A Mais Vitoriosa
30 Epílogo.
06|07|1758 Palácio de Hampton Court
– Peço também que o senhor me envie um relatório de como estão as vilas e freguesias que estão próximas de minhas propriedades, mais especificamente desejo saber se precisam de algum tipo de ajuda, como a reforma de uma igreja paroquial ou a assistência...
– Mamãe, é isso que a senhora chama de ajuda?- Anne estava em sua sala de estar com Alfred. Ela estava escrevendo cartas para os administradores de suas propriedades pedindo informações de como poderia ajudar. E Alfred estava escrevendo essas cartas.
Mas infelizmente Alfred não era uma de suas damas, então ele fazia muitas perguntas.
– Não, não é. Isso é apenas o que chamo de ser uma mulher cristã e apoiar a boa fé protestante. Mas não estou nesse momento em posição de dar uma ajuda maior.- Havia dois motivos para isso. Um era que Anne não tinha meios e o outro era que lhe faltava vontade.
Mas Alfred não parecia muito satisfeito com a resposta de Anne.
– A senhora, poderia também fazer o que o vovô e a vovó faziam na páscoa.- Isso era algo que estava fora de questão. A ideia de lavar os pés de crianças ou idosos pobres era algo horrível para Anne. Tudo tinha um limite, Anne nunca nem mesmo banhou seus filhos, então ela não iria lavar os pés de pessoas desconhecidas.
– Podemos considerar isso depois. Mas acho que podemos parar aqui.
– Mas...
– Lady Carlisle logo vai chegar, é dela a função de me ajudar com a correspondência e tudo que uma secretaria particular deve fazer.- Para falar a verdade Lady Carlisle já deveria ter chegado.
Normalmente Anne teria outra dama para fazer isso, mas desde o mês passado Lady Shaftesbury não estava mais no mundo nos vivos, Lady Richmond estava doente, e suas outras damas estavam em suas propriedades rurais.
Era uma grande tristeza de qualquer forma. Anne tinha que ganhar o favor que nunca teve do povo britânico, e para isso suas damas deveriam ajudar, mas sem elas, sem ajuda. Era melhor então Anne focar em algo que não envolvesse necessariamente o povo britânico.
– Alfred, meu principezinho, me diga. Qual o nome que você daria para uma nova propriedade para nossa família? Algo grande, novo, rococó e em Bristol.
– Goldenhall. Bonito, dourado e grande.- Como o antigo Palácio de Whitehall. Mas antes que Anne pudesse falar algo a mais, Lady Carlisle finalmente chegou. Depois de duas horas de atraso. Mas algo interessante era que ela não vinha sozinha, mas com duas jovenzinhas.
– Sua Alteza, perdão pelo atraso. Mas Lord Carlisle desejava logo viajar para o Castelo Howard e levou as crianças mais novas.- O conde não estava errado, o Castelo Howard era algo impressionante e caro, eles deveriam aproveitar.– Espero que as princesas gostem da companhia de minhas filhas.
– Tenho certeza que sim. Mas me diga, qual o nome delas?
Lady Carlisle parecia cheia de orgulho e alegria para com elas.
– Essas são Lady Elizabeth e Lady Anne Howard, minhas duas filhas mais velhas. Elizabeth já foi até apresentada ao rei. Não são lindas minha senhora? As mais belas jovens, depois de suas filhas.
Talvez elas tivessem uma beleza até maior, elas certamente não pareciam Lady Carlisle, tinham olhos azuis e um cabelo dourado, e eram as jovens mais belas que Anne já tinha visto, principalmente Lady Elizabeth ela certamente seria um dia a beleza da corte.
Mas essa admiração logo acabou, Anne tinha mais coisas a fazer.
– Alfred leve as miladys para brincar com suas irmãs.- Alfred obedeceu como sempre.– Mas agora Lady Carlisle precisamos escrever cartas.
E não seriam poucas. Pelo menos ela tinha seus filhos, e também tinha Frederik.
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