A Magia Una
45 Ira
Notas iniciais

Gajeel: Ge-he... Essa é a espada do Dragão de Aço, se seu ferro é mais forte que o meu, então usarei o aço para acabar com você! — Agora ambos estavam a beira da morte. Kazuo com o peito perfurado e Gajeel com um tridente o atravessando das costas para frente.
Kazuo: Acha mesmo que pode derrotar um Deus com isso? — Kazuo faz um pequeno movimento com o dedo indicador, como se chamasse alguém, mas era o sinal para que o tridente fosse em direção do seu mestre, se aprofundasse mais em Gajeel, fazendo-o gemer de dor.
Gajeel: Quem disse que você é um Deus? — O moreno também não fica por trás, tenta perfurar ainda mais o coração de Kazuo, porém, este apenas ri, pois o seu coração já estava blindado com seu ferro. Mas Gajeel terminou por ativar algumas lembranças de sua vida.
* FLASH BACK ON *
Kazuo On
Eu sou um Deus com aparência de Demônio. Nunca tive uma aparência boa para os “padrões aceitáveis” desde que nasci, sempre fui chamado de demônio ou monstro pelas outras crianças e até mesmo pela minha família. A família Kenjiro sempre foi uma família muito religiosa e só pelo fato das outras pessoas me compararem a um demônio, eles me isolavam. Até os 6 anos fiz parte da família Kenjiro, na escola eu era maltratado pelos outros garotos. A medida que crescia ia ficando mais feio, por isso, com medo de mim e pressionada pela família, minha mãe me abandonou num orfanato.
Lá era ainda pior, eu apanhava todo dia dos garotos mais velhos, porém, tinha meu conforto em Deus. No orfanato haviam freiras que nos faziam rezar todas as noites e nestas noites eu pedia para um dia ser reconhecido, minha fé em Deus só aumentou, eu conseguia perdoá-lo, apesar da aparência bizarra que ele me deu. Porém, um dia decidir revidar, eu assistia muitos filmes de lutas e treinava escondido, imitando os golpes que assistia nos filmes. Cresci assim, mas nunca ousei em usar algumas das técnicas que aprendi em alguém, até os 12 anos, foi quando minha paciência havia se esgotado. Havia um garoto que sempre implicou comigo desde que cheguei, ele era maior e um ano mais velho que eu. Um dia ele me provocou e minha paciência se esgotou completamente, decidir revidar e nós lutamos ferozmente, assustando a todos do orfanato. Conseguir derrotá-lo, derramando toda ira que acumulei durante todos esses anos e terminei o matando, estourando o crânio dele com várias pauladas, mas aquilo me fez sentir bem, me sentia aliviado. Usei o corpo de um inocente para afagar as mágoas da minha vida.
Como consequência decidir fugir do orfanato. Depois de vagar por dias sem nada para comer e beber. Cheguei a Cervus, capital de Seven e comecei a trabalhar em plantações e retomei minha vida lá. O preconceito com minha aparência ainda e existia, mas era raro, pois eu sempre andava coberto, as roupas me ajudavam a esconder minha aparência e assim conseguir ficar muitos anos por lá, era um local onde podia chamá-lo de “lar”. Quando fiz 18 anos, decidir me alistar para ser guarda real do reino de Seven e conseguir passar pelo treinamento árduo. Sempre admirei o Rei Alexys, pois um homem que é capaz de abandonar o próprio povo por um bem maior é digno de admiração, esse bem maior era a Paz Mundial, o dia em que preconceitos e outras coisas ruins deixaram de existir.
