Notas iniciais
Yo! Olha eu. Eu ia atrasar esse capítulo porque ia fazer o desenho da Sora, mas não conseguir arranjar tempo para desenhar ;-; Então a capa ficou somente essa com a Erza que eu achei na internet, mas tem tudo o que eu precisava :) . Nas notas finais terá um Link onde tem a Sora na versão Avatar Dream :) Boa leitura!

Panteão do Orgulho

Happy: NATSU!- Agora era impossível não derramar lágrimas. Happy deu pequenos passos até o corpo de Natsu e começou a sacudi-lo. — Natsu! Você acabou de acordar! Vamos lá, vamos salvar a Lucy! Não me deixa aqui sozinho! — Eram as mesmas lágrimas de dor que derramou quando a Lucy do Futuro faleceu. Samury olhava tudo com um olhar superior.

Samury: Fica calmo bichano, eu não vou matá-lo... Mas ele ficará comigo para sempre... — Sorrindo de canto. No entanto, Samury parecia procurar por algo, logo depois, colocou os dedos indicadores e do meio da testa e iniciou um diálogo com ele mesmo. — Como é? Conseguiu trazê-los para cá? Perfect! — Happy o olhou confuso. Definitivamente não era com ele que o Dragon Slayer de Gelo se referia. O Exceed deduziu que o mago estava em uma comunicação telepática. — Inicie o processo de controle de mente! — Happy abraça o corpo de Natsu no chão, achando que o azulado se referia em controlar a mente de Natsu, mas não era bem isso. — Eu irei me ausentar agora cat, não tente fugir. — Dando uma piscadela para Happy, mas o mesmo não saiu do seu Panteão, ao invés disso, Samury se sentou no chão ali mesmo, cruzando a perna por cima da outra e fechando os olhos como se estivesse meditando. Após um longo suspiro, a respiração de Samury foi ficando cada vez mais calma e o mesmo não se mexia mais. Happy deduziu que o mesmo estivesse entrado em uma espécie de transe.

Happy: O que será que aconteceu com ele? — Happy foi até o corpo de Samury que estava em transe. Ficando bem de frente e sacudindo as mãos para saber se o azulado estava acordado. O Exceed subiu no joelho esquerdo de Samury, para ficar com o rosto próximo ao rosto do mago e novamente sacudindo as mãos. — Ei! Você está acordado? Ei! — Pulando na perna do azulado. — Isso me deu uma ideia! — O Exceed coloca sua sacola verde para frente do corpo e procura por algo ali dentro. — Achei! — Tirando de lá de dentro uma caneta. Happy começa a rabiscar o rosto de Samury. Nem assim o Dragon Slayer acordava do seu transe. — Ficou... Perfect! — Imitando o inimigo. O Exceed desenhou um bigode francês e um óculos de uma lente só, redondo e no olho direito. Na testa o Exceed escreveu “Fracassado”, dando seu típico sorriso cínico logo em seguida. Até que Happy volta a ter outra ideia. — Preciso tirar o Natsu daqui, antes que ele vire esposa desse cara! — Happy guarda sua caneta e volta para onde Natsu estava. Enrolando a cauda na cintura do amigo e tentando levantar voou, mas o problema é que Happy nem se quer saiu do chão, pois Natsu estava muito pesado. — AAahhhhhhhh! — Se esforçava o máximo possível, mas se continuasse assim, sua cauda ia sair do seu corpo e ia ficar presa em Natsu. — Natsu está com o peso da Lucy... Será que vai crecer peitos nele? — Lastimou-se realmente acreditando nessa possibilidade de crescer seios no rosado – Deve ser o efeito de virar esposa daquele maluco! O que eu faço agora? — Desistindo de fugir dali, mas Happy é tão fiel que preferiu se sentar ao lado do corpo do amigo e esperar pela ajuda de alguém, antes que Samury voltasse a acordar. De forma alguma deixaria seu amigo sozinho.

...

Em outra parte do Labirinto de Creta, bem distante do Panteão do Orgulho, se encontrava Gajeel, Levy e Lily. Esses foram derrubados por algo quando sobrevoavam pelo labirinto, mas ao tentar levantar voou novamente se bateram na barreira e voltaram a cair. Agora, acabaram de caírem bruscamente no chão novamente, depois da quinta tentativa de romper a barreira, sem sucesso.

