A Maior História Jamais Contada: Sentimentos
1 Sentimentos
A Maior História Jamais Contada: SENTIMENTOS.
Olá para todos! Eu, o vosso narrador, fui encarregado de te contar uma emocionante história que ocorreu na cidade onde moro. Quem decide se ela é real ou não é você. Então sinta-se livre para concordar ou discordar de tudo que lhe for informado.
Antes de começarmos, quero me apresentar brevemente. Sou o falante, pode de chamar de Hespy – ou He para os mais íntimos. Moro atualmente em São Paulo, mas já residi em Jabauri, um pequeno município do interior do Brasil no qual, eu tenho certeza, você nunca ouviu falar. Hoje tenho vinte e cinco anos, mas naquela época tinha dezoito.
Tudo começou quando eu e minha mãe nos mudamos para lá. Como eu não era um bom aluno e reprovava direto, apesar de já ter a maior idade, ainda estava cursando o terceiro ano do ensino médio. A escola simples de Jabauri, Colégio São dos Contos, era bem pequena. Abrigava poucas salas de aula, poucos alunos, apenas o ensino médio. Mantinha a mesma decoração de longos anos, sendo assim, algumas paredes e muros já jaziam destruídos ou parcialmente arruinados.
As coisas se seguiram normalmente nas primeiras duas semanas de aula ali. Eu nunca fui do tipo interessado em conhecimento. Sentava no fundo da sala e ficava dormindo o tempo todo. E um dos milagres desta história é que, por incrível que pareça, minhas notas não estavam tão críticas.
Certo dia, alguém interrompeu um dos meus cochilos. Não eram as professoras, pois elas pouco se importavam com os estudantes. Com um tremendo desinteresse, arqueei a cabeça para a pessoa ao meu lado. Era um garoto que sentava à minha esquerda. Ele, diferentemente de mim, era educado, inteligente e gostava de estudar.
Eu notei um certo receio dele em me dizer o que queria, mas quando viu que eu estava ficando impaciente, ele logo desembuchou. Queria que eu fosse sua dupla para um trabalho – idiota – de química, já que toda a sala estava em pares. Avisei a ele que não iria mover um dedo para ajudá-lo, ele riu e concordou.
Ali as coisas começaram. Um mês após aquele dia, a apresentação do trabalho chegou. Apesar de sermos uma dupla, resolvemos que apenas Tim apresentaria tudo e eu pouco me lixava se ganharia pontos ou não. Isso mesmo, Tim era o nome dele e, assim que terminou, veio conversar comigo. A verdade é que, como eu nunca ficava muito tempo conversando com alguém, nunca tive a oportunidade de fazer amigos, isto é, amigos realmente interessados na vida.
Nos tornamos grandes amigos com aquele trabalho de química e, após poucas semanas, já éramos como irmãos. Conversávamos sobre tudo um com o outro, cochichávamos o tempo todo e eu percebia que Tim era legal. Por culpa dele – digamos assim -, eu até tive um pequeno interesse em ir a escola, para assim poder manter o papo em dia. Sobre a única coisa que era difícil falarmos era meninas, mas não é o que você está pensando – não é mesmo.
Tim já havia me dito que não era como os outros garotos, não gostava de qualquer menina. Falara que, apesar de ser hétero, jamais sentiu atração por alguma delas... E não sabia como, mas sentia que algum dia, a vida iria lhe apresentar a garota dos seus sonhos, por quem ele se apaixonaria e teria filhos, uma casa e uma família.
Voltando a escola. Numa segunda-feira comum, algo “bobo” aconteceu após o intervalo final. Eu estava visivelmente desinteressado em saber qualquer coisa sobre a história que a professora tagarela explicava a frente. Estava cabisbaixo na mesa, de olhos fechados e contando os segundos para me ver livre dali. Escutei um amassar de papel e olhei por curiosidade. Tim sussurrava coisas nervosas enquanto amaçava uma folha por ter errado alguma atividade. Eu apenas ri em silêncio.
