A Marota
60 Capítulo 58
A segunda feira não era o melhor dia da semana pra mim, mas aqui estava eu caminhando para a aula de feitiços, que seria a última aula antes do almoço. Marlene me arrastava para a sala ao eu dizer que não iria, lembrando que hoje era com a Sonserina. Entrando na sala, eu tentei seguir com ela para o fim da mesma mas a garota me segurou pelo braço e me colocou sentada na minha cadeira.
— Bruta! — eu sussurrei e ela sorriu antes de ir para o seu lugar.
Eu bufei e cruzei os braços, afundando na cadeira e observando a lousa vazia. Os alunos chegavam aos poucos e eu suspirei quando o Jordan entrou na sala, parando por um momento antes de se sentar ao meu lado. Eu não olhei pra ele, me mantendo concentrada na lousa que, naquele momento, parecia muito interessante.
O professor logo entrou na sala e a aula começou, mas eu não prestei atenção em nada. Eu também não pensava em nada, era como se tivesse me dado um total branco. Eu preferia assim.. Não pensar, viver em outro lugar por alguns minutos.
Quando a aula acabou, eu guardei minhas coisas e fui puxada por Marlene pra fora da sala. Eu não entendia bem o comportamento dela, era como se tivesse virado minha guarda. Vivia grudada em mim e quando não podia, Lilian que fazia isso.
— Aula de duelos.. Eu inscrevi a gente. — ela me disse, me indicando o pergaminho no corredor do lado de fora da sala.
— Você não pode me colocar nas coisas assim.. E se eu não quisesse fazer? — eu a olhei meio indignada enquanto caminhávamos para o salão principal.
— Faria do mesmo jeito. — ela simplesmente disse, antes de me fazer sentar ao seu lado na mesa da Grifinoria.
Nós almoçamos e eu me senti bem desconfortável com toda a atenção de Marlene. Ela agia como se alguém fosse pular em mim a qualquer momento e me estrangular. Na defensiva, eu diria que ela estava.. Muito.
Antes que o horário de almoço terminasse, eu me levantei e sai do salão com ela, Jessy e Lily ao meu alcance. Fomos para o banheiro feminino e eu parei em frente a cabine, olhando para elas e sorrindo irônica.
— Será que cabemos todas? — perguntei, pondo uma das mãos na cintura e Lilian revirou os olhos, me empurrando pra dentro da cabine.
Depois de "tirar a água do joelho", como diz James, eu sai e lavei as mãos, olhando para minhas amigas que conversavam sobre algo baixo. Cruzando os braços, eu me aproximei e elas pararam de falar, sorrindo pra mim.. Todas ao mesmo tempo.
— O que eu não posso saber? — questionei, as olhando desconfiada.
— O que? Nada. — Lilian disse e pela sua voz eu notei que ela estava nervosa.
— Eu juro que vou usar Veritaserum em vocês. — eu disse, mexendo na minha bolsa e Jessy segurou minha mão.
— Okay! Sirius e Brendan estão perto do lago. Sirius foi falar sobre aquele assunto com ele. — a loira confessou e eu a olhei confusa.
— Jessy! — Lily a repreendeu e eu a olhei, lhe matando com o olhar.
— E vocês iam esconder de mim um assunto que envolve apenas a mim?! — eu exclamei, puxando Jessy pelo pulso para fora do banheiro.
Nós corremos pelo corredor e escada abaixo, enquanto eu ouvia Lily e Lene gritarem meu nome. Atravessando o jardim, eu continuei a correr para o lago.
— Você tem Veritaserum na sua bolsa? — Jessy me perguntou, parecendo sem folego em me acompanhar.
— Claro que não, você caiu direitinho! — eu lhe disse, parando derrapando perto do lago.
Mais a frente, eu pude ver Sirius e Brendan falando, ou gritando, algo um para o outro. Remo tentava acalmar a situação e James apenas incentivava uma briga. Pedro assistia tudo de camarote junto de Kieran, Lúcio, Régulo e o tal Rodolfo.
Furiosa com meu irmão e o melhor amigo dele, eu me aproximei e cruzei os braços, parando ao lado de Régulo com as meninas. Tinha gente demais ali e, incrivelmente, ninguém fazia nada.
— Veio assistir o show? — Régulo murmurou pra mim e eu lhe devolvi uma carranca.