O Rei Alexys quase nunca aparecia em Seven, sempre viajando pelo mundo em busca da Paz Mundial, mas ao menos uma vez no ano ele voltava para seu país, era sempre no dia do seu aniversário. Um dia, quando o Rei completaria 37 anos, um de seus plebeus, revoltado pelo desinteresse do Rei para seu país, tentou assassinar a Vossa Majestade quando este desfilava em seu carro durante a festa do seu aniversário, como eu trabalhava de guarda real, conseguir impedir o inevitável, recebendo a bala no lugar do Rei. O rapaz foi preso e por sorte eu sobrevivi. O Rei Alexys foi me visitar no hospital e me nomeou para um cargo se confiança como recompensa, sendo seu guarda-costas pessoal. Me sentir feliz naquele momento, pois ele foi a primeira pessoa a me reconhecer. A partir dali, nós nos tornamos amigos e terminei virando seu general e logo depois ele me convidou para me ensinar magia, assim me tornei o primeiro membro da guilda Elísios.
Eu escolhi ser um God Slayer do Ferro, se as pessoas me julgavam tanto por eu ser um demônio, então eu teria que provar que derrotaria até mesmo um Deus. E assim me tornei o braço direito do Rei Alexys. Apesar de todas as coisas que aconteceram comigo, nunca perdi minha fé em Deus, sempre acreditei que ele havia guardado algo de especial para mim. E depois que o Rei Alexys disse que minha magia veio diretamente de um Deus, eu pude constatar que era uma pessoa especial, nascida para ser o novo messias.
* FLASH BACK OFF *
Kazuo: Eu não posso ser um Deus de verdade, mas tenho o poder para derrotar um. Represento o Panteão da Ira, pois essa é a minha Ira contra todos aqueles que me maltrataram durante minha vida. Eu sou aquele que pune pessoas sem fé como você! — Novamente fazendo o movimento com os dedos, o tridente perfura Gajeel mais ainda, fazendo o Dragon Slayer cuspir sangue, mas antes que o tridente atravessasse Gajeel de uma vez, Kazuo é atingido por enormes letras de ferro escrito "IRON", separando os dois guerreiros. Gajeel aproveita a distração e arranca o tridente de suas costas da forma mais sangue frio possível e depois o joga no chão, manchando com seu próprio sangue, mas o moreno já sabia quem o havia ajudado, já direcionando um olhar furioso para trás de si.
Gajeel: O que está fazendo aqui, Levy? — A azulada vinha correndo com Lily em seus braços, indo em direção de Gajeel.
Levy: Agradeça ao menos! — reclama.
Lily: Você está sangrando muito. — Comenta sobre os três furos que havia recebido nas costas graças ao tridente.
Gajeel: Eu estou bem, mas quero que vocês saiam daqui, esse cara é perigoso. — Voltando a olhar para Kazuo, o esverdeado se levantava e comeu rapidamente a palavra "IRON" feita de ferro. Gajeel estala a língua em reprovação. — Ainda o deixa mais forte!
Lily: Come isso! — Apontando para o tridente. Gajeel se vê sem escolhas e rapidamente pega a arma e leva até a boca, tentando mastigar, mas sem sucesso. Era como se aquela arma fosse muito mais dura que os dentes de Gajeel — Está com dentes fracos? — ironizando.
Gajeel: Que droga é essa? Não consigo comer... — Mas Kazuo não espera Gajeel se alimentar, indo para cima do grupo. — Aí vem ele, se afastem! — Gajeel joga o tridente para o lado e se prepara para o combate.
Levy: Eu vou dá tempo para você se recuperar! — Levy se põe em frente a Gajeel, deixando o moreno e Lily surpresos, mas o Dragon Slayer sabia que ela não era páreo para Kazuo.
Gajeel: Saí daí baixinha! — Tentava ir atrás de Levy, mas a dor nas costas era demais para tentar correr. Levy ignora Gajeel e faz movimentos com as mãos e dispara.
Levy: Solid Fire! — A palavra "FIRE" formada por fogo se forma em frente a azulada e vai em direção do Kazuo, mas o mago se esquiva sem muito esforço, correndo para o lado direito, porém, Levy não desiste. — Solid Thunder, Water, Oil. — Trovão, água e óleo também vão em direção de Kazuo, mas esse desvia facilmente, se aproximando cada vez mais do grupo.