Levy: Eu acho melhor a gente desistir e ir andando mesmo, não aguento mais cair toda hora! — Levy estava em cima do corpo gigante de Gajeel, o mesmo amorteceu a queda da azulada.

Gajeel: Do que você está reclamando? Toda hora sou eu que caio direto no chão e não tem ninguém para amortecer minha queda! — Estava enganando. Sentiu algo se remexendo embaixo de si. — Hum?

Lily: SAIA DE CIMA DE MIM! — Lily arremessa os dois para o alto, já na sua forma de batalha. Gajeel segura Levy e consegue retomar o equilíbrio mesmo no ar para cair de pé. — Todas as cinco vezes vocês caíram em cima do meu corpo pequeno! — Reclama o Exceed, logo depois, voltando a sua forma normal.

Gajeel: Aquela barreira foi construída para evitar que alguém tentasse passar por cima do labirinto... — Olhando para a barreira no céu, que deixava o mesmo com tons roxo, como se fosse o efeito do pingo da Lua na ilha Galuna.

Levy: Não diga — Levy fala irônica. — Eu havia percebido isso desde que caímos pela segunda vez!

Gajeel: Então por que não falou logo? — Uma veia salta na testa da azulada, mas ela suspira e chama o moreno com o dedo indicador, para ele se abaixar um pouco para que ela pudesse falar em seu ouvido.

Levy: EU TENTEI FALAR! MAS VOCÊS NÃO ME ESCUTARAM! — Gritando no ouvido de Gajeel tão alto que parecia até que uma ventania saía da boca da azulada, fazendo o longo cabelo preto de Gajeel voar e Lily se segurar na perna do moreno para não voar junto.

Gajeel: Não precisa gritar, eu não sou surdo! — Colocando o dedo mindinho dedo do próprio ouvido para coçá-lo. Levy o ignora, passando na frente e indo andando com o nariz empinado. Gajeel e Lily trocam olhares e dão de ombros, seguindo a baixinha. Andaram por alguns minutos. Atravessando todos os corredores possíveis do labirinto que parecia não ter saída.

Lily: Eu acho que você deveria falar com ela — Sugere Lily, voando baixo, ao lado de Gajeel. O moreno estala a língua em reprovação. — Que teimosia... Se combinam.

Gajeel: Depois falo com ela... — Encarando a baixinha de costas e seguindo em frente. — Eu só vou primeiro... — Gajeel cessa os passos. — Tem algo vindo... — Fala para si mesmo. Lily fica confuso. — BAIXINHA! — O moreno corre rapidamente em direção a Levy, a mesma estava prestes a virar mais uma esquina do labirinto, mas Gajeel a alcança e a segura pela cintura, puxando-a para trás, ao mesmo tempo em que um tornado negro de forma horizontal passa furiosamente pelo local onde Levy daria mais uma passada, explodindo logo em seguida na parede. Gajeel salta para trás com Levy em seus braços.

Levy: E-Eu ia morrer! — Fala assustada. Gajeel abraça Levy por mais forte e sussurra.

Gajeel: Não ia... Eu estou aqui! — Deixando a azulada corada e arrepiada por sentir o hálito do moreno no seu pescoço. — Quem está aí? — Olhando para o local de onde veio o furacão. A sombra das paredes do Labirinto se juntam, formando um circulo preenchido no chão e logo depois uma pessoa sai de dentro da sombra em forma de círculo. — Ryos?!

...

Panteão da Luxúria

Ao noroeste da Mansão de Creta se encontrava o Panteão da Luxúria. Era bem parecido com o Panteão do Orgulho, com pequenas diferenciações. Cravado na parede acima do Arco Principal, que era a entrada, tinha o típico símbolo masculino, um círculo com uma seta apontando para o Nordeste. O protetor desse Panteão era o Alu Azazel, o mesmo que sequestrou Lisanna e deixou Bickslow ferido. O mesmo se encontrava sentado em um sofá de luxo de cor vermelha e dourada. Dentro, o Panteão era completamente diferente da casa de Samury, que era só um salão vazio. Dentro da casa de Alu, as cores das paredes e do chão eram cinza escuro. Existia uma típica sala de luxo que lembrava os salões de mansões mal-assombradas. Tinha também um piano negro, mas o que mais se destacava, eram vários caixões abertos encostados nas paredes e dentro de cada caixão, havia uma mulher. Todas eram jovens e bonitas, aparentando ter entre 18 a 25 anos. Todas estavam inconsciente, pareciam mortas pela cor da pele pálida. Alu estava sentado e tomando um líquido de cor vermelho sangue, poderia ser vinho, mas observando que ele era o próprio vampiro, aquilo com certeza era sangue e provavelmente de uma dessas mulheres. O mesmo parecia bem relaxado, com os pés apoiados na mesa de centro de vidro que estava em frente ao sofá.