— Eu prometi a mim mesmo que arrancaria a sua cabeça caso a culpa fosse sua e é o que eu quero fazer exatamente agora. — Sirius disse para o sonserino a sua frente e eu revirei os olhos.
— Huh, estou morrendo de medo, Black.. — o outro sorriu de lado, encarando Sirius nos olhos o tempo inteiro.
— Você é um covarde, Jordan.. Como pôde engana-la? — o Black perguntou, olhando com nojo para o adversário.
— Sim, eu sou um covarde.. Mas eu me arrependo e pretendo não fazer mais. Já você.. A magoou tantas vezes que ela deve ter perdido as contas. — o Jordan provocou, erguendo uma das sombrancelhas.
— Então a disputa é pela garota.. — eu ouvi Rodolfo dizer e encontrei seu sorriso sugestivo.
— Que tal um duelo? — Régulo sugeriu e eu lhe dei um tapa.
— Eu não sou um troféu! — reclamei e ele sorriu.
— Se fosse muitos iriam querer disputar.. Só os que você já deu mole, nem sei se dá pra contar. — Kieran riu e eu o olhei incrédula.
— Como vai o Ephram? — eu retruquei, lhe dando um sorrisinho carregado de sarcasmo.
Eu não sei qual das indiretas ele pegou, mas logo se calou. Acho que ele não ligava muito pro fato dos amigos saberem que ele gostava de meninos, não era nada demais. Mas sabia que ele ligava em Ephram saber do que aconteceu quando ele foi me visitar no meu cativeiro. E ele sabia que eu contaria, por isso sempre que me via perto de Ephram intervia e inventava algo.
— Chame a professora Minerva. — eu pedi a Jessy e ela assentiu, correndo de volta pro castelo.
— Um duelo não seria de todo mal. — Sirius disse e eu revirei os olhos quando ele e Brenda puxaram as varinhas.
— Espero que tenha andado treinando, Black. — Brendan continuou a provocar e eu sabia que daria merda.
— Dá pra vocês dois pararem de fogo no rabo?! — eu perguntei, pensando em como minha tia me repreenderia caso me ouvisse falando esse tipo de coisa.
— Fica fora disso, Jane. — pela primeira vez, James se direcionou a mim e eu o olhei raivosa.
Fui até ele e chutei sua canela, ouvindo ele reclamar.
— Se você não separar eles, eu juro que acabo com a sua geração. — eu o ameacei e ele riu entre murmurios de dor.
— Fica quietinha ai. — me disse, se afastando quando eu ameacei bater nele de novo.
O som de um feitiço sendo lançado chamou minha atenção e eu olhei para os dois garotos. Sirius havia lançado um feitiço em Brendan, que se defendeu e revidou, quase acertando o outro no braço. Merlin, eles só podiam estar tirando com a minha cara.. Era incrível.
Sirius acertou Brendan que caiu mas logo se levantou, pegando Sirius desprevenido e o atingindo também. Eles iriam se matar.. Com certeza. Sirius parecia cada vez mais disposto a acertar Brendan e esse não deixaria barato, é claro. Era demais.
— Chega! — eu gritei, correndo para o meio e não sendo acertada por um feitiço por pouco.
— Você enlouqueceu?! — Sirius exclamou, passando umas das mãos pelos cabelos enquanto me olhava.
— Ainda não! Mas você vai achar que sim se não pararem com isso agora! — retruquei, lhe dando um olhar mortal que ele ignorou.
— Ainda vai defender ele? — Sirius me perguntou, rindo sem humor algum e eu bufei.
— Eu não estou defendendo ninguém, Sirius, que droga! — falei, levando uma das mãos ao rosto tentando me acalmar. — Quero que parem com essa palhaçada.. Não vale a pena, já passou.
Sirius me olhou por um momento, como se seu cérebro pensasse em algo. Era tão difícil pra ele pensar ou processar algo? Depois de um curto momento, ele abaixou a varinha e eu suspirei, aliviada por ele ter entendido. Aturar a teimosia de um Black era péssimo e eu não queria naquele momento.
— O que está acontecendo aqui?! Vocês acham que isso aqui é um campo de batalha?! — a voz da Prof. Minerva nos alcançou e nós olhamos pra ela que parecia furiosa.
— A situação já está controlada, professora. Foi apenas uma pequena brincadeira.. Não é? — eu olhei de rabo de olho para os dois garotos culpados.
