A Marota- Caroline Caldin
64 Animagia ajuda, e muito!
Notas iniciais
P. D. V. Carol
Esse era um daqueles dias que você acorda sabendo que o dia vai ser longo. Hoje eu já acordei pensando que amanhã (0:00) iria ser a primeira noite de lua cheia do ano letivo, a primeira vez que viraríamos animagos todos juntos, a primeira vez que os meninos veriam o Remo em forma de lobo. Também iria ser a primeira vez que ficaríamos mais calmos de noite, pois sabíamos que poderíamos pelo menos tentar ajudar o Remo na lua cheia.
Eu acordei tão cedo que o sol não tinham nem nascido. Fiquei mais uns 5 minutos deitada, pensando como faria de noite para ir à casa dos gritos. Então decidi tomar um banho e ir logo para o quarto dos meninos, pois assim que o Frank saísse do dormitório falaria com os meninos; ainda bem que hoje é sexta-feira, poderíamos combinar o que fazer de noite.
Demorei mais uns 20 minutos no chuveiro e me troquei, como hoje estava bastante calor, coloquei a saia, a camisa com o último botão aberto e a gravata frouxa; coloquei a meia e o sapato e prendi metade do meu cabelo, e eu estava pronta para um dia puxado de aula.
Quando eu sai do banheiro já tinha amanhecido e a Lily estava acordando, e com certeza achou estranho eu acordada.
– Acordei cedo, não consegui mais dormir. — Sussurrei para ela, que concordou com a cabeça, falando que tinha entendido e entrou no banheiro.
Arrumei a minha bolsa sem fazer nenhum barulho, estava ficando craque nisso, era impressionante. Peguei a minha bolsa sem coloca-la nas costas e fui até a porta do dormitório, abri-a e sai sem fazer barulho. Desci para a sala comunal sentei no sofá, não iria agora lá para cima, com certeza o Frank ainda estava acordando.
Fiquei mais uns minutos esperando, e ninguém descia. Depois de mais alguns minutos escutei pessoas descendo a escada, acho que eram duas, mas nem liguei muito.
– Já acordada? — Perguntou Jay sentando no meu lado junto com o Sirius.
– É, acabei acordando cedo e não consegui mais dormir. — Respondi. — E vocês?
– A mesma coisa. — Respondeu Sirius. — Mas, nós vamos combinar alguma coisa para hoje a noite?
– Então, eu estava pensando nisso. Poderíamos combinar um horário para ir á casa dos gritos, e depois eu mando uma carta para o Remo, só para ele saber que não vamos desistir tão fácil. — Comentei.
– Tomara que de tudo certo, não quero deixar o Remo sozinho na casa dos gritos. — Falou Jay, todo sentimental.
– Wot, o Veado está preocupado com o amiguinho. — Falou Sirius apertando a bochecha do Jay e fazendo voz de criança, me fazendo rir.
– Cala a boca, Poodle. — Falou Jay tirando a mão do Sirius de sua bochecha, fazendo o mesmo rir e eu rir mais ainda.
– Já estão rindo de manhã? — Perguntou Frank aparecendo na escada.
– Fazer o que? — Falei dando de ombros, fazendo o Frank rir.
Logo depois dele sair pelo quadro, muitos outros alunos começaram a descer as escadas, um atrás do outro. Vi vários alunos passarem, e nós ainda estávamos lá, sentados no sofá sem nada para fazer, só pensando na vida.
– Ei, que tal nós nos encontrarmos aqui a meia noite para ir para casa dos gritos? — Propôs Sirius.
– Ok. Jay, você consegui trazer a sua capa? Só por precalção. — Falei.
– Claro, sem problemas. — Respondeu.
– Vamos descer? Estou morrendo de fome. — Perguntou Sirius, como sempre o faminto.
– Claro. — Respondi revirando os olhos.
Levantamos do sofá e fomos caminhando junto com as outras pessoas para fora da sala comunal. Descemos as escadas conversando sobre o teste de quadribol, Jay falou que ele pretendia fazer antes do Dia das Bruxas, mas só vai fazer os testes para os lugares que precisão, não vai mudar o time inteiro, vai ter que fazer isso o ano que vem, já que muitos estão no seu último ano.
Não me pergunte por que nem como, mas acho que o Jay vai fazer um belo time. Não é por que ele é meu amigo que estou falando isso, mas ele realmente sabe muito sobre quadribol. E o lado bom disso tudo é que eu vou continuar no time esse ano, eu adoro jogar quadribol.
