A Maldição de Hans
2 My twin brother have a secret!
Notas iniciais
POV Annabeth
Hans e eu temos nove anos. Por um lado é bom ter um irmão gêmeo, ainda mais por que o Hans é um AMOR de pessoa:todo prestativo,inteligente e SUPER divertido; Pode parecer estranho, mas ás vezes me sinto como se houvessem Hans e eu e mais ninguém (nem Klaus ou Franklin, que são os mais velhos de nossos irmãos). Por outro lado é ruim sabe que sou a única menina dentre treze irmãos (Hans é pelo que diz ser cinco minutos e quatro segundos mais velho do que eu).
Sou loira, meus olhos são castanhos como os de Hans e eu ADORO as roupas que uso porque todas elas têm o símbolo do reino na gola (geralmente representada nas calças masculinas ou nas etiquetas dos vestidos meus e de mamãe).
Como ainda somos crianças, não temos tantas obrigações e responsabilidades como nossos irmãos, mas ao menos podemos nos divertir e brincar o dia inteiro sem nos preocuparmos com o que acontece á nossa volta.Era um dia quente de verão, nós dois estávamos na nossa "praia particular" de frente para o castelo em que vivíamos, sentados em cima das pedras e enquanto eu estava com as minhas sapatilhas ele estava descalço.
Cansada de ficar nas pedras, eu me levantei ajeitando o vestido e comecei a andar descalça sob a areia molhada. Hans observou a cena, atento. Eu sabia que, pelo modo como me olhava ele estava tentado a andar ao meu lado. Nosso pequeno momento de diversão foi interrompido quando Jacob e Kevin – dois de nossos irmãos – foram até nós montados em cavalos brancos. Enquanto Jacob tinha cabelos escuros, olhos azuis INCRIVELMENTE lindos, Kevin tinha as mesmas feições, porém seus cabelos eram castanhos. Os dois respectivamente tinham 17 e 19 anos. Mas mesmos aparentando estar preocupados com algo, ainda sim não desceram dos cavalos.
– Crianças, nosso pai solicita sua presença em seu escritório neste exato momento. – Disse Kevin.
– O que houve? – Perguntou Hans, saindo de cima da pedra. Aparentemente, ele estava tão preocupado quanto eu.
– Não tem como dizer aqui agora. E apenas nosso pai sabe do que se trata.
Curiosa e preocupada (assim como Hans) montamos na garupa logo na frente de nossos irmãos em direção aos portões do castelo.
– Creio que todos estão aqui. – Disse papai, o Rei Keith. – Pois bem, venho lhes comunicar que viajarei... – Não prestei mais atenção no que ele disse após falar viajarei. – Pois ele infelizmente morreu. – Espera quem morreu?Perguntei-me assim que ouvi papai proferir as três últimas palavras. Olhei para Hans na esperança de que ele soubesse quem havia falecido, e pela expressão em seu rosto percebi que nem ele fazia ideia de quem seria o finado. – Todos podem se retirar e voltar á suas tarefas, menos você Hans.
Enquanto alguns de nossos irmãos saíram do escritório dando risadinhas maldosas para Hans que apenas eu deva ter escutado. Naquela hora deu vontade de partir pra cima de cada um deles por agirem daquela maneira em relação ao meu irmão-gêmeo.
Horas depois quando já era de noite, eu ouvir alguém bater na porta de meu quarto e permiti que entrasse. Essa pessoa era Hans e ele estava chorando. Automaticamente, pulei da cama e corri até ele para saber do que se tratava. Sua camisa estava de forma desleixada e ao tentar ajeita-la para ele, Hans gritou de dor e então assustada despi suas roupas de cima para saber o que o estava machucando e então eu vi: Havia cinco marcas de um vermelho bem forte em suas costas. No início fiquei chocada e sem saber como agir, porém não sei como, mas consegui reunir forças para perguntar como aquelas marcas haviam surgido ali.
– Promete que não vai contar para ninguém? – Assenti, ansiosa para saber o que havia ocorrido. – Foi o papai. – Cobri a boca de espanto. Como papai, um homem tão gentil e carinhoso – pelo menos comigo – pôde fazer aquilo com Hans, um menino de apenas nove anos?
– Por que ele fez isso? – Consegui dizer.
– Não fique com medo. – Ele disse entre os constantes gemidos de dor. Aproximou-se da lareira de meu quarto — e fez algo que eu nunca o havia visto fazer antes: tirou uma das luvas – pegou um pedaço de lenha e o colocou na lareira. Em seguida, vi uma coisa que me deixou de queixo caído: Uma bola de fogo surgiu em sua mão e foi em direção ao pedaço de lenha dentro da lareira, que aos poucos foi se tornando cinzas.
– Como conseguiu fazer isso, Hans? – Perguntei ainda boquiaberta.
– Não sei simplesmente faço. – Respondeu como se eu acabasse de fazer a pergunta mais boba do mundo. Percebendo minha incompreensão, ele completou. – Sinceramente Annabeth, não sei como surgiu, só sei que consigo fazer isso desde que consigo me lembrar e no início também fiquei meio assustado assim como você.
Eu o abracei com cuidado para não acertar suas feridas.
– Mas isso não explica por que o papai te machucou.
– De tempos em tempos ele me chicoteia. E em cada vez na qual faz isso, ele grita comigo e me chama de “aberração”. – Abracei ele mais forte ainda depois disso.
– Não precisa mais ter medo. Eu vou estar aqui para te proteger dele. É uma promessa Hans. – Ele retribuiu o abraço.
– Eu te amo Anna. – “Anna” sempre foi a maneira como ele me chamava.
– Também te amo H.
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