Notas iniciais
*Lumus
Oi pessoas amadas, fim de mais um ano para a fic. Espero que gostem do que escrevi, e se tiver algum erro ortográfico, desculpem- me.
Boa leitura e espero ver os comentários de vocês.

P. D. V. Carol

Sabe naqueles momentos em que você não tem nada para falar ou fazer com seus amigos? Então, eu e os meninos estávamos em um desses momentos. Nós estávamos sentados na frente da árvore, olhando para a floresta proibida, vendo os pássaros voarem livremente pelo céu.

Os meninos estavam nos seus pensamentos e eu estava pensando que estava um tédio muito grande e pensando que hoje é o último dia aqui em Hogwarts para o meu irmão, antes da formatura, e também que seria o último dia para o Fabian na França, em Beauxbatons. É, seria meio triste para ambos, para eles e para quem se formaria também.

Agora eu estou imaginando como eles devem estar se sentindo, e que eu também sentirei isso um dia. Meus pensamentos voaram para o Bicuso, eu precisava falar um tchau para ele antes de ir para casa, eu tinha me apaixonado por esse hipogrifo. Levantei em um salto e pensei se deveria ao não ir até a casa do Hagrid.

- Estão pensando em que? — Perguntei para os meninos.

- Nada de especial. — Respondeu Remo dando de ombro.

- Pensou em alguma coisa para fazer?

- Não. — Respondeu.

Deitei com a perna encostada na árvore e fiquei vendo a floresta de ponta cabeça, imagina se o mundo foce de cabeça para baixo, ou virado do avesso; seria muito estranho. Meus pensamentos voltaram para o Bicuso, eu realmente precisava fazer alguma coisa, e a unica que encontrei foi ver ele, então vou na cabana do Hagrid.

Levantei e olhei para os meninos, que ainda estavam nos seus pensamentos. Será que aviso? Acho melhor, mas eles estão tão concentrados nos seus pensamentos que dá dó. Vai logo Caroline, é só falar, se escutaram ou não, não é problema seu.

- Vou na cabana do Hagrid. — Falei e comecei a andar.

- Vai fazer o que lá? — Perguntou Sirius vindo do meu lado.

- Vou ver o Bicuso. — Falei.

- Que é Bicuso? — Perguntou Jay chegando junto com os outros meninos.

- O hipogrifo do Hagrid.

- Hagrid tem um hipogrifo? — Perguntou Sirius abismado.

- Por incrível que pareça, tem. — Respondi.

Fomos até a cabana conversando sobre qualquer coisa, não me lembro, na verdade quem estava conversando eram os meninos, então não prestei atenção. Quando finalmente chegamos, bati na porta e ninguém atendeu, bati de novo e chamei pelo Hagrid, que respondeu do fundo da cabana, onde ficava as aboboras e o Bicuso.

Fui com os meninos até a parte de trás perguntando o que o Hagrid estava fazendo lá atrás. Quando finalmente chegamos consegui ver o Hagrid mexendo nas suas aboboras e plantas que tem plantadas ali e logo atrás o Bicuso preso, só olhando o que o Hagrid fazia, isso ficou engraçado.

- Hagrid, será que posso chegar perto do Bicuso sem ter que fazer a reverência? — Falei chamando a atenção dos dois.

- Não sei, mas acho melhor fazer. — Aconselhou e voltou a sua atenção para as suas plantinhas.

Dei três passos a frente e fiz a reverencia, depois de dois segundos o Bicuso correspondeu. Dei um sorriso e corri até ele, fazendo carinho no mesmo. Olhei para os meninos e eles estavam com a boca aberta, e olhando para o Bicuso e para mim. Dei uma risadinha e olhei para o Bicuso que estava olhando para os meninos.

- Eu sei, são um bando de medrosos. — Falei baixo, mas não tão baixo para que os meninos escutassem.

- Ei. — Falaram todos, e eu comecei a rir.

- Está bem, você venceu. — Falou Jay dando alguns passos para frente e fazendo a reverencia.

Depois de alguns segundos o Bicuso correspondeu e o Jay veio fazer carinho nele comigo. Logo depois o Sirius fez a reverencia e o Bicuso correspondeu também. Então vieram o Remo e o Pedro e também fizeram a reverencia, e novamente o Bicuso correspondeu com bom grado.

Todos ficamos fazendo carinho nele, e ele parecia estar gostando do carinho, nós eramos muito amigáveis, pode falar. Ok, baixou uma convencida muito convencida em mim, mas já foi embora. Depois de alguns minutos, talvez 4 ou 5 minutos, senti um cheiro muito ruim, procurei em todos os lugares e não achei nada, então olhei para o chão, mais ou menos em baixo do Bicuso, e ele tinha feito coco.