Alu: Então quer dizer que estamos tendo invasores... — Comentou consigo mesmo. Alu pressente a presença de outra pessoa dentro de sal casa. — O que veio fazer aqui? — Direcionando o olhar para trás, ali se encontrava Samantha Chad. Alu não se surpreendeu com a presença dela ali.

Samantha: Me falam que eu sou um verdadeiro terror... — Dando passos lentos até o sofá e sendo seguida pelas orbe cor-de-rosa. — Mas olha essa decoração... Poderia me dizer quem são elas? — Se referindo aos vários caixões com mulheres dentro. Samantha agora se encontrava de frente para Alu.

Alu: Elas são minhas vítimas... São cinquenta mulheres que me alimentei desde que cheguei aqui em Magnolia... — Cinquenta era o número de caixões espalhados pelo salão.

Samantha: Você se alimentou de cinquenta mulheres? Não deveria mudar de Panteão para Gula? — Perguntando irônica. Samantha toma liberdade e pega uma taça vazia que estava em cima da mesa de centro, erguendo-a para que Alu a servisse.

Alu: O Panteão da Gula já possui seu protetor e ele é muito perigoso... E também, eu me alimentei delas nas duas formas de pensar... — Educadamente, Alu pega a garrafa que também se encontrava no mesmo local e serve Samantha. — E você? Por que não está no seu Panteão? — Voltando a se encostar no sofá.

Samantha: Eu estava fazendo um favorzinho para o Samury... — Ao ouvir o nome. Alu estala a língua em reprovação.

Alu: Odeio aquele cara... — Murmurando.

Samantha: Acredite... Samury é o mais fiel ao Arthur-sama. Pelo menos ele demonstra isso, diferente de você e Sora... — Dando um gole na bebida.

Alu: Sora Kadashi... É a única mulher nesse mundo que eu não beberia do sangue... — Samantha percebe que aquilo que bebeu não é vinho. De fato, era sangue, mas não faz cara feia ou de nojo para demonstrar sua frieza, apenas coloca a taça de volta a mesa e se levanta. — Ela é podre... Seu sangue é podre... — Samantha engole o líquido como se fosse concreto, fazendo o possível para Alu não perceber que ela não gostou da bebida.

Samantha: O sangue da Sora é tão poluído quanto o meu... Então acho que eu entraria na sua lista de “mulheres da qual você não beberia o sangue... “

Alu: Provavelmente... Mas me diga, o que você veio fazer aqui? — Voltando a pergunta inicial.

Samantha: Eu estava de passagem, fui fazer um favorzinho para o Samury — Samantha pega uma gaiola de pássaro que estava ali no chão o tempo todo, erguendo para Alu ver que se encontrava um certo Exceed verde com uma roupinha de sapo rosa. O Exceed estava triste e chorava baixinho. Alu sorriu. — Além de vim lhe dar permissão para fazer o que quiser com a Lisanna depois que ela fazer o parto... Quero ver ela entre sua coleção... — Olhando graciosa para a coleção de mulheres de Alu.

Alu: E quem disse que preciso da sua permissão para fazer algo? Quando chegar a hora certa, eu matarei ela e a loira... — Voltando a beber seu saboroso sangue. — Sangue de jovens me deixam excitado... Principalmente ex-grávidas. — Samantha caminha para trás do sofá novamente, o mesmo caminho por onde veio.

Samantha: Só tenha cuidado com o guarda-costas que elas conseguiram. — Se referindo a Ustan.

Alu: Que guarda...? — Olhando para trás e não encontrando a morena mais ali. — Vadia... — Murmura.

