A Maldição da Múmia - Reboot
14 Capitulo 14 - A Volta da Maldição
O homem vira e tira o turbante sobre o rosto e revelou seu olhar para Mark. Ainda era como Mark lembrava. Um rosto cansado, mas os olhos ainda muitos vivos, talvez deve ser a pratica e atenção para a escavação delicada.
— Mark? É você? – Dizia sem acreditar e estudando Mark de cima a baixo. – Nossa como você cresceu. Vem cá. – E puxou Mark para um abraço, Mark retribuiu, era bom ver um rosto familiar depois de um tempo.
— Bom te ver tio, desculpe não escrever mais ou...depois da guerra.
— Tudo bem, eu entendo, tudo se complicou. Mas me diga você recebeu minha encomenda?
— Recebi sim, mas acabei perdendo, o faraó...
— Djoser? Então ele realmente voltou do mundo dos mortos. Eu sabia que isso aconteceria, enviei uma mensagem alertando sobre.
— Desculpe tio, eu tentei impedir que levassem.
— Não se preocupe. – Disse o tio colocando a mão sobre os ombros reconfortando-o. – Sei que o receptáculo procura uma forma para voltar ao seu dono.
— Seguimos o avião do faraó até aqui, mas perdemos ele depois de um tempo, creio que esteja indo em busca da pirâmide de Sakkara em sua cidade. – Disse Minkabh vendo um forte vento invadir o lugar através de algumas passagens na janela.
— Que nome amaldiçoado esse. – Disse Steven que ainda segurava o braço da múmia.
— E você tem razão rapaz, um nome que traz maus agouros. – Responde o tio de Mark. – A maldição que assola aquele lugar, creio que tenham pousado em outra área, não podem pisar no Cairo.
— Por que não? – Quis saber Steven.
— Estou guardando esse lugar, numa das minhas procuras achei uns hieróglifos de proteção e desde então espalhei pela cidade. Por isso não sai daqui.
— Achei que tivesse acontecido algo com o senhor, na gravação parecia que...
— Fui capturado. – Disse o tio rindo após interromper Mark. – Sou mais esperto e consegui escapar após a distração de algum dos guardas. Acho que estão com sede.
— Sim, não pudemos terminar nossa refeição graças a alguém. – Disse Dylan olhando para Steven, que retribui o olhar sem graça.
— Tome bebam, se refresquem temos um bom terreno para percorrer até a cidade de ... Vocês sabem. – Disse precavido que alguma coisa poderia ocorrer.
Após todos se servirem, foi a vez de Prya falar.
— Desculpe, mas não nos disse o seu nome.
— Bartolomeu Wells, minha cara dama, desculpe não ter me apresentado antes. Não foi muito cortes da minha parte. Mesmo sendo norte-americano, fiz faculdade em Londres, então era para eu ser um pouco mais cortês.
— Na faculdade em Londres? Eu me formei a pouco tempo lá. História, estava começando minha pesquisa.
— Nossa que coincidência boa, adoraria voltar lá para uma palestra. E estou vendo que a faculdade está bem recebido de excelentes alunos como você minha cara. Mark você devia chamar ela para sair. Adorei ela.
Mark levantou o rosto sem graça, seu tio sempre foi muito direto em alguns assuntos. Esse pegou de surpresa.
— Jovem Mark, ainda muito a aprender, gosta mais de ação assim como o pai. Deve ser por isso que minha irmã casou com o pai dele. Mas me diga sobre o que era a sua pesquisa minha cara...? – Esperou que Prya se apresentasse também.
— Prya, é sobre os mistérios que rodam a história mundial, dinastias perdidas. Estava começando pelo antigo Egito.
— Você está no lugar certo e vejo que deve ser por isso que se meteu nessa confusão.
— Sim foi meio de surpresa.
— A vida é uma surpresa, sabe teve uma vez... – Nesse momento quando Bartolomeu colocou um pouco de água dentro da boca, imediatamente cuspiu e todos que estavam bebendo imitaram seu gesto. Minkabh virou a garrafa de água que tinha em mãos, mas ao cair essa não era mais água e sim sangue.
— Mas que coisa ruim é essa? Como aconteceu? – Resmungava Steven ainda cuspindo.
— Ele está aqui, e está começando. As pragas voltando para o Egito, águas em sangue e isso é apenas o começo. A maldição de Djoser. Temos que nos apressar o faraó já deve estar por perto. – Disse Minkabh pegando sua bolsa e se preparando para sair. – Nos acompanha Bartolomeu?
— Claro, não posso deixar que isso ocorra.
— Temos que procurar transporte.
— Posso cuidar disso, de uma maneira rápida.
Bartolomeu guiou todos até um pequeno estabelecimento e de lá de dentro trouxe consigo um camelo.
— Achei que o transporte seria mais maquinário. – Disse Steven.
— Vai por mim não duvide delas. Elas são rápidas ainda mais nessa região cheia de dunas e terrenos perigosos.
Cada um pegou um camelo e prosseguiram em direção a pirâmide. Pelo caminho Mark pode ver o caos que a transformação da água em sangue provocou. Tumultos, pessoas competindo por alguma garrafa pura, mas não adiantava tudo tinha se tornado em sangue. Eles contornaram a grande confusão. Isso poderia levar mais algum tempo até a pirâmide, mas era mais seguro.
Após chegar na parte desértica, um pouco mais longe da cidade, caminharam em fila, guiados por Bartolomeu e Minkabh. Depois de cinco minutos, Steven que montava olhando as passagens percebeu um incomodo nas costas, tinha amarrado o braço novamente na mochila, mas este pulou e se arrastou com uma velocidade muito maior pela areia.
— Ei espere. Volta. – Steven bateu as pernas em seu camelo para que ele se adiantasse e corresse até o braço, mas este era muito mais rápido, quando Steven parou no alto de um monte pode ver o porquê dela se arrastada. A múmia que era sua dona estava lá, tinha acabado de pegar o braço e coloca-la novamente ao corpo. Ela não estava sozinha, o faraó estava lá, toda a tropa de soldados de Disebek estava lá, e as outras múmias também estavam. Pareciam está descansando, pois tinham levantado acampamento.
— Pessoal acho melhor virem aqui, ver algo.
Todos se apressaram até o monte, ao chegarem viram todo o acampamento de Djoser. Este estava olhando para os dois livros que possuía, este estavam flutuando a sua frente como antes. A mulher, Zahra, estava ao seu lado o observando a ler os livros, sentia admiração por isso. Djoser com um aceno fechou os livros e guardou em uma urna no qual também estava o receptáculo de Rá, guardados por duas de suas múmias servas. Virou para onde eles estavam observando. Mark se espantou, será que ele percebeu nossa presença?
Com um abrir de braços. A areia que estava sobre os pés da montaria de Mark e dos outros começou a se separar. O chão estava engolindo todos.
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