou o senhor Potter.
– Só que não na mesa e em pleno jantar, por favor. Se você quiser pode ter essa conversa com todos os meninos, só que depois. – Falou a senhora Potter.
Se eu disser que não estava rindo, estaria mentindo, estava gargalhando por dentro e com um sorriso divertido no rosto. Começamos a comer o jantar, e estava ótimo, a senhora Potter cozinha muito bem. Jantamos conversando sobre coisas da escola, nada importante.
Depois do jantar os homens foram para sala e eu fiquei com a senhora Potter ajudando-a a lavar a louça, então começamos a conversar sobre coisas banais, até chegar ao assunto do jantar.
– Fala a verdade, o James nunca te beijou?
– Não, eu e o Jay somos melhores amigos, o considero como um irmão. – Respondi. – Por que a pergunta?
– Nada, é que vocês parecem tão próximos que achei que tinha alguma coisa. Desculpa se falei alguma coisa e você não gostou.
– Que isso, a senhora não falou nada de mais. Somos bastante próximos sim, eu e todos os meninos, compartilhamos bastantes segredos. – Falei sorrindo para ela.
– Que bom escutar isso, saber que meu filho tem bons amigos e que se preocupam com ele. – Falou mais calma.
– Nós só retribuímos tudo o que ele faz pela gente. – Falei sorrindo para ela.
– Mas, então? Você já beijou? – Perguntou à senhora Potter.
– Hm...
– Se você não quiser falar tudo bem, eu entendo.
– Não, tudo bem. Eu já beijei, estava namorando até o mês passado. – Falei, bem na hora acabamos de lavar a louça.
– E por que terminaram? – Perguntou encostando as costas na pia, e eu a segui.
– Eu achava que gostava dele de verdade, mas acabei descobrindo que não gostava dele daquele jeito. – Falei olhando a blusa do Sirius, as roupas dos meninos eram muito confortáveis.
– Entendo. Já tive um namoro assim, só que eu tinha 14 anos. O menino era o cara mais gato de Hogwarts naquele tempo, e ele me pediu em namoro, aceitei na mesma hora. Eu achava que eu gostava dele de verdade, ele era legal, gentil, além de ser muito bonito. – Falou e eu ri. – Mas quando vi o olhar de Charlus sobre mim, senti alguma coisa diferente, que não sentia pelo outro menino, e foi ai que percebi que estava gostando do Charlus e então terminei com o menino. Nunca mais falei com ele.
– O meu foi mais complicado. Eu tive um sonho com os meninos e o meu ex-namorado, e no sonho eu só sentia amizade por ele, e reparei que eu sentia a mesma coisa na vida real. Então depois disso fiquei evitando o menino, não queria terminar com ele, ele era muito fofo, fiquei com dó, mas então conversei com o Jay e cheguei à conclusão que era melhor falar a verdade, então terminamos e agora somos amigos.
– Meu filho dando conselhos amorosos? – Perguntou á senhora Potter achando estranho.
– É, não fala nada para ele que eu contei, mas ele é apaixonado por uma menina dês que a viu e tenta chamar a sua atenção, só que só faz a menina ficar com mais raiva dele. E o pior é que ela é minha amiga, e eu tento que qualquer jeito falar bem do Jay, mas as atitudes dele perto dela não ajudam. – Falei fazendo uma careta.
– Igualzinho o pai. O Charlus fazia cada besteira perto de mim, e eu ficava com raiva e cada vez mais apaixonada por ele. – Falou a senhora Potter como se estivesse lembrando-se da sena.
– Acho que é mal de menino. – Falei e rimos.
– Vamos para a sala. – Falou a senhora Potter passando o braço pelo meu ombro.
Saímos da cozinha e seguimos para a sala, e o senhor Potter ainda estava falando com os meninos sobre meninas, namoros e coisas parecidas.
– Vocês ainda estão falando disso? – Perguntou á senhora Potter no meu lado.