...

Labirinto de Creta

Sudoeste do Labirinto, se encontrava andando pelos extensos corredores, Erza e Warren. Assim como Happy e Lily, Erza também tentou levantar voou com a armadura de Asas Negras, mas terminou se chocando. Preferiu evitar outras tentativas devido sua gravidez.

Erza: Warren, tente manter contato com alguém e fale para eles nossa localização. — Ordena.

Warren: Mas que localização? Como vamos descrever onde estamos? Tudo o que vemos é paredes e mais paredes, não tem diferença. — Em tom de derrota. Erza suspira em derrota, mas continua andando por mais alguns minutos.

Erza: Sentiu isso? — A mesma cessa o andar, colocando a mão em frente a Warren para pará-lo também. Erza franze o nariz.

Warren: Isso o quê?

Erza: Não é preciso ter faro de Dragon Slayer para sentir esse cheiro. Vamos! — Disparando na frente e sendo seguida por Warren. — "É cheiro de esgoto, o que significa que podemos sair por ele!" — Pensou internamente, enquanto corria atrás do odor. O cheiro foi ficando cada vez mais forte. até Erza se deparar com um Panteão no meio daquele enorme labirinto. — Uma casa?

Warren: O que uma casa está fazendo no meio disso aqui? — Se apoiando nos joelhos para recuperar o fôlego. A ruiva analisa a casa e seus olhos vão até um símbolo que parecia ser a letra "h" minúscula, porém com uma cruz formando o traço vertical e a perninha direita era mais ondulada. A Titânia logo reconhece aquele símbolo que se encontrava cravado na parede em cima do arco de entrada.

Erza: Aquele é o símbolo da avareza... Um dos Sete Pecados Capitais... — Não se importando muito com o símbolo. Erza vai até o Panteão, subindo os degraus para poder entrar.

Warren: Nós vamos entrar?

Erza: É claro. Sinto cheiro de esgoto vindo de lá de dentro, se nós seguimos o fluxo dele, sairemos daqui pelo mar.

Warren: Espera! Vamos nos jogar em uma água fedorenta?

Erza: Alguma ideia melhor? — Warren engole seco com o olhar ameaçador que Erza fez. Negando em seguida. — Então vamos! — Entrando no Panteão. Logo Warren a segue, ainda reclamando por ter que se jogar em um esgoto para saírem dali. — Depois que a gente sair, nós vamos guiar os outros para cá e eles também fugirão, aí voltaremos e passaremos por cima daquela barreira. Simples! — Dentro do Panteão, o cheiro era ainda mais insuportável. Não era apenas cheiro de esgoto, era uma mistura de cheiro de cadáver, com esgoto e lixo. Era o pior cheiro que a pessoa poderia sentir.

Warren: Eu não estou aguentando mais sentir isso! — Warren reclama tapando o nariz. — Não vou segurar a respiração por muito tempo...

Erza: Deixe de ser fresco, é só você trabalhar a mente que não sente nada... — Mas estava difícil até mesmo para Erza. Dentro do Panteão, tudo o que se via era neblina. Erza já começava a sentir necessidade de sentir ar puro. Warren começava a tossir insistentemente, não estava mais aguentando aquele odor. Era como se seus pulmões estivessem cheio de gás tóxicos.

Warren: E-Eu... Não aguento mais... — O moreno cai de joelhos, fazendo Erza voltar alguns passos para socorrê-lo.

Erza: Warren, acorde! — Erza se ajoelha em frente ao companheiro para trazê-lo de volta a consciência, dando “leves” tapinhas no rosto do companheiro. Uma voz é ouvida, deixando Erza em alerta. Era uma voz feminina.

????: Estou impressionada pelo fato de vocês ainda estarem respirando...

Erza: "Merda! Isso era uma armadilha!" — Deduz. — Quem está aí? — A neblina abre espaço para uma pessoa aparecer. Revelando uma mulher jovem, aparentando ter seus 21 anos. Possuía cabelos cinzas, mas diferente dos de Mira que eram brilhantes, os dela pareciam sujos, porém lisos. O cabelo estava partido para o lado, formando uma franja apenas de um lado só. Seus olhos eram laranjas e usava um delineador, os destacando. Usava uma calça preta, com sapatos de grife branco com o bico e o salto preto. Um corset listrado preto e branco que levava ao sutiã ousado preto com detalhes nos ombros. Vestia uma gola feito de plumas que escondia seu pescoço. Sua boca tinha um batom levemente rosa e seu olhar era indiferente, não transmitindo muitas emoções.