Quando finalmente chegamos no salão principal, não tinha tanta gente, isso é estranho, eu sempre entrava com o salão lotado. Nos sentamos na mesa e começamos a comer, só que mais calmamente dessa vez, tínhamos bastante tempo. Depois de alguns minutos as meninas estraram no salão e se sentaram no meu lado.
– Por que acordou tão cedo? — Perguntou Alice.
– Acordei e não consegui dormir. — Respondi dando de ombros.
– Então você resolveu acordar os meninos? — Perguntou Lene.
– Não, eles já tinham acordado. — Respondi.
– Ok, você acordou e não conseguiu mais dormir, mas por que? — Perguntou Dorcas, ela virou detetive agora?
– Por que eu estava com uma coisa na cabeça e acabei tendo o sono mais leve. — Falei sem nenhuma preocupação.
– Que coisa? — Perguntou Dorcas.
– Coisas minhas, particulares, não vou falar nada. — Falei antes de mais alguém perguntar alguma coisa.
– Ok, gente, vamos deixar a Carol e comer, ainda temos aula. — Falou Lily para a minha salvação.
Olhei para o Jay, e o mesmo estava com uma cara de bobo super fofa e olhando discretamente a Lily, muito mais discreto que da ultima vez, que foi na aula de Feitiços. Sorri e comecei a pegar comida: um ovo, três bacons, suco de abobora, e de sobremesa, pudim. Estava uma delicia.
Horas depois...
Eu estava na última aula, Estudo dos Trouxas, e acabou de tocar o sinal, e como eu fazia essa aula sozinha ficava com a Amélia Bones, Lufa-Lufa. Essa aula não tinha muitos alunos, então ficava as três casas juntas, já que a Sonserina não era muito chegado em trouxas, a unica que fazia aula e era da Sonserina se chamava Linda Greyson, mas nunca cheguei a falar com ela.
Eu estava com tanto material que tinha que levar três livros na mão e três livros na bolsa, além do tinteiro e as penas, e os pergaminhos, estava anotando todas as matérias que eu e o Remo fazíamos juntos, só para ele não perder, mesmo ele não precisando. E Estudo dos Trouxas não era uma dessas matérias.
Enquanto eu andava e pensava como iria fazer amanhã, já que ainda era quinta e não sabia se iria aguentar ficar amanhã a manhã inteira acordada, estou pensando seriamente em ficar com o Remo na casa dos gritos e faltar na sexta. Mas sei que se eu faltar, ninguém vai pegar a matéria.
Estava pensando nisso quando dois meninos, de 12 anos eu acho, passaram correndo por mim, e sem querer acabaram esbarando em mim e fazendo o meu material cair. "Crianças" pensei o maior bom humor, eu era o mesmo jeito nessa idade, talvez até pior. Abaixei para pegar o material derrubado.
Peguei o primeiro e quando fui pegar o segundo apareceu a mão de uma pessoa pegando junto comigo, olhei para cima e o mesmo olhou para mim também e para a minha surpresa era o Bob Flint (Lene: Haha, eu sabia que ele gostava de você. Carol: Sai da minha cabeça Lene). Ele pegou o outro livro e levantou estendendo a mão para mim segurar.
Segurei-a de bom grado e ele me ajudou a levantar.
– Obrigada. — Sorri para ele quando ele me deu os meus livros.
– De nada. Bob Flint. — Falou e estendeu a sua mão para eu apertar.
– Eu sei, Caroline Caldin. — Falei apertando a mão dele.
– Eu sei. Também quem não sabe quem é Caroline Caldin?
– Quem não estuda aqui? — Perguntei dando de ombros.
– Verdade. — Falou rindo. — Você estava indo para a sua sala comunal?
– Sim. — Respondi. Por favor fala que você vai para outro lugar.
– Eu também estava indo para a minha. — Falou, droga.
Não que eu não goste dele, mas se a Lene ou a Dorcas ou alguma outra menina nos ver juntos, não vão gostar nadinha. Não que eu me importe, mas não é legal ficar vendo um bando de menina falando de você e te olhando com nojo, eu realmente não gosto. E quem gostar disso é louco.
– Vamos? — Perguntou me tirando dos meus pensamentos.
– Claro. — Respondi sorrindo também.
– Então, como você me conhece? — Perguntou.
– É que uma menina do meu dormitório fica falando de todos os meninos que ela acha bonito, e uma vez ela falou de você e meio que mostrou para mim quem era. — Respondi sorrindo.