Lily: Eu ajudo! — Lily fica na sua forma guerreira, já puxando sua espada e tentando acertar Kazuo, mas esse desvia passando por baixo da arma e dispara um soco, transformando seu punho em ferro, acertando o estômago do Exceed. Esse por sua vez, voa para longe, se batendo em algumas rochas até parar desmaiado.
Gajeel: Lily! — Kazuo aparece na frente de Gajeel, foi só o tempo em que o moreno olhou para Lily e voltou seu olhar para a batalha.
Kazuo: Não vou permitir que você impeça a vinda de um Deus para este mundo! Ele trará a Paz Mundial! — Kazuo dá um gancho em Gajeel, tirando o moreno do chão, mas antes que Gajeel subisse de vez, é segurado pelo pé e arremessado de volta ao chão violentamente, ficando com o rosto cravado no solo. — E agora é a vez dela! — Kazuo enche os pulmões e dispara. — Tesshin no Dogo!!! — Disparando seu berro em direção da azulada, em uma distância curta. A explosão violenta ocorre e só é escutado o grito de Levy.
Gajeel: Levy!!! — Gajeel ergue só a cabeça para vê sua namorada sendo explodida. Com lágrimas nos olhos grita o nome da sua amada desesperadamente.
Kazuo: É verdade... Eu não sou um Deus... Um Deus não faria isso... Eu sou um Demônio que pode matar Deuses! E sou capaz de matar qualquer um que impeça o retorno de um. — Kazuo gargalha com a situação. A vontade de Gajeel era de levantar e quebrar a cara do God Slayer, mas sua magia havia se esgotada e seu corpo estava praticamente quebrado.
Gajeel: "Por que não consigo comer a merda do ferro dele?" — Pensava. Gajeel estremecia de raiva. Raiva por ter perdido Levy e raiva por não consegui vingar a morte dela. Mas quando menos esperava se lembrou de algo que Natsu havia dito para ele.
"Natsu: Você não vai conseguir comer o elemento dele, mas se você esvaziar seu compartimento mágico consegue... Essa é a manha para derrotar um God Slayer."
Gajeel: "Então é isso... Valeu Salamander!" — Ao lado do corpo de Gajeel, estava o tridente de Kazuo. O moreno usa suas poucas forças que tinha e conseguiu segurar o tridente, levando até a boca, antes de mastigar, Gajeel esvazia todo seu compartimento mágico, finalmente conseguindo comer o tridente aos poucos. Kazuo estava distraído, ainda rindo pela morte da azulada baixinha e não percebe quando Gajeel se levanta, devolvendo o gancho que recebeu. Kazuo é erguido pelo punho de Gajeel, mas recupera o equilíbrio, caindo de pé no chão, apenas se afastando um pouco do moreno. — Eu.Vou.Matar.Você!
Kazuo: Esse é o espírito! — rindo irônico. Era uma cena aterrorizante, Kazuo estava completamente encharcado de sangue por causa dos seus ferimentos e mesmo assim, agia como se não estivesse ferido.
Gajeel: Vou descarregar toda minha ira em você! — A magia de Gajeel começa a emergir em forma de aura esverdeada, fazendo o solo estremecer. E ambos partem um para cima do outro, apostando tudo nos seus últimos golpes. Kazuo transforma seu braço direito em uma enorme espada, parecida com a espada de Pantherlily. Gajeel faz o mesmo, mas antes que chegasse perto de Kazuo, ouve a voz do Rogue o chamando.
Rogue: Gajeel! — O moreno olha para trás e de dentro da fumaça da explosão onde Levy havia morrido, sai um tornado de sombras. Gajeel cessa a corrida até Kazuo e se vira para comer as sombras doadas por Rogue, absorvendo rapidamente. Mas Kazuo não se intimidou, continuou a correr e saltou no último momento, prestes a partir Gajeel no meio de cima para baixo, mas finalmente o moreno havia terminado de comer as sombras de Rogue.
