A Marota
69 Capítulo 67
A chuva caia forte do lado de fora da janela da torre da grifinória enquanto eu a observava cair e bater na janela, causando ruídos que não eram nem incomodos e nem agradáveis. Minha mente voava longe, pensando sobre a noite anterior e não pude evitar deixar um sorriso escapar.
Nanoiteanterior..
Nóscorríamospelocorredordosétimoandar, tentandonãoriraltojáquenemaomenosdeviamosestarali. Sealgummonitorospegasse a aquelahoraseriadetençãonacerta.
Eu parei emfrenteaparedepertodasestátuasefecheiosolhos, osabrindosegundosdepoiseobservandoaporta. SorriepuxeioTurnerparaela, aabrindoeentrandodepoisdeempurra-lopradentro. Fecheiaportaesuspirei, olhandoemvoltaparaoqueeuhaviapedido.
Era apenasumquarto. Sim, umquarto.. Eeunão tinha nenhumaintençãomaliciosacomoTurner.
— Estamosondeeuachoqueestamos? — eleperguntou, tambémolhandoemvolta.
Eudeideombros.
— Nãosei.. Ondevocêachaqueestamos? — euperguntei, indoatéapenteadeiraemeolhandonoespelho.
— Salaprecisa. — elerespondeueeusorri, apenas assentindo. — Porqueumquarto?
— As vezes eusintosaudadesdomeu... Emcasa. Asvezeseuvenhoaquieimaginoamesmacoisa.. Éomaispróximoqueestoudosmeuspais. Oumefazsentirassim. — euoolheipeloespelho, observandoeleseaproximar.
— Asvezeseusintofaltadecasatambém.. MascomAmyeJoeaqui, eu mesintomelhor. — eledisse, parandoaomeuladoeeuoolhei.
— Joe? — eufranziocenho, curiosa.
— Meuirmãomaisnovo. Eleédalufalufa, nãodeveoconhecer. — Joshuadisseeeuri.
Irmãodele.. Dalufalufa.. MefazialembrarmuitodaquelegarotinhonotremqueJameseSiriususaramprapregarumapeçanossonserinos.
— Talvez.. — deideombrosnovamente.
Nósficamosemsilêncioeeususpirei, mevirandoparaapenteadeiraeapoiandominhasmãosnela. Peloespelho, eunoteioolhardiscretodoTurnermeavaliarenquantoeleseviravadomesmomodoqueeu. Eutenteiconterumsorrisinhoeolheiprooutrolado, umedecendooslábiosantesdeolhar pra ele.
Eunãohavia conseguido ummomentopararoubarnemmaisumbeijodelenessasúltimassemanas. Lilyviviaatrásdemimesósabiafalardeestudos, Jamesreclamavasobreopedido "insano" daEvans. Oumelhor, a condição daruivaparasaircomele. Remonãopegavalevenosestudosdehistóriadamagiaeeutambémoestavaajudandocomestudodostrouxas. MarleneatéconseguiameroubarumpouquinhoparacomerdocesnacozinhaoupralhecontarsobreoTurner. Ouseja, nada.
— Jane.. VocêeoSiriusjánamoraram, nãoé? — eleperguntouderepenteeeufranziatesta.
— Não.. Deondeaspessoastiramisso? — eurieeledeudeombros.
— VocêfoiaúnicagarotaalémdaMalfoymalignacomquemSiriusficoumaisqueumdia. — medisseeeu assenti, sendoobrigadaaconcordar.
— Amassosfrequentesnãosãoumnamoro.. — expliquei, sorrindo meio amarga ao lembrar do maroto.
— Sirius é um bobo. — o Turner simplesmente disse, fazendo meus olhos encontrarem os seus.
— Por que? — questionei.
Já tinha ouvido as pessoas chamarem Sirius Black de várias coisas; galinha, cafajeste, idiota, cabeça oca.. Mas nunca de bobo.
Joshua riu e me olhou, fazendo meu corpo virar pra ele quando o mesmo se aproximou. Ficamos a centímetros e ele segurou meu rosto com uma das mãos, o acariciando com delicadeza.
— Bobo por deixar uma garota como você escapar.. — seu hálito quente contra meu rosto me fez piscar algumas vezes meio desconcertada.
Meu Merlin, ele estava muito perto..
Meus olhos se fecharam automaticamente e eu senti seus lábios roçarem nos meus. Eu não esperei e os selei, agarrando seu casaco e o puxando pra mais perto. Sem dar tempo para ser interrompida, eu segurei sua nuca e pedi espaço com a minha língua, a qual ele cedeu no mesmo momento. Suas mãos seguraram a minha cintura e eu me vi contra a penteadeira.