Eles murmuraram algo em concordância e eu sorri forçado pra professora.
— Não tolero esse tipo de brincadeira. Menos 10 pontos pra cada casa. — ela disse severa e eles assentiram. — Agora, todos pra sala de aula.
Sirius e Brendan pareceram insatisfeitos, mas seguiram cada um o seu caminho. Eu peguei a mão de Sirius e o puxei para o castelo junto das meninas e dos marotos, indo direto para a sala de historia da magia. O coloquei sentado na cadeira e me sentei ao seu lado, ignorando se aquela era ou não o meu lugar.
A aula foi como sempre.. Chata. Eu não cochilei, mas também não prestei atenção em nada. A voz do Prof. Binns me dava sono, mas eu lutei com todas as minhas forças pra não dormir e correr o risco de encontrar alguém na enfermaria quando acordasse. Talvez estivesse delirando depois daquilo no lago.
Defesa contra as artes das trevas conseguiu prender mais a minha atenção, eu gostava de saber mais sobre essa matéria. Mesmo que meus olhos estivessem, a todo momento, em Sirius Black. Eu não queria deixar ele sozinho fora da sala de aula, eu sabia o quão cabeça quente ele era e não queria mais confusão.
Em transfiguração, eu decidi não ir. Depois inventava uma desculpa para a Prof. Minerva. Agarrei o braço de Sirius no corredor e o puxei para o sétimo andar. Ele não questionou, apenas me seguiu. Quando paramos em frente a estatua dos trasgos, eu fechei os olhos e pensei em algo que eu queria muito.. Quando abri os olhos, a porta ali me fez sorrir e eu o puxei pra dentro.
Fechando a porta, eu olhei para Sirius que olhava confuso em volta. Todos os Sirius Black da sala olhavam pra ele, tão confusos como o original. Tinham vários espelhos e eu sorri, parando ao lado dele.
— Por que espelhos? — ele perguntou e eu suspirei, olhando pra ele pelo espelho.
— Pra você ver o quanto é lindo. — tirei sarro, tentando imitar sua voz e ele riu.
— Eu nem acredito que fui clichê assim.. — ele disse e eu dei de ombros.
Ele me olhou quando eu segurei sua mão e eu sorri, o puxando para perto de um dos espelhos. Com a mão livre, eu puxei esse e passei por ele, levando Sirius comigo. Nós paramos em frente a um sofá e eu me sentei, sendo seguida pelo Black.
Eu não sabia o que estávamos fazendo ali, mas era bom aquele momento silencioso. Eu mantive meus olhos ao chão por um momento, cantarolando uma melodia qualquer baixinho.
— Por que não deixou que eu acabasse com ele? — Sirius perguntou me fazendo olhar pra ele.
— Porque você teve sorte da professora só tirar pontos.. Fiquei com medo que acontecesse algo pior. — confessei, observando meus dedos enquanto brincava com eles.
— Tipo o que? Detenção? — ele foi irônico e eu dei um tapa em sua cabeça, ele reclamou.
— Tipo vocês se machucarem sério e serem expulsos. Eu sei que você ama esse lugar, seria expulso por uma besteira? Tirando que já quase foi expulso por usar magia fora da escola. — eu o lembrei, fazendo ele revirar os olhos entediado.
— Você se preocupa demais. — me disse e eu o olhei incrédula, não acreditando naquilo.
— Não deveria? Aconteceu comigo e nem por isso eu quis me vingar assim.. Já passou, não vale mais a pena e eu não quero piorar a situação. — dei de ombros, cruzando os braços e encostando as costas do sofá.
Nós ficamos em silencio novamente e apenas nossas respirações eram ouvidas, junto do meu pé que batia impaciente no chão varias vezes seguidas. De repente, eu me lembrei do garoto misterioso chamado Rodolfo e lembrei que ele estava no lago na hora da briga.. Será que Sirius o conhecia?
— Sirius.. Você conhece algum Rodolfo..? Que, por acaso, estaria lá no lago junto de Lúcio, Régulo e Kieran? — perguntei, me endireitando e olhando pra ele com expectativa.
— Sim, Rodolfo Lestrange.. A mãe dele é amiga da minha, se é que elas sabem o que significa amizade. — ele disse, rindo da própria fala e eu suspirei.