Depois de a “bucha” ficar completamente amassada, ele a jogou para o lado de fora da sala por uma janela. Enquanto retirava mais uma folha de seu caderno, vimos a bolinha de papel voltar pelo mesmo local e cair novamente em sua mesa. Ele ficou sem saber o que fazer por alguns instantes, se fosse a diretora, iria se dar mal. No entanto, logo descobriu que não era ela.
Uma seta havia sido feita no embrulho com caneta rosa. Ela mandava-o abrir o papel amassado, assim ele o fez. Abaixo de suas atividades rasuradas, uma mensagem havia sido escrita. Ele urrou algo em surpresa, eu fiquei curioso e decidi averiguar.
“Errar é humano. Mas você não errou.”
Nos olhamos sem entender muito bem o que significava aquilo. Após ler algumas coisas, Tim percebeu que realmente não tinha errado nada da atividade, sua fúria não passou de falta de atenção. Eu voltei para o meu tédio, já ele ficou inquieto. Chegou a quebrar a ponta do seu lápis para ter a desculpa de ir até a lixeira, que ficava próxima a porta.
A professora estava ocupada e a porta, aberta. Bisbilhotou o corredor externo da sala cautelosamente e voltou quando não encontrou ninguém. Quem quer que lhe tivesse ajudado, não estava mais ali. Vi-o voltar para sua mesa, só que agora Tim estava estranho. Ele pegou uma nova folha e a rasgou, deixando uma mensagem de caneta.
“Olá? ”. Tinha certeza que não haveria retorno, mesmo assim lançou-a para fora da sala pela janela mais próxima. Eu o notei ficar aflito, tenso pelos segundos que se sucederam. Não podia ler a sua mente, mas sabia que ele desejava muito poder ver através das paredes para descobrir se alguém – e quem – estava do outro lado.
― Guardem os materiais. O sinal vai bater agora! ― Assentiu Mirian, nossa histórica.
Como eu nem chegava a tirar os materiais da bolsa, apenas me levantei e pus-me a esperar. Tim estava triste, guardava os materiais como se sua vida dependesse do retorno daquele papel.
― É só um papel. ― Comentei.
― Pode parecer, mas algo me diz que não é. ― Ele falou e eu não entendi muito bem.
O sinal logo bateu e como um rebanho de touros loucos, todos se aglomeraram na porta. Eu me levantei cansado de tanto não fazer nada e fiquei esperando o povo liberar a saída. Tim terminou de guardar suas coisas e me seguiu, e quando saíamos, o papel retornou em forma de uma bolinha amassada. Antes de eu dizer nada, lá estava ele abrindo o papel com um sorriso devorador.
Ao finalmente desembrulha-lo, vira abaixo da sua pergunta um novo comentário:
“Olá! ”.
― O que respondeu? ― Perguntei no tédio de sempre.
― Eu sabia, eu sabia... ― Ele estava em outro mundo.
Saímos da escola e fomos pra casa. Como morávamos no mesmo bairro, ficávamos conversando asneiras até eu virar a esquina oposta a dele. Naquele dia, Tim sequer trocou uma palavra no caminho. Apenas ficou olhando para o pedaço de papel com uma cara extremamente contente, eu começava a achá-lo algum maluco por isso.
A coisa piorou no decorrer no outro dia. Estava quase ao fim da aula quando, novamente, vi Tim rasgar uma folha do caderno e ameaçar escrever. Revirei os olhos achando uma tremenda bobagem e me virei pro outro lado.
― Ei, “He”. O que eu digo pra ela?
― Sei lá... Tente algo como “Como vai você? ”. ― Disse sem ligar.
Ele achou uma boa. Escreveu algo no embrulho e o jogou para o outro lado. Nos minutos seguintes, senti sua respiração pesar e seus bufos de impaciência começarem. Eu já estava cansado daquilo, apesar de ele ser meu melhor amigo, já era loucura.
― Pode ser que ela nem responda mais. ― Me virei pra ele. ― Quem sabe, ontem era apenas um garoto idiota fazendo hora com a sua cara.
