A Marota- Caroline Caldin
84 6º ano. Uma tarde bem animada
Notas iniciais
P. D. V. Carol
Já tinha se passado três semanas que as férias começaram e estava um tedio, meus pais e o Leandro trabalhavam quase todos os dias, só tinham um dia de folga, e quando tinham. Eu aproveitava para fazer experiências na cozinha, algumas davam certo, outras não, mas eu tinha que fazer alguma coisa para passar o tempo.
Toda vez que o Leandro chegava, me contava o que estava acontecendo no Ministério sem nossos pais saberem, eles não queriam que eu ficasse sabendo por que achavam que eu era muito nova. Talvez eles estivessem certos e eu não deveria saber o que estava acontecendo, mas eu queria e precisava saber, daqui a pouco eu vou estar nesse mundo adulto.
Mas vou parar de falar disso, não quero ficar tocando no assunto. Como eu disse, já fazia três semanas que tinha começado as férias, três semanas que eu não via os meninos nem as meninas, três semanas só conversando com eles por cartas (tanto com os meninos como com as meninas, muito mais os meninos e a Lily do que com os outros amigos), e eu estava morrendo de saudades deles.
Nesse exato momento eu estava na sala desenhando, era mais ou menos 7 horas da noite, o Leandro já tinha chegado e conversado comigo, mas agora estava tomando um banho, e meus pais tinham acabado de chegar. Eles falaram oi para mim e meu pai foi tomar um banho enquanto minha mãe começava a fazer o jantar, então fui ajuda-la.
Começamos a cozinhar juntas uma comida que eu não sei o nome, tinha ovo mexido, com queijo e presunto derretido por cima e um tempero da família que minha mãe ainda não me ensinou, será que tinha um nome do que ela estava cozinhando ou era uma mistura doida e sem nome? Acha que era só uma mistura doida sem nome.
– Sabe mãe, eu estava pensando, será que eu poderia chamar os meninos para passar à tarde comigo? – Perguntei para a minha mãe enquanto nós terminávamos a comida.
– Tudo bem, poderia ser dia 24, que eu não vou trabalhar, para vocês não ficarem sozinhos aqui em casa. – Falou enquanto mexia na panela.
– Tudo bem, posso mandar as cartas? – Perguntei.
– Claro, só vamos jantar primeiro. – Falou a minha mãe, pois o jantar já estava pronto.
Enquanto a minha mãe colocava a comida na mesa, eu chamei o meu pai e o Leandro para descer, e depois de poucos segundos os dois já tinham descido e estavam sentados à mesa. Comemos calmamente e quando acabamos falei para o papai que iria convidar os meninos para passarem à tarde comigo na folga da mamãe, e ele falou que tudo bem.
Depois todos subiram, eles estavam cansados como sempre, o Ministério tem tirado muito tempo e energia deles, então logo foram dormir. Eu escrevi uma carta para todos os meninos e as mandei, e eu tive que fazer a Liande fazer duas viagens, uma para a casa do Remo e outra para a casa do Six (ambos não tinham coruja), já para o Jay mandei a coruja dos meus pais, e falei que não precisava esperar, pois ele tinha uma coruja, e mandei a Penélope, a coruja do Lean, para a casa do Pedro, outro que não tinha coruja.
P. D. V. Remo
Eu, como sempre, estava lendo um livro no meu quarto, tinha acabado de passar uma lua cheia, então eu estava bem cansado. Para ser mais exato hoje era dia 21 de julho, uma terça-feira. Meus pais estavam lá na sala, descansando, afinal não era fácil para eles também ter um filho lobisomem, era mais uma maldição.
Então entrou uma coruja no meu quarto e pousou na minha barriga, era a Liande, a coruja da Carol. Peguei a carta que a Liande estava trazendo e deu um petisco para a mesma, um pedaço que pão que minha mãe tinha trazido para mim, mas eu não comi tudo (descobri que a Liande adora pão, toda vez que ela vem aqui e tem pão, ela logo abocanha). Abri a carta da Carol e comecei a ler:
Oi Remmy, tudo bem?
Eu sei que não deve estar, pois domingo foi noite de lua cheia e você deve estar bem cansado, mas eu espero que não esteja muito ruim. Aqui está tudo ótimo, tirando o fato que meus pais e o Leandro passam mais tempo no Ministério do que em casa, e quando chegam estão sempre cansados e vão dormir sedo, está um tedio...
E é por isso que estou convidando você e os meninos para dia 24 virem aqui em casa passar à tarde comigo, para matar a saudades, o que você acha?
Mande-me a responda o mais rápido possível, beijos.
C. C.
A Carol tinha um dom muito grande de saber como nos sentíamos, ou pelo menos sempre imaginou como estávamos, e quase sempre acertava e essa não foi exceção, eu realmente estava um pouco cansado pela noite de lua cheia. Eu adoraria passar uma tarde com os meus amigos, vou perguntar agora mesmo para os meus pais se posso ir (aproposito, a Carol começou a colocar C. C. nas cartas, abreviatura de Carol Caldin).
Fui até a sala, já que minha casa era um andar, ela era bem simples, dois quartos, um banheiro, uma sala pequena, uma cozinha que não cabia uma mesa, e um quintal razoável (também tinha um porão, que fizeram para eu ficar quando era noite de lua cheia), nada de muito grande comparado com a casa da Carol, do James e provavelmente do Sirius, que como a família dele é rica, possivelmente tem uma mansão.
Assim que cheguei à sala, vi os meus pais sentados no sofá de dois lugares assistindo a nossa televisão velha e bem simples (tinha dois ou três canais que pegavam direito, o resto não era muito bom para assistir).
– Mãe, pai, eu posso passar uma tarde na casa da Carol? – Perguntei sentando no lado da minha mãe, no braço do sofá.
– Não sei se é uma boa ideia, você acabou de sair de uma lua cheia. – Falou minha mãe.
– É só daqui a três dias, até lá já estou melhor. – Falei olhando para ela.
– Você não acha arriscado? Não passou nem uma semana da lua cheia. E se você ficar com raiva e os atacar? – Perguntou meu pai, ele era bem direto nesse ponto de eu ser lobisomem.
– Verdade, se você os atacar, vai acontecer um desastre, e eu não sei o que eu faria se isso acontecesse. – Falou minha mãe me olhando preocupada.