- Ai, Bicuso, não poderia ter esperado mais uns minutinhos? — Falei dando alguns passos para trás e colocando o mão no nariz.

- Nossa, meu Merlin. — Falou Sirius e saiu de lá também, e ficou no meu lado.

Depois de alguns segundos os outros também viram por causa do cheiro, e então o Hagrid percebeu que o Bicuso tinha feito coco, e agora eu sei por que todos mundo fica perguntando se você comeu coco de hipogrifo quando está com uma cada feia, ele tem um cheiro muito ruim.

Hagrid foi até uma parte fora do nosso alcance de visão e voltou um uma pá. Ele ficou de frente para o coco e começou a pegar o mesmo com a pá. Eu já sai do lugar onde estava, tinha uma pequena impressão que o Hagrid vai virar com tudo essa pá para a nossa direção. Quando os meninos viram o que eu estava fazendo, seguiram o meu exemplo e se esconderam.

- Pronto, já tirei. — Falou virando com tudo a pá, eu não disse? Se tivéssemos ficado onde estávamos já tínhamos levado uma pá na cara.

- Hagrid, toma cuidado com essa pá. — Aconselhei.

- Verdade, não quero ficar cheirando coco de hipogrifo. — Falou Sirius algumas aboboras mais longe que eu.

- Ok, vou jogar isso fora. — Falou e saiu para onde tinha pegado a pá.

- "Não quero ficar cheirando coco de hipogrifo" — Imitou Jay o Sirius.

- Cala a boca, veado. — Falou Sirius olhando para o Jay.

- Que medo do Pooble. — Brincou Jay.

- Não vão começar. — Falei antes deles começarem uma discussão.

- Fica quieta, Chihuahua. — Falaram os dois olhando para mim.

- Que legal, sou um cachorrinho feito, magricelo, e pequenininho. — Falei sorrindo sínica.

- Você nunca fica brava? — Perguntou Remo rindo.

- Claro que fico, já tentei matar o Malfoy. — Falei dando de ombros, e os meninos me olharam assustados. — No desenho, calma. — Falei sorrindo e ele suspiraram.

- Acho melhor vocês irem para o castelo, já está quase na hora do almoço. — Falou Hagrid aparecendo de novo.

- Tá bom, tchau Hagrid, tchau Bicuso. — Falei junto com os meninos e saímos dali.

Subimos quase calmamente pelo jardim até chegar na ponte coberta, só ficávamos rindo e brincando, como sempre. Quando finalmente entramos na ponte coberta ficamos só conversando, afinal, o lugar era estreito para cinco pessoas ficarem andando lado a lado e brincando.

Quando finalmente entramos no castelo fomos em direção ao salão principal. Passamos por vários corredores rindo e brincando. Bom, durante um tempo, que foi até alguém me puxar em uma sala, tampando a minha boca. Quando ele me soltou vi que era o Jefferson Buch, o amigo do meu irmão.

- Quer me matar do coração? — Falei batendo nele, que riu.

- Matar não, talvez assustar muito. — Respondeu enquanto tentava se proteger.

- Muito legal da sua parte. — Falei e pulei em cima dele, que caiu no chão.

- Não começa. — Falou, mas eu comecei a fazer cocegas nele.

- Vai pedir desculpa? — Falei ainda fazendo cocegas.

- Nunca. — Respondeu rindo.

- Então não vou parar. — Falei.

- Acho que chegamos na hora errada. — Falou Jay na porta segurando a risada.

- Vocês não querem me ajudar? — Perguntou Jeff para os meninos.

- Não, esse assunto é seu e dela. — Respondeu Sirius também segurando a risada.

— Então tá, dou o meu jeito. — Falou e tentou levantar, mas eu o segurei.

- Não, não, não. — Falei sorrindo para ele.

- Você sabe que eu vou conseguir. — Falou sorrindo convencido.

- Não tenho mais 10 anos. — Falei sorrindo para ele.

- E eu não tenho mais 14. — Falou sorrindo.

- Mas ainda tem a mentalidade. — Falei sorrindo.

- Essa magoo. — Falou, eu ri.

Sai de cima dele e o ajudei a levantar, na verdade "ajudei", pois ele é muito pesado. Depois que ficou em pé deu uma risada e me pegou como saco de batata, todos os amigos do meu irmão tem essa mania. O unico que não faz isso sempre é o Thomas. Imagina num jogo de quadribol ele fazendo isso. Ninguém merece.

- Vem cá, quando você vai arranjar uma namorada e me deixar em paz? — Perguntei ainda de ponta cabeça.