Gajeel: Metsuryu Ogi... — Gajeel junta as mãos como se fosse rezar e sua aura de verde fica negra por causa da fusão com as sombras de Rogue, assim como sua pele fica metálica, voltando a sua forma de Dragão de Ferro e Sombra. — Goma: Tetsukage Shinken (Karma Demoníaco: Espada Divina de Ferro e Sombra) — Gajeel já virou atacando Kazuo, seus dois braços formaram uma imensa espada de ferro com aura sombria, atacando Kazuo antes que ele o atingisse. A espada do Dragon Slayer cortou o corpo de Kazuo ao meio, separando as pernas e o tronco, fazendo Kazuo cuspir sangue no momento do golpe. Mas a espada vinha também com uma explosão causada pela aura que a cobria, evaporando as duas partes do corpo de Kazuo que sobraram, deixando o God Slayer gritando desesperadamente até não sobrar mais nada. Após a explosão acabar, Gajeel cai de joelhos pelo cansaço. — C-Conseguir... — fala ofegando. Mas o que fez recuperar suas forças foi a voz da sua baixinha.
Levy: Gajeel! Você conseguiu! — Correndo em direção a seu amado.
Gajeel: Levy? Tá viva? — A azulada não espera o moreno descansar, o abraçando e beijando em seus lábios. — Tive certeza que... — Alguém interrompe Gajeel, uma voz conhecida.
Rogue: Eu a salvei absorvendo ela para o solo antes que o ataque a atingisse. — Rogue se revela, com Frosch ao lado, ajudando Pantherlily a andar. — Ainda bem que seguir seu cheiro até aqui, Levy-san.
Gajeel: Ge-he. Valeu Rayos!
...
No Subsolo
Lisanna ainda corria para escapar dos 20 soldados que a perseguia, mas sua gravidez já estava impedindo isso. Estava cansada e não demoraria muito até desmaiar. A albina passava por uma batalha interna entre fugir ou não fugir. Não sabia qual era a melhor opção, mas fazia o que seu corpo estava aguentando fazer até o momento, corria o mais rápido que podia, mas isso não duraria por muito tempo, e ela sabia disso. Seu corpo estava fraco e nem ela mesmo sabia de onde arrumava forças para fugir dos soldados, talvez do medo de ser pega e sofrer novamente uma tentativa de estupro, mas desta vez não teria Ustan para ajudá-la. Sua velocidade já começava a diminuir e sua visão ficou turva, agora a albina se apoiava nas paredes, mas não conseguindo se continuar mais acordada. Lisanna tem sua visão escurecida rapidamente, mas o suficiente para que a albina parasse de correr e se ajoelhasse no chão, ainda se se encostando à parede.
Lisanna: A-Alguém... Por favor... — O barulho dos soldados se aproximando de uma hora para outra foi ficando cada vez mais baixo, ao invés de ficar mais alto, quebrando a lógica de distância e som, mas sabia que logo apagaria de vez e foi o que aconteceu. Lisanna não escutava nada e nem enxergava nada, só pensava que poderia voltar para aquela cela novamente. — "E-Eu... Não quero voltar..." — Sua consciente pesada era a única coisa que conseguia sentir e logo não sentia mais nada. Entretanto, aos poucos sua pele foi sentindo o calor dos braços de alguém, se sentia sendo carregada por alguém. Sua audição voltava aos poucos, ouvindo o barulho de passos, não de vários como antes. Sabia que estava sendo carregada e poderia ser um dos soldados, mas estava fraca demais para tentar relutar. Por último, sua visão é o último sentido que retorna, abrindo seus lindos olhos azulados aos poucos, vendo a pessoa que lhe carregava de baixo para cima. A imagem estava embaçada e não reconhecia, piscava os olhos várias vezes até ter sua visão ser restabelecida, abrindo um largo sorriso ao reconhecer o homem que lhe carregava. — B-Bickslow!
Bickslow: Acordou branquinha? Que bom que está bem. — Ouvir a voz dele nunca deixou Lisanna tão feliz. A albina enlaça o pescoço de Bickslow e esconde seu rosto no peito do rapaz, deixando suas lágrimas cair por seu rosto. Desta vez eram lágrimas de felicidade.
