Depois do lanche, as amigas foram dar mais algumas voltas pelo pátio, até o sinal bater. Durante a caminhada, Clara interrogou:

-Paola, como foi essa tal visão que você teve?

-Foi muito estranha, Clara. Não foi muito nítida, mas dava para ver que éramos nós. Todos nós clamando por socorro. Parecia que alguém queria nos matar. Estávamos todos ensangüentados.

A amiga se assustou com o que Paola disse, e falou:

-E se isso for verdade? E se isso acontecer?

-Não posso te dizer nada. Mas só digo que estou com mau pressentimento.

-Mas você vai nessa viagem?

-Agora eu também não posso dizer nada. Vou pensar. Às vezes isso pode ser alguma lembrança de algum filme, ou pode ser um mal estar relacionado a outras coisas. Vamos ver Clara. Vamos ver. — suspirou.

Logo em seguida, o sinal tocou e os alunos foram para suas devidas classes. Alguns ainda insistiam em ficar nos corredores a espera dos professores, outros matavam aula atrás do colégio. Paola e Clara entraram na sala e ficaram conversando. Ficaram os dois últimos horários inteiros conversando sobre essa tal visão.

O dia letivo havia terminado. Clara e Paola despediram-se dos amigos e foram embora juntas. Como sempre faziam, mas dessa vez, ambas tiveram a companhia de André, o calouro.

-Oi moças!- exclamou sorridente.

Clara o fitou e respondeu:

-Oi André!

-Será que posso acompanhar vocês?

-Pode sim. — respondeu. — Não pode Lola?

Paola o observou dentro dos olhos mais uma vez e não respondeu. O rapaz apenas sorriu e continuou caminhando ao lado das meninas. No meio do silêncio, ele perguntou a Paola:

-O que aconteceu com você no recreio? Você estava passando mal?

Ela dessa vez evitou olhar para o mesmo e cabisbaixa respondeu:

-Senti uma tontura. Mas não era nada de mais. Desculpe a minha inconveniência!

Ele olhou para Clara e sorriu e disse:

-Tudo bem.

O trio havia voltado ao silêncio novamente, até que Clara parou em frente a sua casa e disse:

-Bem galera, vou ficando por aqui.

-Está bem, Clara. Depois conversamos. — Paola respondeu.

A moça sorriu e entrou em sua residência. Paola e André prosseguiram juntos em silêncio, até que ele na tentativa de quebrar a calada, ele perguntou mais uma vez:

-Você vai a essa viagem, Paola?

-Não sei André. — ela respondeu. — E você?

-Vou sim. Faz um tempo que não viajo.

-Sim. Você veio de que cidade mesmo?

-Eu vim de uma vila que fica no Acre. Quase ninguém conhece. Não vale a pena dizer o nome.

-Legal. E você mora com quem?

-Com meu pai.

-E a sua mãe?

-Minha mãe faleceu.

-Sinto muito, André! -Lamentou Paola. — Vou ficando por aqui também. Minha casa fica logo ali.

A mesma despediu-se do calouro e partiu para sua residência, da onde permaneceu o dia inteiro pensando no novato. Ele apesar de ser simpático, era estranho. Ela sentia certo medo do garoto.

Assim que sua mãe, dona Helena, chegou do serviço, a mesma desceu as escadas e foi conversar com ela sobre a tal viagem que o colégio lhe proporcionou.

Notas finais

Deixar um reviw não mata ninguém

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.