- Ele já tem. — Respondeu o meu irmão na porta, junto com Thomas, Jonathan Roberts, Lufa- Lufa, e John Cook, Corvinal. Eles estavam rindo da minha cara legal ali.

- Que azar da coitada. — Falei causando mais risos deles.

- Você vai na nossa formatura, néh? — Perguntou Jeff depois que me colocou no chão, os meninos (Jay, Sirius, Pedro e Remo) tinham saído.

- Claro, vou vaiar quando estiverem recebendo os diplomas. — Respondi sorrindo.

- Nunca muda. — Responderam todos balançando a cabeça, e eu ri.

- Se os cinco não forem uns dos dez melhores do ano, vão apanhar na festa. — Falei.

- Melhor, vamos dar um discurso sobre os anos em Hogwarts. Bom, eu, Thomas e o Jonh, e um meninos da Sonserina. — Falou Jonathan.

- Deixa eu adivinhar, Lúcio Malfoy. — Falei sorrindo sínica.

- O próprio. — Respondeu Jonh. — Mas de onde você conhece ele?

- Daqui mesmo. Quem você acha que faz todas as pegadinhas com ele? — Respondi sorrindo marota.

- Nossa! — Exclamaram todos, menos o meu irmão, que sabia a "verdadeira" história.

- Então foi você que fez ele ficar com cabelo rosa? — Perguntou Jonh, e eu concordei com a cabeça.

- E aquela tinta na cara? — Perguntou Thomas, e concordei de novo.

- E deixar ele com vestido e cabelo vermelho? — Perguntou Jonathan.

- Essa foi a melhor. — Falou Jeff.

- Sim, todas essas pegadinhas fui eu e os meninos que fizemos. — Respondi sorrindo.

- Aqueles meninos que ficam andando com você? — Perguntou Jonh.

- Os próprios. Mas agora vamos almoçar, vocês vão ter uma longa tarde. — Falei sorrindo.

- Você também. — Falou Thomas sorrindo enquanto saiamos da sala.

- Verdade. — Falei e assim fomos até o salão principal.

Ficamos o caminho inteiro conversando sobre a festa e essas coisas. E quando nós entramos no salão principal e todas as meninas me viram com "os caras mais gatos de Hogwarts" (como elas diziam) todas me fuzilaram com os olhos. Isso fez meu sorriso aumentar. Falei tchau para os meninos e cada um foi para a sua mesa.

Me sentei juntos com os meninos e comecei a comer normalmente. Depois de 10 segundos uma Lene apareceu no meu lado me olhando dando um sorriso muito sínico para o meu gosto.

- Fala logo. — Declarei.

- Não precisa jogar na cara que você só anda com meninos bonitos. — Falou e voltou para onde estava, me deixando rindo.

Depois de alguns minutos comendo, entrou a Cindi com uma caixa, uma caixa meio grande. Tá bom era bem grande. Quando ela deixou a caixa, deixou uma carta também. Peguei a carta e logo identifiquei a letra, era a letra caprichada da minha mãe. Abri a carta e comecei a ler.

Oi filha,

Então antes de você abrir a caixa quero que saiba que é melhor não abrir com muita gente em volta, é uma coisa meio que particular; é o seu vestido para a formatura do Leandro. Espero que goste do vestido, eu mesma escoli.

Bom, também queria mandar um beijo e mandar você ficar muito bonita, sei que consegue isso, me puxou na beleza, igual ao seu irmão, mesmo ele parecendo mais com o seu pai.

Beijos, nós nos vemos na formatura.

Roberta.

Ps: Não se esquece de levar a câmera.

Minha mãe nunca muda, acho que puxei isso dela.

- A carta é que quem? — Perguntou Jay.

- Da minha mãe.

- E o que tem dentro da caixa? — Perguntou Sirius.

- Um vestido, para a formatura do Leandro. — Falei.

Voltamos a comer, conversamos, brincamos, rimos, tudo que poderiamos fazer antes de ir para o dormitório, já que eu não jantaria hoje, por causa da formatura. Depois de comermos subimos para a sala comunal. Eu subi para o dormitório deixei a caixa com o vestido lá e desci de novo.

Depois de alguns minutos a Lily desceu do dormitório e veio em nossa direção.

- Que caixa é aquela na sua cama? — Perguntou.

- É o meu vestido para a formatura do Leandro. — Respondi.

- Não sabia que você iria. — Falou.

- Caroline Caldin, está esperando o que para ir tomar banho e se trocar? — Perguntou uma Alice nervosa descendo a escada também, e com duas meninas logo atrás, Lene e Dorcas.

- Sei lá, dar umas duas horas?! — Falei sem dar muita importância para isso.