Sora: Sou Sora Kadashi, a Protetora do Panteão da Avareza! — A mulher estava a frente de Erza. A ruiva percebe que o forte cheiro de cadáver, esgoto e lixo se unia em um ponto.

Erza: Você... Todo esse odor está vindo de você... — Sora apenas sorrir levemente.

...

Ainda pelos corredores do Labirinto de Creta, do lado Noroeste do mesmo, o clima entre Gajeel e Rogue se mantinha tenso. O Dragon Slayer das Sombras foi para cima de Gajeel, que tentou socá-lo com o Tetsuryukon (Bastão do Dragão de Ferro), mas Rogue se transforma em sombra, aparecendo atrás de Gajeel.

Lily: Atrás de você! — Lily e Levy se encontravam afastados da luta e não hesitaram em avisar que o inimigo faria um ataque traseiro. Rogue desfere Eiryu No Zangeki (Corte do Dragão das Sombras), mas Gajeel transforma seu braço direito em uma grande espada de ferro para se defender, virando a tempo e ficando de frente com Rogue.

Gajeel: O que está fazendo Ryos?! — Pergunta confuso. Rogue tentava empurrar Gajeel com sua mão. A confusão era percebida no olhar de Levy e Pantherlily. Gajeel encara os olhos vermelhos de Rogue, percebendo que estavam bem mais brilhantes que o normal. — Não deve ser você! Deve ser uma cópia! — Usando novamente o Tetsuryukon, Gajeel acerta Rogue no estômago e depois desfere outros golpes no moreno mais novo. Acertando com o mesmo bastão de ferro no rosto, estômago e peito. Rogue é empurrado pelo último golpe que foi mais forte, fazendo Levy e Lily se abaixarem para não serem levados, o Dragon Slayer da Sombra se choca no muro atrás deles e cai de burço. — Essas cópias não vão funcionar comigo! — Apontando a espada de ferro para Rogue. — “Pior que esse desgraçado tem o mesmo cheiro dele!” — Pensa, mas Gajeel não hesita em atacar. Levy e Lily correm até Gajeel, ficando atrás do Mago de Ferro para não serem atingidos pelo golpe. — Tetsuryu... — Um círculo mágico verde aparece na ponta da espada que Gajeel apontou para Rogue. Mas antes que pudesse atirar, todos ouvem a voz de alguém pedindo para pararem. Gajeel cessa o ataque e todos olham para trás, vendo Sting e Lector. O loiro estava com alguns ferimentos no corpo, mostrando que estava em alguma luta.

Sting: PARE! Por favor! — Todos olham confuso. Com exceção de Rogue que agora estava de joelhos no chão com seu olhar indiferente. Sting se escorava em uma parede para se manter de pé, demonstrando cansaço. — Ele não é uma cópia... Ele é mesmo o Rogue...

...

Panteão da Avareza

Erza Scarlet e Sora Kadashi, ambas se encarando mortalmente antes de iniciarem uma batalha mortal. Erza tentava se manter de pé, estava atordoada pelo cheiro que exalava de Sora. A Titânia rapidamente pensou em sair daquele Panteão ou ao menos tirar Warren dali que não estava mais aguentando o forte odor.

Erza: Kanso... — O corpo da ruiva brilha por completo, logo depois o brilho cessa, revelando uma suposta armadura diferente de todas. Na verdade, era uma roupa de ninja de couro e colada ao corpo. Nem parecia que a Titânia estava grávida, a barriga apenas aparecia um pouco saliente com essa roupa. Usava uma Katana, mas a essência dela ter escolhido essa roupa, foi a máscara que cobria a boca e o nariz. — ... Ninja no Yoroi (Armadura Ninja). “Foi ótimo o Natsu ter me dado de presente essa fantasia!” — Agradeceu mentalmente ao rosado. Natsu sempre foi muito louco por ninjas e quando ganhou essa roupa como bônus em uma missão, não pensou duas vezes e deu para Erza.

