A Man With a Lion Tatto

3 Capítulo Dois - Figths and storys of life


Notas iniciais
Hey people! Como vão? Percebi que estão gostando da fic! A Jay, que é uma autora excepcional na minha opinião (por causa de The Queen of Neverland), me deixou muito feliz! Obrigada linda! Hoje o capítulo não é tão grande, mas tem mais de 2 mil palavras. Enfim, enjoy the Show guys! Lista de músicas: Let it Go - http://www.youtube.com/watch?v=kHue-HaXXzg Best Song Ever - http://www.youtube.com/watch?v=o_v9MY_FMcw (No final, a que não mostrou) Tik Tok - http://www.youtube.com/watch?v=iP6XpLQM2Cs

Eu passei o resto do dia esperando pela minha aula de arco e flecha, até que Graham chegou e mandou eu segui-lo para área de treinamento. Lá, começou a me explicar algumas coisas sobre o arco e flecha.

— O tamanho das flechas é determinado pelo tamanho do arqueiro — Explicou Huntsman — E o suas flechas são grande porque você é. O comprimento do arco também é determinado pela sua altura, um guerreiro não pode ter um arco pequeno sendo que é grande — Ele continuou sua explicação até que chegou a hora de tentar.

— Vou tentar acertar na árvore, ok? — Eu disse e ele assentiu e começou a explicar:

— Mantenha a posição de tiro colocando seu pé dominante á frente pelo menos 13 á 25 centímetros — Segui suas instruções — Mantenha as pernas afastadas na direção do ombro — Assim eu fiz — Muito bem, encaixe e apoie a flecha em seu polegar com a pena apontada para fora. Segure a corda com três dedos e passe a flecha entre os dedos indicador e médio. Agora, trave o braço do arco e olhe para o alvo. Puxe até que sue dedo polegar toque sua orelha e a ponta do seu dedo toque canto da boca. Solte a flecha.

Ele me demonstrou o processo inteiro e acertou duas flechas em uma árvore. Logo, eu tentei meu primeiro tiro. Estava meio nervoso, mas acabei conseguindo atirar a flecha na árvore. É lógico que não foi exatamente no centro, mas consegui acertar na árvore! Já era um grande progresso.

— Parabéns, cara! Você pode treinar sozinho a partir de agora, mas é melhor você ir aprender a lutar espada com Charming. Te vejo mais tarde! — Ele disse e subiu em seu cavalo e logo foi, eu então me dirigi para o centro de treinamento com espadas.

Lá, James estava lutando com Corona e alguns homens observavam suas técnicas. Mesmo com tanta experiência, Corona foi jogado no chão e rendido. James era realmente bom nisso e os homens aplaudiram o príncipe. Logo ele veio até mim.

— Hey camarada, veio aqui para treinar as espadas? — James perguntou já me oferecendo uma espada e eu assenti — Bem, tome. Vamos começar.

Eu me dirigi com ele até o campo de guerra e ele começou a explicar:

— Para nós, é muito importante que homens e mulheres saibam manobrar a espada. Muitas vezes seu cavalo estará em jogo e dinheiro também, tanto quanto homem tanto quanto mulher pode ser humilhado se perder para alguém em público. Aqui é apenas teste e ninguém irá dizer nada, tudo bem? — Eu assenti e ele continuou — Normalmente, treinamos homens e mulheres desde seus quatorze anos e com vinte e um anos eles viram guerreiros de verdade. Já você tem quantos anos?

— Vinte e oito — Caramba, tinha que virar cavaleiro rápido!

— Bem, agora vou te explicar sobre algumas técnicas. O primeiro é sobre a lança, a nossa lança é média, mas forte. Isso porque é a tradição de nosso castelo. Outros lugares têm lanças de espadas bem maiores e outras bem menores — Ele balançou a espada no ar mostrando a lança — Já seu escudo é pequeno, mas serve não só para absorver golpes, ele pode também ser uma arma contra seu inimigo. Escudos são duros e podem ser usados para bater na cabeça do seu oponente — James se aproximou de um boneco feito de pano e usado para treino e me mostrou como seria — Viu? É assim. Agora as técnicas de espada.

