A Marota- Caroline Caldin
76 Comunicados e aviso estranho
Notas iniciais
P. D. V. Carol
Essa primeira semana de aula depois das férias foi uma correria, pois os professores queriam passar a matéria e adianta-las para os NOMs, mas isso causou muita confusão entre os alunos e professores, pois não conseguíamos entregar todas as lições a tempo e os professores cobravam, tinha alguns que até tiravam ponto da casa por isso.
Mas vamos falar de coisa boa, daqui a três dias vai começar a copa de Quadribol, Corvinal vs Sonserina (Dumbledore falou a poucos dias, dois dias depois que voltamos para Hogwarts, e os dois times estão treinando muito, duas, três vezes por semana), vai ser muito legal esse jogo, escutei que ambos os times estão fortes. Também percebi algumas mudanças em Hogwarts, tem menos alunos que costumava ter e parece que os alunos (alguns) do 6º e 7º ano estão tensos, e escutei que eles estão preocupados por causa de uma possível guerra. Em falar em guerra e tudo o mais com o Voldemort, o Profeta Diário continua escondendo coisas, como eu sei? Mandei o Leandro me atualizar semanalmente tudo que acontece fora dos muros de Hogwarts, e como ele não consegue disser não para mim, está me mandando cartas (essa semana foi três, pelos acontecimentos, morte, morte e mais morte).
Hoje, graças ao bom Merlin, é sábado, e graças a Morgana, eu estou com uma cólica infernal. Que horas era? Quase 7 horas da manhã. Já tinha gente acordada? Sim, eu e só, nem os fantasmas e quadros tinham acordado ainda. Nesse exato momento, estava colocando o meu tênis que não precisa amarrar para ir a ala hospitalar pegar uma poção para dor, eu tinha me trocado e colocado um casaco, é frio essa hora da manhã.
Levantei da minha cama silenciosamente e foi até a porta, a abri e sai sem fazer barulho, pela milésima vez no ano. Desci as escadas em silencio, e tomando muito cuidado par não cair e acordar todo mundo(eu costumo fazer isso em casa, mas ninguém acorda tão facilmente lá). Então, assim que desci e vi que não tinha ninguém acordado, sai pelo quadro da mulher gorda, que ainda estava dormindo, num sono bem profundo, e dessa vez ela não tinha bebido.
Desci as escadas que se movem e até elas estavam com sono, pois se mexiam lentamente e sem fazer nenhum esforço. Assim que cheguei ao 4º andar segui para a ala hospitalar com sono, mas com cólica, e eu prefiro ficar com sono do que com essa cólica infernal, o pior é que eu nunca tive uma cólica tão forte quanto essa, não sou de ter cólica, sou mais das TPM irritada com a vida (cólica só aconteceu comigo uma vez, que quando foi a primeira vez que menstruei, foi um saco).
Cheguei à ala hospitalar e abri a sua porta(mais pesada que o normal), encontrando a ala hospitalar avisa, mas com uma cama desarrumada, muito desarrumada. Segui andando por ela até pular uma pessoa na minha frente me agarrando pelo ombro.
– Não vai lá, ninguém pode ir lá. Por favor, me protege daquilo, não quero que me encontre. – Falou uma Burg desesperada, e me abraçou quase me enforcando. Nossa nunca vi nada nem ninguém tão assustada e desesperada desse jeito, a coisa é muito séria.
– Calma, seja o que for, tenho certeza que não vai lhe fazer nenhum mal aqui. – Falei a consolando, isso está muito estranho.
– Obrigada. – Agradeceu com ainda uma voz de medo, e continuou me abraçando.
– Mas, Burg, o que aconteceu que ninguém pode saber? – Perguntei afastando ela um pouco.
– Não vou contar. Se eu contar você vai me achar estranha e querer ver, não quero que ninguém vá lá. – Falou se encolhendo na minha frente, parece que se lembrando do que aconteceu.
– Está bem, mas acho melhor você descansar um pouco, vai lhe fazer bem. – Falei e a levei até a cama, fazendo-a se deitar.