Eu sorri ao me afastar um pouco dele, respirando com certas dificuldade enquanto sentia seus lábios roçarem em minha bochecha. Eu acariciei seu rosto e selei seus lábios mais uma vez, apenas um selinho. Joshua manteve nossas testas juntas e eu suspirei, deixando minhas mãos descerem e acariciarem seu pescoço, escorregando até o seu peito.
— Eu queria fazer isso a muito tempo. — ele me disse e eu ri.
— Eu também.. — confessei, sentindo minhas bochechas arderem um pouquinho.
— Eu ficaria aqui a noite inteira, mas é melhor voltarmos para a sala comunal. — Joshua disse e eu suspirei, apenas concordando.
Ele tinha razão..
***
— Jane! — eu ouvi a voz de Marlene meio longe e a olhei. — Está viajando?
Eu sorri pra ela, apoiando minha cabeça em seu ombro quando ela sentou ao meu lado na poltrona.
— Não é nada. — suspirei, mantendo meus olhos na chuva que caia do lado de fora.
— É por causa do Sirius? Eu só tenho visto ele com a princesinha Malfoy agora. — eu ri, sabendo que ela revirava os olhos negros.
— Não é o Sirius.. É o Turner. — eu abaixei meu tom de voz e ela me olhou.
— O que rolou ontem? — perguntou, soando ansiosa e cheia de expectativa.
— Nada demais.. Conversamos e.. Nos beijamos. — eu contei, dando de ombros e me virando pra janela novamente.
— O QUE? — ela exclamou meio alto e eu a repreendi, olhando em volta algumas pessoas que nos observavam.
— Fala baixo, sua maluca.. Sim, nos beijamos. — eu murmurei, vendo um sorrisinho malicioso no seu rosto.
— Ele beija bem? — ela perguntou e eu ri, a empurrando levemente.
— Sim.. — apenas disse, sabendo que a McKinnon não iria se sentir satisfeita apenas com aquilo.
— E..? Ele tem pegada? Ele parece ser bem tímido. — ela perguntou, fazendo um gesto que eu não entendi mas sabia que não era inocente.
— Ele é tímido mas.. Sabe o momento pra se soltar. — eu comentei, tapando seu rosto ao ver mais uma vez o sorrisinho malicioso.
— Tudo bem, eu vou parar de fazer perguntas constrangedoras. — ela riu e eu agradeci.
A noite caiu logo depois do jantar, aquele sábado estava bem entediante. O passeio a Hogsmeade foi cancelado por conta da chuva forte e os alunos tiveram que ficar presos dentro do castelo. Eu passei o dia estudando com Lily, desistindo no meio da tarde e ficando entediada assim como metade do colégio. Escrevi cartas para meus pais e para minha tia, que eu mandaria assim que o tempo melhorasse. Pediria a coruja de James emprestada.
Depois de tomar banho, eu me deitei e fiquei a virar de um lado para o outro na cama. Eu não estava com sono algum e as meninas estavam na biblioteca, ideia de Lily. Eu disse que não iria, por isso agora estava morrendo de tédio aqui ainda.
Suspirando, eu me levantei e fui até meu malão, arrancando a camisola de meu corpo e vestindo um short seguido de uma blusa comum. Vesti um casaco e amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo, pegando minha varinha e saindo do dormitório. Desci as escadas o mais silenciosa possivel, espiando a sala comunal e avistando quatro elementos; Os Marotos.
James e Sirius estavam jogados no sofá, eu podia ouvir seus roncos dali. Pedro estava no mesmo estado, mas se encontrava em uma poltrona separada. Já Remo parecia ler algo, a poltrona virada para a lareira e ele parecia tão concentrado que nem ao menos me ouviu correr silenciosamente até o retrato da mulher gorda.
Fora da sala comunal, eu caminhei pelos corredores atenta a algum monitor. Eu, com certeza, iria a cozinha. O que era melhor que comer no tempo livre? Nada. Por isso, desci as escadas a espreita, desviando de um monitor no quarto andar e de outro no terceiro. Em frente a biblioteca, eu pude ouvir algumas risadinhas baixas do lado de dentro e balancei a cabeça sorrindo, sabendo que eram minhas amigas.