Sora: Você foi esperta mulher, cobriu logo seu rosto por causa do meu cheiro, mas... Enquanto ao seu amigo? — Direcionando a orbe laranja para Warren que tossia no chão. — Hachisasare!! (Ferrão de Abelha) — Um círculo mágico amarelo cobre o braço direito de Sora, transformando-o em um lance* grande de cor preta e brilhante, que lembrava um ferrão de uma abelha. Sora vai em direção de Erza, apontando seu lance como se fosse um gladiador no campo de batalha. Erza se esquiva para o lado, mas Sora sabia manusear a arma com maestria e como se avinhasse o lado para onde a Titânia fugiria, ataca para o mesmo lado, acertando Erza de raspão no braço esquerdo, fazendo um pequeno corte na roupa. Erza dá saltos longos para trás, mas Sora já ia para cima novamente. — Eu vou te perfurar com meu ferrão! — Tentando atacar Erza de forma que a perfurasse, mas Erza se esquivava de todos os golpes, ainda se mantendo perto de Sora. Em um momento, Sora tenta cortar Erza ao meio, mas a ruiva se abaixa, com isso, Erza vê uma abertura e rapidamente desfere um golpe com o cabo da Katana, acertando o estômago de Sora e fazendo-a cair longe. Erza não perde tempo e vai em direção a Warren que já estava inconsciente.

Erza: Warren! Acorda e saia daqui agora! — A ruiva segura o rapaz pela gola da roupa, fazendo o mesmo piorar sua situação de falta de ar, e o arremessa para longe, em direção a saída do Panteão. O homem voa de forma desengonçada, mas consegue sair daquele lugar fedorento, caindo no chão do lado de fora e logo puxando o que restava de ar puro no ar.

Warren: Erza ficou sozinha com ela lá dentro. O que eu faço agora? — Fala depois que consegue se pôr de pé.

Sora: Você apenas prolongou o prazo de vida do seu companheiro. Quando eu te matar e eu VOU te matar, o próximo será ele... — Dando ênfase a palavra. Erza já podia lutar a sério agora, sem se preocupar com Warren.

Erza: Então você é do tipo de pessoa que gosta de matar. Se vier até mim, eu ainda posso te perdoar, mas se for atrás dos meus amigos, você estará assinando sua sentença de morte! — Desferindo mais um dos seus olhares aterrorizantes, mas Sora não parecia se importar com aquilo, continuava indiferente, como se fosse um robô recebendo ordens.

Sora: Gosto de saber o nome das pessoas que serão minhas vítimas! — Dando um singelo sorriso, quase sem ser percebido. Mas Erza sorrir ainda mais sarcástica.

Erza: Eu não vejo dessa forma... Eu gosto de falar meu nome para as pessoas que irei finalizar. Eu me chamo Erza Scarlet! — Erza parte para cima de Sora, mas a grisalha parecia esconder algo por detrás do seu sorriso singelo.

Sora: Vomit Flies! (Vômito de Moscas) — Falando baixo antes que Erza a alcançasse. Sora abre bastante a boca e de dentro dela, bilhões de moscas saem. Como o próprio nome da magia sugere.

Erza:Magia de Insetos?!” — Erza agora desferia golpes ao vento, tentando matar as moscas que foram em sua direção. — São muitas! — A Titânia não consegue mais enxergar pela quantidade de moscas que cobriram o local, mas Erza não desistia e continuava desferindo golpes no ar com sua Katana.

Sora: Essas moscas são o suficiente para acabar com você. Não preciso gastar mais magia que isso!

Erza: Elas podem entrar pelas minhas cavidades! — Rapidamente a Titânia reequipa um capacete que vinha junto com um visor de vidro que protegia seus olhos. Era um complemento do Kanso de ninja que não havia usado. — “Preciso evitar em falar, elas podem entrar pela minha boca mesmo estando coberta!” — Pensando em alguma estratégia para acabar de vez com essas moscas. — "Não sei onde ela está! Não consigo vê-la!"– Erza não conseguia ver mais nada, apenas moscas que encobriram seu corpo. Tapando até o visor do capacete.