— Ele é um comensal da morte.. — falei baixinho mas ele ouviu, me confirmando.
— Sim, ele e Bellatrix foram mandados juntos pra Voldemort, por isso nenhum dos dois estava aqui ano passado. Digamos que eles sejam noivos. — me disse e cruzou os braços, rindo com meus olhos arregalados.
— Ela tem a capacidade de gostar de alguém além de Voldemort? — eu sussurrei como se fosse um segredo e ele gargalhou.
— Eu duvido.. Na minha familia, os pais escolhem os casamentos. — explicou e nós dois fizemos caretas. — Ela casaria com Lúcio, mas insistiu a tio Cygnus pra não casar com aquele embuste, como ela o chama.
Eu prestei muita atenção, a familia dele era interessante e estranha.. Quando não era assustadora.
— Andrômeda se casaria com um parente dos Lestrange, sangue puro, mas ela se apaixonou por Tedd Tonks e fugiu com ele.
— Ele é nascido trouxa, não é? — perguntei e ele assentiu.
— Pobre Andrômeda.. Pelo menos agora ela é feliz. — Sirius sorriu e eu confirmei. — Meus pais se lembraram dos filhos dos Lestrange e escolheram o mais velho pra se casar com Bellatrix.. Eles até se dão bem.
— Bem compativeis.. — murmurei, tendo certeza que ele não ouviu dessa vez.
— Narcisa era prometida a mim mas eu implorei a meu pai para não me dar esse castigo e agora ela é todinha de Régulo. Meu irmão não gosta da enrolação, se diverte com ela e tenho certeza que pretende fugir no dia do casamento. Mas ela é mesmo ligada no Lúcio.. Que também se diverte com ela e depois a larga. — ele continuou e eu me mexi incomodada, lembrando de algumas noites atrás.
— Aparentemente, todos tiram uma casquinha dela. — comentei, me levantando e abraçando meu próprio corpo.
Silencio novamente.. Talvez servissimos pra ficar em silencio, era algo que sabiamos fazer perfeitamente. Sirius se levantou também e eu andei um pouco pra longe, não querendo ficar muito perto.. Eu conhecia bem Sirius Black e quando ele se aproximava assim, podia ter certeza que pretendia fazer algo que eu não queria.. Mas queria ao mesmo tempo.
O silencio permaneceu e eu assobiei, tentando descontrair o clima que se tornou gelado de repente. Seria normal se o dia não estivesse com um clima bom.. A um tempo atrás. Eu olhei pelo canto dos olhos para Sirius e ele olhava em volta. Parecia incomodado, até mais do que eu.
— Eu acho que já vou. — eu disse, olhando pra ele e sorrindo meio torto.
Fiz menção de caminhar para a porta mas não pude dar mais que dois passos. A mão de Sirius segurou meu braço e, era tão inesperado, que meu corpo chocou com o seu e seu rosto ficou perto do meu, por mais que nossa diferença de altura fosse bastante evidente.
Nossas respirações se misturaram e a minha falhou, deixando evidente a minha reação exasperada. Se ficássemos perto demais assim, eu sabia que não iria conseguir resistir caso ele tentasse algo. E ele tentaria... Seu rosto ficou mais próximo e eu soltei a respiração, virando meu rosto para o lado.
Sirius era insistente e eu senti sua mão subir para sua nuca, me fazendo olha-lo novamente. Era inútil.. Era completamente inútil resistir. Quando ele investiu novamente, eu deixei que seus lábios alcançassem os meus em um beijo intenso de imediato. Ele sorriu, pedindo passagem com sua lingua e eu cedi, deixando minhas mãos subirem para seu cabelo. Eu gostava do cheiro que ele tinha..
Suas mãos mantinham meu corpo perto do seu pela cintura e eu senti como se todo o gelo de antes desparecesse e um fogo alto como o da lareira da sala comunal tomasse seu lugar. Seus lábios se afastaram por um momento e eu respirei ofegante, mantendo os olhos fechados.
— Sirius.. — eu tentei dizer mas ele me calou com um beijo novamente.
Era tão bom beija-lo.. Eu sabia disso e ele também. Me envolver com Sirius Black era um jogo perigoso e suspeito.. Eu não sabia quando sairia ilesa, ou quando sairia com um coração partido. Eu não queria meu coração ainda mais partido, mas era difícil ficar longe dele.
