A Marota- Caroline Caldin
22 3º ano. Algumas coisas nunca mudam.
Notas iniciais
P. D. V. Carol
Eu tinha mudado muito desde que começou as férias. Eu e os meninos estávamos indo para o terceiro ano já, eu não acredito que o tempo estava passando tão rápido em Hogwarts. Nós estávamos amadurecendo, tanto mentalmente quanto fisicamente, as nossas pegadinhas tinham melhorado e estávamos causando mais estragos e pegando mais detenções. Eu disse que iríamos pegar bastante.
Nesse ponto de pegar detenções era legal e chato. Legal, pois eu me divertia e podia ser eu mesma, e era muito legal ir às detenções com os meninos. Chato, pois tinha que escutar o sermão da Lily toda vez que pegava uma, e também sempre tinha o sermão do Leandro e as cartas da mamãe me falando que eu tinha que parar com isso e eu sempre respondia que eu era assim e eu nunca, nunca mesmo, iria mudar o meu jeito por ninguém nem por nada.
Nesse momento eu estava respondendo uma carta do Remo, me falando que estava bem, era semana de lua cheia e os meninos ainda não descobriram que ele era um lobisomem. Também tinha uma carta do Sirius e do James, do Sirius falava que a casa dele estava um inferno, pois o irmão mais novo, o Regulo, se eu não me engano, iria para o seu primeiro ano e os pais dele sempre falava que ele iria entrar para a Sonserina e honrar o nome da família.
O do James era falando que estava com saudades e que as nossas mães sempre conversavam e combinavam de se encontrar, sinceramente, eu quero ver os meninos de novo, todos eles. Bom, vocês devem estar se perguntando onde estava o Pedro? Ele não é muito de mandar carta, mais quando manda ele só fala que esta com saudades, que está bem e que não vê a hora de voltar para Hogwarts.
Era dia 23 de agosto e eu tinha acabado de fazer 13 anos a alguns dias atrás, eu era mais nova que os meninos, todos faziam no final do ano letivo ou no começo das férias, e eu só fazia no final das férias. A Lily também me mandava carta falando como estavam suas férias, e acredite, se um dia eu ver a irmã dela eu a mato, a irmã da Lily, uma tal de Petúnia, era muito chata e egoísta e não falava com a Lily, se ela falava era para falar besteira como “Esquisita”, “Monstro”, e ela não só mexia com a Lily mais o Severo também, ela xingava os dois de muitas coisas bestas.
O Leandro, por incrível que pareça, está mais bonito e mais maduro. Também, ele já está indo para o seu 6º ano, se ele não amadurecesse eu estava perdida. Eu já achava o meu irmão lindo (Na minha não tão humilde opinião) mais agora ele estava mais lindo ainda. O cabelo moreno dele estava mais arrumado, ele tinha crescido e está mais musculoso, acho que ele está jogando muito quadribol, mais tudo bem.
Eu tinha crescido e meu corpo estava se formado, meu cabelo estava mais bonito e arrumado, eu estava o deixando mais comprido e ele estava ficando menos enrolado, estava um cacheado leve que caia ate o meio das minhas costas, e como o meu cabelo era marrom escuro, ficava lindo e combinava muito com os meus olhos castanhos.
Voltando as cartas, eu sempre aconselhava o Sirius a ficar calmo e não ligar para o que os pais dele diziam, só que acho que é meio impossível não ligar, ainda mais com a mãe falando (quase berrando) isso na sua cara. Acho que o Sirius se importa com o irmão, ele sempre falou que o Regulo era legal e só ficou chato com ele por causa dos pais e que com certeza vai para a Sonserina também por causa dos pais. Mais fazer o que? Não a nada a fazer.
Eu acabei de responder todas as cartas e as mandei. Depois de 10 minutos sentada na cama sem fazer nada, entrou uma coruja que eu nunca vi na vida. Ela pousou na cama e estendeu a perna, tinha uma carta presa na perna da mesma. Peguei a carta e fiz carinho nas penas da coruja que logo depois foi embora. Quando eu abri a carta, era uma carta de Hogwarts que estava anexada a lista de material e também tinha um papel pedindo a autorização dos pais para poder ir a Hogsmeade, esse ano começava os passeios de Hogsmeade.
Desci escada abaixo para falar com a minha mãe.
– Mãe, chegou à carta de Hogwarts.
– Me deixa ver. – Pediu mamãe.
– Mãe... – Começou Leandro entrando na sala.
– Chegou à carta de Hogwarts. Eu sei, também chegou a minha. – Falei olhando para ele e dando um sorriso.
