A Magia Una
37 Hipnose
Notas iniciais

Para se chegar até a mansão de Creta, é necessário passar pelo Labirinto de Creta e ter a sorte de não encontrar com algum Panteão dos Pecados. Os guardiãs desses Panteões são a elite da guilda independente Elísios e são muito poderosos. Após atravessarem o Labirinto, existe ainda um grande jardim com árvores grandes e lagos artificiais, antes de chegar até a Mansão. Nesse mesmo jardim, na margem de um desses lagos, se encontravam Natsu Dragneel e Happy, desmaiados depois de serem levados pelas correntezas que os sugaram quando estavam na piscina do subsolo do Panteão do Orgulho, conseguiram sair do labirinto, mas estavam inconscientes para comemorarem isso.
...
Em algum lugar do Labirinto de Creta, um homem era visto desesperado e pedindo por ajuda, estava com uma ruiva em seus braços, desmaiada e com suas feições estranhamente pálidas, com olheiras ao redor dos olhos. Eram Warren e Erza, o moreno não sabia o que fazer, nunca se viu uma situação assim, nunca sequer viu Erza frágil dessa maneira. O mesmo tentava localizar os amigos com sua Telepatia, mas não conseguia se concentrar direito, principalmente depois das tosses constantes que a Titânia estava dando, a última por sinal fez até a ruiva tossi sangue, o que deixou Warren ainda mais desesperado.
Warren: Erza, resista por favor... — Por sorte, sua salvadora chega no local correndo, sendo acompanhada por sua Exceed branca. — Wendy! — Se sente aliviado. Logo ela era para aparecer ali, agradeceu aos céus por isso.
Wendy: Warren-san, o que houve aqui? — A menina já se ajoelhava ao lado do corpo da ruiva, sendo acompanhada por Charle.
Warren: E-Eu não sei... Mas ainda bem que está aqui! — Warren enxuga suas lágrimas.
Wendy: O que aconteceu com ela? Eu preciso saber para poder usar o feitiço correto! — Colocando a mão na testa da ruiva e medir sua temperatura corporal. — “Está pelando de febre.” — Pensa ao sentir a temperatura alta do corpo da ruiva.
Warren: Eu não sei... Ela estava lutando contra uma mulher fedorenta, aí caiu e ficou desse jeito!
Charle: É possível que ela tenha sido envenenada de alguma forma! Tenta um feitiço para curar veneno, Wendy! — Sugere a Exceed que observava tudo calada.
Wendy: Certo! Vou curar também os ferimentos dela! — A azulada se concentra e fecha os olhos, erguendo as mãos até Erza. Um brilho esverdeado toma a palma das suas mãos e segundos depois a cor da pele de Erza vai voltando ao normal e as olheiras em seus olhos desaparecem. — Pronto! Ela está bem!
Warren: Graças a Deus! — A Titânia abre os olhos lentamente.
Erza: Wendy? Charle? — Se levantando do colo de Warren e massageando as têmporas para se acostumar com a claridade. — Como nos encontraram?
Wendy: Eu usei meu faro sensível para tentar encontrar, terminamos sentindo um mau cheiro e decidimos verificar do que se tratava.
Charle: Por sorte estávamos perto. Aliás, por que você está fedorenta assim?
Erza: Bom... — Cheirando o próprio corpo. O cheiro de Sora ficou impregnada em Erza, mas graças a isso a ruiva foi salva. A ruiva ignora a pergunta de Charle. — Vamos indo andando. Ainda não saímos desse labirinto. — Erza fica de pé e inicia passos, sendo seguida pelos outros. Antes de ir atrás do grupo, Charle pressente uma visão rápida, na visão, ela via dois Natsu's, um com a roupa verde-musgo e colete branco, estava ferido e ofegante. E o outro com uma roupa de couro preta, esse não estava machucado e possuía os cabelos de cor roxo e olhos verde claro. Parecia que o Natsu ferido estava perdendo a luta e ambos se encaravam, até o Natsu de preto falar: "Matando você, eu deixo de ser apenas sua sombra, Natsu Dragneel!". Charle volta a si com o susto.
Charle: O que foi isso? — A Exceed estava confusa sobre o que viu. Não podia acreditar que existisse dois Natsu's.
Wendy: Charle? Aconteceu algo? — Wendy pergunta ao perceber que a amiga ficou para trás.
Charle: Não, nada. — Não quis preocupar os outros que estavam ali, indo atrás do grupo logo em seguida.
...