― Eu sei que não é. ― Tim falou num tom firme, como se tivesse a absoluta certeza do que falava. ― Sei que finalmente a encontrei... Ele me diz isso!
― “Ele”?
Antes de a resposta vir, a bolinha de papel caiu de volta em sua mesa. Ele exibiu seus dentes numa alegria enquanto me olhava com cara de “eu te avisei”. Enquanto ele desembrulhava-o com voracidade, eu me dei ao trabalho de notar que, seja quem fosse a pessoa do outro lado, ela era muito boa de mira...
― Olha isso. ― Ouvi ele e logo o papel caiu, aberto, na minha mesa.
― O que foi?
― Veja!
Sem nada pra fazer, dei atenção aquilo.
“Olá novamente. Como vai você? ”
“Muito bem. E como você anda? ”
― Com os pés. ― Comentei em sarcasmo. Ele puxou o papel de volta.
― Não é incrível? Ela realmente gostou de mim, pois quem trocaria mensagens com um estranho como nós?
― Com certeza, eu não. Mas... O que irá fazer agora?
― Não está óbvio? Viemos até aqui... Então seguiremos!
Nos dias seguintes, sempre naquele mesmo horário, enquanto eu já nem dava importância mais, a conversa entre os dois doidos rendia muito. Passadas várias semanas que eu e Tim não conversávamos tanto quanto antigamente, ele me apresentou a uma folha lotada de frases entre os dois. Vi-a.
“Me chamo Tim, Tim Brailes. Como se chama? ”
“Louise Campos. Tenho 17 anos, e você? ”
“Somos da mesma idade. Faço aniversário em junho. “
“Eu sou de setembro. É mais velho que eu! É verdade que você está no último ano? ”
“Sim, não vejo a hora de me formar logo. Em que ano está? ”
“Segundo. (...)”
E com o passar do tempo, vi que os dois não pareciam esconder nada um do outro. Sem eu perguntar nada, Tim já me dava a sinopse completa da vida da garota, quem era sua mãe, seu pai, com quem morava, qual a cor preferida, o sonho preferido, os animais que mais gosta... Tudo.
Não me interessava muito naquela história, mas até mesmo minha cabeça fechada entendia que aquilo não parecia normal. Um amor diferente estava nascendo ali, um relacionamento extrovertido e, ao mesmo tempo, sinistro. Mesmo após tantas conversas, eu tinha a certeza que era o único — fora eles – que tinha conhecimento da coisa. E sabia também que Louise me conhecia, pois deveras vezes mandava mensagem pra mim do tipo “Vá estudar! ”, “Levante essa cabeça e bote a mente pra funcionar! “. Me divertia com eles. Porém...
Já era época de fim de ano. Eu, desatento, demorei quase uma semana para observar que meu amigo se encontrava num estado catatônico de tristeza. Quando finalmente fui atrás do motivo, Tim me informou que Louise não o respondia mais há uma semana. E começava a ficar preocupado com aquilo. Tentei acalmá-lo me baseando que ela poderia ter viajado por alguns dias com os pais... Ele aceitou e resolveu esperá-la voltar.
Era sexta-feira, 21 de novembro, exatamente o dia do aniversário de Louise. Já se fazia vinte e quatro dias que ela não respondia os papéis mandados por Tim. Se a escola não tivesse funcionárias, os corredores estariam completamente impedidos por uma pilha de bolinhas de papel sem retorno.
O fim da quarta de cinco aulas chegava. Naquele dia, Tim estava um pouco menos depressivo que os antecessores. Parecia que ele sabia que Louise tinha retornado das férias ou algo por aí. Estava entretido com um mosquito sobre a minha mesa quando o vi se aproximar de mim.
― Assim que a professora sair, irei buscar uma surpresa. ― Cochichou.
― Hã? ― Fiquei confuso. ― Surpresa pra quê? Ela voltou?
― Sim.
― Você a viu?
― Não, mas sinto isso. Mandei minha mãe trazer um presente que comprei para dar para ela hoje e, há um tempo, prometi dar a ela um presente de aniversário. Tenho a completa convicção que ela estará ao lado de fora daqui a 50 minutos e, pela primeira vez, vou vê-la pessoalmente.