- Nada disso, nós vamos te arrumar, você vai ficar linda para aqueles gatos. — Falou Dorcas sorrindo.

- Vem logo. — Falou Lene me puxando.

Falei um tchau apresada para os meninos e subi com as meninas me puxando. Quando finalmente chegamos mostrei o vestido para elas e era lindo. Ele era um vermelho quase rosa, tinha uma fita na cintura vermelha vinho, e era um pouco acima do joelho, pelo que pude ver, além de ser tomara-que-caia e ser um pouco rodado.

Então depois de ficarem uns 4 minutos olhando para o meu vertido, me empurraram para o banheiro, me obrigando a tomar um banho bem caprichado.

Horas depois...

Olha, as meninas ficaram a tarde inteira fazendo o meu cabelo, maquiagem, escolheram o batom, arrumaram o vestido, e o pior é que elas não me deixaram olhar o que estava fazendo. Quando já tinha escurecido e estava quase no final do jantar elas terminaram de me arrumar e me olharam, dando um sorriso logo em seguida.

- Posso olhar no espelho agora? — Perguntei.

- Pode. — Respondeu Lily e virou o espelho para mim.

Me olhei no espelho e eu estava muito bonita. O batom que passaram em mim era um rosa chegado para o claro, só que um pouco escuro (eu não sei descrever, poderia dizer que é um pink escuro). A maquiagem estava leve, de sombra um rosa claro, lápis de olho e um pouco de blush.

Meu cabelo estava lindo, elas tinham feito cachos mais definidos e prendido um lado do mesmo, o lado esquerdo, e tinham colocado um enfeite muito bonito. Já na roupa eu estava com o vestido todo arrumado e com uma sapatinha com um saltinho, de 1 ou 2 cm, branco. Eu estava perfeita.

- Meu Merlin de calção verde pisca-pisca. — Falei sem acreditar muito no que eu estava vendo. — Vocês conseguiram o impossível aqui.

- Na verdade, não fizemos nada. Só a maquiagem e o cabelo, o resto é tudo seu. Nós só escolhemos as cores certas. — Respondeu Alice sorrindo e dando de ombros.

- Obrigada, mesmo. Nunca iria fazer isso sozinha. — Respondi abraçando as quatro juntas.

- De nada, mas agora para que vai amaçar todo o vestido. — Falou Dorcas arrumando o que tinha amassado.

- Fiz vocês perderem o jantar. — Falei olhando no relógio, faltava meia hora para a formatura começar.

- Eu sei, mas valeu apena. E também arranjamos umas coisas na cozinha de tarde. — Falou Lene sorrindo.

- Mas agora você tem que descer. — Falou Lily.

- Vou morrer de vergonha andando por ai assim. — Falei.

- Vergonha do que? Ninguém vai te ver. Só o pessoas na nossa casa. E você é linda, não tem que ter vergonha. — Falou Alice.

- Vamos descer com você até a sala comunal. — Falou Lily sorrindo, e assim partimos para as escadas, mas antes peguei uma bolsa e coloquei a câmera que minha mãe tinha pedido

As meninas desceram na minha frente como se tivessem escondendo alguma coisa, que era a pura verdade. Quando acabamos de descer consegui ver os meninos sentados no sofá. Ok, agora eu morro de vergonha mesmo. Mas eles são meu amigos, não tenho que ter vergonha deles.

- Meninos? — Falou Dorcas chamando a atenção deles. — Quero lhes apresentar outra parte da Carol. — Falou e as meninas saíram da frente.

Quando eu apareci, estava um pouco corada, de verdade. Quando os meninos me viram abriram a boca com a surpresa, e eu comecei a rir de nervosismo, não quero nem ver o meu irmão quando me ver assim.

- E ai? Gostaram? — Falei dando um passo a frente e fazendo uma pose.

- Você está linda. — Responderam sorrindo.

- Agradecem a essas quatros. — Falei olhando para as meninas.

- Nós já dissemos que não fizemos nada. — Falou Alice.

- Está bem, está bem. — Falei colocando a mão para cima.

- Esse vestido não é muito curto? — Perguntou Jay.

- Não, assim está perfeito. — Respondeu Dorcas.

- Eu também acho que está curto. — Falou Sirius.

- Olha, eu só uso vestido e saia assim para sair, mas vocês ainda não viram o que eu uso no verão. — Respondi sorrindo, não era totalmente verdade, eu tinha umas saias mais curtas que isso sim, mas só usava quando estava muito calor.

- QUE? — Perguntaram um pouco mais alto.