– Você promete que não vai lá nem vai procurar o que eu te falei? – Perguntou com medo nos olhos segurando meu punho.
– Prometo. – Até por que você não me falou nada, pensei.
Ela concordou e se arrumou na cama, dormindo logo em seguida. Fiquei a olhando durante um tempo, tentando entender o que foi tudo aquilo e o porquê de tudo aquilo, a Burg, por mais que seja da Sonserina e eles normalmente não são muito corajosos em algumas coisas, ela parecia uma mulher, uma menina, forte e que não se deixava abater facilmente, e isso só torna o que quer que ela tenha visto mais apavorante que o normal.
– Senhorita Caldin, o que está fazendo aqui? – Perguntou a Madame Pomfrey aparecendo na sala.
– Eu vim pegar uma poção para dor, estou com uma cólica insuportável. – Falei e ela fez um sinal para segui-la, e foi o que fiz, mas eu olhei mais umas duas vezes para a Burg para vez como ela estava, por mais que eu não goste dela eu fiquei preocupada.
– Está aqui. – Falou Madame Pomfrey me dando a poção, que tomei logo em seguida e começou a diminuir a minha cólica na hora.
– Madame Pomfrey, o que aconteceu com a Burg? – Perguntei e ela sentou na sua cadeira, e eu sentei a sua frente.
– O que você sabe? – Perguntou.
– Que ela está apavorada. Quando cheguei ela estava agitada e fora da cama, e me falou para não ir ao lugar que ela estava que ninguém podia ir lá. – Contei.
– Bom, o senhor Filch, fazendo sua vistoria diária, a achou toda encolhida num canto e chamou a Minerva e o Alvo. Ela chegou aqui em forma de choque, quase não conseguia falar, só falava: “não, é mentira, não, não pode.”, dei a ela uma poção para acalmar e ela acabou dormindo. Nenhum de nós entendeu muito bem tudo aquilo. – Falou, mas dava para ver que ela estava mentindo nessa ultima parte, ela sabia exatamente o que tinha acontecido, mas não queria contar.
– A senhora não sabe mais de nada? – Perguntei talvez ela deixe escapar alguma coisa, talvez o lugar onde a Burg estava.
– Não, de mais nada. – Falou sorrindo triste, acho que ela também está preocupada com a Burg, acho que até mais que eu.
– Então deixe me ir embora, já são quase 07h30min e eu preciso de um banho. Até mais Madame Pomfrey. – Falei e ela apenas acenou com a mão, e logo sai da ala hospitalar.
Subi as escadas que se movem, mais agitadas dessa vez, até o 7º andar, onde quando cheguei no quadro da mulher gorda a mesma me perguntou o que eu estava fazendo lá fora, e eu tive que explicar que fui a ala hospitalar por causa de cólica, o que ela entendeu e me deixou passar depois que falei a senha: Doce dourado (Dumbledore que faz as senhas, da para ver que ele adora doces).
Assim que entrei sentei numa das poltronas na sala comunal, que ainda não tinha ninguém, abracei minhas pernas e fiquei pensando no que faria a Burg, assim como todo mundo, ter tanto medo para ficar em estado de choque e tão desesperada àquele ponto. Pensei em todas as possibilidades, mas nenhuma chegava àquele ponto de pavor, nenhuma mesmo.
Fiquei ali durante muito tempo, vendo todos que já tinham acordado passar para ir tomar o café-da-manhã, até os meninos chegarem e me obrigarem a ir comer e conseguindo me fazer esquecer a Burg e o aviso dela. E logo depois que tomamos café ficamos andando por ai, rindo e se divertindo.
Na hora do jantar...
Mas um dia tinha se passado e estávamos jantando, e pela primeira vez no dia, o Dumbledore deu o ar da sua graça, assim como a maioria dos professores (sim, a maioria não tinha aparecido o dia inteiro, e a Madame Pomfrey ficou na ala hospitalar o dia inteiro também). Todos, alunos e professores, jantaram normalmente e calmamente parecendo que estavam esperando a hora certa para acontecer alguma coisa (até os meninos estavam agitados e comeram calmamente), tanto os professores como os alunos, que pareciam que estavam comendo mais devagar que o normal.