Se basear em “sentimentos” era um pouco inacreditável pra mim, logo me mantinha negativo em relação ao retorno de Louise, mas tentei convencê-lo da razão para não vê-lo abatido. Em poucos minutos, a professora de matemática deixou a sala. Foi a oportunidade certa pra que ele escapasse habilmente.
― Tenho medo de saber onde isso vai dar... ― Murmurei a eu mesmo.
Metade da sala se revoltou na porta e começou a conversar, enquanto esperavam a chegada da professora Mirian. Coloquei a cabeça na mesa e comecei a pensar em tudo que tinha vivido e visto aquele ano. Com certeza, era coisa demais para um aluno renegado em estudos.
Me pegando de surpresa, uma bolinha de papel atravessou a janela e caiu, diretamente sobre a minha mesa. Me levantei numa mistura de expressões e peguei-a, começando a desembrulha-la. A folha era rosada, não era do caderno de Tim. Quando finalmente a expandi, reconheci a letra e li com cautela uma grande mensagem.
“He, oi, sou eu, a Louise. Você pode pensar que eu errei a mesa, no entanto era pra você esta mensagem. Olha, nunca vi nem você e nem o Tim pessoalmente, mas por tudo que ele já me disse de você, sei que é legal e confiável, e é a única pessoa com a qual eu posso contar. Antes de mais nada, quero avisar que esta mensagem não terá retorno, sinto muito. O Tim deve estar muito abatido com o meu sumiço, eu sei. Não vou mentir, quando vi aquela bolinha cair no corredor, há exatos 9 meses, achei que seria uma tremenda idiotice olhá-la. Mas conforme eu conheci ele, descobri que se não o fizesse, jamais teria tido uma das maiores felicidades da minha vida. Agora, não tenho muito tempo pra escrever, pois fugi do hospital para criar e mandar isto. Tenho leucemia, pois é, e só descobri há menos de um mês. Infelizmente, o estado da doença já estava crítico demais, meus pais fizeram de tudo para que eu pudesse me curar, mas descobrimos também que não existe cura. Meus dias de vidas estão contados e se esgotam depressa, e eu acabei de avançar a contagem com a fuga do hospital, entretanto tenho certeza que não me arrependerei disto. É com pesar que te peço, por favor, que só diga ao Tim quando ele estiver preparado para isso. Como não estarei mais aqui neste dia, torço para que ele se recupere o mais depressa possível... E que você tenha a certeza: mesmo nunca tendo o prazer de conhece-los pessoalmente, você é meu melhor amigo... E o Tim, o grande presente que eu tive na vida. E com isso, sei que eu posso morrer feliz. Me desculpem por deixá-los dessa forma, eu realmente sinto muito. Mas espero que entenda. Louise. ”
Naquela altura, algumas lágrimas já saiam dos meus olhos. Tentei disfarçar, olhando em volta e limpando o rosto, então vi meu amigo entrar pela porta da sala com uma grande caixa embrulhada de presente.
― Deus... O que eu faço?
Ele chegou em sua mesa e deixou a caixa sobre ela. Eu virei o rosto e tentei limpar os olhos pela última vez, mas as lágrimas se recusavam a parar. Dobrei o papel e o guardei no bolso de minha calça. Ao me virar, dei de cara com Tim me olhando.
― Aconteceu algo?
― Não. Entrou um maldito mosquito em meu olho e não consigo parar de chorar mais. ― Inventei, forçando um sorriso. ― O que é isso na caixa?
― Só saberá quando eu for entregar a ela pessoalmente, e você vai me acompanhar. Andei pensando muito na minha vida nestes 9 meses que eu a conheço, apesar de nunca vê-la, sei que é a pessoa certa por quem eu vivi 17 anos e viverei muito mais. Irei pedi-la em namoro hoje...
― Será que ela vem? ― Perguntei rindo.
― Tenho certeza!