- Calma, é brincadeira. E vocês estão parecendo o meu irmão, na verdade, nem ele faz isso. Ele só falou, acho, que duas vezes isso para mim. Uma quando estava muito calor, então coloquei uma saia mais curta, e outra quando eu estava indo para a casa da minha avó, que foi um dia que eu peguei a primeira roupa que eu vi.

- Ainda acho curto. — Falaram os dois.

- Não tão curto quanto as oferecidas que vocês pegam. — Falei. — Tenho que ir, vou ficar atrasada. — Falei sorrindo antes deles falarem alguma coisa.

- Boa sorte. — Falaram as meninas dando um sorriso, e os meninos as acompanharam com o sorriso, agradeci com outro sorriso.

Sai da sala comunal e não tinha ninguém nos corredores. Desci as escadas rapidamente, tinha que achar a minha mãe e o meu pai. Quando cheguei na frente do salão principal, onde seria a cerimônia, encontrei a minha mãe com o meu pai.

- Nossa, filha, você está linda. — Falou minha mãe quando cheguei perto deles.

- As meninas fizeram isso. — Respondi sorrindo.

- Esse vestido está muito curto. — Falou meu pai com uma cara pensativa.

- Os meninos também falaram isso. — Falei rindo.

- Já vi que eles são decentes. Espera, eles olharam para você? Quem foi? — Perguntou com uma cara brava.

- Calma, foi o Sirius e o James.

- Menos mal. — Falou ainda com uma cara fechada.

- Vai, pai, dá um sorriso. Seu filho está se tornando um homem. — Falei e beijei ele na bochecha, o fazendo sorrir.

- Vamos entrar logo, daqui a pouco fica tudo lotado. — Falou ainda com um sorriso.

- Eba, consegui tirar essa cara feia do papai. — Sussurrei para a mamãe que riu.

Nós nos sentamos numas das cadeiras no meio do salão principal, e as cadeiras da frente ficaram vazias, pois os formandos iriam se sentar ali. Depois de 10 minutos o professor Dumbledore se levantou e ficou na frente em um "palco" e falou, com a sua voz suave de sempre:

- É, seus filhos cresceram, e isso não é bom, vai por mim. — Falou e todos os pais riram, eu também. — Mas não podemos parar o tempo, eles crescem, amadurecem, fazem muitas besteiras, se casam, mas continuam sendo os nossos filhos. Sei que é duro ver seus filhos crescerem, e não, eu não tenho filho... — Falou e todos riram de novo. — Mas posso imaginar como se sentem, vi esses meninos crescerem também, aprendem aqui, nessa escola, e me emociono todo ano com isso. Mas vamos parar de papo e receber os formandos. — Falou sorrindo e a porta se abriu.

Então estraram todos os formando, consegui identificar o Jonathan, o Leandro, a Sophia, o Jefferson, o Jonh, o Malfoy e mais alguns amigos do meu irmão que eu vou demorar meia hora para falar todos. Então todos se sentaram e a professora McGonagall falou de como estava orgulhosa dos formandos e como eles superaram a expectativa dela. Então ela chamou o Jonh para fazer o seu discurso.

- Eu poderia falar tudo o que escrevi no papelzinho e decorei durante esses dias, mas eu esqueci de todo assim que entrei aqui. — Falou e vários pais e alunos riram. — Bom, esses anos aqui em Hogwarts foram um dos melhores que vivi. Encontrei amigos leais, aprendi coisas novas, conheci os meus conceitos e decidi o meu destino. Claro que tivemos obstáculos, mas ultrapassamos eles com o maior estilo. — Falou sorrindo e alguns alunos confirmaram. — Acho que aprendemos muito mais que só as matérias aqui, aprendemos a sobreviver e a amizade de verdade. — Falou encerrando o discurso.

- Thomas Guinger. — Falou a professora McGonagall.

- Eu acho que não deveria estar aqui, eu sou melhor em quadribol do que em discurso. Eu tive que pedir ajuda a uma menina de 14 anos para pedir a minha namorada em namoro, e isso foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. — Falou e todos riram, e ele me deu uma piscadinha, o que me fez rir. — Encontrei ótimos amigos aqui, nunca vou esquecer cada um de vocês. Se vou esquecer Hogwarts? Não, nunca, nem depois da minha morte, aqui foi onde passei os melhores momentos, nunca vou esquece- los, vai ser eterno. Assim o que aprendi com os professores maravilhosos aqui, obrigado por me ensinarem tudo que eu sei. — Falou sorrindo para os professores a saiu.

- Lúcio Malfoy. — Falou a professora McGonagall.