– Não precisem se preocupar, eu já vou estar bem melhor. – Falei e olhei para o lado. – E eles sabem que eu sou lobisomem. – Completei baixinho.
– O quê? – Perguntou minha mãe alta. – Você contou para eles?
– Não, eles descobriram, eu não queria que eles soubessem. – Falei para a minha mãe.
– E agora? Vamos ter que te tirar que Hogwarts, eles... – Começou o meu pai, mas eu o cortei.
– Não precisa, eles não vão contar para ninguém. – Falei.
– Mas e se você atacar eles? – Perguntou a minha mãe preocupada como sempre.
– Não precisa se preocupar, eles são animagos. – Respondi.
– Você os fez se transformarem em animagos só para não ficar sozinho em noite de lua cheia? Você já parou para pensar se isso não der certo? – Perguntou meu pai ficando em pé num salto.
– Claro que eu não os obriguei, eles se transformaram porque quiseram, eu até tentei os fazer mudarem de ideia, mas nada adiantou. E sim eu já pensei no que aconteceria se isso desse errado, e falei para eles, mas eles quiseram arriscar. – Respondi para o meu pai.
– Que irresponsável Remo João Lupin. – Falou meu pai revoltado.
– Eu não queria que eles soubessem, nem que fizessem isso por mim, mas eles são meus amigos e são muito espertos para não reparar o que acontecia, e são mais espertos ainda por fazerem, se arriscarem, por mim assim. – Falei.
– Você tem certeza que eles são confiáveis? – Perguntou minha mãe, e eu falei que sim com a cabeça. – Há quanto tempo eles sabem para você confiar tanto assim neles? – Minha mãe não era burra, poderia não ser bruxa, mas sempre sabia de tudo sobre esse mundo, e também sabia que eu não confiaria nos meus amigos se já não estivesse há um tempo com isso.
– A Carol sabe dês do final do 1º ano e os meninos dês do final do terceiro. – Respondi para ela.
– Eles não fizeram nada quando descobriram que você era lobisomem? – Perguntou meu pai mais calmo, ele sabia como eu era.
– Eles me apoiaram, eu achei que eles iam parar de serem meus amigos, mas falaram que não era um simples fato de licantropia que iria acabar com a nossa amizade. – Respondi, todas as noites eu me lembro do dia em que eles apareceram na casa dos gritos com a Carol e falaram que nada iria mudar.
– Você acha que não terá problema em ir? – Perguntou minha mãe.
– Não, não vai acontecer nada. – Respondi para ela.
– Então tudo bem, mas tome cuidado. – Falou minha mãe sorrindo para mim.
– Pode deixar. – Respondi sorrindo também e levantei indo para o meu quarto.
– Você acha seguro mesmo? – Escutei o meu pai perguntando para a minha mãe na sala.
– Temos que confiar no Remo, ele já não é uma criança e sabe o que faz, assim como os amigos deles, e se ele confia neles, eu também confio. – Respondeu a minha mãe.
Entrei no meu quarto e já comecei a escrever a resposta para a Carol, falando que estaria na sua casa á uma hora do dia 24. Enquanto a tinta secava fiquei fazendo carinho da Liande, eu gostava muito daquela coruja, ela era maravilhosa, igual à dona. E não, não sou apaixonado pela Carol, mas não posso negar que ela é a melhor menina que eu já vi e convivi.
Depois que a tinta secou dei a carta para a Liande, que deu uma bicada leve no meu dedo e levantou voo, saindo para a noite pela minha janela.
– É a coruja da sua amiga? – Perguntou minha mãe.
– É sim. – Respondi e ela sentou no meu lado na cama, vendo a Liande voar pela noite a fora.
– Ela é muito bonita. – Comentou minha mãe, ela adora coruja, quando a minha carta de Hogwarts chegou ela não queria deixar a coruja ir embora, e todo ano quando vamos comprar os materiais ela tenta me fazer comprar uma coruja.
– Ela é mesmo. – Concordei.
– Mas e ai? Conte-me sobre os seus amigos. – Pediu.
– O James é o “maluco beleza”, e é meio que o comandante de todos nós, quando ele fala todos nós obedecemos, acho que é natural para ele; O Sirius é o revoltado e que sempre nos faz rir, mesmo quando falamos que coisas serias; O Pedro ele anima todos com um bom chocolate quando estamos tristes, e sempre me dá um depois da lua cheia; A Carol é nosso centro, sempre estamos com ela, assim como ela com nós, ela é nosso ponto seguro, sempre vamos confiar nela e é praticamente por causa dela que não temos desentendimento, e se ela pedir ajuda ou qualquer coisa do tipo não vamos pensar duas vezes antes de correr até ela.
– Vocês gostam muito dela, não é?
– Muito, ela é nossa melhor amiga.
– Eu lembro quando você a apresentou para mim e seu pai, quando vocês só tinham 12 anos.
– Na verdade, a Carol ainda tinha 11 anos, ela só faz em agosto. E eu também lembro que você ficou falando o quanto a Carol era bonita, gentil, educada... – Falei sorrindo para ela, ela tinha ficado uma semana falando bem da Carol depois daquele dia.
– É verdade, não é? – Perguntou sorrindo para mim.
– É verdade, ela é tudo isso e muito mais. Eu gosto muito dela.
– Gosta muito? – Perguntou com um sorriso malicioso igual ao meu.
– Como amigos, ela é minha melhor amiga, sempre estava no meu lado quando eu mais precisava, ela é como uma irmã que eu nunca tive.
– Intendi. – Falou sorrindo.
Eu e ela começamos a rir, minha mãe, diferente de meu pai, que depois que fui mordido ficou muito serio (acho que ele se culpa pelo que aconteceu, já que depois que ele discutiu com o Greyback ele me mordeu e eu virei lobisomem), ela era muito divertida, e sempre tentava me fazer rir, principalmente antes e depois da lua cheia, acho que ela queria que eu não ficasse pensando muito nisso.
Devo agradecer muito o meu pai e minha mãe, eu lembro que eles fizeram tudo no começo para mim depois de fui mordido, mas não tinha nada a ser feito para parar a licantropia, então eles fizeram o porão para eu ficar, e sempre me ajudam. Não poderia pedir pais e amigos melhores que esses, eles sempre estão no meu lado.
Dia 24 de julho...