Depois de alguns minutos, quando todos já estavam acabando de comer, Dumbledore se levantou, e não estava com uma cara muito gentil, como normalmente era.
– Boa noite, creio que hoje não vai ser muito legal meu comunicado, pois vou falar de um assunto muito sério aqui. Eu fui informado que alguns alunos andam passeando pelo 3º andar no lado direito, o que é estritamente proibido, então peço para ninguém ir lá, senão vão ter consequências graves, muito graves para todos os indivíduos. – Falou e logo depois saiu pela portinha do fundo, com muita presa, acho que não é só por causa do 3º andar.
– Que estranho o Dumbledore fazer um comunicado assim e depois sair às presas. – Comentou Jay para todos nós.
– Verdade. – Todos, Sirius, Remo, Pedro, Lily, Frank, Alice, Dorcas, Lene e eu, concordamos (estávamos sentados todos perto um do outro, então todos ouviram).
Fiquei pensando o porquê da presa de Dumbledore, não tinha nenhum motivo aparente, mas então me lembrei da Burg e o estado dela. Mas o porquê dele falar, mais uma vez, para ninguém ir ao 3º andar no lado direito? Só se a Burg foi ao terceiro andar e tem alguma coisa que não é para alunos, por isso é proibido e a Burg ficou daquele jeito, até por que não ouvi falar que tinha alunos indo ao 3º andar, e ninguém falou onde que a Burg apareceu.
É isso, a Burg foi ao terceiro andar no lado direito por algum motivo desconhecido e encontrou o que não era para ser encontrado, causando aquele pânico todo nela, mas o que é tão apavorante para causar esse pânico?
– Carol, vamos subir? – Perguntou Sirius me tirando dos meus pensamentos, e eu apenas concordei com a cabeça.
Eu e os meninos levantamos da mesa e seguimos para as escadas, os quatro estavam conversando normalmente, mas eu estava quieta, pensando no que tinha acontecido hoje de manhã com a Burg. Assim que chegamos ao sétimo andar virei para os meninos.
– Vamos para sala precisa, preciso contar uma coisa. – Falei.
– Vão vocês, eu estou morrendo de sono, depois vocês me contam. – Falou Pedro com uma cara de muito sono, ele estava quase dormindo em pé.
– Está bem. – Falou Remo, e o Pedro seguiu para a sala comunal, enquanto nós seguimos para a sala precisa.
– Mas, Carol, o que você tem que falar de tão importante que não pode ser na sala comunal? – Perguntou Jay.
– Vocês vão saber quando chegarmos à sala precisa. – Respondi olhando para eles e ambos me olharam desconfiados.
Seguimos para a sala precisa em silencio, e quando chegamos à frente da parede pensei em um lugar confortável para conversarmos, e uma porta apareceu. Assim que entramos sentamos nos pufes que tinha lá e fiquei pensando como começaria a conversa.
– O que quer falar para gente? – Perguntou Sirius.
– Sabe o comunicado do Dumbledore? – Perguntei e todos concordaram. – Eu sei o porquê dele. – Falei e todos ficaram me olhando com um ponto de interrogação na cabeça.
– E o por quê dele? Foi você que foi ao 3º andar no lado direito? – Perguntou Remo.
– Não, não fui eu. Assim, hoje eu fui à ala hospitalar para pegar uma poção para dor, e encontrei a Burg lá. Ela pulou em cima de mim falando para não ir a um lugar e que ninguém podia ir lá, ela estava tão desesperada que eu não entendi nada. – Expliquei.
– Então... Eu não entendi. – Falou Sirius coçando a cabeça.
– Você não achou estranho a Burg na ala hospitalar em pânico, e depois Dumbledore dar aquele sermão falando que era proibido ir ao 3º andar no lado direito? – Perguntou Remo, acho que ele entendeu o que eu queria dizer.