- Eu acho que não tem muito a dizer, só que vou sentir uma certa saudade daqui. Aqui, como disse os meus colegas, conhecemos amigos e, mesmo podendo ver-los quando quiser, não vai ser a mesma coisa. Quando sair pelo expresso de Hogwarts amanhã, será a ultima vez que veremos esse castelo, e logo depois vamos ter que começar a trabalhar, então não vai ter muito tempo para amigos e essas coisas, e disso vou sentir falta. — Falou sem dar nenhum sorriso ou mudar a sua expressão, foi sempre a mesma, seria.

- Jonathan Roberts. — chamou o último aluno.

- Como meus amigos disseram antes, aprendemos muitas coisas aqui, e eles acabaram com o meu discurso todo ensaiado, até o senhor professor Dumbledore. — Falou olhando para trás e todos riram. — Mas, vamos tentar, quando estramos aqui eramos crianças de 11 anos, mal sabíamos o que era magia, e agora estamos saindo do nosso lar, onde vivemos os melhores momentos, praticamente oito anos aqui, agora com 18 anos sabemos controlar bem os nossos poderes, e claro não teríamos conseguido isso sem os excelentes professores. — Falou e todos bateram palmas para os professores. — E claro não podemos tirar o nosso querido diretos, que nós orientava, e também o zelador, que se espirrássemos no mesmo corredor dele era detenção por um mês, mas você se acostuma com isso. — Falou sorrindo e de novo alguns riram. — Como todos já falaram de amizades e essas coisas, não preciso falar mais nada, só fazer um gesto. — Falou e ergueu a mão fazendo o sinal de rock, os amigos do meu irmão, o meu irmão, assim como eu, respondemos ao "chamado".

Depois disso foi tudo muito calmo. Eles entregaram os diplomas e o meu irmão, Jonathan, Jonh, Thomas e Jefferson, tinham sido um dos primeiros do ano, e eu estava com um sorriso enorme. Depois o professor Slughorn, falou, assim como a professora Sprout e o professor Flitwick, já que a professora McGonagall já tinha falado. Eles falaram representando os fundadores e os outros professores.

Depois de todos acabarem os seus discursos, o professor Dumbledore se levantou e falou para os alunos e parentes seguirem até o lado de fora do salão principal. Todos se levantaram e seguiram para a saída. Eu, mamãe e papai ficamos quase na escada, tinha muito gente, tive que subir alguns degraus para conseguir ver o que estava acontecendo.

Depois de alguns segundos avistei o Leandro no meio da muvuca, e acenei para ele me ver, e funcionou. Depois de 10 segundos o Leandro estava abraçando a mamãe, e a mesma a abraçava forte. Depois ele abraçou o papai e por último me abraçou.

- Parabéns, conseguiu ser um dos primeiros. — Falei sorrindo e ele riu.

Depois de 10 minutos a porta se abriu de novo mostrando um salão principal totalmente diferente. Ele estava com algumas mesas redondas e tinham comida nos pratos que estavam em cima da mesa. Nós fomos para umas das mesas e junto se sentou os pais da Sophia com a própria.

Quando todos se sentaram começamos a comer, eu estava faminda, assim como o Leandro e a Sophia. Todos falaram que eu estava linda, e meu irmão falou que o vestido estava curto. Depois de comermos, a musica começou e logo Leandro e Sophia foram para a pista assim como os outros alunos.

- Carol, você pegou a câmera? — Perguntou a minha mãe.

- Sim. — Falei e tirei a câmera da bolsa. — Sorriam. — Falei e todos na mesa sorriram, tirei duas fotos seguidas, uma para cada família.

Depois de 10 segundos saiu uma e logo em seguida veio a outra. Dei uma para a mãe da Sophia, a sogra do Leandro, e outra para a mamãe, e as duas me agradeceram. Tirei uma foto de todos dançando e se divertindo, e ficou boa. Escutei a conversa com a minha mãe e a mãe da Sophia, que descobri que se chamava Jessica.

Depois de uma hora os meninos voltaram e todos estavam com as namoradas. Jonh namorava uma corvina bonita chamada Victory, Jefferson também namorava uma corvina, e essa se chamava Livia e Jonathan namorava uma Lufa- Lufa chamada Aline. Nenhuma delas era feia, e elas eram simpáticas.

Meu irmão pegou a minha câmera a inventou de tirar umas fotos com o pessoal e me puxou para ajuda-lo. Ele tirava foto e eu guardava, tirava outra e eu guardava, acho que foi umas dez fotos assim. Depois peguei a câmera e falei para ele se juntar com eles, e foi o que ele fez.

