A Maldição de Outono
2 II - A Inquisitora
Aos poucos ele vai recobrando a consciência, sentindo a cabeça bem pesada. Os olhos vão abrindo lentamente. Edd está amarrado em um poste madeira, as mãos completamente atadas. Ele mexe lentamente a cabeça para um lado e para o outro. No lado direito não consegue distinguir nada, porém do lado esquerdo ele vê Brydan. Seu amigo está com a boca tampada por um pano. Ele faz barulhos ao perceber que Edd acordou.
— Ele ficou gritando e berrando demais, não tivemos escolha. – Disse uma voz.
Edd olha em direção a ela e reconhece ser da garota que os havia nocauteado.
— P-Porque fez isso?
— É proibido roubar. Principalmente do Velho Hillas que não faz nada de mal a ninguém.
— Desculpe. Mas eu não conheço você. – Respondeu Edd.
Lyara, apenas vira de costas e segue para a porta que estava atrás de si, trancando-a. A sala que a garota dornesa entra, é escura e mal iluminada. Era o sótão de um balcão de um comerciante de jóias no Distrito do Artesão Dourado, extremamente próxima de Torralta. Uma comprida mesa de madeira de carvalho ocupa o centro do local, disposta de algumas cadeiras. Nesta sala estão somente meninas, das quais Lyara conhecia apenas algumas. Conhecia Celia e Cliera, duas gêmeas de cabelos longos e negros, filhas do comerciante de jóias dono do lugar, Elrie uma Fossoway da Maçã Vermelha com cabelos da mesma cor do símbolo de sua casa, Dyana uma Fossoway da Maçã Verde com os cabelos castanhos claros e uma leve mecha verde nas pontas de alguns deles. As desconhecidas faziam parte do séquito de Gabrelle Tyrell, uma garota do qual Lyara odiava pois estava sempre com risinhos e olhares maldosos para os lados. A garotinha tinha sido uma verdadeira pedra no sapato desde que chegara em Vilavelha, por causa disso Lyara não havia feito questão de guardar o nome de suas amigas.
Porém, Lyara não podia negar que ela era linda. Os cabelos eram castanhos claros como os de Dyana porém bem mais longos e ondulados. O rosto era fino e extremamente delicado e os olhos azuis. Uma verdadeira donzela. “Mas com uma personalidade terrível” pensou Lyara enquanto observava a garota.
— Então Alicent. É isso que você fica fazendo nas horas vagas? – Perguntou Gabrelle com um ar de desdenho. Alicent era a Inquisitora, a chefe do grupo. Cabelos negros e olhos verdes, ela era mais nova do que Lyara, mas sabia se portar quase como uma adulta. Tinha como melhor amiga e braço direito Miranna, uma jovem que serve em sua casa. Miranna não tinha muito a compensar em questão de beleza. Era constantemente chamada de sapa por causa de seu rosto. Isto era o de menos, difícil era quando a caçoavam por cause de seu peso.
— A vida na Torralta as vezes me incomoda, Gabrelle. Fazendo isto traz um pouco de emoção na minha vida. – Respondeu Alicent com um ar de desprezo.
— Deveria vir passar um tempo conosco em Jardim de Cima. Tenho certeza que iria gostar. Lá nós podemos fazer tudo!
— Tenho certeza que sim. Mas eu gosto disso que eu faço. Parece até que eu sou uma Senhora.
— Uma Senhora só na sua cabeça. Não é nosso papel ficar julgando. Devemos apenas nos concentrar em cuidar da família e fofocar.
Alicent e Gabrelle trocaram olhares como se estivessem se medindo. Lyara sabia que Gabrelle não acreditava naquilo que estava dizendo. Desde que viu a menina pela primeira vez, percebe que ela apenas interpreta um papel. O olhar de Gabrelle cruzou com o de Lyara.
— Na sua terra, as mulheres podem comandar, não é? – Perguntou Gabrelle.
Lyara apenas assentiu.