– Você acha que a Burg era a pessoa que tinha ido do 3º andar? – Perguntou Jay para mim.
– Só pode ser. Não iria fazer nenhum sentido o Dumbledore falar mais uma vez que era proibido, ele fala todos os anos. – Falei. – E a maioria dos professores não apareceram o dia inteiro, Dumbledore saiu as presas, e Madame Pomfrey não apareceu. Acho que a Burg realmente não está bem.
– Mas e se não for ela? – Perguntou Sirius.
– O que a deixaria com tanto medo? E ela foi encontrada em um corredor, quem garante que não era lá? – Perguntei.
– Como você sabe isso? – Perguntou Remo.
– Perguntei a Madame Pomfrey, mas parece que Dumbledore não quer que ninguém saiba o que aconteceu a Burg, pois a Madame Pomfrey mentiu sobre o lugar que a Burg foi encontrada, ela não me contou tudo o que sabia. – Falei.
– Como pode ter certeza? – Perguntou Jay.
– Eu sei quando uma pessoa está mentindo. – Falei olhando para ele.
– Bom, já que você tem tanta certeza que a Burg foi ao terceiro andar e ficou daquele jeito, vamos conferir o que é. – Falou Sirius quase ficando de pé.
– Não posso. – Falei.
– Por quê? – Perguntou.
– Prometi a Burg que não iria procurar o porquê dela naquele estado. – Informei.
– A Burg te fez prometer isso? – Perguntou Remo, e eu concordei com a cabeça. – É realmente ela ficou apavorada, para fazer você prometer isso, sendo que ela te odeia, ela estava em pleno pânico.
Todos nós concordamos e ficamos conversando sobre coisas banais, e logo depois voltamos para a sala comunal, e cada um foi para o seu dormitório. Mas antes de irmos, pedi para não falarem nada que contei para o Pedro, ele iria ficar apavorado com essa noticia.
Dois dias depois...
Acabou a aula de estudo dos trouxas, ultima aula do dia, e eu vou ter que correr para a sala comunal fazer todas as lições possíveis, pois, mesmo sendo segunda-feira, já tinha muita lição para a semana toda. Eu estava num dos corredores do quinto andar, um que tinha a ligação com a sala comunal da Corvinal, quando vi o Dolohov mexer e brincar com o material de uma menina do 1º ou 2º ano da Lufa-lufa.
Ele tinha pego o tinteiro da menina, que parecia sem tinta, e estava-o jogando para cima enquanto ria e a menina pedia pelo amor de Merlin para devolver por que era o único tinteiro que ela tinha. Então eu simplesmente peguei a minha varinha e pensei no feitiço de levitação, fazendo o tinteiro parar de subir e descer das mãos do Dolohov. Sabe que foi bom virar animaga, aprendi a fazer feitiços sem pronuncia-los.
Assim que ele viu que o tinteiro não tinha voltado as suas mãos, olhou para cima e viu que o tinteiro estava flutuando, e então eu o coloquei na mão da menina, fazendo o Dolohov olhar para mim com raiva.
– Por que não brinca com alguém do seu tamanho? – Perguntei vendo que o Dolohov estava prestando atenção só em mim, dando chance para a menina sair correndo dali.
– E você? Não deveria tentar arranjar briga com alguém da sua altura? – Perguntou se achando o engraçado e dando aquele famoso sorriso sonserino.
– Não, gosto de arranjar briga com gente mais velha, me deixa mais experiente. – Falei sorrindo sínica.
– Não me importa. – Falou dando de ombros, então por que perguntou ser? – O que me importa mesmo é se você já pensou na nossa linda e perfeita proposta?
– Já, já pensei sim, e a resposta é não, e sempre será não. – Falei grosa, não vou fazer nada para ninguém por chantagem.
– Tem certeza da sua escolha idiota, Caldin? – Perguntou chegando perto, e eu lhe dei um chute na canela bem dado, fazendo se afastar de mim em um pulo.
– Não chegue perto de mim. – Falei com raiva e ia bater mais nele se alguém não tivesse me segurado.
