A Maldição, A Magia E O Destino
1 Uma nova garota
Notas iniciais
Capítulo 1
Uma nova garota
Percy vagava pelo shopping com Annabeth e Grover. Lá estavam eles, em mais uma missão, como nos velhos tempos. Buscando uma semideusa perdida. Alguém sabia de seu passado misterioso? Bom, nem ela sabia ao certo.
Annabeth parou.
– Mas que idiotice!!
– O que foi, Annabeth? –Percy questionou.
– Isso é uma perda de tempo! –Annabeth respondeu. –Há milhares de meninas no shopping! Nunca vamos encontrar a certa.
– Poxa, agora já estamos aqui... –Percy notara alguns monstros.
“Por que eles não atacam?” Ele se perguntava.
– Grover, por que você não enviou um sátiro? –Annabeth virou-se para ele.
– Ordens de Quíron e do Sr. D. –Grover respondeu confuso. –Eles disseram que já haviam mandado vários sátiros, e que nenhum deles teve sucesso...
– Isso é muito estranho... –Annabeth concluiu.
– Talvez... –Percy disse.
– Talvez...? –Annabeth franziu as sobrancelhas. –É estranho! É como se ela se recusasse a ir para a casa dela!
– Como sabe que ela se recusa? –Grover pareceu mais perdido do que nunca.
– Ãh?
Percy se virou e viu uma menina. Cabelos e olhos castanhos claros, óculos escuros sobre a cabeça, blusa azul, jeans marinho e um salto que mais parecia um instrumento de tortura.
– Ei, gente! –Percy interrompeu no mesmo segundo em que Grover e Annabeth começavam a discutir.
Annabeth se estressou.
– O que foi?!
– Olhem aquela garota...
Annabeth observou a menina.
– Quê que tem?
– Não sei... Só achei, que ela é... Diferente.
– Percy, se seguirmos suas “ideias” morreremos devorados por monstros!
– Nem tanto! E ela não é um monstro, certo Grover?
Grover farejou.
– Certo. Ela é uma semideusa... –Ele pronunciou essas palavras com cuidado. Annabeth detestava quando Percy tinha razão para cima dela.
– Certo, cabeça de alga. Vamos segui-la então!
Começaram a seguir a semideusa misteriosa. Annabeth estava vermelha de raiva.
“Acalme-se...” Dizia a si mesma “Acalme-se... Um, dois, tre...”
– Vejam! –Grover exclamou interrompendo os pensamentos de Annabeth.
– GROVER NÃO GRITE! PELO AMOR DOS DEUSES! QUER ME MATAR DO CORAÇÃO?
– Annabeth, eu não fiz por mal!
– Cale a boca, então!
– Nossa estres...
– Por Zeus! Estamos aqui para achar a semideusa, e levá-la para o Acampamento, não para discutir! –Percy interveio. –Fiquem quietos! Os dois!
– Perseus Jackson! Não me diga o que fazer, você não manda em mim!
– Annabeth, não vamos discutir, você...
– Ah, agora você não quer discutir, né Grover? Chorão!
– DÁ PARA AS CRIANÇAS PARAREM!? VAMOS PERDER A SEMIDEUSA DE VISTA!
– NOSSA, O FILHO DO SENHOR DOS MARES SE ESTRESSOU AGORA! –Annabeth explodiu.
– PAREM DE GRITAR! –Grover já arrancava os cabelos.
– NÓS NÃO ESTAMOS GRITANDO!!! –Annabeth e Percy responderam em uníssono.
– Ah, querem calar a boca, por favor? –Uma voz disse.
– Béee. –Grover olhou para o lado de aonde vinha à voz. –Você sempre surge do nada?
– Do nada não, meu caro sátiro, do nada não. –a voz respondeu.
– Nico? –Percy perguntou sem se virar.
– Olá, primo.
– Como vai a vida no Mundo Inferior?
– Como é que dizem...? Infernal...! Deméter e seus cereais, pelo amor dos deuses!! Ninguém aguenta isso!! Comer cereal o dia todo, no café da manhã, no almoço, no café da tarde e na janta? É como um pesadelo! Sem contar o estresse de meu pai!! –Nico bufou. –Mas e vocês? O que fazem aqui?
– Buscamos uma semideusa... –Annabeth respondeu.
– Mais uma?
– Pois é... Mas o caso dela é diferente...
– Ela foi naquela direção. –ele apontou para uma loja de saltos altos.
– Como sabe? –Percy questionou virando a cabeça.
– Sei lá... Ela é parece diferente.
– Viu! Eu disse!- e olhou para Annabeth.
– Não vá se gabando, cabeça de alga. Ainda há muito para descobrir... Nico, sabe alguma coisa sobre ela?
– Bom, meu pai diz que a conhece... Mas nunca tocou no assunto completamente...
– Pode perguntar?
– Annie, aposto que as coisas não são tão fáceis... –Percy observou Nico.
– Perguntar é fácil, o difícil mesmo, é Hades responder. Sabem como ele é... Temperamento complicado...
– Imagino... –Grover mordeu uma latinha de metal.
Percy parou de ouvir a conversa deles, e prestou atenção na menina. Deu dois passos a frente para enxergar melhor. Ela adentrou a loja de sapatos, uma moça experimentava um belo salto alto azul. A garota parou em frente a atendente, e a observou de cima a baixo, como se inspecionasse as roupas, e depois, fez uma careta.
– Moça, eu quero aqueles –e apontou para os saltos que uma moça experimentava. –sapatos.
– Desculpe, senhorita. –a moça respondeu suavemente. –Aquele é o último par.
– No entanto, eu os havia...
– Desculpe mesmo!
A menina bateu a mão na mesa, e estalou os dedos. Um forte vento passou por todos no shopping. Percy se sentiu mal e, por um segundo, se perguntou quem era. Mas, após isso, voltou ao normal.
– Também sentiram isso? –ele perguntou a seus amigos.
– Sentimos o que, Percy? –Annabeth colocou a mão sobre a cabeça.
– É, Percy, o que? –Grover olhou para ele confuso.
– E Nico, onde ele está?
– Nico? Ele não estava aqui, Percy. Você está louco? –Annie fez uma cara feia para ele.
Era de sua cabeça? Imaginação? Percy não sabia.
– A garota! –Grover estalou os dedos. –Para que lado ela foi?
– Na loja de sapatos, talvez...? O que há com vocês?
– Nada! O que há com você, cabeça de alga?!
Percy parou para pensar. A névoa, talvez? Mas ela não atinge semideuses... Era algo mais forte do que isso... Olhou para a garota, a atendente se encontrava paralisada com os olhos arregalados. A moça que experimentava os sapatos, agia como se nada tivesse acontecido. Então, a mulher caminhou até a moça, e arrancou os sapatos de sua mão, a moça reclamou e disse algo como: mas que absurdo! Nunca mais volto aqui! A vendedora entregou os saltos para a garota, que jogou um bolo de dinheiro em cima do balcão, sorriu maldosamente, e, ao passar pela porta, estalou os dedos novamente. A atendente voltou ao normal, balançou a cabeça e piscou três vezes, viu o dinheiro sobre a mesa, o pegou discretamente, e guardou-o dentro da caixa registradora. A semideusa ia em direção ao estacionamento.
– O que foi isso? –Annabeth estreitou os olhos.
– Magia. –Grover respondeu. –Magia negra.
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