– Deixa me ver. – Pediu mamãe de novo pegando à carta do Lean. – Esse ano não vai ser fácil.
– O material é muito caro? – Perguntei.
– Um pouco.
– Eu não me importo de material de segunda mão. Se precisar comprar, pode comprar. – Falei.
– Tudo bem. – Falou mamãe sorrindo, um sorriso mais agradecido.
– Mãe também veio o pergaminho para senhora assinar me autorizado para poder ir a Hogsmeade.
– Claro que eu autorizo você a ir. – Falou minha mãe dando risada.
– Por isso que ela se ofereceu. Ela queria que você autorizasse. – Falou Leandro.
– Mentira. – falei me defendendo.
– Tá bom, eu vou acreditar. – Falou me dando um sorriso maroto.
– Seu chato. – Falei dando um tapa no ombro do mesmo e o fazendo rir.
– Vocês não mudam não é? – Perguntou meu pai entrando na sala.
– Claro que não. – Falei junto com o Lean.
– Quando vamos comprar o material? – Falei olhando para a mamãe sorrindo.
– Não sei. Pergunta para seus amigos então podemos ir ao mesmo dia. – Falou mamãe.
– Me emprestam as corujas? – Perguntei sorrindo.
– Claro. – Falaram todos e eu subi as escadas para escrever as cartas.
Peguei o pergaminho e escrevi a mesma coisa em todos. São as mesmas perguntas, como estavam, quando iriam comprar os materiais e que estava com saudades de todos. Mandei as cartas que logo chegaram as resposta. O Sirius ia 28 e a resposta do James foi a mesma coisa, o Remo escreveu que só depois que acabar a semana de lua cheia, e isso era depois do dia 30 de agosto. Já o Pedro falou que iria só ao começo do mês, então acho que vou dia 28.
Desci as escadas e falei para mamãe que os meninos iriam dia 28 e ela resolveu que vamos também dia 28, ela falou que vai mandar uma carta para a Sra. Potter combinado um lugar para se encontrar. Resolvi mandar uma carta para os meninos falando que eu também iria ao dia 28 e para nós nos encontrarmos em algum lugar, falei na livraria floreiros e borrões. Mandei a carta e deitei na cama.
Depois de uma hora o James e o Sirius responderão minha carta falando que estava combinado e que nós nos encontraríamos lá. Como eu estava com sono e já era mais de meia noite deitei- me na cama e adormeci em seguida.
No dia 28 de agosto...
P. D. V. Sirius
Eu já estava no beco diagonal comprando o meu material sozinho, já que os meus pais estavam comprando o material do Regulo com o mesmo. Eu estava na livraria floreiros e borrões esperando a Carol ou o James, mais ainda não tinha achado ninguém. Também ainda era sedo, eram três horas da tarde, ninguém chega tão sedo assim, só a minha mãe que é louca e gosta de ir tão sedo assim no beco diagonal, mais não vou reclamar, é melhor chegar antes do que chegar tarde.
– Oi Sirius. – Falou James nas minhas costas, me virei e o olhei dando um sorriso maroto.
– Oi James, que saudades.
– Também. – Olhei melhor para o James ele tinha crescido.
– Cresceu em! – Falamos juntos e depois demos risada.
– Sirius, James! – Falou Carol aparecendo do nada e pulando em cima da gente dando um abraço. – Nossa vocês cresceram.
– Você também. – Falou James.
– Eu sei. – Falou dando um sorriso.
– Como eu senti falta desses seus sorrisos. – Falei dando risada.
– Também senti falta dessa sua risada e esse seu sorriso maroto. – Falou sorrindo para mim.
– E de mim, não sentiu falta não. – Falou James se fazendo de ofendido e fazendo cara triste.
– Nossa que dramático. – Falou Carol sorrindo e dando mais um abraço no James que sorriu e respondeu o abraço. E adivinha? Sim eu também entrei no abraço amassando a Carol entre mim e o James.
– Meninos, dá para me largar? – Perguntou Carol, eu olhei para o James com um sorriso maroto de cumplicidade e apertamos mais a Carol que soltou em gemido e logo depois eu e o James começamos a rir e soltamos do abraço em “grupo”.
– Eu sei que vocês me amam só que eu não quero morrer tão sedo. – Falou Carol dando um sorriso e fazendo eu e James rir.
– E nós não queremos que você morra. – Falou James.
– Por mim tudo bem. Não vai fazer diferença nenhuma.
– Também te amo Sirius. – Falou Carol com um sorriso sínico no rosto.
– Nunca disse que não te amava.
– Ei, essa frase é minha. – Falou Carol brava.
– Peguei emprestada. – Falei sorrindo e o James gargalhando.