P. D. V. Carol
Já era quase uma hora, o horário que os meninos chegariam aqui em casa, minha mãe estava dando uma arrumada na casa, e claro que eu a ajudei até agora. Eu estava acabando de me trocas (http://www.polyvore.com/ferias_de_ver%C3%A3o_visita_dos/set?id=120777445) e logo depois que me olhei uma ultima vez no espelho desci para a sala.
E assim que acabei de descer as escadas, escutei:
– Ai Almofadinhas, sai de cima. – Escutei o Jay falar na sala onde tinha a lareira.
– Que tal vocês dois saírem de cima de mim? – Perguntou Remo, e quando eu entrei na sala vi o Remo no chão, o Jay em cima do Remo, e o Six em cima do Jay, estava engraçado, e é claro que eu comecei a rir.
– É impressionante como vocês conseguem pensar a mesma coisa mesmo longe. – Falei entre a risada, e os meninos me olharam.
– É, hilário. – Falou Jay irônico, mas estava sorrindo.
– Nada melhor que um reencontro assim, não é verdade? – Perguntou Remo sorrindo e todos nós rimos.
– Senti saudades de vocês. – Falei sorrindo e nós demos um abraço em grupo.
– Nós também. – Falou Six depois do abraço.
– Só falta o Pedro. – Falei.
– Sobre isso, ele não pode vir, parece que aconteceu alguma coisa na casa dele, não sei direito, ele só me mandou uma carta falando que não conseguiria vir. – Falou Jay para mim.
– Ah, que pena, mas tomara que não seja nada serio. – Falei sorrindo.
– Carol... – Falou minha mãe entrando na sala. – Ah, meninos, vocês chegaram. – Falou e foi dar um abraço em todos os meninos e um beijo na bochecha.
– Oi, senhora Caldin. – Falaram depois dos abraços.
– O que a senhora iria falar mesmo? – Perguntei para a minha mãe.
– Eu iria perguntar que horas os meninos iriam chegar, mas eles já chegaram. – Respondeu minha mãe e todos nós rimos. – Fiquem a vontade, qualquer coisa é só chamar.
– Obrigada. – Falaram os meninos sorrindo, e a minha mãe saiu da sala me dando um beijo no cabelo (ela era um centímetro mais alta que eu).
– Seu pai e irmão sabem dessa roupa? – Perguntou Jay, só porque a minha barriga estava aparecendo um pouco na altura do umbigo.
– Não, mas minha mãe autorizou, e nenhum dos dois falam não para ela, nem para mim. – Falei sorrindo e colocando a mão na cintura, fazendo aparecer ainda mais a minha barriguinha linda, modéstia a parte. – E pensa pelo lado bom, não é outra coisa. – Falei virando de gostas e olhando os meninos por cima do ombro.
– Nem brinca com isso. – Falou Six sorrindo e veio me abraçar por trás, e acabou ficando os as mãos no parte que estava descoberta, e eu segurei a risada, tinha cocegas ali. – Pelo menos não é em Hogwarts. – Falou para os meninos, me virando para eles, que estavam sorrindo.
– Todos iriam gostar. – Comentei dando de ombros ainda sorrindo.
– Principalmente os meninos. – Falou Six com voz de ciúmes.
– E qual é o problema? Eu sou menina não sou? – Perguntei me soltando o Six e o olhando, que me olhou com uma sobrancelha para cima. – Eles falam de qualquer jeito, e pelo menos teria algo sobre o que falar, e não só imaginar.
– Eu vou te matar. – Falou Six serio, e eu comecei a correr com ele atrás de mim.
Dei a volta nos meninos e riram, mas depois repararam o que eu tinha falado e vieram correr atrás de mim também. Corri para a sala de estar, depois para a cozinha, onde minha mãe estava arrumando a mesa (tirando as coisas de cima dela). Corri até o lado dela e os meninos ficaram no outro lado da mesa, de frente para nós.
– Mãe, eles querem me pegar. – Falei olhando para ela, que não estava entendendo nada.
– Como assim? – Perguntou olhando de mim para os meninos;
– Ela está pensando em ir assim para Hogwarts. – Falou Six para a minha mãe.
– Ai também não, néh Caroline. – Falou minha mãe me olhando, eu sei uma piscadela para ela e sai correndo, e só escutei a minha mãe rindo de fundo quando sai para o jardim com os meninos me seguindo.
Corri com os meninos atrás de mim rindo, e percebi que os meninos estavam rindo também. Passei pela frente de casa rindo igual a uma louca, dei a volta na casa com os meninos correndo atrás de mim, mas quando eu estava perto da árvore que tinha no jardim de casa o Six me alcançou, me segurou pela cintura e me levantou me segurando com um braço, e eu ri com isso.
– Peguei a fugitiva. – Falou Six para os meninos.
– Vamos interroga-la. – Falou Jay chegando até nós.
– Você estava falando serio quando falou em aparecer assim em Hogwarts? – Perguntou Remo me olhando serio, pareciam que eram juízes de verdade.
– Claro, iria ser muito legal. – Falei ficando na ponta do pé, já que o Six ainda estava me segurando.
– Interessante. – Falou Jay fingindo estar pensativo andando de um lado para o outro. – E por que exatamente você quer fazer isso? Está gostando de alguém?
– Gostando de alguém? Hahaha, eu tenho cara de quem está gostando de alguém? – Perguntei olhando para eles, que deram de ombros. – Vocês falaram que eu escondia o meu corpo, então resolvi mostrar. – Respondi sorrindo, eu estava brincando com eles.
– Está bem, realmente falamos isso. Mas não era para levar tão ao pé da letra assim. – Falou Six atrás de mim ainda me segurando, e eu dei um sorriso maroto para ele.
– Ah entendi. – Falou Jay chegando perto de mim e começando a fazer cocegas em mim. – Fala que você está brincando! Fala a verdade.
– Nunca. – Falei entre risadas.
– Nós temos o dia todo. – Falou Remo nos olhando.
– Está bem, está bem. – Falei entre risadas e o Jay parou de fazer cocegas. – Eu estou brincando, nunca vou andar assim em Hogwarts. – Falei para eles sorrindo.
– Será? – Perguntou Six me soltando.
– Eu consigo mostrar o meu corpo sem mostrar de mais. Só se vocês preferirem eu parecer aquelas oferecidas que o Six pega. – Falei sorrindo.
– Não, não, está bem assim. – Falaram os meninos e eu comecei a rir.
– Vamos entrar. – Falei e seguimos para o meu quarto.