Relutante, eu afastei nossos lábios com um som audível e nossas respirações alteradas foram as únicas coisas ouvidas por alguns momentos. Acho que nós dois estávamos tentando recuperar o folego perdido.
— É melhor pararmos.. — eu sussurrei, desviando dele e pondo minha cabeça em seu ombro, na ponta dos pés.
— Por que? — ele perguntou soando confuso e eu o olhei, erguendo uma das sombrancelhas.
Suspirando, eu me afastei dele e passei pelo espelho, indo em direção a porta no mesmo momento em que ela se abriu. O garoto de cabelos e olhos negros sorriu, olhando de mim para Sirius, que me seguia em direção a porta. Seus olhos fixaram os meus por alguns segundos, antes de ele soltar a frase fria mas com um leve tom de divertimento.
— O casalzinho se esconde aqui? — ele perguntou, cruzando os braços e deixando bem aparente a varinha em sua mão.
— Não costumamos.. Mas e você? Costuma se esconder da minha priminha aqui? — Sirius retrucou, recebendo uma risada de Rodolfo.
— Se conhece bem Bellatrix, sabe que é impossível se esconder dela. — disse e talvez eu tivesse que concordar.
— Realmente.. Boa sorte. — Sirius disse, segurando minha mão e me puxando para fora da sala.
Eu ainda pude ver os olhos do Lestrange nos acompanhar enquanto a porta se fechava e sumia, como sempre. Sirius me puxou em direção ao nível térreo e logo nós estávamos no salão principal, sentados na mesa da Grifinoria esperando os outros. Pedro, Remo e James foram os primeiros a chegar, reclamando que a Prof. Mcgonagall lhe deu uma bronca por implicar com o ranhoso.
Quando as meninas entraram, Marlene cerrou os olhos e me puxou do assento ao lado de Sirius, se sentando do outro lado da mesa e fazendo com que eu sentasse ao seu lado. Ela estava bem possessiva e protetora.. Eu gostava disso, mas também achava exagerado. Nós jantamos e o caminho para a sala comunal pareceu longo.. Ou eu que estava com preguiça.
— Vamos, Srta. Potter, sem moleza. — Marlene bateu palmas atrás de mim, em um incentivo irritante de continuar a subir as escadas.
— Insuportável.. — eu comentei para Lily e essa riu.
— Preguiçosa. — Lene disse a meu ouvido e eu me encolhi, lhe dando uma cotovelada.
Ela reclamou mas riu mesmo assim, me empurrando para ir mais rápido. No retrato da mulher gorda, demos a senha e entramos, ouvindo risadas e conversas aleatórias. Os alunos estavam espalhados pela sala, alguns estudando e outros apenas fazendo nada, que era exatamente o caso dos marotos perto da lareira.
— Se Pedro chegou primeiro que você, significa que a sua situação está critica. — Marlene me disse e eu bufei, erguendo as mãos para o teto.
— Merlin, me livre dessa garota. — eu pedi, fechando os olhos com força.
Depois de alguns segundos, eu abri e olhei para o lado, choramingando ao ver o sorrisinho irritante da Mckinnon. Ela me puxou pelo braço novamente e me levou até o sofá perto dos marotos e ali nós nos sentamos. Lily e Jessy disseram que deviam dormir e subiram para o dormitório.
— Beldades.. — Sirius sorriu, esticando as pernas e pondo as mãos atrás da cabeça.
— Sabe, Sirius, você calado é tão lindo. — Marlene disse, olhando para o maroto que pareceu lisonjeado. — Continue assim.
O sorrisinho dele morreu e eu gargalhei, adorava quando eles dois implicavam um com o outro.. Mesmo não entendendo o motivo. Algum dia, quem sabe, um deles não me conta? Enquanto isso, eu riria e observaria os dois implicando um com o outro.
Nós jogamos e conversamos um pouco, até que o sono parecia me dominar. Eu já não prestava mais atenção em nada do que eles falavam e meus olhos queriam se fechar. Sentindo meu corpo mais mole do que de costume, eu me levantei e dei boa noite a quem ficava, subindo para o dormitório e tomando um banho antes de me deitar.
Talvez eu tivesse sonhos bons depois daquele momento com Sirius.. Eu não sabia, mas fui dormir muito melhor do que nas ultimas noites.
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