A Maldita Excursão de Formatura
3 Capítulo 3
Depois do lanche, as amigas foram dar mais algumas voltas pelo pátio, até o sinal bater. Durante a caminhada, Clara interrogou:
-Paola, como foi essa tal visão que você teve?
-Foi muito estranha, Clara. Não foi muito nítida, mas dava para ver que éramos nós. Todos nós clamando por socorro. Parecia que alguém queria nos matar. Estávamos todos ensangüentados.
A amiga se assustou com o que Paola disse, e falou:
-E se isso for verdade? E se isso acontecer?
-Não posso te dizer nada. Mas só digo que estou com mau pressentimento.
-Mas você vai nessa viagem?
-Agora eu também não posso dizer nada. Vou pensar. Às vezes isso pode ser alguma lembrança de algum filme, ou pode ser um mal estar relacionado a outras coisas. Vamos ver Clara. Vamos ver. — suspirou.
Logo em seguida, o sinal tocou e os alunos foram para suas devidas classes. Alguns ainda insistiam em ficar nos corredores a espera dos professores, outros matavam aula atrás do colégio. Paola e Clara entraram na sala e ficaram conversando. Ficaram os dois últimos horários inteiros conversando sobre essa tal visão.
O dia letivo havia terminado. Clara e Paola despediram-se dos amigos e foram embora juntas. Como sempre faziam, mas dessa vez, ambas tiveram a companhia de André, o calouro.
-Oi moças!- exclamou sorridente.
Clara o fitou e respondeu:
-Oi André!
-Será que posso acompanhar vocês?
-Pode sim. — respondeu. — Não pode Lola?
Paola o observou dentro dos olhos mais uma vez e não respondeu. O rapaz apenas sorriu e continuou caminhando ao lado das meninas. No meio do silêncio, ele perguntou a Paola:
-O que aconteceu com você no recreio? Você estava passando mal?
Ela dessa vez evitou olhar para o mesmo e cabisbaixa respondeu:
-Senti uma tontura. Mas não era nada de mais. Desculpe a minha inconveniência!
Ele olhou para Clara e sorriu e disse:
-Tudo bem.
O trio havia voltado ao silêncio novamente, até que Clara parou em frente a sua casa e disse:
-Bem galera, vou ficando por aqui.
-Está bem, Clara. Depois conversamos. — Paola respondeu.
A moça sorriu e entrou em sua residência. Paola e André prosseguiram juntos em silêncio, até que ele na tentativa de quebrar a calada, ele perguntou mais uma vez:
-Você vai a essa viagem, Paola?
-Não sei André. — ela respondeu. — E você?
-Vou sim. Faz um tempo que não viajo.
-Sim. Você veio de que cidade mesmo?
-Eu vim de uma vila que fica no Acre. Quase ninguém conhece. Não vale a pena dizer o nome.
-Legal. E você mora com quem?
-Com meu pai.
-E a sua mãe?
-Minha mãe faleceu.
-Sinto muito, André! -Lamentou Paola. — Vou ficando por aqui também. Minha casa fica logo ali.
A mesma despediu-se do calouro e partiu para sua residência, da onde permaneceu o dia inteiro pensando no novato. Ele apesar de ser simpático, era estranho. Ela sentia certo medo do garoto.
Assim que sua mãe, dona Helena, chegou do serviço, a mesma desceu as escadas e foi conversar com ela sobre a tal viagem que o colégio lhe proporcionou.
Notas finais
Deixar um reviw não mata ninguém
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