Lisanna: O-Obrigada... — Foi tudo que conseguiu falar antes de voltar a dormir novamente, mas desta vez mais tranquila.
...
No Panteão da Preguiça
A luta de Natsu e Ustan continuava feroz. Desta vez o Ninja não podia se aproximar do rosado, pois este estava com o corpo coberto por chamas que derreteria Ustan se ao menos ele se aproximasse. O chão em que Natsu pisava já estava ficando mais fundo devido à temperatura ao redor do rosado. Happy se afastou mais ainda de ambos, já sentindo o calor que emergia do amigo.
Happy: Com Natsu nesta temperatura, Ustan não vai poder tocar nele com sua grande velocidade. Esse é nosso Natsu! — Ustan também se afastou do rosado, ficando a uma distância onde o calor de Natsu não o afetaria, o Ninja apenas o analisava com cautela, encontrando alguma abertura para que pudesse atacar.
Ustan: Se eu chegar muito perto de você virarei carvão rapidamente... Ele é melhor do que eu pensava...
Natsu: Agora você não vai se aproximar de mim, pelo que percebi você não tem técnicas à longa distância, não é? Já eu! — O rosado enche o pulmão de ar e dispara. — Karyu No Hoko! — O rugido de Natsu foi mais potente, sendo mais concentrado que o normal, parecendo um laser de fogo. Com o rugido mais estabilizado, a velocidade do golpe aumentou muito, mas não o suficiente para acertar Ustan. O Ninja apenas fugia, ficando a uma distância que nem mesmo o calor do rugido o derretesse, Natsu podia manipular também, assim como Sting fazia com o seu Rugido, mas não funcionava contra a velocidade do Ninja. Ustan percebeu que precisava agir logo e assim o fez, usando sua técnica básica de cortar o ar, ele dispara um feixe de vento contra Natsu, cortando as costas do rosado que cessa o rugido na hora. — Por onde ele me atacou? — Novamente Ustan usava sua velocidade para desaparecer, correndo rapidamente pelo salão. — Por onde ele conseguiu chegar perto de mim? – Procurava por Ustan desesperadamente, mas novamente Natsu recebe vários feixes de ventos, acertando em várias partes do corpo do rosado, criando cortes por todo corpo e fazendo-o gritar de dor. Natsu se encontrava tentando se levantar, mas era tarde, devido aos ferimentos, Natsu tirou a armadura de chamas que impedia de Ustan se aproximar.
Happy: Natsu! Atrás de você! Cuidado! — Ustan se aproxima e segura Natsu com uma chave de braço.
Ustan: Se tentar nos incinerar novamente, eu quebro seu pescoço de uma só vez! — ameaça.
Ali perto, dentro do quarto, Lucy estava congelada com a presença de Lillith ali, não sabia o porquê, mas se sentia sufocada pela quantidade de poder mágico que aquela garota exalava. A garota se levantou da cama lentamente, indo em direção à loira, que não conseguia recuar, apenas tinha suas pernas trêmulas. Quando ficou de frente para a loira, Lillith ajeita seu vestido tomara-que-caia longo e preto, erguendo a mão direita para que Lucy apertasse.
Lillith: Eu sou Lillith Hasmundel, prazer em conhecer. — A voz da garota parecia com a voz de uma criança de 8 anos de idade, era aguda e fofa. Era uma criança no corpo de uma adolescente. Lucy encara a mão de Lillith, relutando em apertar a mão da garota. — Não vai me cumprimentar? — Seu tom saiu um pouco esperançoso para que a loira fizesse algo. Lucy engole seco e por fim ergue sua mão também, ainda trêmula. Lillith pressente o medo da loira. — Você está com medo de mim? — Lucy não responde, apenas aperta a mão de Lillith, até o momento nada bizarro acontece. — Quando nos cumprimentamos falamos nossos nomes, você deve dizer o seu.
Lucy: L-Lucy... Meu nome é Lucy... — Lillith é a primara a saltar a mão de Lucy, satisfeita por esta ter se apresentando.