— Quem diria que algo de inovador viria de um lugar onde existe apenas sem areia. – Gabrelle riu e suas amigas acompanharam. As outras meninas permaneceram em silêncio olhando de canto de olho para Lyara.
— Já chega Gabrelle. Você não veio aqui para insultar as minhas amigas. – Disse Alicent.
— Tem razão, me perdoe Lyara. – Conteve-se Gabrelle, mas ainda com um sorriso torto no rosto. Lyara apenas deu de ombros.
— É um julgamento que você quer, não é? Pois é um julgamento que você terá.
Dizendo isto Alicent se levanta e sai em direção da sala seguida por Gabrelle e o restante as meninas. Lyara ficara por último. Havia se segurado para não quebrar o lindo nariz da Tyrell.
A porta se abre e Edd vê muitas meninas em sua frente. No fundo ele pode reconhecer que a dornesa estava lá, sempre vigilante.
— Qual é o seu nome? – Perguntou aquela que parecia ser a líder. Era um palmo mais alta do que Edd e tinha cabelos negros.
— Qual é o seu nome? – Respondeu Edd.
— Eu acredito que eu te perguntei primeiro.
— Engraçado. Você me prendeu aqui e nem sabe o meu nome. Ou o dele. – Disse Edd meneando a cabeça em direção a Brydan.
— Eu sou a Inquisitora. – Respondeu a menina.
— Que nome feio.
Dan riu mesmo estando com a boca tapada. Edd também deu um sorriso. Estava aliviado. Pensou que havia sido capturado pela Guarda da Cidade. Mas estava somente nas mãos de algumas meninas. Ele não tinha medo delas, a única que realmente botava medo era a Dornesa que o havia facilmente nocauteado. E infelizmente para Edd, é ela que se aproxima. Ela puxa o garoto pelos cabelos que se segura para não gritar de dor.
— Tenha mais respeito. Ou vou te colocar para dormir denovo.
Edd percebe que uma das garotas não conseguia conter a sua excitação, ela estava com os olhos azuis brilhando e era muito bonita.
— Desculpe senhora Inquisitora. Mas, eu não consigo entender o porquê eu estou aqui.
— Você roubou frutas do Sr. Hillas.
— Existe um motivo para isso.
— Não existem desculpas para isso. Roubo é roubo.
— Corte a mão dele! – Disse a garota de olhos azuis.
A Inquisitora vira para garota com um olhar perplexo.
— Ficou maluca?
— Esta é a punição para roubo! Se ele perder as mãos não terá mais como roubar!
Todos na sala ficaram em silêncio. Edd mal conseguia acreditar nas palavras daquela garota. Procurou se acalmar. Precisava fazer algo para tirar eles daquela situação. Ele pessoalmente não acreditava que teriam as mãos arrancadas, pela reação da Inquisitora. Porém, não poderia correr esse risco.
— Vocês falam diferente... – Murmurou Edd. As palavras simplesmente vieram até a sua boca.
— O que você disse? – Perguntou a Inquisitora tirando o seu olhar da outra garota.
— Vocês falam diferente! – Disse Edd com confiança. Já tinha uma ideia de como ia tirar ele e Dan daquela situação horrível. A Inquisitora congelou no lugar.
— São filhas de Comerciantes não são? – Perguntou Edd.
— Isso não te interessa. Você, Dornesa! Eu te comando! Corte a mão daquele menino!
Lyara permaneceu imóvel como uma estátua no lugar. Não iria obedecer a nenhuma ordem daquela maluca. Ainda mais uma ordem que envolveria uma punição tão severa. Ela queria que os meninos fossem punidos, porém algo tão extremo era desnecessário.
— Comando? Então vocês são de alto nascimento. – Falou Edd começando a matar a charada que se apresentava.
— JÁ CHEGA! – Gritou a Inquisitora. Alicent precisava controlar a situação. Aparentemente aqueles dois rapazes não estavam com medo dela, e ela temia que já estivessem descoberto a sua identidade ou das outras amigas. Além do mais, não poderia deixar Gabrelle comandar em seu lugar.
