A Maldição da Múmia - Reboot

10 Capitulo 10 - Uma Nova Mulher.


Eles pararam numa rua mal iluminada, Minkabh desceu do carro e foi seguido pelos outros. Andou até a porta de uma loja que estava fechada, passou a chave por ela e abriu fazendo um gesto para que os outros entrassem. Lá dentro estava muito escuro, Minkabh passou por eles e acendeu uma luz a frente e logo depois as outras luzes se acenderam. Era uma loja onde vendia peças de porcelanas. Prato, xícaras e bonecas enchiam as prateleiras, parecia um tanto abandonada pela poeira que se acumulava sobre elas.

– Quer dizer que quando você não está matando múmias, você brinca de bonecas Minkabh. – Disse Steven mexendo em uma delas. Ele e Dylan ensaiaram uma risada. Mas Minkabh manteve seu olhar sério para eles, estava sem o chapéu e suas cicatrizes o deixava mais assustador. Ele então empurrou um armário com prato para o lado e revelou um arsenal com os mais diversos tipos de armas.

– Tem um momento que apenas espadas não são suficientes. – Disse Minkabh pegando uma arma e jogando em direção a Mark. Este segurou. – Sabe usar isso.

– Eu sobrevivi a última guerra mundial. Garanto que sei. – Mark destravava a arma e apontava para um alvo imaginário. Dylan também pegou uma arma também.

– Sei que não é elegante para uma dama, mas precisamos de toda ajuda possível. – Minkabh estava entregando uma pistola para Prya.

– Sei me defender, obrigada. – Disse Prya pegando a arma.

– Temos que correr, se a visão estiver se concretizando. Temos que impedir que a mulher entregue o livro para Djoser. Já mandei um chamado para meus amigos, via rádio. Vamos nos encontrar no aeroporto. Peguem o que precisar. – Minkabh examinava outras armas que estava colocando em uma bolsa.

Todos saíram, e foram até o carro e seguiram para o aeroporto armados e com apreensão com o que poderia acontecer.

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Chegaram no aeroporto e ao longe viram os carros preto que os sacerdotes de Djoser estavam usando. Minkabh parou um pouco mais longe. Todos saíram com armas na mão, se encaminharam até uma cerca que estava solta, e passaram por ela. Esgueiraram-se até uma grande placa metálica colocada ali para limitar a zona da pista. De onde estavam puderam ver os guardas parados no lado do grande portão de um pavilhão.

– Disebek está com eles. – Identificou Dylan.

– Maldito, ainda continuar o mesmo, desde quando o vi pela última vez. – Minkabh mirou para ele.

Ouviram um grande barulho, um pequeno avião monomotor estava se aproximando de Disebek. O avião parou, e logo após o motor desligar, uma mulher saltou dele. Ela estava segurando uma caixa de ouro. Mark vira sua visão se tornando realidade. Ela entregou a caixa para Disebek e de lá tirou um pesado livro de ouro.

– Essa não. Eles têm o outro livro. – Disse Prya, ela estava observando tudo por um binóculo que pegara na loja de Minkabh. – O livro dos Sarcófagos.

– Ele já possui dois livros de três. Se ele os unir com o receptáculo será imbatível. – Concluiu Minkabh.

– Não enquanto eu estiver aqui. – Disse Mark. Ele se levantou. – Me cubram.

E saiu agachado em direção a um pequeno veículo, um carregador de malas.

Os outros voltaram a atenção para Disebek e a mulher.

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– Achei que nunca mais fosse vê-lo. – Dizia Disebek passando a mão por cima do livro. – Como conseguiu, minha senhora?

– Do jeito mais fácil, roubamos de uns escavadores. – Disse ela em um sorriso irônico. – Agora aonde está meu faraó?

Disebek fez um gesto para entrar no pavilhão. Lá dentro, em um trono improvisado estava Djoser, era possível ver alguns órgãos degenerados se movimentando. Estava lendo o livro dos Mortos que pairava flutuando em sua frente, as folhas viravam sozinhas. Pareceu não notar a entrada da mulher.

– Talvez esse outro livro também o agrade, meu senhor. – Disse ela se ajoelhando e estendendo o livro dos Sarcófagos.