– Vai fazer uma frase para você e deixa a minha para eu usar. Seu ladrão de frases legais. – Falou Carol fazendo uma careta de brava.
– Carol alguém já te falou que você fica linda brava? – Perguntei fazendo o James rir mais ainda e a Carol olhando mortalmente para mim. – Mais consegue ficar mais linda ainda sorrindo?
– Puxa saco! – Falou sorrindo e me dando um soco fraco no meu braço.
– Ai! – Falei de brincadeira passando a mão onde ela tinha batido.
– Eu não fiz nada. Nem doeu tanto assim. Você só esta fingindo. – Falou cruzando os braços.
– Claro que doeu. Você não é tão fraca assim. – Falei serio, mais por dentro eu estava rindo.
– Quer ver o que é doer? – Falou me encarando.
– Claro. – Falei sorrindo e ela começou a me bater. – Para Carol, era só brincadeira... Para, por favor... Carol. – Falei segurando as suas mãos. – Foi só uma brincadeira. – Falei serio e ela deu um sorriso brincalhão.
– Você acha que eu não sei Sirius? – Perguntou rindo. – Eu também estava brincando com você. Eu só queria saber até onde você iria com a brincadeira. E eu acho que o James adorou. – Falou ela olhando para o James que estava se matando de tanto rir, ainda.
– Então você só queria brincar comigo? – Perguntei, só para falar, eu ainda estava segurando as mãos dela.
– Claro neh Sirius. E você caiu como um patinho. – Falou dando um sorriso maroto e brincalhão rindo baixo.
– Você vai ver o que é cair como um patinho. – Falei sorrindo e começando a fazer cosegas nela, não sei quando eu pensei em fazer cosegas, mais quando dei por mim, já estava segurando ela em um dos meus baços e no outro fazendo cosegas.
– Para Sirius... Eu já entendi. – Falou entre a risada e só então parei de fazer cosegas nela e a mesma conseguiu respirar.
– Então você já comprou todos os seus materiais? – Perguntei assim que ela conseguiu parar de rir e ficar em pé.
– Sim, minha mãe até já foi embora com o papai.
– E você vai com quem? – Perguntou James também parando de rir.
– Com o Leandro. Ele também vai aproveitar e ficar um pouco com os amigos. Então quando for cinco horas eu encontro ele no caldeirão furado e então vamos de pó de flu para casa.
– Então tá. – Falou James.
– Temos ate às cinco horas para nos divertir. – Eu falei dando um sorriso e sendo acompanha do pela Carol e pelo James.
Saímos da livraria floreiros e borrões e fomos passear. Depois de um tempo paremos na loja de quadribol e ficamos olhando para a nova vassoura. Não sei quanto tempo ficamos olhando a vassoura, só sei que nós três estávamos virados nela.
– Sabe, eu queria ter uma vassoura. – Falou Carol meio triste.
– Eu tenho uma vassoura. – Falou James.
– Vai fazer teste para o time esse ano? – Perguntei para o James.
– Eu não sei. – Falou pensativo.
– Vamos fazer assim. Quando chegarmos a Hogwarts vamos ate o campo e vemos como você se sai, se você se sair bem... Talvez você queira fazer o teste, o máximo que vai acontecer é você não entrar no time e tentar no ano que vem. – Falou a Carol dando um sorriso para o James. Ele olhou para mim e eu concordei com a cabeça.
– Tá bom. Quando chegarmos a Hogwarts veremos o que eu vou fazer. Agora eu quero tomar sorvete.
– Eu também. – Falei e fomos comprar o sorvete.
Quando deu quase cinco horas eu, a Carol e o James fomos para o caldeirão furado. Tanto eu como o James também iríamos de pó de flu então logo depois que a Carol fosse embora, também iríamos. Depois de alguns minutos o Leandro entrou e veio até nós, falou que tinha perdido a hora e que já estava tarde e que era para irmos para casa correndo. Na verdade não me preocupava muito com isso, meus pais nem ligariam se eu tivesse lá ou não, eles tem o Regulo (Autora: O Sirius falou o nome do irmão com nojo, só para ter certeza que vocês entenderão.) não precisão de mim.
No final a Carol foi embora com o Leandro e ficou eu e o James falando como a Carol tinha crescido. Depois de alguns minutos achamos melhor voltar para casa, pois já estavam chegando o pessoal que ficava bêbado e nem eu nem o James queríamos ficar vendo eles se embriagado, tudo bem que seria muito legal ver essa sema, mais a mãe do James com certeza já estava subindo pelas paredes e eu não estava afim de ficar lá sozinho então nós dois fomos embora pela rede de flu.
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