Tirei umas fotos até o meu pai chegar e pagar a minha câmera, falando que queriam todos juntos. Ele pediu para os meninos se ajoelharem na frente e as meninas ficarem em pé atrás, comigo no meio. Nos arrumamos e ele tirou a foto. Depois a Sophia foi pegar uma bebida junto com as meninas e os meninos foram pegar alguma coisa, ficando só eu e o Leandro.

- Agora quero só os dois. — Falou meu pai.

Meu irmão me pegou no colo, tipo casamento. Segurei no pescoso dele e olhei para o meu pai sorrindo, assim como o Leandro. Meu pai tirou a foto e o Leandro me deu um beijo na bochecha. Logo depois saiu atrás da Sophia. Voltei para a mesa com o papai e perguntei se eles tinham poção para fazer as fotos se mexerem e eles falaram que tinha.

Depois de um tempo eu sai andando e vi a Sophia e o Leandro se beijando, tirei duas fotos, uma para ele e outra para ela, tinha um plano para as fotos. Continuei andando e vi o Thomas e a Vanessa se beijando também, e fiz a mesma coisa que fiz com o Leandro. Vi também o Jefferson com a namorada, o Jonh com a namorada e o Jonathan com a sua, todos se beijando, e tirei fotos de todos.

Voltei para a mesa e perguntei para o meu pai e minha mãe se eles poderiam mandar a poção amanha de manhã, pois iri usar para uma coisa, e precisava de muita poção. Eles responderam que sim e falaram que tinham que ir, já estava tarde. Falei tchau para eles e fiquei mais uns segundos sentadas lá.

Fiquei com sono e fui em direção a saída.

- já vai, Caldinzinha? — Perguntou Jonh aparecendo com os outros meninos.

- Já, tenho que dormir. — Respondi sorrindo.

- E o nosso abraço? — Perguntou Jefferson.

Abracei eles e eles me abraçaram.

- Que isso? Me traindo com uma menina de 14 anos? — Perguntaram todas as meninas aparecendo do nada.

- Nunca. — Responderam e abraçaram as suas namoradas.

- Boa noite para vocês. — Respondi rindo e sai do salão principal.

Subi as escadas e logo cheguei na sala comunal, entrei e subi para o dormitória, era quase 2 da madrugada. Tirei o meu sapato e entrei no banheiro para lavar o rosto e tirar o vestido. Logo depois que fiz isso deitei na cama e dormi como uma pedra, estava super cansada.

10 horas da manhã naquele mesmo dia...

- Caroline Caldin, acorde menina. — Falava, ou quase berrava, uma Lily na minha cama.

- Me deixa dormir mais um pouco. — Falei cobrindo a cabeça com o lençol.

- Não. Já são mais das 10 da manhã. — Falou puxando o lençol.

- Lily, eu subi no quarto era quase 2 a madrugada, me deixa dormir. — Falei colocando o travesseiro na cabeça.

- Estou nem ai, levanta. — Falou tirando o travesseiro da minha cabeça.

- Sua gentileza me comove. — Falei sentando na cama, meus olhos ainda estavam pesando.

- Eu sou gentil. Você queria perder o trem? — Perguntou.

- Lily, são 10 da manhã, o trem sai as 12 horas.

- Hoje não, ele vai sair as 11: 30. E as 11 horas temos que estar no salão principal para comer e escutar o professor Dumbledore falar suas palavras. — Respondeu sorrindo.

- Ok, onde estão as meninas? — Perguntei sorrindo fraco, ainda estava com sono.

- Lá em baixo, onde eu vou também. — Respondeu.

- Está bem, vou tomar banho e já desço.

- Não demora. — Falou e levantou. — E não volte a dormir. — Falou quando chegou na porta e logo em seguida saiu fechando a mesma.

Fiquei mais alguns segundos sentada na cama e então levantei e entrei no banheiro para tomar um banho. Depois de tomar o banho, que me fez acordar, sai e encontrei a Cindi em cima da minha cama. Cheguei perto dela e peguei o saquinho que estava com a mesma, dei um petisco para ela, que logo em seguida, saiu voando pela janela aberta.

Abri o saquinho e tinha a poção de fazer as fotos se mexerem, hora de colocar o meu plano em pratica. Peguei todas as fotos que tinha tirado ontem, as do pessoal se beijando, e coloquei na foto a poção. Depois de 10 minutos todas as fotos estavam se mexendo, que foi uma coisa engraçada de se ver todos se beijando por uma foto.

Peguei alguns envelopes e coloquei as fotos em cada um e o nome da pessoa destinada, na hora do almoço iria entregar as fotos, como presente de formatura. Iria adorar ver a cara deles quando vissem as fotos. Quando finalmente acabei um pedaço do meu plano, desci com os envelopes na mão.

- Nossa, estava dormindo até agora? — Perguntou Jay quando me viu.