– Calma, calma, não vale a pena, você mesma disse isso para mim. – Falou um Sirius no meu ouvido, me fazendo relaxar um pouco.
– Então a sua resposta é definitivamente essa? – Perguntou Dolohov se recompondo. – Você prefere se arriscar a ir pelo caminho mais seguro e simples?
– Sim, e sempre era isso. – Falei ainda sendo segurada pelo Sirius, que provavelmente não estava entendendo nada do que estávamos falando.
– Vai embora Dolohov. – Falou Sirius autoritário.
– Só não se esqueçam, vai ter volta. – Falou e deu as costas para nós.
– Do que ele estava falando? – Perguntou Sirius depois de me soltar.
– Ele e o Zabine fizeram uma proposta para mim, eles paravam de me encher para sempre se eu beijasse os dois.
– E você disse não. – Concluiu, e eu apenas concordei com a cabeça. – Que proposta idiota, quem aceitaria uma coisa dessas?
– Alguém que queira beijar eles. – Respondi.
– É verdade. – Concordou rindo.
– Mas por que você veio para cá? – Perguntei a ele.
– Eu estava andando por ai sozinho e resolvi vir te buscar, para não ficar sozinha. – Respondeu.
Sei até por que ele estava sozinho a essa hora, ele tinha acabado de pegar uma menina e estava voltando para sala comunal quando teve essa brilhante ideia.
– Obrigada pela ideia brilhante então, me salvou de uma besteira, mas por favor não conta para os meninos o que aconteceu, eles vão querer tirar satisfações com os dois e tenho medo do que pode acontecer.
– Pode confiar em mim. – Respondeu dando um sorriso sincero.
– Eu confio, por isso contei para você. – Falei e o abracei, e voltamos para sala comunal normalmente.
P. D. V. Zabine
– O que você queria falar comigo, Dolohov? – Perguntei enquanto sentava no sofá a sua frente, ele lezo veio me encher o saco a essa hora da noite, estava quase indo dormir.
– Eu encontrei a Caldin hoje. – Informou e o esperei continuar. – Perguntei se ela tinha pensado na proposta...
– Você está louco? Perguntar isso no meio do corredor? – O cortei.
– Calma, não tinha ninguém, foi depois do período normal. – Falou, e eu fiquei mais calmo, se alguém escutasse isso, estávamos fritos. – Continuando... Perguntei se ela tinha pensado na proposta melhor, e ela disse que não aceitava com todas as letras.
– Você tentou faze-la aceitar? – Perguntei, não confio muito nele, ele parece ser meio mole, e para mim ele disse: Está bem, tchau Caldin.
– Claro que sim, tentei chegar perto dela, mas ai chegou o amiguinho dela, o Black, e a tirou de lá em dois segundos. – Informou.
– Ele sempre está no meio. – Pensei alto.
– Verdade. – Concordou comigo. – Temos que tirar todos os amigos dela da jogada, o único que não vai dar trabalho é o Pettigrew, aquele foge do perigo igual a um rato fugindo de um gato.
– Isso, Dolohov, boa ideia; o próximo passo será tirar o Black do lado da Caldin. – Falei sorrindo. – Vamos mostrar a ela que quando fizemos a ameaça, não estávamos de brincadeira.
– Concordo plenamente com você. – Concordou comigo sorrindo maligno.
P. D. V. Regulo
Essa não, o meu irmão está em perigo, e todos os amigos dele, e a Carol, eu preciso falar para ela o que eles estão tramando, mas como? Vou ter que arranjar um jeito de nos encontrar sem os amigos dela por perto para conversarmos sem preocupação. Na verdade vou ter que achar um jeito de falar com ela sem sermos vistos por ninguém de Hogwarts, e muito menos escutados. Mas o que me deixa mais enciumado é o por quê disso? Afinal, qual foi a aposta que eles tanto queriam que fosse aceita, mas foi recusada com todas as letras pela Carol? Vou ter que descobrir isso mais tarde.