Eu segui meu caminho, descendo as escadas com pulinhos em direção ao segundo andar. O corredor estava vazio, as lamparinas iluminavam pouco o caminho e algumas sombras davam certo medo se você não conhecesse as armaduras que pairavam ali. Mas eu era a pessoa mais sortuda desse castelo, não é mesmo? O barulho no fim do corredor me fez ficar alerta e eu parei.
— Vamos, minha gatinha, nós o pegaremos algum dia. — a voz de Filch me fez procurar rapidamente um esconderijo.
Eu entrei na primeira porta que eu vi e a fechei, encostando meu ouvido nela e esperando. Os passos do zelador ficaram próximos mas logo se afastaram enquanto ele ainda murmurava coisas sobre pirraça, eu adivinhava. Um suspiro me escapou e eu me virei, ainda encostada na porta. Talvez eu não devesse ter entrado naquela porta exatamente...
Os cabelos ruivos estavam submersos na água da banheira e eu engoli seco, meu coração era a única coisa que eu ouvia. O observei dar um mergulho antes de se levantar e pegar a toalha ao lado. Eu deixei escapar uma exclamação e tapei a boca, mesmo que meus olhos não quisessem se desviar. Eu estava observando a nudez de Joshua Turner.. E posso dizer que era uma boa vista.. Merlin..
Os braços fortes continham sardas, assim como seus ombros e peito. O abdômen era mais definido do que eu imaginaria olhando pra ele vestido, as coxas torneadas e, bem, uma bela bunda. Quando ele se virou, eu pisquei algumas vezes. Era a primeira vez que eu via alguém do sexo masculino totalmente nu.. E, eu não sabia se todos eram, mas ele era bonito. E eu acho que o que chamariam de "grande".
Eu me exasperei e virei para a porta, acabando por fazer barulho. Eu paralisei na hora.
— Jane? — sua voz chamou meu nome e depois daquela cena, eu acabei tornando aquilo mais sensual do que devia.
— E-eu s-sinto m-muito! — eu gagueijei feio, me sentindo a mais boba naquele momento. — E-eu não sabia q-que era o banheiro m-masculino.
— Não tem problema. Estava fugindo de alguém? — ele perguntou e eu apenas assenti. — Filch?
— Sim.. — ri meio nervosa, pressionando forte demais as mãos na porta. — Por que veio tomar banho aqui?
— Oh.. O Bones deu um jeito de alagar o banheiro do dormitório. Ele foi chamar a professora Mcgonagall mas eu precisava muito de um banho depois do treino. — ele explicou e eu ri de novo.
Silêncio. Eu estava nervosa, muito nervosa. Meus ouvidos atentos ouviram ele secar os cabelos e alguns passos. O que eu ainda estava fazendo ali? Era a minha deixa pra sair como se nada tivesse acontecido e seguir meu caminho para a cozinha.
— Bem.. Eu já vou. — eu disse, levando a mão a maçaneta mas apenas um movimento me fez congelar novamente.
A mão do Turner tocou a minha e eu prendi a respiração, virando minha cabeça lentamente. Por baixo dos nossos braços eu pude ver que ele tinha a toalha na cintura, subindo meus olhos e encontrando seus olhos verdes. Ele estava tão bonito com os cabelos molhados.. Um sorrisinho moveu seus lábios e eu me surpreendi quando ele me virou contra a porta e agarrou a minha cintura.
Meu Merlin, ele realmente mudava quando queria..
Minhas mãos acabaram ficando em seu peito nu e eu mantive os olhos ali, avaliando de perto as sardas que enfeitavam. Sua respiração batia em minha testa e eu acabei fechando os olhos quando a senti descer em direção a minha bochecha, indo a minha orelha e me provocando arrepios. Ele estava semi nu! Perto demais, firme demais, intenso demais.. E eu estremeci quando os lábios dele roçaram suavemente em meu pescoço.
Eu não evitei quando seus lábios encontraram os meus e sua língua logo agiu. Suas mãos me puxaram mais para perto de seu corpo e eu me vi colada a ele enquanto nossos lábios se permitiam conhecer ainda mais um ao outro. Minhas mãos subiram até sua nuca e eu senti aquele banheiro ficar quente e pequeno.. Joshua também pareceu perceber, já que suas mãos me ajudaram a me livrar do casaco sem que nossos lábios se separassem.
Em que caminho estávamos indo..?