Ele se aproximou de outro boneco e o “esfaqueou”.

— Essa técnica é uma das mais simples e rápidas, a espada bastarda é a mais usada para fazer este golpe. A sua espada é uma bastarda, leve, mas forte. Este golpe é aplicado quando você desvia de um ataque, evitando o ataque do inimigo e aplicando o seu — Ele fez um sinal para eu ir até ele — Tente comigo — Eu me aproximei e James simulou que iria me atacar, eu, rapidamente, me desviei e bati com a espada em sua armadura. Bem, pelo menos estava com armadura ou se não eu poderia ter matado ele — Muito bem! Mas, lembre-se que a maioria dos homens não estará com armaduras e não fará apenas barulho, terá sangue e muito.

— A outra técnica? — Eu perguntei, agora estava animado.

— Sim, muitas. Mas deve saber que á muitas espadas, como os homens de Killian que utilizam a Cimitarra. Esta espada é usada pelos piratas, mas, como Killian tem origens do mar, ele utiliza em guerras contra muitos reinos. Cimitarras são curvadas e por isso você não pode ficar muito perto de seu inimigo, por isso você pode usar seu arco ou isto — Ele pegou um tipo de espada muito pequeno, parecia mais uma faca com uma ponta muito afiada — Isto é uma adaga e pode ser jogada de longe em seu oponente, ela alcança até dois metros — Ele me ofereceu para que eu joga-se no boneco de mentira, a um metro de mim. Eu joguei e acertei!

— Olhe só isso! Vai virar um bom cavaleiro — Corona disse observando eu e James. Silver estava de seu lado, parecia mais um humano de que um cavalo me observando. Talvez porque os animais são mais inteligentes aqui.

—Agora, você pode ficar com sua espada e treinar sozinho. Amanhã continuará o seu treinamento, melhor você ir para o castelo. Eu e Corona devemos ver algumas coisas na cidade, dizem que viram homens do Killian aqui. Vamos, Corona — James montou em seu cavalo branco e Corona em outro e seguiram para cidade.

Passei algum tempo cuidando de Silver e me deitei no feno para descansar, esta era uma vida boa. Princesas, magia, castelos, cavaleiros e aventuras. O melhor é que eu tinha uma família agora. Passou-se algum tempo e, de repente, Ruby me assustou pulando, em forma de loba, em cima de mim.

— Hey! Pare! — Eu disse quando ela começou a lamber minha cara e comemorar porque tinha me achado. Isso seria instinto de cão? Não sei, mas parecia o cachorrinho de um dos meus amigos quando eu chegava à casa em que ele estava.

— Tudo bem, parei — Red disse quando se transformou em humana. Ela estava com sua típica capa vermelha.

— O que você quer? — Eu perguntei com um tom brincalhão.

— Bem, eu vim aqui porque Regina e Snow querem ver você e eu também queria te dar bom dia — Ruby disse sorridente e alegre.

— Primeiro, são quase uma hora da tarde Ruby. Que hora você acordou?

— Lobos dormem tarde e acordam tarde, não é minha culpa — Ela andou em círculos e se tacou no feno, se transformando em loba novamente.

— Vou ver o que as princesas querem, vê se não tenta comer o Silver — Quando eu disse isso, Silver relinchou assustado. Eu ri — Calma garoto, só estou brincando — Depois de acalmá-lo, me dirigi ao castelo.

No castelo...

As princesas e Daniel estavam com um homem estranho. Ele tinha uma pele parecida com a de um réptil, aparentava ser perigoso e parecia saber fazer mágica. Regina e Snow já estavam com algum tipo de feitiço preparado em suas mãos e Daniel com a sua espada apontada para o homem mais velho.

— O que esta acontecendo aqui? — Eu perguntei indo ao lado da princesa da noite.