Lillith: Nome bonito, Lucy. Mas você não tem um sobrenome? Todos tem um.
Lucy: H-Heartfilia... Lucy Heartfilia. — Lillith abre um sorriso enorme e inocente.
Lillith: Que legal!! Lillith Hasmundel, "L.H". Lucy Heartfilia, "L.H" também. Nós combinamos muito, não é?
Lucy: Hã? Sim... — Lucy revela um sorriso incerto para a garota.
Lillith: Por que você está nervosa? Vamos brincar e nos divertir muito aqui! Venha! — A garota tenta levar Lucy de volta para o corredor onde havia vários brinquedos, mas a loira puxa sua mão de volta.
Lucy: Espere... Eu não posso, tenho que ir embora!
Lillith: Por que quer ir embora? Você não é minha nova boneca que meu irmão Arthur trouxe para mim?
Lucy: Não! Eu não sou uma boneca e eu não posso ficar aqui! Onde fica a saída deste lugar? — A imagem inocente de Lillith fez Lucy se esquecer do grande poder que a garota exalava. A loira imaginava que poderia enganar a menina ao perceber que ela tinha mentalidade de uma criança, por isso o medo de Lillith aos poucos foi indo embora.
Lillith: Sou eu, não é? — Lillith se senta no chão, abraçando os joelhos e afundando a cabeça entre as pernas, fazendo uma pose típica de uma menina chorosa.
Lucy: Como assim?
Lillith: Ninguém gosta de brincar comigo... Eu antes era feliz, brincava com todos, mas depois que meu irmão virou Rei, ele fica me afastando de todos e me deixando isolada... Ele só quer que eu fique dormindo o tempo todo! — As luzes do local começa a piscar a medida que a fúria de Lillith vai aumentando, deixando Lucy assustada. — Aí quando eu acordo e encontro uma linda princesa para brincar, ela nega! Ninguém gosta de brincar comigo e eu já cansei disso! — Lillith grita a última frase e uma das lâmpadas do lustre explode, fazendo Lucy gritar de susto pelo nome de Natsu.
Lucy: Natsu! — O grito poderia passar despercebido para qualquer pessoa que estivesse fora daquele quarto, mas não passaria despercebido aos ouvidos de um Dragon Slayer que estava do lado de fora sendo enforcado pelo seu clone.
Ustan forçava o pescoço de Natsu querendo quebrá-lo com uma chave de braço, o rosado estava quase desistindo, até que ouviu a voz inconfundível gritando por seu nome.
Natsu: Lucy? Ela está aqui perto! — A voz da loira parecia renovar as energias de Natsu, pois na mesma hora o rosado segurou o braço de Ustan e o arremessou para frente, deixando o Ninja surpreso. — Sai do meu caminho! — Fala com o corpo coberto por chamas. Ustan conseguiu cair de joelhos.
Ustan: Então é você que é o pai daquela criança, não é?
Natsu: Eu mesmo. Se algo acontecer com a Lucy eu juro que acabo com todos vocês! — Cerrando os punhos.
Ustan: "Acabo com todos vocês", você nem ao menos consegue me derrotar, como acha que pode... — Um pressentimento chama atenção de Ustan, fazendo-o mergulhar em devaneios. — "O que é esse sentimento? O poder mágico do Kazuo desapareceu? Não é possível, como ele pode ser derrotado por aquele bastardo?" — O Ninja sacode a cabeça para espantar os pensamentos, mas desta vez Natsu não se encontrava mais em sua frente, agora o rosado já estava sendo carregado por Happy, indo em direção da porta de onde ouviu o grito de Lucy. — Seu desgraçado! — Ustan corre rapidamente, sua velocidade foi tão alta que conseguiu correr pela parede, passar pelo teto e chutar para baixo Natsu e Happy, que caíram no chão bruscamente, deixando rachaduras. — Se quiser vê-la, vai ter que passar por cima de mim! — Fala furiosamente olhando o rosado com desdém.
CONTINUA...
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