Notas iniciais
P.s: Já estamos chegando no final. :v Sexto capítulo com imagem.

Nas ruas escuras, o clima era tenebroso. O grupo seguia atenciosamente com pressa em direção ao carro de Wallace, que se encontrava no fim da esquina. Rian percebia que todos estavam assustados, pareciam ainda não acreditar no que estava havendo, e no meio disso observava tudo ao seu redor.

– Prestem atenção e me digam se verem qualquer coisa estranha. – O pálido explicou. – Se estamos mesmo indo dar um fim nisso, acho que essa coisa vai tentar nos impedir de qualquer jeito.

– Sabia que... Eu ainda não consigo... Não consigo afirmar que tudo isto está acontecendo. – Helen assentiu, olhando em volta. – E saber que tudo começou pelo jogo... Ai, se eu sobreviver a isso, nunca mais jogo Ouija na minha vida.

– Apressem-se. – Wallace gritou.

O ruivo já estava em seu carro, as portas tinham sido abertas para que os demais só chegassem e já entrassem. Não demorou muitos, todos já se encontravam dentro do carro. Wallace ligou seu veículo e deu a partida.

– Para a casa da Daniela o mais depressa possível. – Rian falou.

– Eu sei.

Helen estava no banco da frente, junto com o namorado. Mantinha sua cabeça escorada no vidro da porta, vendo sem nenhum interesse as casas e árvores que deixavam para trás. Alice e Rian iam ao banco de trás, a moça estava cabisbaixa e pensativa, e o rapaz observava a rua.

De repente, as luzes dos postes começaram a falhar. Neste instante, o veículo virou em uma esquina com o grupo.

– Agora é só seguir reto pelos próximos três quarteirões. – Explicou o ruivo.

– Vamos depressa, não temos tempo a perder. – Apressou o pálido.

– Ei... – Helen chamou a atenção deles. – Olhem para as luzes... Estão percebendo que a energia está... falhando?

Todos perceberam o que estava acontecendo. Alice se virou e olhou para trás, viu repentinamente que uma só escuridão permanecia nas ruas quando o veículo passava. Logo, notou algum tipo de energia saindo do meio da escuridão, estava rápido demais.

– O que é aquilo?

Exceto Wallace, que prosseguiu dirigindo, o resto observou que algo luminoso seguia-os apressadamente na rua.

– É ele. – Rian reconheceu. – Wallace, pise no acelerador e ande o mais depressa que esse carro puder. Aquela coisa não é burra, se chegar a alcançar o veículo, vai matar todos nós de uma só vez.

– Ai meu pai... Ele está chegando perto. – Alice gruiu.

O ruivo comandava o carro atônito. Sua curiosidade de ver o que estava seguindo-o permanecia e crescia cada vez mais, ele não podia se deixar levar por isso e perder a atenção da estrada, mas... Wallace olhou no retrovisor e viu que a escuridão permanecia, mas nada mais estava “aceso” no meio dela.

– Sumiu. – Falou, voltando a atenção para as ruas. – A coisa desistiu de nos seguir.

– O quê? – Rian observou, então sentiu algo ruim percorrer em sua pele. – Não... Alguma coisa está estranha...

De uma vez, uma luz forte saiu de uma esquina logo na frente do carro. Foi impossível evitar aquele confronto... Os jovens gritaram de pavor, algo com um rastro de chamas vieram em direção ao veículo. Wallace ainda tentou se desviar, mas foi lento demais e houve uma colisão.

A chama de fogo sumiu quando colidiu com o veículo. O carro prosseguiu sem controle até se chocar fortemente com um poste, depois capotou várias vezes, destruindo o cercado de uma casa, e enfim parou de teto para baixo sobre a calçada.

O tanque de gasolina furou-se no acidente. O líquido inflamável derramou-se no veículo e na pista. Um vulto rapidamente passou perante o carro, faíscas de fios arrebentados iniciaram um incêndio.

Alice estava consciente, sentia uma forte dor de cabeça e percebia que seus ombros estavam arranhados e sangue escorria de seu nariz. Com dificuldades, ela olhou para os lados, percebendo que tanto Rian, como Helen e Wallace estavam desmaiados. Sentiu um fedor de queimado, então notou que o fogo já tomava conta de toda a parte externa do veículo.

– Ai meu pai... A gente tem que sair daqui.

A loira se virou para a porta, tentou abri-la em meio a suas dores nos braços. De repente, viu o reflexo de alguma coisa no vidro, algo que parecia estar bem atrás dela. Antes de se virar, sentiu algo pegando-a pelos cabelos.

Tentou gritar, mas seu rosto foi empurrado fortemente contra o vidro da porta. Alice sentiu uma horripilante dor, tentava se soltar quando notava a sua face repleta de hematomas. Logo, seu rosto colidiu novamente contra o vidro. Ela desmaiou repentinamente. Então, a última colisão foi fatal, o nariz da loira se quebrou e sua testa afundou.

O estrondo acordou todos os outros. Eles olharam em volta, só conseguiram ficar pasmos com o incêndio, que os fez desesperarem-se a sair.

– Vamos logo, essa coisa vai explodir.

Wallace, com a testa sangrando, conseguiu abrir sua porta sem muita dificuldade. O rapaz saiu rastejando, se levantou habilmente e correu para a porta de Alice. Abriu-a também, só que notou quando o corpo da loira caiu todo mole ao lado de fora, com o rosto totalmente desfigurado.

– Não... – Disse com lástima.

– Wallace, o que aconteceu? – Helen perguntou enquanto ainda se debatia para sair do carro.

– Ah... Nada.

O rapaz rapidamente foi para o outro lado do carro, abriu a porta de Rian e depois da namorada, ajudando-a a sair. Rian saiu agachado do veículo, depois se voltou para ajudar Alice, então ficou paralisado quando viu o que ocorreu com a loira.

– Vamos sair daqui, esse carro vai explodir.

Wallace direcionou todos para longe. Porém, Helen percebeu que faltava alguém: Só os rapazes estavam com ela, mas Alice não.

– Cadê a Alice?

Os outros se recusaram a responder.

– Wallace, onde está a Alice?

– Ela...

“Ca-Boom!”. A explosão do veículo pegou todos de surpresa. Pedaços da lataria foram lançados para todos os lados, um fogaréu tremendo iluminou a rua na tenebrosa escuridão. Helen se jogou nos braços de Wallace, chorando por mais uma morte. Rian observou onde estavam, bem na calçada da casa de Daniela.

– Não temos tempo a perder... Vamos!

Quando este se virou, o corpo de Alice, totalmente carbonizado, caiu como se fosse um pedaço do carro bem na frente dele, em meio ao gramado. Assustados, deram um passo para trás. Wallace ficou sem reação ao ver o estado do corpo, e foi inevitável que Helen não o visse.

– AHHH! – Ela gritou apavorada.

A porta da casa de Daniela se abriu, um homem com tatuagens saiu dela.

– Randall? – Rian reconheceu.

– Venham logo, já está tudo preparado. Precisamos começar essa sessão, já. Só assim esse pesadelo vai acabar.

O grupo então seguiu apressadamente ao moço para a casa. Assim que entraram, Randall colocou alguns móveis em frente à porta de entrada, barrando-a. Os demais se aproximaram da mesa, a mesma onde há algumas horas começou tudo aquilo.

– É agora ou nunca. – Randall alertou, se sentando em uma das cadeiras. – Sentem-se. Vamos começar!