– Já chegou a carta de Hogwarts para vocês? – Perguntei assim que entramos no meu quarto, sentando junto com os meninos na minha cama.
– Nada, nem um recadinho, e para você? – Respondeu Jay.
– Nada ainda também. – Respondi, e logo depois que acabei de falar isso, entrou quatro corujas no meu quarto.
Cada uma deixou uma carta no colo de cada menino e na minha, saindo voando logo em seguida. Eu e os meninos trocamos olhares, e olhamos para as cartas, eram cartas de Hogwarts. Abri a minha enquanto os meninos abria a deles, eram os resultados os NOMs e a lista de material para o 6º ano. Peguei o resultado dos NOMs e fui dar uma, e os resultados eram esses:
Positivos
O: Ótimo
E: Excede Expectativa
A: Aceitável
Negativos
P: Péssimo
D: Deplorável
T: Trasgo
Feitiços: O
Transfiguração: O
Poções: O
Herbologia: O
Adivinhação: E
Defesa Contra as Artes das Trevas: O
Trato das Criaturas Magicas: O
Estudo dos Trouxas: O
História da Magia: E
Astronomia: O
Até que fui bem, só dois Excede Expectativas.
– E ai? Como foram nos NOMs? – Perguntei depois de ver o meu duas vezes.
– Só tirei um Excede Expectativa, em Adivinhação. – Respondeu Six.
– Eu também. – Falaram Remo e Jay.
– Eu tirei Excede Expectativa em Adivinhação também, e em História da Magia. – Falei para eles.
– Tiramos menos Excede Expectativa que você. – Falou Six me olhando.
– Mas eu tenho mais matérias que vocês. – Falei sorrindo para eles.
– Verdade, vamos dizer que ficamos empatados. – Concluiu Jay, e todos concordaram.
Começamos a falar de coisas sem importância, a fazer piadas, coisas normais para nós. Ficamos falando, rindo, falando mais, rindo mais ainda, gargalhando pelas nossas risadas, quem nos ouvisse pensaria que estávamos fazendo guerra de cocegas, o que não é difícil de acontecer.
– Carol. – Falou minha mãe entrando no quarto depois de bater na porta.
– Sim? – Falei virando para a minha mãe, já que eu estava de bostas para a porta.
– As suas primas, Suzane e Rosana estão vindo para cá. – Falou para mim.
– Ah, não. Por favor, não faz isso comigo. – Falei fazendo cara de dor para minha mãe.
– Desculpa, mas elas já estão vindo. E vê se vocês se comportem, não vão se sair aos tapas de novo. – Falou dando um sorriso de lado, falando aquele sermão, e logo depois saiu do quarto.
Suzane e Rosana eram minhas primas meio velas que moravam na Bulgária, e estudavam na Durmstrange. Elas eram irmãs gêmeas, mas não eram idênticas. Suzane tinha o cabelo louco escuro e olhos marrons claros (ela era uma mistura do pai com a mãe, mas parecia muito a mãe). Já a Rosana tinha os cabelos loucos quase brancos e olhos verdes claros, bem claros (ela era a cara da mãe). Elas eram bonitas, mas por causa do sangue vela delas, a bisavô era uma vela.
– Nossa, por que todo esse drama? – Perguntou Jay.
– Porque eu as odeio, elas me odeiam, não sei por que elas insistem em vir aqui. – Falei com raiva, era a pura verdade.
– É verdade que vocês saíram aos tapas? – Perguntou Remo para mim.
– É sim, mas é uma longa história e eu não estou a fim de contar o que aconteceu. – Falei antes que algum deles perguntar alguma coisa.
– Quem são elas exatamente? – Perguntou Jay.
– Minhas primas de quarto grau. Elas são filhas do segundo casamento do primo de segundo grau da minha mãe. Além de serem meio velas. – Respondi com cara de nojo.
– Elas são meio velas? – Perguntou Six com os olhinhos brilhando de animação.
– São. – Respondi de mau gosto.
– E por que vocês se odeiam? – Perguntou Jay ignorando o Six.
– Elas se acham melhores que os outros. Elas fazem tudo para jogar na cara dos outros que elas são melhores. – Falei me lembrando do meu aniversário de 11 anos.
Flash Back on
– Pronta para entrar em Hogwarts? – Perguntou minha tia Suceia, que não era tão biruta.
– Ansiosa. – Respondi sorrindo como uma criança.
Ela saiu andando para algum lugar, e que quando eu virei para ver onde para onde ela estava indo, lá estava Suzane e Rosana.
– Por que você quer estudar em Hogwarts? – Perguntou Rosana com aquele sotaque búlgaro (elas eram apenas um ano e meio mais velhas que eu).
– Verdade, Durmstrange é muito melhor. – Falou Suzane com o mesmo sotaque que a irmã.
– É, nós não somos mimados. – Falou Rosana de novo, e ambas viraram as costas para mim e saíram de braços laçados rebolando (e a partir desse dia eu prometi para mim mesma que eu nunca faria isso sair rebolando igual a uma oferecida).
Flash Back off
– Chegamos! – Escutei as minhas primas falarem, com o mesmo sotaque de sempre, invadindo o meu quarto sem bater, elas não tem educação.
– Percebi. – Falei sorrindo sínica para elas, elas não mudaram nada, só que eu estou mais alta que elas, haha.
– Quem são? – Perguntou Rosana olhando para a Suzane.
– Por que vocês querem saber? – Perguntei as olhando, elas eram muito oferecidas, sabe a quantidade de meninas que o Six pegou? Cada uma delas pegou a metade.
– Sabe... – Começou Rosana.
– É só para saber. – Completou Suzane para mim, fingindo que não queria nada, mas eu sabia a verdade.
Olhei para os meninos e dei uma piscadela para eles, iria fazer uma coisa que vou rir eternamente, isso eu tinha certeza.
– São meus namorados. – Respondi ás duas, e os meninos arregalaram os olhos não acreditando o que eu tinha feito, na verdade no que eu tinha falado.
– Os três? – Perguntaram juntas com as bocas abertas, eu disse que iria rir disso eternamente.
– Qual o problema? – Perguntei dando de ombros, mas rindo por dentro, adoro ser melhor que elas em alguma coisa (por mais que isso não se faça, é feio mentir, e eu porque eu estou competindo com elas? Por que estou ligando?).