— Apenas alguns confrontos. Não é mesmo, querido vovô? — Regina disse olhando para o homem com fúria — Rumple nos traiu, dizia que amava meu pai, seu filho, e se juntou ao Killian. Ele não é digno de estar dentro deste castelo, eu deveria arrancar-lhe esta pele de crocodilo e fazer um sapato para mim — A princesa levantou a mão, que estava com uma bola de fogo mágica produzida por um feitiço. Ela iria jogar no homem, mas Snow a impediu.

— Não sabemos o que ele quer. Primeiro perguntamos e depois atacamos — Snow acalmou a irmã — O que quer Rumple? — Ela perguntou se virando para Rumple, que deu um pequeno “niha-ha” e levantou um dedo no ar.

— Eu não desejo briga meus netinhos queridos, apenas vim avisar em que Killian está poderoso, mas precisa de mais alguém para conseguir conquistar o que quer. Fiquem de olhos bem abertos e cuidado com meu mestre, ele irá atacar este reino e fazer ele não passar de uma mera pilha de cinzas e escombros em Fairy Tale Land. Depois disso, ele vai fazer coisas bem piores — Terminando a ameaça e o aviso, Rumple deu uma risada sarcástica e sumiu em uma nuvem de fumaça mágica.

— Ele foi — Daniel disse guardando a sua espada.

— Ele é seu avô? — Eu perguntei para Regina e ela assentiu, Snow e Daniel também.

— O que quer dizer em precisar de alguém? Ele está poderoso, mas como? — Daniel perguntou enquanto Regina ficava pensativa ao seu lado.

— Ele precisa de mais uma criança nascida do amor verdadeiro. Mas ele não esta achando nem em nosso reino nem no dele, todas as outras crianças do qual ele drenou poder para ficar forte ficaram tão fracas depois do ocorrido que morreram. Nem um fruto do amor verdadeiro sobrou e Killian precisa de um — Snow disse e deu uma pausa, pensando, e logo continuou — Rumple, é vidente e pode saber que terá um filho que tem a magia do amor verdadeiro. Isso é ruim, muito ruim.

— O que faremos?

— Temos que derrotar ele antes que algo acontece para alguém daqui ou da cidade. Espero que Killian não ache esta criança, mas, se ele não achar uma criança, irá nos atacar de qualquer maneira — Daniel disse, olhando atentamente para o quadro de seu pai na parede.

— Isso mesmo irmão, vamos fazer isso! — Regina concordou com Daniel — E a gente vai...

*BOOM*

Uma explosão foi ouvida de longe, todos presentes ficaram alertas com o barulho. O que foi isso?

— Que diabos é isto?! — Daniel perguntou, se apoiando em uma mesa com sua mão para se recuperar do susto.

De repente, Ruby chegou correndo em forma de loba. Ela até escorregou no chão e quase caiu, mas apenas derrapou. Red imediatamente se transformou em mulher de novo e estava com um ar de desespero em sua voz.

—É ele, os cavaleiros dele. Eles estão atacando os nossos homens com o dragão das sombras! Muitos morreram com esta explosão e alguns cavalos fugiram! A gente tem que ir lá antes que algo pior aconteça! — Ela explicou desesperada e ofegante.

— Os homens de Killian?! E seu dragão?! — Daniel perguntou, gritando.

— Sim Daniel, são eles. Vamos! — Ruby se transformou em loba novamente e nos deixou. Depois de alguns momentos, nós fomos atrás de Ruby e os homens de Killian.

Regina, Snow, Daniel e eu seguíamos Ruby pelos corredores do castelo. Eu já me preparava para tentar lutar com minhas novas técnicas de luta aprendidas hoje de manhã. Regina e Snow já estavam com algum tipo de feitiço em suas mãos e Daniel com sua espada.

Chegando lá...