– Sim, são quatro meninos. – Respondeu o senhor Potter.
– Dá para falar disso em 10 minutos. Meninos tem sentimento igual a uma pedra e são bem mais simples. – Falou sorrindo.
– Não é verdade. – Discordaram todos os meninos.
– Conheço vocês á quatro anos. E ainda tenho um irmão mais velho se vocês se esqueceram. Entendo mais meninos do que meninas. – Falei essa ultima parte mais para mim do que para os outros.
– Isso não é verdade. – Falou Remo se referindo a eu entender mais meninos do que meninas, e eu só dei de ombros.
– Bom, está tarde, vamos dormir. – Falou á senhora Potter.
– Ah, mãe, deixa a gente mais um tempo aqui, acabamos de sair de Hogwarts. – Falou Jay fazendo bico.
– Está bem, mas não vão dormir muito tarde.
– Pode deixar. – Falamos todos juntos e os senhores Potter subiram as escadas.
– Vamos lá fora? – Perguntou Pedro como se não quisesse nada.
– Ok. – Responderam todos os meninos.
Saímos para o jardim de trás e ficamos andando, os meninos à frente e eu atrás deles, observando eles conversando. Em alguns momentos intendia o que eles estavam falando, como: feitiço, conseguir, momento certo. Eu revirei os olhos e olhei para o gramado verde e meio molhado pelo gelo que derretei.
Enquanto olhava para o chão, vi o Jay olhando “discretamente” para mim. Ele se voltou para os meninos e falou alguma coisa. Como eu sabia que eles iriam jogar algum feitiço em mim, peguei a minha varinha sem eles perceberem o movimento.
– Agora. – Falou Sirius alto e eles apontaram as varinhas para mim.
– Protego. – Falei levantando a minha varinha e vendo quatro jatos de água atingirem no meu escudo.
– O que? – Perguntou Jay parando de jogar água e sendo seguidos pelos meninos.
– Não sou burra. – Falei abaixando a varinha. – Finite Incantatem. – Falei apontando a varinha para mim, e senti o meu top aparecer.
– Você está com sutiã? – Perguntou Sirius abismado.
– Não é um sutiã, é um top. – Falei sorrindo.
– Como sabia o que estávamos tramando? – Perguntou Jay.
– O Remo entregou vocês. – Falei e eles olharam mortalmente para o Remo, que encolhei o ombro sem entender. – Ele não me falou, mas só dele concordar com vocês deu tirar o sutiã já entrega.
– Ei, eu posso concordar com eles. – Falou Remo.
– Não estou falando isso, só que você nunca me obrigaria a tirar o sutiã sem que eu queira. – Falei sorrindo.
– Verdade. – Concordou comigo fazendo uma careta.
– Viu? – Falei olhando para o Jay e o Sirius. – Aguamente. – Falei apontando a varinha para eles, e molhei os quatro com um jato de água.
– Carol. – Falou Sirius com voz de choro.
– O feitiço vira contra o feiticeiro. Hahaha. – Falei fazendo uma dancinha louca e bizarra.
– Ok, você venceu. – Falou Jay sorrindo colocando a mão para cima. – Mas ainda tenho uma carta na manga. – Falou e correu até a minha direção me abraçando, e os meninos o seguiram, me molhando.
– Ah, seus chatos. – Falei e eles começaram a rir.
Depois que saímos do abraço ficamos rindo.
– Vamos entrar. – Falei sorrindo.
Nós entramos e cada um foi para o seu quarto, e acabei descobrindo que iria ficar o Sirius e o James em um e no outro o Remo e Pedro. Entrei no meu quarto e fui para o banheiro, tínhamos combinado de devolver a roupa um para o outro amanhã. Tomei um banho quente e me troquei, e deitei na cama (que era muito confortável) e dormi logo em seguida, super feliz, iria passar o natal com meus amigos.
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