– Nenhum. – Responderam rápido demais se entregando, era assim que as pessoas faziam quando estavam nervosas, principalmente os meninos.
– Então tá. – Falei sorrindo para os meninos divertida, e então eles perceberam que era só brincadeira.
– Cadê o Leandro? – Perguntou Rosana, acho que ela queria mudar de assunto ou não queria mais ficar no meu quarto.
– Ele está no trabalho. – Respondi para elas.
– Ele já saiu de Hogwarts? – Perguntou Suzane abismada.
– Já. – Respondi para ela como se fosse obvio, e era.
– Vamos descer. – Informou Suzane e ambas viraram as costas juntas.
– Ok. – Falei fazendo um careta enquanto elas saiam rebolando do meu quarto, deixando os meninos hipnotizados, isso me irritou.
Logo depois que elas saíram eu fechei a porta e chamei os meninos, eu sabia que elas iriam falar da gente, principalmente sobre o nosso possível namoro a quatro (eu acho tão engraçado elas terem caído). Depois que eles chegaram à porta, elas começaram a falar, aparentemente estavam na frente do quarto do Leandro ou no começo da escada.
–Eles são bonitos. – Comentou Rosana, e o Jay e Six ficaram se achando, enquanto eu e o Remo revirávamos os olhos pelo que eles tinham feito.
– Verdade, a Carol tem bom gosto. – Falou Suzane e parecia que não acreditava no que estava falando. Espera um minuto, ela acabou de me elogiar?
– Pode até ser, mas ela é muito feia para eles. – Falou Rosana, como eu esperava.
– Vamos falar a verdade, a Carol é feia para qualquer menino. Ela vai envelhecer sozinha e sem ninguém, do jeito que é chata e mimada, ninguém vai ficar com ela por mais de 10 minutos. – Falou Suzane e elas riram.
– Vai ser igual quando nós éramos menores, ninguém vai ficar com ela, a única que aturava a Carolzinha quando era pequena era a Georgina, que é outra mimada insuportável. – Falou Rosana e elas riram de novo, e escutamo-las descendo as escadas. E é por isso que não gosto delas, e também é por isso que eu e a Gina somos como irmãs, ela era a única de fora de casa que aturava a minha chatice.
– Eu disse que elas me odiavam. — Falei virando para os meninos, que pareciam surpresos pelo que elas tinham falado, agora eu não sei que parte da conversa eles estavam mais surpresos.
– Como você aguenta? – Perguntou Jay que estava no meu lado direito (estava o Remo no meu lado esquerdo, o Jay e o Six no lado do Jay).
– Como elas disseram, eu viro a mimadinha da família e finjo que elas não existem. – Falei sorrindo forçado para eles, eu simplesmente ignorava.
– Você em. – Falou Remo e me abraçou, acho que ele percebeu que por mais que eu fingisse que eu não estava ligando, doeu ouvir que eu ficaria sozinha até envelhecer. – Nós sempre vamos estar com você, não se esqueça. – Sussurrou no meu ouvido.
– Eu não vou. – Falei baixinho só para ele escutar, e ele me deu um beijo na cabeça.
– Já estão pensando em assumir o namoro de você publicamente? – Perguntou Jay sorrindo maroto, olhando para eu e o Remmy abraçados.
– Não estamos namorando, eu não posso mais dar um abraço na minha amiga? – Perguntou Remo olhando para o Jay, que levantou uma sobrancelha, e eu acabei rindo, acho que eles nunca vão mudar. – Eu estou carente, me deixa abraçar a Carol em paz.
– Está bem. – Falou Jay rindo.
– Carol, faz um favor? Acaba com o nosso “namoro” para eu poder pegar uma das suas primas? – Falou Six com o seu sorriso de quem queria pegar uma menina gostosa, acho que ele não tinha escutado nada do que estávamos falando e os meninos reviraram os olhos com a pergunta do Six.
– Nem pensar. – Falei, eu não vou as deixar usarem ele (e nesse momento eu já não estava mais abraça do Remo).
– Vai Carol. – Falou fazendo carinha de cachorro pidão, uma marca do Almofadinhas.
– Já disse que não. – Falei brava, esse menino não conseguia ficar quieto.
Olhei o Remo e o Jay se sentarem na minha cama de novo, então olhei para o Six de novo, e ele tinha se transformado em cachorro e fazendo aquela carinha. Olhei bem ele, ele sabia que eu não resistia a essa cara, e eu quase ia cedendo, mas eu não iria dar esse gostinho a ele, e eu não me permitia fazer tal coisa. Abaixei-me e passei a mão na sua cabeça peluda e fofa.
– Isso não funcionará comigo. E a resposta continua não. – Falei e levantei.
– Por quê? – Perguntou transformando a boca ao normal, tínhamos aprendido a fazer isso antes dos NOMs começarem.
– Porque elas são oferecidas, só vão te usar, e depois vão ficar jogando na minha cara que eu perdi o meu “namorado” por causa delas. – Falei sentando no final da cama e fazendo aspas com a mão no “namorado”.
– Ruf. – Bufou e sentou na minha cama em forma de cachorro.
Transformei-me em cachorra e pulei em cima dele, o derrubando da cama. E foi assim que começamos uma briga/brincadeira em forma de cachorros, nós sempre fazíamos isso, cachorros pretos grandes e a super lindos. Em um desses momentos de brincadeira a porta foi aberta e escutamos gritos (os meninos estavam rindo baixinho da mim e do Six), e eram as minhas primas. Sai correndo falando para o Almofadinhas me seguir, descemos as escadas e fomos até o quintal.
Quando estávamos chegando perto da árvore parei, sabia que minhas primas não tinham nos seguidos, mas o Almofadinhas não percebeu que parei e bateu em mim, nos fazendo rolar até a árvore. Quando finalmente batemos na árvore, que nos fez parar, nos transformamos de volta. Eu estava encostada na árvore e o Six com as mãos perto da minha cabeça encostadas na árvore (eu nunca lembro os apelidos, eu só lembro quando estamos transformados ou quando vejo o mapa).
Ele me encarou e eu o encarei com aqueles olhos azuis brilhando de adrenalina, aqueles lindos olhos azuis. O que estou pensando? Ele é o Sirius, o Almofadinhas, meu melhor amigo, não posso pensar isso, ou posso? Balancei a cabeça mentalmente e sorri para o Six.
– Demos um fora legal agora. – Falei para ele.