O livro dos Sarcófagos. – A múmia se levantou, e estendeu a mão para o livro. Passou seus dedos magros e ossudos fazia contornos em volta dos hieróglifos da capa. – Com esse livro poderei erguer meu exército, adormecido. Levante, minha princesa, Zahra. – Ela seguiu sua ordem. – Vejo que o ritual de encarnação funcionou para você.

– Sim, já faz dez anos após eu acordar que eu espero seu retorno. – Disse ela, parecia compreender a linguagem que o faraó falava tão bem quanto Mark e Steven também entenderam.

Agora poderemos começar o processo de dominação, erguer o meu reino. Preciso ir até a minha pirâmide em Sakkara para completar minha transformação. – Disse a múmia olhando para seus servos, luzes no local piscaram.

– Estaremos logo lá meu mestre, o avião está perto e soubemos por nossos espiões que o terceiro livro está em Sakkara, poderemos pegar assim que pousarmos – Disse Disebek, a luz voltou a piscar.

Quero ver o que é essa águia de metal que fala. – Disse Djoser para Disebek.

– É um avião mestre, muita coisa mudou desde seu reinado.

Nesse momento começaram a ouvir tiros lá fora, os soldados começaram a correr com suas armas em punho. Disebek seguiu, ao chegar lá.

Steven estava num carrinho de carregamento dirigindo enquanto Dylan atirava contra os guardas.

– Dirige em linha reta. – Gritava Dylan.

– Estou tentando dirigir e desviar de balas, não é tão fácil. Ei olha lá a múmia. – Steven apontou para Djoser que aparecera na entrada do galpão. Este abriu o novo livro que Zahra tinha lhe entregado, e começou a pronunciar em seu egípcio. Depois de um tempo umas sombras misturadas com a areia que estava na pista começaram a se erguer e tomar forma de soldados egípcios, mas com aparência esquelética como Djoser.

– Agora são muitos. – Disse Steven.

– Sem tempo para pensar, vamos atirar. – Dylan apontou para elas e descarregou a arma contra as múmias. Steven dirigiu em ziguezagues até bater numa placa. Ele e Dylan desceram e correram para trás de uma outra placa.

Matem. – Gritou a múmia. Os soldados começaram a abrir fogo contra a placa que Steven e Dylan se escondiam.

Num outro ponto dentro do galpão. Suzana estava amarrada em um cano grosso e vigiada por um dos soldados.

– Socorro. – Gritava ela.

– Quieta. – Disse o soldado pronto para bater nela. Quando este sentiu algo tocar em suas costas. Quando se virou Mark lhe deu um soco que o soldado caiu soltando a arma.

– Me tira daqui.

– Vira o rosto.

Suzana virou e Mark bateu com o apoio da arma na parte do cano que estava segurando a corda. O cano quebrou e Suzana conseguiu puxar a corda e se soltar.

– Obrigada, Obrigada. – Disse Suzana abraçando Mark.

– Está tudo bem? Olha temos que correr seu irmão está lá fora, temos que ir.

– Eu a levo. – Minkabh chegava atrás dele.

– Suzana ele está conosco vá com ele.

– Claro vou sim.

– Mark tem que ir, tente pegar o livro do faraó. Sem o livro, ele não pode mais invocar seus soldados do mundo dos mortos. Darei cobertura, se preciso use o receptáculo. Só não deixe Djoser leva-lo. – Minkabh pegou na mão de Suzana. – Estarei no outro lado, logo após deixar sua amiga a salvo.

– Entendi. – Mark então saiu para o meio do pavilhão até encontrar Djoser de costas para ele.

– Ei sua múmia nojenta. – Gritou Mark para Djoser.

O protegido de Hórus. – Gritou Djoser. Um pequeno sorriso esquelético apareceu em seu rosto rasgado.

Mark pegou o receptáculo ergueu no alto e falou:

Waene. – Mas nada aconteceu.

– Vejo que você não sabe usar o receptáculo e seus poderes, ele nem sempre funciona como queremos garoto. – Disse Disebek ao lado de Djoser.

Tirem o receptáculo dele. E tragam para mim. – Ordenou Djoser e seus guerreiros múmias voltaram-se para dentro do pavilhão e começaram a caminhar em direção de Mark. Este então guardou o receptáculo de volta na jaqueta e preparou para atirar nas múmias.