Nós chegamos em um lugar reconhecível da cidade, era um grande armazém que continha ouro e diamantes. Provavelmente era isso que os homens e o dragão queriam. Os homens com roupas pretas e espadas do tipo cimitarra estavam pegando o ouro. Já o dragão comia os diamantes e, ao mesmo tempo, cuspia um tipo de fogo negro, mas letal, que fazia os homens queimarem.

Regina disse para eu ficar perto dela e segui-la, para que nada acontecesse comigo. Mesmo assim, utilizei meu arco e, raramente, minha espada. Regina fazia incríveis feitiços e jogava nos seus oponentes. Daniel e Charming eram muito bons em espada e Graham usava uma machadinha para bater na cabeça de seus inimigos. O lugar estava com muito sangue, muitos homens mortos e outros gemendo de dor no chão.

— Vamos nos retirar! — Um dos homens gritou antes de partir em seu cavalo negro. O dragão não parou e continuava a atacar a gente, até que Regina o jogou uma bola de fogo, mas o dragão apenas se enfureceu mais. Como era um dragão das sombras, Snow fez algum feitiço de luz e espantou o réptil bem rapidamente. Ele saiu voando em direção ao oeste, ao reino de Killian.

— Acabou? — Eu perguntei, colocando meu arco no lugar.

— Sim, finalmente — A princesa da noite veio ao meu lado e disse calmamente, ela tinha arranhões em seu rosto e seu vestido preto estava com alguns locais rasgados — Depois disso, precisarei de um pouco de música de seu IPhone para eu relaxar — Ela disse, me dando uma leve cotovelada de brincadeira, e eu ri. Snow e Graham nos lançaram olhares confusos.

— O que é um IPhone? — Snow perguntou com a sobrancelha levantada.

— Nada — Eu e Regina respondemos em uníssono.

— Bem, vamos voltar para o castelo — Charming disse, colocando um braço ao redor do pescoço de sua noiva.

Quando chegamos ao castelo, eu e Regina fomos ao meu quarto e, como ela disse, era bom a gente escutar música para relaxarmos. Eu coloquei Let it Go da Demi Lovato, ela amou o que falava na música. Disse que era quase que perfeita para ela, pois, ao contrário de sua irmã, não gostava de fazer parte da família real. Não gosta?

— Por quê? Você tem ouro, diamantes, um castelo e pessoas que amam você. O que esta de errado? — Eu perguntei, trocando de música e colocando em Best Song Ever do One Direction.

— Você já pensou em ter deveres? Guerras? Ter que fazer bailes? Ser a próxima a governar um reino inteiro? Sabe, ás vezes parece que...

— Você esta presa em uma jaula e não á como sair? — Eu sabia muito bem como era isso.

— Sim, querer seu livre, mas não puder porque algo te impede. Você me entende? — Regina disse, se jogando para trás na cama e deitando-se.

— Entendo. Eu passei isso no... — Eu hesitei, será que eu deveria dizer que eu era adotado? Algo tão pessoal?

— No...? — Ela perguntou. Retirando-me de meus pensamentos.

— No orfanato. Eu fiquei lá até meus dez anos, mas não tinha como sair e lá era muito ruim. Eu tinha amigos, mas, mesmo assim, me sentia sozinho. Sentia que não tinha ninguém que gostasse de mim de verdade — Eu dei uma pausa para ver se ela estava viva, pois parecia que sua respiração tinha desparecido. A princesa estava olhando atentamente para mim, então eu continuei — Bem, eu sei como é querer fazer algo e não poder. Isso é terrível. Ninguém deve passar por isso em nenhuma situação.

— Isto é muito triste. Você perdeu seus pais como? — Ela disse, virando a cabeça para o lado como um filhote de cachorro.

— Eu... não sei. Diziam no orfanato que me abandonaram lá, diziam que minha mãe não queria ter um filho então me abandonou — Eu dei uma pausa e voltei a falar — Você não precisa saber de minha história, é muito triste. Bem, que tal mais música? — Eu perguntei para ela, e Regina substituiu sua cara triste por um grande sorriso.

— Sim, mais música!