– Verdade. Será que elas nos viram? – Perguntou sorrindo, e só agora eu percebi o quanto nossos rostos estavam pertos, dava para sentir a respiração dele no meu rosto.
– Não sei, mas viram os cachorros, e com certeza vão falar para a minha mãe. – Falei agora um pouco preocupada.
– Você não está pensando em contar para a sua mãe? – Me perguntou, e era verdade, eu iria contar para ela, mas eu não sei como.
– Estou, mas eu pensei em contar mais tarde, talvez depois de me formar. – Falei meio pensativa fazendo graça.
– Que lindo, mentir até esse dia para a sua mãe? – Falou Six de modo repreensivo, mas sorrindo. Só tem um problema, esse papel era meu.
Fechei a cara e coloquei as mãos na cintura, não acredito no que ele tinha falado. Ele riu, revirou os olhos e me abraçou pela cintura, me dando um beijo na bochecha bem apertado, me fazendo sorrir. Senti aquele beijo, aquelas mãos quentes na minha cintura, aqueles braços fortes e confortáveis em volta de mim, o perfume másculo do Six, estava muito bom. O que eu estou pensando? Eu acabei de falar tudo isso mesmo? Eu só posso estar enlouquecendo.
– Imbecil. – Falei dando um tapa no seu braço, tirando aqueles pensamentos da mente, mas eu estava sorrindo.
– Você é tão gentil. – Falou rindo ainda no abraço.
– Sou não é? – Falei fingindo me gabar.
– E super modéstia também. – Falou agora olhando nos meus olhos, e eu senti uma coisa estranha no meu corpo, mas não sei explicar.
– Aprendi com você. – Falei sorrindo tentando tirar aquela sensação.
– Então sou um ótimo professor. – Falou sorrindo também.
Começamos a rir, nós somos tão modestos. Abracei ele pela sua cintura e ele me deu um beijo na testa, eu me sentia tão segura e confortável com o Six. Depois do beijo ele ficou com o queixo na minha cabeça, e eu fechei os olhos aproveitando o momento.
– Você sabe que eu te amo, não é? Eu posso ter todas as meninas que eu quiser, mas nenhuma te substituirá. – Falou ainda com o queixo na minha cabeça.
– Eu sei. – Falei sorrindo. – Eu também te amo.
– Serio? – Perguntou e com certeza ele estava com aquele sorriso maroto.
– Não desse jeito, pervertido. – Falei o fazendo rir.
– Eu sei. – Falou provavelmente com aquele sorriso lindo que ele dá, me apertando mais no abraço, e depois ficamos em silencio. – Talvez seja por isso que todos falam que combinamos. – Falo pensativo.
– Como assim? – Perguntei agora olhando para ele.
– Você já reparou que brigamos e nos entendemos em dois segundos?
– Não, mas agora que você falou, é verdade. – Respondi pensativa. – Mas isso é bom, não é?
– Acho que sim. – Falou dando de ombros com o sorriso perfeito dele, sem ser maroto nem malicioso.
– TIA ROBERTA, TIA ROBERTA. – Escutamos as minhas primas gritarem de dentro de casa.
– Acho melhor voltarmos. – Falei sorrindo de lado para o Six.
– É, acho melhor também. – Concordou comigo.
Saímos correndo e fomos em direção a casa, queria ver a cara das minhas primas, ver o que elas iriam falar, e nós tínhamos que voltar mesmo, o Remo e o Jay estavam sozinhos no meu quarto.
– É verdade, tia Roberta, tinha dois cachorros pretos enormes no quarto da Carol. – Falou Rosana.
– É isso mesmo, dois cachorros enormes e selvagens. – Falou Suzane, espera ai, uma coisa é falar que éramos grandes, outra é nos chamar de selvagens.
– Eles não eram selvagens. – Falei revoltada junto com o Six chamando a atenção de todos.
– Onde vocês estavam? – Perguntou Suzane olhando para a gente, principalmente para o Six, e eu não gostei disso, mas por que eu não gostei?
– Estávamos lá fora. – Respondi com a maior calma.
– Então vocês mão podem saber como eram os cachorros. – Falou Rosana se achando à esperta.
– Nós vimos os cachorros correndo pelo quintal, e eles pareciam estar bem assustados. – Falei, claro, tiveram que olhar a cara feia de vocês.
– Eram só cachorros! – Falou Rosana como se isso não importasse para ela, o que provavelmente era verdade.
– Cachorros também têm sentimentos. – Falei, eu estava me segurando para não pular no pescoço dela.
– Como você sabe o que ele estava sentindo, nesse caso, que ele estava assustado? – Perguntou-me desafiando.
– Sabendo. – Respondi simplesmente, não precisava ficar me explicando.
Elas me olharam tentando me ler (não, não é Legilimens), mas eu já sabia esse truque, então olhei para o Six fingindo que estava perguntando se ele tinha alguma coisa a acrescentar, e ele deu de ombros. Olhei para a minha mãe, que tinha uma cara de quem não estava entendendo nada. Então olhei para as minhas primas de novo e elas já não estavam mais me escarando.
– Bom, me deixa subir, os meninos estão lá em cima. Vem Sirius. – Falei já o puxando pela mão seguindo para a escada.
– Espera, me explica isso direito. – Gritou a minha mãe da cozinha.
– Depois eu explico. – Gritei para ela já na escada.
– Você é louca. – Sussurrou Six depois de subir todas as escadas.
– Eu sei. – Falei sorrindo. – Ás vezes é bom ser louca. Por exemplo: você pode fazer essas coisas e ninguém vai ligar. – Falei dando de ombros.
– Nem sempre. – Falou Six me olhando.
– Verdade, se for o Filch é um mês de detenção. – Falei e nós dois rimos, e nisso já estávamos na frente do quarto do Leandro.
– Olha, eu acho elas muito bonitas, mas adorei ver as caras que elas fizeram. – Falou sorrindo.
– Serio? – Perguntei, nós já estávamos em frente ao meu quarto.
– É. – Respondeu e entramos no meu quarto.
– Onde vocês estavam? – Perguntou Jay assim que entramos.
– No jardim. O que vocês falaram para as minhas primas? – Respondi e perguntei aos meninos.
– Que você e o Sirius tinham saído e que não tínhamos visto os cachorros entrarem. – Respondeu Remo.
– Nossa; — Começou Six. – Que reposta mais inteligente. – Completou ironicamente.