- Não, estava fazendo umas coisinhas. — Falei sentando na frente do sofá, onde todos os meninos estavam sentados.

- Como foi a formatura? — Perguntou Remo.

- Divertida. — Respondi sorrindo.

- E ai? Quem fez os discursos? — Perguntou Sirius.

- Jonh Cook, Corvinal, Jonathan Roberts, Lufa- Lufa, o Thomas e o Malfoy. — Falei os nomes dos meus amigos e o do Malfoy de mal gosto.

- E o que eles falaram? — Perguntou Jay.

- Quase a mesma coisa, amizade, diversão, amores, aprendizado, essas coisas. — Respondi dando de ombro.

- Até o Malfoy? — Perguntou Sirius.

- Não, esse foi mais serio, falou que quando saíssemos de Hogwarts iriamos começar a trabalhar e blá blá blá. — Falei e encontrei a minha cabeça no joelho do Sirius.

- Que estraga prazer. — Falou Pedro.

- Você não faz ideia. — Falei tediosamente. — Mas tirando o Malfoy falando isso, foi muito divertido.

- Que horas você subiu? — Perguntou Jay.

- Quando dormi era mais das duas horas da madrugada.

- Duas da madrugada? — Perguntou Remo abismado.

- Foi a hora que meus pais foram embora. — Falei.

- O que são esses envelopes? — Perguntou Pedro.

- Uma surpresa para umas pessoas. — Respondi sorrindo.

- Vamos descer? Falta 10 minutos. — Falou Lily parando no lado do sofá junto com as outras meninas.

- Vamos. — Falei levantando e me juntei as meninas.

- Conta, como foi lá? — Perguntou Dorcas.

- Divertido.

- Pegou algum menino? — Perguntou Lene.

- Não, sua pervertida. — Respondi rindo.

- Como assim? Com todos gatos e você não pegou nenhum? — Perguntou Lene, e eu balancei a cabeça. — Nem um selinho?

- Lene, eles estavam no último ano, a maioria tem namorado e namorada.

- E dai? — Perguntou.

- Lene, os que não tinham namorados ou namoradas era um bando de feios da Sonserina, eu estou bem assim. — Falei sorrindo.

- Mesmo assim eu pegava. — Falou, e eu e as outras meninas reviraram os olhos.

Descemos as escadas e entramos no salão principal. Avistei o meu irmão e fui até ele, que estava com a Sophia, o Jonathan com a namorada Aline e Jefferson. Cheguei e entreguei os envelopes para ele falando para abrir e entregar para as pessoas que estava destinada só no trem. Ele concordou e me sentei perto dos meninos e começamos a comer.

- Alunos, queria dar os parabéns aos formandos, espero um futuro brilhante para vocês a partir daqui. Também queria informar que a taça das casas vai para a Grifinória, com 150 pontos, em segundo lugar ficou com a Lufa- Lufa com 120 pontos, em terceiro ficou a Corvinal com 105 pontos e em quarto lugar a Sonserina com 90 pontos. Parabéns Grifinória! — Falou sorrindo e todas as casas comemoraram, menos a Sonserina, claro. — Bom, acho que isso, desejo boas férias para todos, até o ano que vem para quem vai continuar aqui. E duas palavras, pudim e brigadeiro. — E vários pudim e brigadeiros apareceram na mesa.

Comemos e logo depois subimos para as nossas coisas e descemos para o trem. Eu e os meninos pegamos uma cabine vazia e entramos conversando, depois de 10 minutos do trem ter saiu, deitei com a cabeça no colo do Sirius, estava com sono, e depois de 5 minutos com o Sirius mexendo no meu cabelo, dormi.

Quando acordei já estávamos chegando e os meninos ficaram me zoando, por que dormi a viagem inteira. Mas vi que eles tinham acabado de acordar também. Quando finalmente o trem parou saímos e eu encontrei 8 pessoas me esperando e fui recebida com um abraço e todos agradeceram pelas fotos e eu falei que tinha adorado fazer isso.

Depois o Leandro se despediu da Sophia e fomos juntos até o lado de fora, ele tinha falado que a mamãe e o papai estariam lá fora. Saímos da estação e vimos o carro do papai na frente. Fomos até ele e o papai estava sozinho no carro, entramos e perguntamos onde estava a mamãe e ele respondeu que teve que ir para o Ministério.

Leandro e eu demos de ombro e fomos conversando com o papai até em casa, que falou que tinha que ir para o Ministério também. Isso é estranho, e vai ser igual no natal, eles iriam ficar muito pouco em casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem.
Beijos, beijos, beijinho e beijam para todos vocês.
*Nox.