— Vocês vão ser punidos pelo roubo das frutas e NINGUÉM vai cortar a mão de ninguém. – Comandou.
— Sabia que você era covarde. – Disse Gabrelle provocando.
Porém antes que Alicent pudesse recrutar com uma fúria inimaginável em seus olhos, ela sente uma leve roçada em seus pés. Ela olha para baixo e vê um rato um pouco maior que o seu pé. Ela salta para o lado gritando. As outras meninas também saem gritando fugindo para a sala da onde vieram.
— LYARA! LIVRE-SE DESSE RATO! – Gritou Alicent antes de sair.
Lyara não tinha medo de ratos, mas também a presença do pequeno animal deixava um pouco incomodada. A garota tenta pisar em cima do rato que correm direção a Brydan. Ela está tão obcecada em se livrar do rato que mal percebe o corpo de Dan vindo em sua direção. Os dois caem no chão estatelados, ele em cima dela. Lyara está confusa não conseguindo entender o que aconteceu.
— VAMOS EDD! – Gritou Dan.
O outro rapaz se levanta rapidamente. Eles correm em direção a porta enquanto Lyara continua no chão. Ao sair, eles trancam a porta.
— Genial Brydan. – Elogiou Edd.
— Você não é o único que tem boas ideias. – Respondeu o garoto com um sorriso.
— Não se esqueçam de mim! – Disse uma voz que vinha das escadas que davam para fora do sótão.
— LORIS! – Gritou Edd.
O pequeno garoto de cabelos lisos cor de palha desce as escadas correndo para cumprimentar os seus amigos.
— Parece que meu plano deu certo!
— O rato? – Perguntou Brydan perplexo.
— Sim! Eu vi uma moça dornesa colocando vocês em um carrinho de mão. Segui ela até esse sótão. Então eu pensei em uma maneira de libertar vocês! Consegui atrair um rato para cá para assustar elas!
— Incrível! – Disse Edd dando uma leve tapinha nas costas de Loris. O garoto abriu um enorme sorriso se sentindo orgulhoso. Porém o seu sorriso logo se desfaz e uma expressão preocupada toma o seu rosto.
— O que foi? – Perguntou Edd preocupado.
— E-Eu, me desculpe Edd...
— O que você fez? – Perguntou Brydan.
— Eu fiquei com medo do que aconteceria com vocês. Não sabia o que ela garota ia fazer. Então eu conversei com um Guarda da Cidade, ele já deve estar chegando...
Edd e Brydan paralisaram. Edd percebe que Brydan já iria brigar com Loris e já procura intervir:
— Não há problema Loris. Você fez a coisa certa. Nós perderíamos as nossas mãos se você não tivesse aparecido. – Mentiu Edd.
— O QUE? Eu que nos libertei! – Disse Brydan virando-se para confrontar Edd.
— Não vamos brigar agora. Temos que sair daqui. Você principalmente! – Falou Edd tentando evitar uma discussão. Empurrando Brydan e Loris em direção as escadas do sótão. A escada tem sua origem no galpão do vendedor de jóias. Nele estão espalhadas algumas caixas de madeira e carrinhos novos. Dentro das caixas provavelmente estavam prataria pronta para ser vendida, pensou Edd.
— Muito bem. Loris, você precisa levar o Brydan de volta para Fallowfield.
— Mas e você?
— Eu vou ficar aqui, ver se consigo despistar o Guarda. Estamos em Blackbanks?
— Não! Aqui é o Distrito do Artesão. – Respondeu Loris.
“Droga”. Pensou Edd. Nos Distritos mais próximos de Torralta, a Guarda da Cidade fazia uma vigilância mais pesada e os guardas normalmente eram mais espertos. Além do mais, estariam em alerta por causa do aviso de Loris.
— Edd, você não pode fazer isso. Vai ser pego! – Disse Brydan.