– Nem começa, você iria ficar todo enrolado com elas aqui. – Falei para o Six me sentando na cama.
– Pode até ser verdade, mas o Aluado é o nerd e quem nunca se apaixonou... – Começou Six, igual a você então Sirius Black, mas nada falei. – E o Pontas é o apaixonado pela ruiva esquentada, eles poderiam ter criado uma desculpa melhor. – Falou Six se sentando também.
– Em falar na Lily... – Comecei virando para o Jay. – Quando você vai pedir desculpas?
– Nunca, não me arrependo de nada do que fiz com o Ranhoso. – Respondeu e falou com raiva “Ranhoso”.
– Assim fica difícil, tanto para mim quanto para você. – Falei o olhando.
– Por quê? – Perguntou sem entender.
– Porque ela nunca vai gostar de você lembrando-se do Seboso; Eu sei que toda vez que ela te olha lembra-se de tudo que fez com o Snape, por isso ela ainda fica brava e irritada contigo. – Falei calma.
– Serio? Ela te falou isso? – Perguntou Jay.
– Falar diretamente não, mas ela é minha melhor amiga e eu a conheço muito bem para saber o que passa na cabecinha da ruiva. – Respondi para ele.
– Então você acha que devo pedir desculpas? – Perguntou para mim.
– Pensando melhor, acho que não, vai parecer forçado. Você pode tentar explicar tudo aquilo. – Aconselhei.
– Não sei o que é pior. Simplesmente chega, agarra-a e ela fica apaixonada. – Falou Sirius com seu jeito cachorro de ser.
– Mas isso você decide mais tarde, Jay. – Falei para ele depois de olhar mortalmente para o Six.
– Mudando de assunto... – Falou Remo antes de começarmos uma discussão. – O que vocês pretender fazer o resto das férias?
– Eu comprei uma moto, estou trabalhando para ela voar. – Falou Six sorrindo animado.
– Com que dinheiro você comprou? – Perguntei para ele sorrindo alegre.
– Meu pai me deu. – Respondeu. – Presente de aniversário por três anos. – Falou e todos nós rimos.
– Eu não tenho ideia do que vou fazer no restante das férias. – Falei dando de ombro.
– Eu vou passar um tempo com meus pais, acho que meu pai vai tirar uma semana de férias, então vamos dar uma volta, mas não tenho certeza. – Respondeu Jay. – E você? – Perguntou para o Remo.
– Vou ficar com o meu pai, tentar mostrar e convence-lo que vocês são meus amigos e não vão falar para ninguém que sou um lobisomem. – Respondeu Remo.
– Você contou para os seus pais que nós sabemos sobre isso? – Perguntei para ele.
– Contei, eles ficaram preocupados que eu vim para cá depois de uma lua cheia, então contei tudo o que vocês fizeram por mim, minha mãe ficou preocupada, mas percebeu que não aconteceria nada, e meu pai não gostou da ideia de ficarem se arriscando por um lobisomem. – Respondeu.
Eu já entendi, o senhor Lupin falou que estávamos nos arriscando e que o Remo tinha que ter nos feito parar, e talvez ele achou que o Remo falou para nos transformarmos em animagos, mas ele estava irritado por alguma coisa e falou sem pensar. A senhora Lupin percebeu a realidade e falou que poderia vir, mas continuou preocupada.
– Não se preocupe com isso. – Falei sorrindo e passei o braço por cima do Remo, dando-lhe um abraço.
– Nossas férias estão tão animadas. – Falou Six na maior ironia, nos fazendo rir.
Passamos o resto da tarde assim, rindo, vendo televisão, brincando um com o outro, coisas normais para nós, Os Marotos, os marotos mais lindos que já existiu. Minhas primas foram embora era mais ou menos 5 horas, e eu quase pulei no pescoço delas por uma sena.
Flash Back on
Eu tinha descido para beber água, e quando eu estava quase no meu quarto, as minhas primas apareceram.
– Você deixa os seus namorados sozinhos? – Perguntou Suzane.
– Deixo sim, eu confio neles, e eles não são meus namorados. – Respondi, e sim eu falei a verdade, eu não consigo mentir, nem para elas.
– Não são? Vocês terminaram? – Perguntou Rosana.
– Não, nós nunca começamos, eles são só meus amigos. Eu só queria brincar com a cara de vocês, e vocês caíram iguais a patinhos, mas uns patinhos bem feios. – Falei sorrindo divertida pela cara que elas ficaram quando falei a ultima frase.
– Nesse caso. – Falaram juntas e correram para o meu quarto.
Quando eu cheguei elas estavam sentadas na minha cama, Suzane estava dando em cima do Six e a Rosana estava dando em cima do Remo, eu falei que elas eram oferecidas. Os meninos me olharam sem entender nada, eu só revirei os olhos com raiva.
– Eu falei que não éramos namorados. – Respondi e eles entenderam, e elas continuaram dando em cima do Six e do Remo.
– É, por mais que eu não esteja namorando a Carol, não quer dizer que eu queira ficar com você. – Falou Remo se afastando da Rosana, e a deixando com cara de quem não acreditava naquilo.
– Nem eu. – Falou Six e saiu de perto da Suzane, a deixando com a cara igual da irmã, isso era hilário.
– Vocês estão falando serio? – Perguntou Rosana brava.
– Estamos sim, não queremos ficar com vocês. – Respondeu Six, ele me surpreendeu, ele que era o pegador dali.
– Então está bem, depois não se arrependam. – Falaram indo rebolando até a porta, e depois viraram para nos ver, acho que era para ter certeza que nenhum deles queria ficar com elas.
– Vocês vão sair do meu quarto ou não? – Perguntei grossa, minha paciência para elas já acabou.
– Sim. – Respondeu Suzane e elas viraram as costas saindo do meu quarto.
– Só uma coisa, nunca mais entre no meu quarto, de preferencia nunca mais volte para a minha casa e nunca mais olhe na minha cara. – Falei irritada na porta do meu quarto, odeio quando elas rebolam.
– Para que ser grossa? – Perguntou Rosana sorrindo igual a uma vadia para mim.
– Não fica com inveja. – Falou Suzane sorrindo do mesmo jeito.
– E por que eu teria? – Perguntei sorrindo marota para elas.
– Simples, nós somos bonitas e temos todos aos nossos pés, você não. – Respondeu Suzane ainda com aquele sorriso.