– Marlene? — Perguntou quase fazendo uma careta.
– É, mas você a conhece? — Perguntei, ela não pode saber disso.
– Pessoalmente, não, mas uma amiga minha falou que já escutou ela falando de vários meninos.
– ahhh! — Falei e resolvi perguntar. — E você? Dá onde me conhece?
– Ano passado, com toda aquela história de você jogar Quadribol, e numa posição tão arriscada. — Respondeu.
– Não é tão arriscada assim. — Falei, realmente não era, você só tinha que fazer os gols.
– Quando se joga com a Sonserina, sim. — Falou, e então lembrei do Malfoy, de novo.
– Fala uma posição que não é arriscada quando se joga contra a Sonserina? — Perguntei.
– Verdade, e você jogou muito bem ano passado. — Falou sorrindo para mim.
– Obrigada. — Agradeci gentilmente.
– Que isso, todos acharam isso. — Falou e só então reparei que já estávamos no 5º andar. — Eu paro aqui. Tchau.
– Tchau. — Falei sorrindo e continuei subindo.
Subi os dois últimos andares pensando em como ele era simpático, a menina que namorar com ele vai ter muita sorte, isso eu tenho certeza.
Algumas horas depois...
Já era quase meia noite, para ser precisa era 11:55, e as meninas já estavam dormindo a um tempo. Contei até 10 e levantei da cama já trocada, tinha me trocado a algum tempo, mas resolvi esperar mais um pouco, só por precaução. Abri a porta sem fazer nenhum barulho e a fechei do mesmo jeito.
Desci a escada e esperei os meninos descerem, e não demorou 2 minutos e os meninos desceram, todos com uma roupa bem confortável assim como eu. Olhamos um para o outro e acho que todos pensavam a mesma coisa: A hora é essa.
– Pronta? — Perguntou James para mim.
– Claro, e vocês?
– Sim. — Responderam todos.
– Trouxe a capa?
– Sim. — Respondeu Jay.
– Então nós colocamos ela depois que saímos do quadro, ok? — Falei e todos concordaram com um aceno de cabeça.
Saímos pelo quadro e fomos até o final do corredor, olhamos se não tinha ninguém e só então entramos dentro da capa. Agora como vamos descer todas essas escadas? Que droga, esqueci esse detalhe. Começamos a descer as escadas, no mais divagar possível, mas estava difícil. Quando chegamos no 5º andar lembrei de uma coisa.
– Ei, vamos por aqui, é mais fácil pela passagem. — Sussurrei para os meninos e entramos no corredor do quinto andar.
Andamos dois corredores lentamente, tínhamos que fazer o menor barulho possível, não sabíamos se o Filch estava por perto ou não, nem aquela gata chata, ela sempre aparece no lugar errado, e na hora errada.
– Ai, Sirius, você pisou no meu pé. — Sussurrei quando eu senti um pé em cima do meu.
– Desculpe. — Sussurrou de volta.
Andamos mais metade do corredor até chegar na passagem, vimos se não tinha ninguém vindo pelo corredor e tiramos a capa. Entrei primeiro e fui até a porta, abrindo-a com o maior cuidado. Entrei e logo depois entrou o Sirius, o Pedro e o James. O mesmo fechou a porta e eu acendi a varinha para enxergamos, e os meninos me seguiram.
Andamos pela passagem com calma, mas um pouco rápido, tínhamos que chegar o mais sedo possível na casa dos gritos. Estava tudo calmo até começar as escadas, odeio essas escadas, elas escorregam. Desci uns dez degraus quando o meu pé escorregou, mas antes deu cair de bumba na escada, o Sirius me segurou.
– Obrigada Sirius. — Falei sorrindo para ele.
– De nada. — Falou sorrindo de volta.
Voltamos a andar e parecia que o Sirius e o Jay estavam olhando cada passo que eu dava, mas tudo bem, acho que eles não queriam que eu caísse na escada. Descemos mais alguns degraus e subimos alguns, mas bem poucos parto do que descemos. Depois de mais alguns degraus finalmente chegamos no final da passagem.
Abri a passagem e sai, sendo seguida pelo Jay, Pedro e Sirius, que logo depois fechou a passagem.
– Temos que colocar a capa? — Perguntou Jay.
– Acho melhor, sempre tem alguém andando pelo castelo a essa hora. — Respondi.