Nossos lábios finalmente se separaram por nossos pulmões em busca de ar. Eu permaneci com os olhos fechados, apreciando os beijos que agora acariciavam meu pescoço em uma mistura de leves cócegas e arrepios. Minha respiração alterada não parecia querer se acalmar e eu deixei minhas mãos passearem por seus ombros e braços, sentindo os músculos mais tensos que o normal, eu diria. O cheiro bom que exalava de sua pele me deixava ainda mais anestesiada.
Os lábios de Joshua voltaram aos meus e eu suspirei quando ele me colocou contra a porta novamente, ainda me mantendo junto dele. Suas mãos subiram a minha cintura e eu senti seus dedos na minha pele por debaixo da blusa. Subiram pelos lados em direção ao umbigo mas quando iria subir mais, eu segurei suas mãos.
— E-espera.. Joshua.. — eu pedi, me afastando dele e saindo do espaço entre ele e a porta.
O garoto ruivo passou as mãos pelos cabelos e se virou pra mim, os lábios claramente vermelhos pelo beijo e eu notei suas bochechas suavemente coradas.
— Eu.. Sinto muito. — ele disse, parecendo meio desnorteado mas eu neguei.
— Não.. Só.. Acho melhor voltarmos para a sala comunal, ouvi dizer que monitores também vem checar os banheiros. — eu sorri e ele riu, assentindo.
Eu me virei de costas e esperei que ele se vestisse. Levou alguns minutos antes que ele dissesse que eu já podia me virar. Eu olhei e ele usava uma calça de moletom junto de uma camisa comum. Pegou suas coisas e nós saimos do banheiro depois de eu vestir meu casaco novamente, caminhando em direção as escadas para o sétimo andar. Eu não iria mais a cozinha.. Meu tédio já não estava mais ali e as meninas já deviam estar no dormitório.
Nós conversamos um pouco, mas o clima estava meio estranho. Talvez por aquele momento no banheiro.. Merlin, eu corava a todo momento. E de repente eu tive vontade de não ter parado...
Na sala comunal, nós encontramos os marotos ainda ali, dormindo como pedras. Remo tentava acordar Pedro que apenas resmungava e se virava para o outro lado. Eu suspirei e fui até ele, recebendo um olhar cansado. Eu tentei acordar Pedro o sacudindo mas não adiantava. O mesmo com James e Sirius.
— Eu já tentei.. Eles não acordam. — Remo disse e eu bufei.
Me afastei e pensei um pouco, sorrindo marota antes de pegar a varinha. Funcionou com as meninas, com certeza iria funcionar com eles. Apontando minha varinha pra eles, eu conjurei um feitiço baixinho e logo um jato de água saiu da ponta da minha varinha direto nos três marotos dorminhocos. Eles levantaram em um salto, olhando em volta assustados enquanto Remo e Joshua riam.
— Droga, Jane, pensei que estava morrendo afogado! — James disse, tirando os óculos tortos e os secando, ou tentando.
— Vocês não queriam acordar. — eu dei de ombros, guardando a varinha.
— Acordar pra quê? Estava tendo um sonho tão bom.. — Sirius disse, sacudindo os cabelos e acabando por espirrar água em mim.
— Pare de agir como um cachorro. — eu pedi, colocando as mãos na frente.
— Missão impossivel, meu bem. — ele retrucou. — Eu vou trocar de roupa e ir para a minha cama quentinha.
— Eu também. — Pedro disse, esse já estava na escada.
Acabou que todos eles foram, Remo ainda meio risonho quando se despediu. Eu ri e me virei para Joshua, cruzando os braços e suspirando.
— Eu também vou dormir.. Você também devia. — eu lhe disse, caminhando de costas até as escadas do dormitório feminino.
— Tem razão.. — ele disse e eu assenti, sorrindo convencida. — Nos vemos amanhã.
Joshua se aproximou e tocou a minha bochecha, aproximando seu rosto do meu e deixando apenas um selinho em meus lábios.
— Até amanhã.. — sussurrei, abrindo os olhos depois que ele beijou a minha bochecha.
Eu observei ele se afastar e subir as escadas do dormitório masculino no mesmo momento em que a professora Mcgonagall descia as mesmas. Eu sorri e subi as escadas para o meu dormitório, entrando no mesmo e me encostando na porta fechada. E eu estava certa; as meninas já estavam ali.
Lily tinha acabado de sair do banheiro enquanto Jessy e Marlene falavam sobre algo na cama da morena. A conversa delas foi interrompida quando eu entrei, já que elas me olharam desconfiadas. Eu devia esboçar um sorriso muito bobo, eu podia sentir. Logo eu fui puxada pra me sentar com elas e Lily.