– Ao contrario de vocês, eu não preciso ficar com homens para aumentar a minha autoestima. – Falei sorrindo para elas, e fechei a porta.
– Não acredito no que eu ouvi. – Falou Suzane.
– Verdade, nunca mais vamos voltar para cá. – Falou Rosana e escutei-as andando.
– Isso. – Falei comemorando.
– Está comemorando o que Carol? – Perguntou Jay sorrindo divertido para mim.
– Nunca mais vou ver essas duas chatas. – Respondi sorrindo e fazendo a minha dancinha da vitória, fazendo os meninos rirem.
– Por que fala isso? – Perguntou Six, ambos estavam sentados na minha cama.
– Porque eu as escutei falando que nunca mais vão voltar aqui. – Falei sentando na minha cama e logo deitei. – Esse é o melhor dia da minha vida.
– Quero ver até quando. – Falou Remo sorrindo.
– Até a meia noite. – Afinal, a meia noite muda do dia, entenderam. – Mas por que vocês não ficaram com elas? – Perguntei sentando de novo e olhando para os meninos.
– Elas são bonitas, mas não valia a pena. – Respondeu Remo para mim.
– E viemos para cá para ficar com você, e não pegar as suas primas. – Completou Six.
– Obrigada pela consideração. – Falei sorrindo com eles.
Flash Back off
Deveria ser 11 horas da noite, e os meninos tinham ido embora às 7 horas, mais ou menos o horário que meu pai e Leandro chegaram. Nesse exato momento eu estava sonhando, sonhando com uma paisagem linda, eu queria poder sonhar com essa paisagem todas às vezes, mas não era isso que acontecia.
Então o meu sonho mudou, eu estava na árvore aqui em casa junto com o Six, aquela sena depois que saímos do meu quarto em forma de cachorro e batemos na árvore, mas já estávamos ao normal. Eu e o Six estávamos muito perto, ambos olhando os olhos dos outros, e eu estava vendo novamente aqueles lindos olhos azuis brilhando.
Nós começamos e chegar perto um do outro, e mais perto, muito perto, nossos narizes estavam se tocando. O Six passou umas das mãos para o meu rosto e ficou fazendo carinho nele, e eu coloquei uma mão no seu peitoral e outra no seu pescoço, fazendo carinho no mesmo. Eu olhei para os olhos do Six e depois para a sua boca, parecia que ela estava me chamando.
E depois de dois segundos o Six me puxou para um beijo, e foi o melhor beijo que eu já senti, o meu beijo que eu já dei e que eu já recebi. Ele me puxou para mais perto dele, aprofundando ainda mais o beijo, se eu pudesse pararia o tempo para esse beijo durar para sempre, eu não sei como nem porque, mas faria o tempo parar.
Depois de algum tempo, nos separamos por falta de ar, mas não nos afastamos, ficamos olhando um nos olhos do outro. Então quando eu acalmei a minha respiração, eu pulei em cima do Six o beijando, e esse não pensou duas vezes antes de aprofundar o beijo. Quando o beijo acabou por falta de ar, eu e o Six ficamos abraçados, falando coisas um no ouvido do outro, mas eu não me preocupei em prestar atenção.
– Carol, Carol acorda. – Escutei Leandro me chamar e me balançando.
– Que foi? – Perguntei abrindo os olhos e sentando na cama.
– Se troca, a tia Annabella está tendo o bebê. – Falou para mim e saiu do um quarto, ele parecia com sono.
Levantei e segui para o banheiro, era um pouco mais de onze horas. Escovei os dentes e lavei o rosto, então me lembrei do sonho, mas por que eu sonhei com o Six me beijando e gostei tanto do que eu estava vendo? Eu não estou gostando do Sirius, ou estou? Eu não posso estar gostando dele, ou posso? Isso é tão confuso, eu nunca senti isso antes, é tão forme que eu não consigo pensar direito com isso na cabeça.
Sai do banheiro e fui colocar uma roupa, e assim que sai do quarto e desci para a sala, meus pais, o Leandro e eu saímos de casa e aparatamos num hospital. Quando chegamos vimos varias pessoas da nossa família aqui, só os que moravam muito longe ou em outro país que não estavam aqui, o resto todos estavam.
Passou-se 15 minutos desde que chegamos, e ninguém apareceu para dar noticias do parto, e todos que tinham chegado antes também não sabiam de nada, e já era quase meia noite. Eu sei com o Leandro nos sofás que tinham no hospital, onde tinha alguns primos dormindo, na verdade eram todos os primos, pois eu e o Leandro éramos os mais velhos ali.
Enquanto ninguém nada sinal de que o parto acabou, comecei a pensar no sonho com o Six, comecei a lembrar de todos os beijos que tivemos (dois beijos ao todo), e a pensar que seria bom que aquele sonho tivesse acontecido de verdade. O que eu estou pensando? É o Sirius? Eu não poderia ficar pensando nisso.
– Nasceu, é uma menina, se chama Branca. – Falou tio Nathaniel com cara de bobo aparecendo no saguão onde estávamos.
– Como está a Annabella? – Perguntou tia Cândida, a mãe da tia Annabel e irmã do meu avô por parte de pai.
– Está bem, cansada, mas passa bem, estão levando ela para o quarto. – Respondeu.
– Nós podemos ver a pequena Branca? – Perguntou tia Suceia.
– Claro, ela está indo para o berçário, me sigam. – Respondeu tio Nathaniel.
Nós levantamos e o seguimos, e os pais dos meus primos menores que estavam dormindo foram pegar seus respectivos filhos no colo. Seguimos o tio Nathaniel até o berçário, onde ele nos mostrou uma menina calma deitada dormindo um berço, ela era muito branca, acho que é por isso que o nome dela é Branca.
Meu tio contou para todos que ela nasceu grande, com quase 3 quilos e 65 centímetros, ela nasceu a meia noite e um do dia 25 de julho, ela é uma leonina igual a mim (é do signo Leão), e ela era a coisa mais fofa que eu já vi. Depois de ficarmos alguns minutos olhando a Branca dormir, voltamos para casa junto com metade da família, e a outra metade ficava para ver a tia Annabella, mas minha mãe falou para voltarmos amanhã, que ela faltava no trabalho, mas voltada para ver junto comigo, papai e Leandro (que iriam tirar folga amanhã) para ver a tia Annabella e a Braca.
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