Todos concordaram e o Jay jogou a capa em cima da gente, e lá fomos nós andando e tropeçando um nos pés dos outro. O lado bom é que nós não tínhamos que ficar sussurrando um para o outro, podíamos falar normal sem preocupação.
Andamos pelo jardim e eu conseguia ver a entrada de Hogwarts daqui, e parecia tudo silencioso, e todas as luzes estavam apagadas e os dormitórios pareciam silenciosos. Quando faltava quase 1 quilometro para chegar no salgueiro falei para pararmos, tinha uma pequena impressão que mais perto o Remo já conseguiria sentir os nossos cheiros, e ai iria piorar tudo.
– Ok, mas como vamos passar pelo salgueiro? — Perguntou Jay olhando o salgueiro balançar lentamente.
Fiquei uns dois segundos pensando no que fazer e lembrei que quando eu vi o Remo entrar ele tinha pego um pedaço de pau, e o salgueiro não tentou acerta-lo, mas onde iria arranjar um pedaço de pau grande o bastante? Talvez eu não precise, o Pedro pode fazer isso por nós.
– Pedro, você poderia virar o rato e passar pelo salgueiro? — Perguntei olhando para ele.
– Eu? — Perguntou assustado.
– Vai, Pedro, não vai acontecer nada com você. — Falou Jay sorrindo para ele.
– Não sei... — Falou pensativo.
– O salgueiro nem vai perceber a sua presença, você é muito pequeno para isso. — Falei e ele pareceu pensativo.
– Ok, eu vou. — Falou e virou um rato correndo até o salgueiro.
– Acho melhor vocês se transformarem também. — Falei para os meninos.
– Mas e você? — Perguntou Sirius.
– Vou entrar sem estar transformada e ver como o Remo reagi, se ele reagir de forma agressiva viro cachorro. Vou tentar fazer ele se acostumar com vocês primeiro, vai ser mais fácil. — Declarei.
– Ok. — Responderam os dois e se transformaram.
O Sirius virou o seu famoso animago, um cão grande e preto que batia no meu joelho. Já Jay virou um cervo que era da minha altura, sem a galhada, e com a galhada ficava um pouco maior. Olhei bem para o Jay e fiquei pensando como ele passaria pela passagem, a galhada dele era grande.
Vimos o Pedro andando a alguns metros da gente e decidimos ir andando para o salgueiro, iria ser mais rápido se já estivéssemos perto quando o salgueiro parar. Quando chegamos perto o Pedro já tinha passado pelo salgueiro e apertado no nó, assim só tivemos que entrar, e eu já estava rezando para dar tudo certo.
Entrei e logo fui seguida pelo Pedro, Jay e Sirius (eles entraram nessa sequência), e fomos andando pela passagem um pouco escura, tive que acender a minha varinha para conseguirmos ver. Andamos calmamente, mas rápido, pela passagem e quando cheguei olhei para trás.
Agora o Pedro estava na cabeça do Jay e o Sirius estava na frente do Jay, eu só revirei os olhos, até para andar o Pedro é folgado e o Sirius sempre quer ficar na frente, esses meninos são louquinhos, acho que é por isso que somos amigos, somos todos loucos. Mas voltando ao Remo, abri a porta e entrei.
Logo depois os meninos entraram e escutei o Remo na parte de cima da casa, como de costume; e como sempre ele estava arralhando a parede, ou era isso ou se mordendo. Olhei para os meninos e eles concordaram com a cabeça, eles não queriam e nem iriam dessistir tão rápido e fácil.
Suspirei e subi rezando de novo para o Remo não nos atacar, isso iria facilitar muito as noites de lua cheia. Subi as escadas e os meninos me seguiram, iria ser uma longa noite se o Remo não se acostumasse com a gente lá. Quando finalmente acabei de subir a escada, vi o Remo se coçando no meio da sala.
– Remo. — Falei chamando a sua atenção.
Ele me olhou, veio até mim e me lambeu, ele fazia isso algumas vezes, mas a maioria ele só vinha perto de mim e eu fazia carinho na sua cabeça. Fiz carinho na sua cabeça e os meninos acabaram de subir a escada, ficando na visão do Remo. O Remo olhou de mim para eles e rosnou.
– Não, Remo, eles são amigos. — Falei entrando na frente dos meninos.
Remo olhou para mim, para eles, e novamente para mim e acho que ele entendeu que eles não fariam nada contra ele. Remo se sentou no chão de novo de se coçou, olhei para os meninos e suspirei aliviada. Voltei a olhar o Remo e ele agora estava olhando para mim, então revolvi me transformar.