Panteão da Luxúria
Após Natsu e Happy serem perseguidos por morcegos, Alu tomou o controle sobre o corpo de Juvia, hipnotizando-a. A mesma se mantinha de pé e de forma ereta. Juvia dá passos lentos e sincronizados até Alu, ficando de frente com ele. O moreno se aproxima do pescoço de Juvia, cheirando e apreciando o perfume da azulada.
Alu: Doce... Que perfume doce e ao mesmo tempo salgado como o mar. Você é incrível, com você eu farei diferente, não te matarei depois de sugar seu sangue, mas te transformarei em minha escrava. Preciso de muitas escravas para aproveitar o tempo perdido naquela ilha, onde eu servir de cobaia. Mas acho que você não está interessada nisso, não é? Mostre-me seu pescoço... — Obedecendo a ordem, Juvia vira a cabeça para o lado, deixando seu pescoço exposto para Alu. — Perfeito... — O rapaz já abria a boca e suas presas cresceram, prestes a cravá-las na azulada.
Juvia: "Gray-sama" — O pensamento no seu amado acordou a azulada do seu transe a tempo, fazendo com que Juvia atacasse Alu de surpresa, empurrando o mago com um canhão de água e fazendo-o ser jogado para o alto, pois o ataque veio de baixo para cima, e logo depois cair em cima do seu piano, quebrando o instrumento. — Não vai conseguir hipnotizar a Juvia! — Alu se levanta de cima dos destroços, com uma lasca de madeira preso na bochecha que saiu do piano quando se partiu ao meio.
Alu: Como você saiu do meu transe? — Apesar da situação, Alu se mantinha calmo. Levou a mão até o pedaço de madeira e o tirou de uma só vez, deixando o corte no lugar. Alguns segundos depois o ferimento começa a se fechar e a rosto de Alu volta como era antes, sem sequer um arranhão.
Juvia: Magia de Sedução não funciona quando o alvo já encontrou seu amor verdadeiro! — Juvia não se sente intimidada e fala com determinação. Alu suspira em tédio.
Alu: Por que vocês, mulheres, gostam de fazer tudo da forma mais difícil, hein? Não pode me derrotar, você acabou de ver que não pode me ferir...
Juvia: Então parece que Juvia terá que fatiar você!
Alu: Quem é Juvia? — Pergunta confuso.
Juvia: Water Slicer! (Fatiador de Água) — Três lâminas de água, em forma de bumerangue, vai em direção a Alu.
Alu: Esquece... — Alu revira os olhos e se transforma em sombra para fugir por dentro das paredes, mas Juvia ataca com mais três Water Slicer, porém todos são desviados por Alu, deixando apenas um grande corte das paredes. Alu reaparece no mesmo local de antes. — Tudo bem, eu vou brincar um pouco com você! — Erguendo as duas mãos em direção de Juvia, logo depois, os caixões que estavam no local como decoração se fecham, com os corpos ainda dentro, e flutuam indo em direção de Juvia. A azulada se esquiva dos caixões com maestria, poderia deixar que fosse atingida, pois não se machucaria, mas também tinha receio daquilo fazer parte de alguma armadilha. Os caixões eram arremessados com força que quando atingiam o chão ou a parede quebravam, deixando apenas os corpos de mulheres peladas e jovens pelo salão. — Vai ficar apenas desviando? — Provocando a azulada, mas Juvia não perde a concentração e continua se esquivar de todos os caixões, até não sobrar nada. A azulada olhe em sua volta e percebe a quantidade de corpos mortos, passando de 50 corpos, todos eram corpos de mulheres jovens.
Juvia: "Todas essas mulheres foram mortas por ele?" — Olhando apavorada. — "Juvia poderia está entre elas agora..."
Alu: Não... — Chamando a atenção da azulada. — Você seria minha rainha, viveria em um mundo com tranquilidade ao meu lado, mas preferiu lutar comigo. Poderia deixar que eu te mordesse...
Juvia: "Ele pode ler os pensamentos também?" — Pensando em uma forma de derrotar um cara como ele.
Alu: Também não... Aposto que pensou que posso ler pensamentos, não foi? A resposta é que estava escrito na sua cara que estava com medo de ser uma delas... Minha magia é Kyuketsuki no Maho, Magia do Vampiro. É uma magia criada em laboratório pelos Marakonianos, consiste em uma fusão de várias outras magias, como Controle de Sombras, Telecinesia, entre outras.Mas dessas magias que tenho, a que mais gosto é essa... — Estalando os dedos. Os corpos caídos ao chão começam a incinerar com chamas azuis. Juvia percebe que os caixões que Alu arremessou foi somente para distraí-la, na verdade, a intenção do vampiro era cercar a azulada com corpos, para que ele pudesse usá-los como pólvora para o próximo ataque. — Jigoku no...