— Melhor eu do que você. Agora vá! – Disse Edd empurrando Brydan para longe e correndo para saída do Galpão. Ao abrir a porta uma leve brisa balançou seus cabelos. Em sua direção estava a imponente Torralta, uma torre tão branca quão marfim com suas enormes janelas e um farol reluzente no topo. Fazia algum tempo que Edd não a via tão de perto assim. O garoto olha para os lados tentando não se distrair da bela paisagem portuária que estava. Não vendo ninguém, ele suspira aliviado. Preparando-se para voltar para casa ele sente uma mão pesada em suas costas. Edd vira-se lentamente e viu o Guarda da Cidade. E para piorar a situação, era o mesmo que havia interrogado Edd, na ponte de passagem para Blackbanks.
[...]
Dolard era membro da Guarda Doméstica de Torralta e o guerreiro que Alicent mais confiava dentre todos que serviam a sua Casa. Normalmente ela ficava muito feliz de conversar com ele, porém desta vez estava incomodada.
— Alicent. As coisas estão piorando. Cada vez que você sai para um desses seus julgamentos, alguma coisa de ruim acontece. – Disse o soldado.
Eles estavam nos aposentos pessoais de Alicent em Torralta. O quarto era enorme maior do que algumas casas no distrito de Fallowfield. As paredes eram azuis, cor favorita da garota, e o chão, como praticamente tudo em Torralta, era de um mármore branco belíssimo. Alicent estava de costas para o leal soldado, olhando perdidamente através da janela de seu quarto, do qual podia-se ver o Mar de Verão. Uma vista maravilhosa.
— Eu prometo tomar mais cuidado. – Disse Alicent virando-se para falar com Dolard.
— Somente tomar cuidado não vai ser o suficiente. Eu arrisquei o meu pescoço de verdade hoje. Aquele tal de Allan queria punir Lyara também.
Alicent deu um suspiro de frustração. O seu pequeno passatempo estava causando problemas para os seus amigos.
— O que esse Allan quer afinal? Se ele atrapalhar demais vou conversar com o Papai.
— Nem pense nisso. Apesar de ser um pouco irritante, ele é um dos guardas mais atentos do Distrito de Fallowfield. Dizem que busca ser Capitão.
— Um idiota. – Disse Alicent se jogando em sua enorme cama.
— De qualquer forma. SEM mais Inquisições. Foi um erro eu ter te dado essa ideia.
Alicent olha para o Guarda perplexo. Dolard era até que um rapaz bonito em seus vinte anos. Tinha uma expressão leve em seu rosto. Seus cabelos claros estavam ocultados pelo capacete que estava usando no momento. Sua capa branca e sua armadura estava impecavelmente limpos.
— Nem comece! – Disse o Guarda firme ao ver que Alicent iria protestar.
— Enquanto estiver com suas visitantes aqui e até a passagem do Torneio, sem mais Inquisições. Aceite, ou contarei ao seu pai. – Dizendo isso o Guarda saiu com passos pesados para fora do quarto.
A garota pensou em protestar, mas seria infrutífero e Dolard tinha razão. Suas pequenas saídas já haviam chamado a atenção da Septa, e além do mais Lyara tinha perdido o acesso aos aposentos superiores de Torralta. Quando Allan encontrou o garoto e Lyara no Galpão, quis julgar os dois, porém Dolard havia rapidamente argumentar em sua defesa, prometendo que ela seria punida em Torralta.
— É melhor parar mesmo Alicent. – Disse Miranna que até então estava quieta, sentada em uma cadeira apenas escutando.
— Eu sei...
— Não se preocupe, é apenas por um tempo. – Consolou a amiga que continuou:
— Não fique triste! Pense na cara que Gabrelle fez quando ela viu o rato.
Um sorriso enorme veio ao rosto de Alicent. Conseguira pelo menos amolar um pouco a visitante irritante. Ela mal esperava para que aquele maldito Torneio Doméstico passasse, para livrar-se de todas elas e poder continuar suas atividades.
[...]
— Aqui, foi isso que eu consegui reunir. – Disse Loris para Brydan.