Sora: Até quando vai ficar se escondendo das minhas moscas? — A Titânia sente que seus pés já não tocavam o solo. As moscas começaram a carregá-la. Erza percebe que as moscas começam a entrar pelo pequeno rasgo que Sora fez em sua roupa, pensando em algo rápido para acabar com aquilo.

Erza:Já sei!” — Fazendo desaparecer sua Katana em um brilho amarelo e desse mesmo brilho surgiu uma espada vermelha. — "Essa é a Espada da Armadura Imperatriz das Chamas. Vamos ver se esses insetos gostam disso!" — Com apenas um chacoalhar na espada, uma labareda de fogo sai da lâmina, sendo espalhado por todo local e queimando as moscas que vão desaparecendo, a altura em que Erza estava vai diminuindo devido a quantidade de moscas a carregando. Quando a ruiva volta a pôr seus pés no solo, já não existia mais moscas para contar história, deixando Sora visivelmente irritada.

Sora: Maldita Scarlet! — A pressão feita pela espada de fogo, fez com que o nevoeiro se dispersasse mais ainda. Deixando a decoração da casa mais nítida dessa vez. Parecia que elas estavam dentro de uma árvore, as paredes tinham decoração como se fosse de madeira podre. Era possível ver muitas lesmas subindo por elas. O chão era preenchido com uma variedade de insetos e com ratos de vários tamanhos. Tinha teia de aranha por todos os cantos das paredes. Erza faz o capacete desaparecer, ficando apenas com a máscara que tapava o nariz e boca novamente.

Erza: Que lugar nojento... — Fala fazendo cara de nojo, analisando todo ambiente. Sora sorrir novamente.

Sora: Eu acho muito agradável!

Erza: Que tipo de Magia você usa?

Sora: Konchu no Maho, Magia de Insetos. Posso controlar todos eles presentes nesse ambiente e criá-los também! Além de poder ficar do tamanho deles... — Um brilho amarelo toma o corpo de Sora, fazendo a mesma desaparecer dentro do brilho. Aos poucos, o brilho vai diminuindo, até ficar do tamanho de uma borboleta e desaparece. — Shurinku! (Encolher) — Sora fala após voltar a aparecer, já bem pequena como se fosse uma borboleta. Erza fica confusa. Como ela pretende derrotar a Titânia se ficar fácil de ser esmagada? — Cho no Hane! (Asas de Borboletas) — Asas de borboletas cor-de-rosa surgem nas costas de Sora, começando a bater e fazendo a maga de Insetos voar, indo em direção a Erza.

Erza: Não entendi, como você pretende me ganhar com is... — Erza não completa, pois Sora chegou até seu rosto rapidamente, desferindo um soco poderoso, fazendo a Titânia dá passos para trás. — “Que força incrível”.

Sora: Posso voar como uma borboleta e ter a força de uma formiga! Você sabia que elas conseguem carregar 100 vezes o peso do próprio corpo? — Sora vai em direção de Erza, agora a segurando pelo dedo indicador esquerdo e puxando-a com força para o alto como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Erza fica suspensa no ar, mas Sora a arremessa no chão, fazendo a Titânia cair bruscamente de costas, criando rachaduras no local da sua queda. Sora não para por aí, segura os cabelos ruivos da parte de cima da cabeça e lança a ruiva na parede, como um atleta na prova olímpica de lançamento de discos. Erza se bate em uma pilastra, fazendo vários insetos caírem no chão devido ao impacto.

Erza: Preciso fazer ela voltar ao normal... Kanso! — Outro brilho amarelo cobre o corpo de Erza e logo desaparece. — Tenrin no Yoroi! (Armadura da Roda Celeste) — Revelando sua típica armadura, com uma pequena diferença, Erza agora usava a máscara de ninja para conseguir respirar melhor. — Blumenblatt! — Uma porção de espadas surgem e vão em direção a Sora, mas essa se esquiva de todas com facilidade, pois era muito difícil acertar alguém tão pequeno. — Ela é rápida! — Sora já surge em frente ao rosto de Erza, dando mais um golpe na testa da ruiva, fazendo a maga da Fairy Tail bater a cabeça na pilastra que havia se batido antes. — Que merda! — Já se enfurecendo. Erza apela para algo mais tradicional, batendo palmas para tentar esmagar Sora, mas a grisalha sempre esquivava, como uma mosca que nos incomoda nas piores horas. — Inseto chato! Kanso! — Novamente se reequipando. — Raitei no Yoroi! (Armadura da Imperatriz do Trovão). — Reequipando para outra armadura bem usada, mas com a mesma condição que a Roda Celeste, usando a máscara de ninja. — Tenta esquivar desses raios! — Erza salta alto, girando o bastão. A ruiva aponta o bastão para Sora e dele vários raios brancos e azuis saem, se espalhando por todo local. Por pouco Sora não é atingida, mas se sente obrigada a voltar ao seu tamanho original.