Essa menina só se mete em encrencas, e claro, eu como um bom amigo que sei das tretas, vou ajuda-la a se safar de todas que eu puder.
P. D. V. Carol
Todos, literalmente todos, tinham me deixado, se não por morte, por medo de morrer, eu só não sei porque, nunca fiz mal a ninguém. Então eu vi outra coisa, fogo, fogo por todo lado, destruindo todas as casas que pega, e também vi vultos negros voando e andando em volta do fogo e pelo céu. Então, escutei um estrondo de me vi na minha cama em Hogwarts, espirando rápido e pesado.
Escutei uma batida na janela e vi a Penélope no lado de fora.
– Penélope, o que está fazendo aqui a essa hora da noite? – Perguntei sussurrando para as outras meninas não acordarem, e a coruja apenas estendeu sua pata, onde tinha uma carta. – Seu dono é maluco. – Falei para a coruja, que piou baixinho concordando comigo. – Vem, passa a noite aqui e amanhã de manhã você volta para casa.
Ela voou até a minha escrivaninha e pousou, logo de acomodou e dormiu, acho que ela estava cansada pela viagem de noite. Sentei a minha cama e abri a carta.
Carol, toma cuidado com as resposta que me escreve, a mamãe quase pegou a ultima.
Mas não te mandei essa carta para fazer disso, você me pediu que lhe contasse tudo que acontecesse de estranho aqui no mundo bruxo. Bom, esses últimos dias houveram mais ataques a vilarejos, e agora uma novidade, não são mais só os trouxas, tem vilarejo bruxo sendo atacado também.
E essa semana sumiu duas pessoas aqui, uma um faxineiro do Ministério e outro um bruxo, ex-trabalhador daqui, e ambas as famílias estão preocupadas, pois ao que parece nenhum deles era a favor de Você-Sabe-Quem e ambos eram casados com trouxas, o faxineiro tem um filho de 8 anos e o ex-trabalhador tem netos que estão prestes a entrar em Hogwarts.
É uma tragédia e tanto, mamãe ficou até preocupada de você saber disso, até conversou com o senhor Potter para ver se eles estavam falando sobre tudo que aconteceu esses últimos dias para o James, mas ele disse que não. Acho melhor não ficar contanto tudo que eu escrevo aqui para eles, eles podem deixar encapar alguma coisa, e ai a coisa fica feia para a gente.
Bom, acho que isso já é o bastante, no final dessa semana de mando mais uma carta, que eu espero não ter nada a ver sobre Ele. Beijos, do seu irmão Leandro.
Ps: Mamãe e papai estão preocupados que invadem Hogwarts e que você sofra muito nova por causa dessa guerra.
Realmente meus pais não saber como é a filha deles, talvez até saibam e por isso que tem medo, mas eles tem que perceber que eu não sou mais criança e sei diferenciar o certo e o errado, e que por mais que eles tentem me proteger de tudo a minha volta, eu vou ficar sabendo, ou por meus ouvidos ou por meus olhos, ou até por meu corpo (o que eu espero que nunca aconteça).
Mas, voltando à realidade, peguei um pedaço de pergaminho, minha pena e meu tinteiro para responder a carta do Leandro.
Leandro, obrigada por me escrever as novidades, e toma cuidado você, a mamãe e o papai, eu tenho mais chance de sair viva daqui do que vocês trabalhando ai fora, ninguém vai invadir Hogwarts enquanto Dumbledore estiver aqui, nem Você-Sabe-Quem é louco de enfrentar o bruxo mais poderoso de todos os tempos.
Sobre falar para os meninos, eles nem sabem que peço para você isso, eles não tem ideia que sei de tudo que acontece ai fora.
E na próxima vez que escrever uma carta, me conte como está você e a Sophia, quando vão casar? Quando você vai ter a vergonha na cara de pedir ela em casamento?
Beijos da sua irmã querida, que te ama, e só quer o seu bem.
Enrolei o pergaminho e o coloquei no lado a Penélope, e guardei o tinteiro e a pena. Dia agitado esse, imagina.
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