Os dois rapazes estavam agora na frente da casa de Dan. Loris havia corrido para sua casa buscar alguns alimentos que sobraram para poder entregar as meninas das quais Brydan estava cuidando. Ele trouxe consigo pedaços de pão, peixes e algumas frutas.
— Muito Obrigado Loris. – Disse Brydan dando um tapa no ombro do amigo.
— Me desculpe. Eu fiquei um pouco irritado pelo o que aconteceu hoje. – Continuou ele.
— Eu também fiquei chateado. Fiquei preocupado com vocês por isso chamei a Guarda. Vocês não me contam os seus planos.
— A ideia foi minha, foi algo do momento. Espero que Edd não seja punido.
— Eu também.
Um silêncio agora para sobre os meninos, que estão contemplando os fatos que aconteceram no dia que já estava acabando. Os raios de sol vermelhos por causa do crepúsculo agora banhavam os meninos.
— É melhor você cuidar desses ferimentos. – Disse Loris olhando para os braços de Dan.
O rapaz havia se machucado ao fazer força contra as cordas que o prendiam. Fora desta maneira que ele havia conseguido se libertar. Não gostava de sentir atado, preso e estava furioso com a Dornesa que o havia prendido. Prometeu que um dia iria ter um acerto de contas contra ela.
— Pode deixar. Eu sei me cuidar. Agora vou levar isso para as garotas. Você vá para a casa. Muito obrigado por isso.
[...]
A mãe de Edd, Juline estava com um olhar extremamente irritado para o filho. Antorn o seu pai, porém estava um pouco mais calmo. A família estava reunida na sala de sua casa. Os pais de frente para o filho, sentados na mesma mesa. Edd havia contado tudo. Das garotinhas na muralha, ao roubo das frutas. Porém omitira, a Inquisitora.
— Filho. Você tem um motivo nobre. Mas um motivo nobre não é o suficiente para justificar uma ação errada. – Disse Antorn.
— Nós não te ensinamos a roubar, Edd. Eu sabia que deixar você com todo esse tempo livre traria problemas. – Disse Juline.
Edd permaneceu em silêncio. Até porque, falar alguma coisa não o ajudaria. Sabia como seu pai fazia quando queria lhe dar bronca. Monólogos longos e severos.
— Gyle também era assim. Adorava aprontar. Porém ele agora é uma pessoa ocupada na Cidadela. Talvez, possamos enviar você mais cedo para poder andar na linha.
— Não vou dizer que seja ruim Pai. Pelo menos iria matar o meu tédio.
Antorn deu um sorriso leve que logo foi substituído por sua expressão séria.
— Você vai pedir desculpas ao Sr. Hillas e explicar o que aconteceu. Enquanto isso eu vou preparar alguma coisa para aquelas meninas. – Falou Juline.
Os olhos de Edd brilharam.
— Como disse, um motivo nobre. Se tivesse nos contado antes, talvez nós poderíamos ter ajudo algo, e você não precisaria roubar. Poderíamos ter falado com algum Septão. – Continuou Antorn.
— Me perdoe, mãe e pai. Não foi a minha intenção prejudicar ninguém.
— Mas mesmo assim prejudicou. E por isso, recebeu a sua punição. Além do mais aquele Allan vai estar de olho em nós agora. Tudo o que precisávamos. – Disse Antorn.
Edd ficou cabisbaixo. Foi por pouco que não conseguiu escapar. A pior parte do caminho de volta para Fallowfield, foi ouvir o tal Guarda Allan ficar repreendendo-o e falar da paz e prosperidade que a família Hightower havia conseguido na região, após a Guerra. Edd não entendia como um simples roubo de fruta era reflexo do “jogo dos tronos” que Allan tanto falava.
— Agora coma alguma coisa e vá dormir. Amanhã você deve acordar cedo para a sua punição. Não nos desaponte, Edward. A partir de agora, ande na linha. – Finalizou Antorn em um tom autoritário. Edd simplesmente assente com a cabeça, aceitando o seu destino.
FIM DE CAPÍTULO.
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