Mas ela não veio. Na verdade, nunca mais deu notícias naquele ano e nem nos que o seguiram. Tim demorou muito para tentar esquecer-se dela, e ainda sim a imaginava que um dia ela voltaria. O tempo passou, longos anos foram deixados para trás. Eu já não morava mais com a minha mãe, havia terminado a faculdade de arquitetura e já tinha um emprego fixo na grande São Paulo, meu novo lar.
No entanto, nos dias da semana, eu também era funcionário de uma escola. De mês em mês, Tim mandava-me hora ou outra uma mensagem. Eu sabia que agora ele tinha vinte e três anos. Era médico, formou-se como sendo o melhor da turma. Namorava uma bela garota, ambos viviam felizes e se respeitavam. Quando numa mensagem ele informou que sua namorada havia viajado de férias, senti que aquele era o momento certo para contar sobre Louise.
Fiz uma longa viagem de volta à Jabauri. Notei que o mini município havia se transformado em uma bela e panorâmica cidade com demasiados pontos turísticos, como a antiga escola São dos Contos que não funcionava mais. Marcamos de nos encontrar numa lanchonete, pois sua casa era difícil de eu achar.
Nos cumprimentamos sorridentes. Eu tentava disfarçar a tensão a qual estava submetido, mas Tim, mesmo após tanto tempo sem me ver, sabia que ali tinha algo. Nos sentamos numa mesa mais afastada, logo, retirei um papel amaçado, rasurado pelo tempo, do bolso de minha calça e comecei a abri-lo.
― O que é isso? ― Ele perguntou curioso.
― Algo que você finalmente deve saber... Eu espero.
Sua expressão ficou confusa. Eu me lembrei do tempo em que os dois se conheceram e não evitei de ter uma súbita lágrima. Tim me olhou preocupado, mas eu apenas o entreguei o papel. Aqueles foram os dez minutos mais tensos da minha vida. O vi ficar completamente abatido ao fim da leitura, chorar muito... E tentei consolá-lo.
Após algumas horas bebendo, ele sentiu uma vontade absurda de ir embora e saiu do bar. Paguei a conta e fui segui-lo, mas quando cheguei em sua casa, ela estava trancada. Chamei várias vezes, ele não parecia estar nela. Ouvi um estrondo ecoar no seu interior, senti um calafrio na pele e derrubei a porta.
Fiz tudo isso pelo sentimento de alertá-lo, e novamente percebi que seguir o sentimento nunca levará ao bem. Aos prantos, encontrei meu melhor amigo sobre a sua cama, ao lado de um grande urso de pelúcia branco, que agora estava com suas plumas manchadas de vermelho. Aquele era o presente embalado de anos atrás. Uma faca afiada ficara presa em sua mão esquerda, com sua lâmina profundamente enfiada sobre o seu coração. E em sua outra mão, jazia o primeiro papel de contato entre os dois.
Não tive dificuldade em ver a frase. “Errar é humano. Mas você não errou.” Nas horas seguintes, chamei todo o tipo de socorro possível, mas como eu temia, ele já estava morto antes mesmo antes de eu encontrá-lo.
Foram semanas para que eu conseguisse me recompor daquele trauma, um amor irônico que sempre e nunca deu certo. Atualmente, como já dito em algum lugar, eu estou bem de vida. Já ajudei a construir vários prédios em São Paulo, e se não fosse por Tim, eu não sei se teria forças para estudar. Ele pode ter-se ido, mas me ensinou a ser responsável.
E é exatamente por isso que eu também me voluntariei a ajudar como sendo funcionário da maior escola de São Paulo. Sabem o meu trabalho? Passar a todos os momentos pelos corredores, pegando todos os papéis que encontrar e jogando-os devidamente no lixo. Estou determinado a não deixar que outra história como a de Tim e Louise aconteça. Por mais bonita que seja no começo, o fim não agrada a ninguém.
Caro leitor, agradeço muito que tenha lido até aqui. Se consegui passar o real sentimento do que houve, agora deixo-te para que tire suas próprias conclusões. Se essa história é real ou não, só depende de você.
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