— Onde estava? — Marlene perguntou, me olhando com os olhos cerrados como se eu tivesse feito algo errado.
— Eu fui até a cozinha.. Mas encontrei Filch no caminho e acabei entrando no banheiro masculino. — dei de ombros, tirando o casaco e o dobrando.
— E demorou esse tempo todo no banheiro masculino? — Lily insinuou e eu revirei os olhos.
— Eu encontrei o Turner.. O banheiro do dormitório dele alagou e.. Ele foi tomar banho lá. — deixei meus olhos espiarem a chuva pela janela mas fui interrompida por Marlene que segurou meus ombros.
— Ele estava nu? — ela perguntou e eu sorri. — ELE ESTAVA NU!
Eu ri e tapei sua boca, a colocando sentada ao meu lado e mantendo sua boca calada.
— Como assim nu? Você o viu.. Nu? — Jessy perguntou, parecendo bem surpresa com aquilo.
— Sim.. Ele estava saindo do banho. — eu disse, olhando Marlene quando ela deu um jeito de tirar a minha mão de sua boca.
— Como ele é? Grande? Médio? Curto..? — ela fez a pergunta e eu suspirei. — Ele é tão forte quanto parece?
— Lene! Não seja indiscreta. — Lily repreendeu mas a outra não ouviu.
— Bem.. Ele é.. Eu não sei, foi o primeiro garoto que eu vi nu. — lhes contei, segurando a mão da McKinnon que ameaçou me cutucar. — Ele é.. Forte, sim. Tem um belo corpo.
— Meu Deus, eu pensei que você não tivesse reparado. — Lilian disse, se levantando e indo até sua cama.
— A curiosidade foi mais forte.. Mas eu me virei bem rápido. — lhe disse e ela riu, se deitando.
— E o que vocês fizeram? — a Prewett perguntou e eu dei de ombros.
— Nos beijamos.. Eu não consegui nada mais que isso. — suspirei, me levantando e tirando a blusa que eu usava.
Peguei a minha camisola no malão e a vesti, tirando o sutiã seguido do short. Prendi os cabelos direito e olhei minhas amigas que me observavam como se esperassem mais.
— O que foi? Eu sou virgem, eu também tenho medo. Tirando que os lugares sempre fazem o clima acabar ao lembrar deles. — comentei, indo para a minha cama e me sentando nela.
— Uma coisa eu te garanto, menina.. Não dói como dizem. — Marlene disse, gargalhando com a cara de espanto de Jessy.
— Deixem disso. Podem falar de garotos depois, agora vão dormir. — Lilian disse, se cobrindo e se virando para o outro lado.
— Vamos falar do Potter, Lily. — Jessy provocou e eu segurei o riso.
— E então, Jane.. — Lene começou mas eu logo a interrompi.
— Não faça essa pergunta, eu nunca vi o meu irmão nu. — eu ri, lhe jogando um travesseiro que ela segurou antes que caísse.
— Ah, sei lá.. Nem quando eram crianças? — ele insistiu e eu neguei.
— Eu nunca passei mais de um final de semana com ele antes de Hogwarts.. — contei, sorrindo fraco ao me deitar e cobrir apenas minhas pernas.
— Será que eu consigo dar uma espiada? — a garota tarada sugeriu e eu neguei rindo.
— Vamos dormir antes que Lily nos bata. — eu disse, notando que a garota ruiva não reagiu ao assunto.
— Certo, certo.. Chatas. — Marlene reclamou, se deitando também quando Jessy foi para sua própria cama.
— Boa noite. — a loira disse, apagando a lamparina com um aceno de varinha e se deitando.
— Boa noite. — respondemos eu e Lene juntas.
Eu me virei para a parede e fechei os olhos, rindo silenciosa ao lembrar de tudo que aconteceu naquela noite. Ver o Turner nu.. Aquilo era novidade pra mim. Eu nunca tinha visto nem mesmo Sirius totalmente despido.. Seu tronco nu não era uma novidade pra mim. Mas.. Eu havia visto muito mais do que isso do Turner, o que fazia minhas bochechas ameaçarem arder ao lembrar. E o pior de tudo eram os pensamentos que me rondavam.. Como seria se eu o tivesse deixado prosseguir e como seria ter seu corpo sem aquela toalha tão perto, tão quente..
Me obrigando a deixar de pensar naquilo, eu forcei meu cérebro a desligar. Precisava dormir... E esperava que não sonhasse com as sardas espalhadas pelo corpo masculino de Joshua Turner.
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