Sora: Zoka! (Aumentar) — O mesmo brilho de antes retornar, fazendo Sora voltar ao tamanho original rapidamente.

Erza: Agora! — Os raios que antes saiam espalhados, agora saem do bastão mais concentrados para acerta Sora em um golpe só. Acertando a mulher em cheio. Um grande estrondo foi ouvido por Warren que estava do lado de fora do Panteão. Após alguns segundos a fumaça cessa, revelando Sora caída no chão com alguns escombros em cima da barriga. — Não foi um golpe tão violento assim... — Sora tira os destroços de cima de si e se levanta devagar e ofegante. — Esse golpe foi fraco, por que você sofreu tantos danos? Você não está lutando a sério.

Sora: Porque não há necessidade de gastar todo meu poder com você... — Ainda ofegando de cansaço.

Erza: Como o Pecado que dá nome a essa casa diz. Avareza. Você está fazendo questão por uma coisa tão insignificante que é a sua Magia. Por que não luta com tudo para tentar se salvar? Sua vida é mais importante que sua Magia! — Sora dá um sorriso mais aberto do que costuma dá.

Sora: A minha vida não é tão importante assim, perdi parte dela presa na Ilha de Marakon, sendo usada de cobaia para Magos cientistas que ficam por lá! — Sora cerrava os punhos. Erza percebia a angústia da mulher em falar aquilo e também se identificou com a história de Sora.

Erza: Eu não sei o que aconteceu com você. Mas eu também perdi parte da minha infância presa em uma Torre. Nunca é tarde para voltar a viver! Depois que sai de lá eu conheci amigos maravilhosos e hoje em dia posso dizer que sou a pessoa mais feliz do mundo. Conheci o amor da minha vida e ele me deu um precioso presente. — Acariciando sua barriga. Erza estava com sua expressão calma, sorrindo singelamente, porém não era visto por Sora, por causa da sua máscara.

Sora: Alexys-sama, o pai do Rei Arthur-sama, ele me tirou dessa ilha e me deu uma nova vida. Ele me deu uma oportunidade para viver e agora eu sou um dos Sete Panteões dos Pecados. Por isso que seguirei a vontade do seu herdeiro, o Rei Arthur-sama! Em agradecimento ao que seu pai me fez, irei usar todo meu poder para acabar com o inimigo em minha frente! — Erza retoma uma posição de luta. — Para mim não importa se está grávida ou não! Você apodrecerá junto com meus insetos!

Erza: Que insetos? — Erza questiona irônica. Sora olha em volta e percebe todos os insetos que estavam pelas paredes e solo agora estavam mortos.

Sora: V-Você os matou com seus raios?! — Incrédula. Sora range os dentes e um círculo mágico de cor roxo escuro surge sob os pés. Criando uma aura em volta de si. — Você me obrigou a gastar minha Magia! Agora terá que sofrer as consequências!


CONTINUA...

Notas finais
Próximo Capítulo: Controle Gajeel: Ei! Pode me dizer o que está acontecendo com ele? - Direcionando a palavra para Sting. O loiro desce o olhar, para lembrar dos acontecimentos que os levaram até ali. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- * Sora é céu em japonês. Kadashi é um sobrenome popular japonês que peguei de uma lista de sobrenomes populares * Essa é a Sora. O Lance é essa arma na mão dela: https://lh5.googleusercontent.com/-ESZ-ItHFVAw/U_s17g5Du2I/AAAAAAAACTA/gK7JZcrZMNs/w120-h150-no/Sora%2BKadashi%28Asas%2Bde%2BBorboletas%29.png ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Espero que tenham gostado do capítulo! Até semana que vem ^^