Me transformei e fiquei olhado para o Remo, ele não teve nenhuma reação, por enquanto estava tudo bem. Olhei para os meninos e o Jay estava mais calmo, Pedro estava dormindo na cabeça do Jay e Sirius estava com um olhar malicioso olhando de mim para o Remo. Dei um empurram nele e tenho certeza que ele riu, mas não deu para ouvir, afinal cachorro não ri.
Horas depois...
A noite de lua cheia foi calma, o Remo se mordeu algumas vezes, mas era só para se coçar, ele estava bem calmo, perto do que eu imaginava com os meninos ali. Eu até consegui dormir de noite dessa vez; bom, durante umas duas ou três horas, que foi até o Remo me acordar me cutucando com o focinho, acho que já estava amanhecendo.
Em dez segundos o Remo começou a voltar ao normal, mas só eu estava acordada para presenciar a transformação do Remo. Depois que ele voltou ao normal desmaiou, como sempre, e eu segurei ele para ele não cair de cabeça no chão. Coloquei ele deitado no chão e fiquei esperando o Remo acordar.
Depois de alguns segundos o Remo acordou e me viu olhando para ele. Dei um sorriso e o ajudei a sentar.
– Todos vocês vieram? — Perguntou olhando para os meninos na sua forma animaga.
– Claro. Nós não tinhamos falado que viriamos? — Falei sorrindo.
– Eu achei que vocês não vinham, iriam desistir quando percebessem que não iria ajudar nada. — Falou suspirando.
– Como não ajudar em nada? Você está inteiro, eu estou inteira, os meninos estão inteiros, não aconteceu nada. — Falei sorrindo.
– Eu não tentei atacar vocês? — Perguntou.
– Não. Eu entrei com os meninos transformados, mas eu estava normal, e como sempre você não fez nada comigo. Já com os meninos você rosnou um pouco, então falei que eles eram amigos e você entendeu.
– Você não virou uma cadela?
– Virei. — Falei e ele me olhou perguntando com os olhos. — E não, você não tentou me atacar. Na verdade deu até para dormir. — Falei indicando os meninos. — Eu também dormi, até você me acordar antes de voltar ao normal. — Falei rindo.
– Então...? — Perguntou fazendo uma careta com o seu pensamento.
– Sim, nós vamos continuar vindo toda lua cheia, não adianta mais você dizer não. — Falei sorrindo.
– Você vai vim toda lua cheia? — Perguntou para mim.
– Vou tentar, mas com as meninas fica dificil, principalmente com a Lily. — Falei.
– Então, já que... — Começou mas eu o cortei.
– Não adianta falar nada, isso não vai mudar a minha decisão. — Falei o olhando nos olhos, que deu um suspiro. — Vem, vamos para a cama, você precisa descansar.
Ele se levantou com a minha ajuda e eu coloquei o seu braço no meu ombro, é sempre difícil a primeira noite de lua cheia, isso eu sempre soube, por isso venho toda primeira noite de lua cheia. Abri a porta do quarto e entrei com o Remo, coloque o Remo na cama e pensei: Acho melhor voltar, vai chamar muito a atenção se todos os Marotos subirem de Hogwarts.
– Remo, acho que vou voltar para Hogwarts. Vai chamar muita atenção se todos os Marotos sumirem de Hogwarts. Se os meninos perguntarem fala que voltei e venho no finalzinho da tarde, ok?
– Tá, falo sim. — Falou.
– Valeu, Remo. — Falei e beijei a sua bochecha. — Descansa. — Falei e sai do quarto.
Fui até a sala e vi os meninos dormindo, Pedro em cima do Sirius, e o Sirius com a cabeça em cima do Jay. Por que todas as vezes que acontece coisas engraçadas eu estou sem a câmera? Que droga. Sorri vendo os meninos assim e desci as escadas da casa dos gritos, abri a porta da passagem e passei pela mesma.
Andei pela passagem lembrando de todas as coisas que tínhamos feito para conseguir pelo menos tentar ajudar o Remo, e foi um alivio quando o Remo não tentou nos atacar. Quando finalmente sai da passagem veio aquele sol aconchegante, e dei um sorriso feliz. Apertei o nó no salgueiro e sai quase pulando e dançando pelo jardim por tirar o peso de não conseguir ajudar o Remo. Eu estava realmente feliz.
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