A Marota
10 Capítulo 9
JanePotter
— Err... Hagrid, eu preciso ir. Nos vemos depois! — digo já levantando e saio correndo do bar olhando para todos os lados a procura de Sirius.
Fui pra perto de uma casa abandonada onde tinha uma placa escrito: A casa dos gritos. Ignorei e continuei caminhando até ouvir vozes. Quando me aproximei elas rapidamente pararam de falar e eu como sou curiosa fui ver quem eram. Quando olhei atrás da árvore que tinha ali, me arrependi rapidamente de ter ido ver quem eram...
Sirius e Roxanne estavam ali, se beijando como se fosse o ultimo dia deles na terra. Lágrimas escorreram pelas minhas bochechas enquanto eu andava lentamente para trás sem tirar os olhos daquela cena que fez meu coração doer tanto. Pisei em algo que fez barulho e os dois me olharam.
Me virei e comecei a correr pra longe dali sem olhar pra trás, pulei a cerca da casa dos gritos e entrei na mesma não ligando se parecia assustadora ou não. Me sentei no chão do que parecia um hall e me permiti chorar como não fazia a muito tempo. Abracei os joelhos e finalmente admiti a mim mesma que estou apaixonada por Sirius.
Meus soluços ecoavam pela casa vazia e era tudo o que se ouvia ali naquele momento. Meus olhos ardiam de tanto chorar, meu rosto estava completamente molhado, meu coração doía juntamente a meu peito. Tudo o que eu queria naquele momento, era um abraço. Principalmente de James que na minha opinião é o melhor de todos. Ou da minha mãe que é cheio de amor, carinho e bem quentinho.
Levantei rapidamente ao ouvir alguém entrar na casa. Enxuguei os olhos e coloquei os óculos novamente vendo uma escada ao lado. Subi na mesma e parei em outro hall vendo varias portas a frente. Entrei na primeira que vi e Fechei a porta vendo que era um quarto. Não liguei muito pra isso e fui até uma das janelas tapadas vendo o vilarejo lá fora por um pequeno buraco e me assustei ao ouvir a porta do quarto abrir. Me virei e vi Sirius parado a porta com uma expressão de alivio ao me ver.
— Sua louca, pensei que tinha te perdido. — diz Sirius vindo na minha direção mas eu desvio. — O que foi?
— Você tem namorada Sirius e ela está lá fora esperando por você. Pode ir, eu vou ficar bem. — digo não olhando em seus olhos por falta de coragem.
Ele segura meu rosto me fazendo olhar pra ele.
— Eu não tenho namorada. Roxanne é minha ex namorada que não aceita nosso término. — explica Sirius mas eu não acredito.
— Você mente mal... — digo rindo sem humor e tento ir para a porta mas ele segura meu braço.
— Não estou mentindo, você tem que acreditar, por favor. — pede ainda segurando meu braço.
— Como acreditar no cara mais pegador da escola, que já pegou todas e pode fazer de você só mais uma? — pergunto com os olhos cheios de lagrimas novamente.
Ele solta meu braço e abaixa o olhar olhando pro chão, caminhei até a porta e sai. Quando ia descer as escadas, ele segurou meu braço novamente e me encostou na parede ficando a minha frente.
— Deixa eu te provar que não farei de você só mais uma. Uma chance, tudo o que eu peço. — diz ao meu ouvido e eu me arrepio.
— Não... Você tá louco? — pergunto tentando empurra-lo mas sem sucesso.
— Sim.. Louco por você, Jane. Entenda isso. — responde e eu me arrepio mais ainda.
— Não acredito também. Você deve dizer isso pra todas. — digo e rio sem humor novamente tentando empurra-lo.
— Não, meu argumento com elas é outro. — diz sorrindo maroto e eu fico indignada.
— Seu cafajeste, idiota, me larga! — digo lhe dando tapas no que ele ri.
— Para Jane... Não está doendo, está perdendo seu tempo e se cansando atoa. — diz o cafajeste a minha frente ainda rindo.
Ele segurou meus pulsos e aproximou seu rosto do meu.
— Sirius... Me solta, por favor. — peço fracamente por ele estar tão perto.
— Eu sei que você não quer isso e você também sabe. — sussurra e eu fecho os olhos tentando não pensar no que eu queria.
Poque sim, eu queria que ele me beijasse mas tinha medo de ele fazer comigo o que fez com todas.
— Sirius... Não faz isso. — peço e sinto ele sorrir.
— Eu sei que você quer... É só pedir. — sussurra novamente de um jeito provocador.
— E-eu não quero. — droga, gaguejei.
Senti suas mãos tocarem minha cintura e paralisei tentando controlar a respiração.
— Eu sei que quer, peça, é só pedir. Vamos lá. — diz apertando um pouco minha cintura.
— Sirius, você é o melhor amigo do meu irmão, não posso fazer isso. E por que quer tanto? — pergunto abrindo os olhos e encarando os seus azuis.
— Eu... Também não sei mas eu quero isso e sei que você também quer. — diz confiante e eu respirei fundo tentando arranjar uma mentira pra dizer que eu não queria mas era impossível.
Apenas pus as mãos em seus ombros e me aproximei o deixando surpreso. Encostei nossos lábios e deixei por conta dele aprofundar o beijo o que ele fez imediatamente. Era tão bom sentir aqueles lábios, aquele toque e estar perto dele, tão perto. Senti ele me desencostar da parede e começar a andar comigo não sei pra onde. Segundos depois, senti meu corpo cair em algo macio fazendo o de Sirius ficar por cima do meu.
Abri os olhos e vi que estávamos novamente dentro daquele quarto deitados em uma das duas camas. Senti Sirius descer seus lábios para meu pescoço e fechei os olhos novamente sentindo todo meu corpo se arrepiar. Ele me beijou novamente e apertou minha cintura também me fazendo prender um suspiro.
Eu não sabia o que estava fazendo apenas estava deixando rolar. Senti ele parar de me beijar e seu corpo sair de cima do meu me fazendo abrir os olhos. Olhei para o lado e vi Sirius ao lado da cama com as mãos aos cabelos ofegante evitando olhar pra mim.
— Sirius...? — chamo mas ele não me olha. — Sirius?!
— O que foi, Jane? — pergunta me olhando tirando o cabelo dos olhos.
— Eu que tenho que perguntar isso. O que houve? — pergunto sentando na cama ainda o olhando.
— Você sabe o que aconteceria se eu não parasse, não é? — pergunta rindo sem humor e eu ergo uma sombrancelha.
— Claro que sei, Sirius! Por que... — tento dizer mas ele me interrompe.
— Porque eu não posso tirar sua pureza, Jane! Eu sei que depois não vou poder ter um relacionamento sério com você. Eu não sou aquele tipo de garoto que namora, eu... Não consigo! Não posso fazer isso com você. — diz tudo de uma vez e leva as mãos a cabeça novamente.
— Sirius, eu... — tento dizer novamente mas nada sai.
— Sinto muito, Jane... — diz Sirius me olhando brevemente e abaixa a cabeça saindo do quarto e tenho certeza que da casa também.
Me sentei na cama novamente e senti os olhos arderem de lagrimas. Sem que pudesse impedir, elas rolaram por minhas bochechas as deixando completamente molhadas. Por que? Primeiro ele me provoca, e quando eu me deixo levar pelos sentimentos ele simplesmente sai me deixando aqui sozinha. É, acho que realmente prefiro ficar sozinha, nem que eu sofra por ele, mas não vou lhe dar uma chance de quebrar mais ainda meu coração.
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