A Maldição da Múmia - Reboot
5 Capítulo 5 - A ressurreição.
Quando chegaram na sala de segurança os três sentaram num banco que ficava numa parede nos fundos.
– Qual o nome de vocês?
Cada um se apresentou e Mark virou-se para Steven.
– Fica de olho neles vou fazer, uma outra ronda para ver se eles têm mais amigos espalhados por aí. – Disse Mark saindo.
– Deixa comigo – Confirmou Steven segurando o guarda-chuva como se fosse realmente uma arma.
– Vai nos proteger da chuva. – Disse Dylan.
– Não duvide do meu guarda-chuva, eu já matei um homem com ele.
– Fica quieto. – Disse Suzana, batendo o joelho na perna do irmão.
Mark ao sair da sala, viu dois caras correndo em direção ao salão principal, estavam com túnicas vermelhas e carregando armas. No mesmo momento ele voltou para sala de segurança.
– Tinha razão eles não vieram sozinhos. – E pegou uma caixa que estava embaixo de sua mesa, e tirando dali uma arma, e verificando se ela estava carregada. – Não tira o olho deles, Steven. – Disse apontando para os três.
– Espera aí Mark. Será que você não tem outra dessa aí não. – Disse Steven preocupado, mas Mark já tinha saído em direção ao grande salão.
Mark estava avançando pelo corredor ao grande salão, quando viu um dos homens passando novamente.
– Ei parado aí. – Mark então correu atrás dele. Ao virar o corredor, recebeu um golpe da cabeça que o fez cair no chão, a arma escapou de suas mãos. Um cara grande o segurou pelo uniforme e o ergueu, Mark socou o pescoço dele e assim o homem largou ele. Mark começou a socar o cara na altura na barriga e depois acertou um direto no queixo. O homem caiu, e Mark ainda estava tonto por causa da pancada. Um outro cara o segurou pelas costas e prendeu seus braços. Esse parecia ser mais forte. Mark então deu um chute para trás que acertou o joelho dele. Mark estava no chão novamente e começou a bater nele, esse era bem mais resistente, Mark arriscou um soco e ele segurou seu braço, dando um soco em Mark. Mark estava desequilibrado quando recebeu uma coronhada na nuca de outro cara.
– Ele é bem resistente – Disse o segundo homem que apareceu.
– Vamos levá-lo para o chefe ele vai saber o que fazer. Vá buscar os outros que estão na sala de segurança e traga também para o salão. – Disse o primeiro. Nesse instante enquanto o segundo homem se virava indo a sala de segurança, outros soldados apareceram e pegaram Mark e o arrastaram até o salão.
Demorou alguns minutos para Mark recobrar a consciência e ver que estava de joelhos, com uma grande arma apontada para sua cabeça, suas mãos estavam amarradas. Deu uma olhada ao redor e ali estavam vários soldados com túnicas vermelhas. Em volta do tumulo que tinha iria ser a atração do museu, em volta do tumulo tinha pequenas mesas com alguns jarros sobre elas, e em pé um homem com um terno preto encarando o tumulo. Ele se virou para trás para encarar Mark, ele tinha uma bela barba branca e usava óculos, parecia um velho professor de universidade. Andou até Mark e olhou em seus olhos por entre os óculos.
– Temos um convidado especial. Prazer o Meu nome é Disebek – E estendeu a mão para Mark, ele tinha um grande anel com um emblema egípcio em seu dedo indicador. Ao aproximar a mão, Disebek sentiu um arrepio e olhou friamente para os olhos de Mark. – O que você anda vendo e sonhando por aí garoto?
– Achei mais esses aqui. – Disse o homem grande com quem Mark tinha lutado. Ele estava trazendo Suzana, Prya, Dylan e Steven que estava segurando mais firme que antes o seu guarda-chuva. – De joelhos aí.
Os quatros se ajoelharam no lado de Mark e também ficaram com armas apontadas para suas cabeças.
– Ora, ora, mais convidados para nossa cerimônia. – Disse Disebek, fazendo o mesmo gesto e estendendo a mão com o anel para eles. Dylan e Steven apertaram sua mão como se fosse um cumprimento. Após Steven apertar sua mão, Disebek deu uma pequena risada.
– Vejo que você também teve a mesma experiência que seu amigo aqui.
– Isso aqui estava com eles. – Disse o homem que os trouxera. Ele estava mostrando a caixa egípcia de Mark.
– Ora o que temos aqui. Ela sempre procura voltar para seu dono. Obrigado Jahra. – Disebek agora segurava a caixa examinando-a. – Vocês sabem o que é isso aqui?
– Uma velharia – Disse Mark.
– Sim é antiga, mas não é apenas isso. Esse é também chamado o Receptáculo de Rá. No qual o próprio deus Rá esculpiu e deixou a secar sobre a sua luz como o deus sol. Ela revela tanto o seu destino quanto o seu maior desejo, e em alguns casos o poder nela contido leva tanto a vida quanto a morte.
Disebek então colocou o Receptáculo sobre a tumulo no centro da sala. E chamou um soldado que estava no canto segurando o livro, este se aproximou e abriu o livro em uma página.
– Não acredito aquele ali são os restos do livro dos mortos, um dos três livros da história do império Egípcio. E aquela tumba é a que eu estava procurando, a do faraó Djoser. Essa não será que ele vai tentar isso. – Disse Prya começando a ficar assustada.
– Tentar o que? – Mark estava mexendo as mãos tentando se soltar.
– Ressuscitá-lo. – Responde Prya.
– Não é possível.
Disebek então começou a falar palavras e esticou as mãos sobre a tumba.
– O que ele está falando? – Perguntou Mark.
– Ele está indo muito rápido não consigo acompanhar. – Respondeu Prya.
Então as luzes começaram a piscar, e o receptáculo começou a girar no ar e se abriu ao meio iluminando todo local. Conforme Disebek continuava a pronunciar as palavras na língua do Egito antigo, a luz do receptáculo começava a focar apenas na tumba, e esta começou a se iluminar, os hieróglifos se iluminavam e então Disebek pronunciou a última palavra, o local tremeu. Agora a tampa da tumba se levantava, mas sem ninguém encostando nela. E após sair toda, uma figura esquelética se levantava, ainda estava enrolada por talas e possuía um grande medalhão em seu pescoço.
– Que coisa é essa? Não pode ser. – Disse Mark ainda sem acreditar no que seus olhos estavam vendo.
– É uma mu...múmia e ela está viva. – Disse Steven.
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