Juvia: "Juvia está cercada!" — Juvia entra em desespero, mas cruza os braços em frente ao corpo para se defender. — “Se for atingida por essas chamas Juvia pode evaporar.”
Alu: Hi! (Fogo do Inferno) — Alu levanta o braço direito como se fosse um comodante ordenando um ataque com sua tropa. As chamas azuis aumentam sua intensidade e vão em direção de Juvia de uma só vez, causando uma poderosa explosão que destruiu toda a área que a azulada estava, fazendo uma grande cortina de fumaça. — Eu sou o mais inteligente do País de Seven, perdendo apenas para o Rei Arthur. Uma pessoa que se distrai fácil como você jamais irá me derrotar... — Aos poucos a fumaça vai cessando, revelando que os corpos viraram cinzas e uma Juvia com olhar determinado e dentro de uma bolha de água que serviu para protegê-la, aparentemente ilesa. — Incrível... — Alu abre um sorriso admirado.
Juvia: Parece que essa sua técnica do fogo não tem efeito sobre a Juvia, uma Maga da Água! — A azulada ainda estava com os braços cruzados em frente ao corpo, mas logo depois, Juvia sente sua perna enfraquecer de modo que se apoiasse apenas em um joelho no chão, ao mesmo tempo em que sentiu seu poder mágico diminuir, fazendo a bolha de água desaparecer. — C-Como? Juvia tem certeza que se defendeu do golpe completo... — Confusa pelo ocorrido. A azulada sente o interior do seu corpo queimar.
Alu: Esse fogo azul não é normal... Ele é o chamado fogo-fátuo, é a inflamação espontânea do metano, que resulta da decomposição dos seres vivos. Ele não queima como fogo normal, que queima o exterior do corpo. O fogo-fátuo queima e fere a alma do inimigo, mesmo se defendendo, sua alma foi danificada pela minha magia. A proteção da sua magia apenas serviu para que eu não reduzisse sua alma à cinzas. — Juvia sentia seu corpo enfraquecer cada vez mais, começava a ficar ofegante, mas a azulada se esforçou para voltar a ficar de pé completamente, deixando Alu surpreso. — Vejo que ainda tem energia de sobra, é uma pena que essa Magia só pode ser usada apenas uma vez, pois não tenho mais “pólvoras” para queimar... — Se referindo aos corpos.
Juvia: Você é uma pessoa desprezível... — Juvia se mostrava séria, deixando sua franja cair sobre seus olhos e dando um aspecto sombrio para a azulada. — Como você ousa matar todas aquelas mulheres? Quantos sonhos você destruiu? Juvia. Odeia. Você! — Após falar pausadamente e rangendo os dentes, Juvia ergue as duas mãos em direção a Alu e dispara uma poderosa rajada de água, densa e quente, como se suas mãos fossem um canhão de água. A rajada foi em uma velocidade sem igual, atingindo Alu diretamente no peito e empurrando o vampiro para a parede, onde o mesmo bate as costas e volta a cair no chão de joelhos.
Alu: S-Sua água... Está quente... — Tocando na queimadura que formou em seu peito, mas logo começou a sarar.
Juvia: Essa é a raiva da Juvia! Water Nebula! — Agora levando a mão esquerda para o lado direito e fazendo o mesmo com a mão direita, só que levando para o lado contrário, uma vórtex de água surge em frente à Juvia e vai em direção de Alu, dessa vez era uma grande quantidade do elemento da vida, inundando todo salão e pegando Alu sem que o mesmo escapasse, fazendo Alu girar dentro do ciclone, ainda com a água fervente.
Alu: Maldita! — Alu berra de raiva por está preso na água da azulada. Sua pele começa a descascar como amendoim torrado.
Juvia: Juvia ainda não acabou! — Erguendo as duas mãos para o céu, a água entende o comando e se concentra em apenas um ponto, formando um furacão de água, no qual Alu girava dentro violentamente. — Essa é a revolta de todas aquelas jovens! — Agora levando as mãos para baixo, apontando as palmas para o chão. A água novamente faz o movimento ordenado pela azulada, se desmanchando violentamente no chão, como uma onda quando se choca com uma pedra, deixando Alu no chão, caído de burço. A água se acalma aos poucos, se desmanchando, ficando na altura dos tornozelos de ambos. — Você subestimou a Juvia... — Alu gargalha baixinho, ainda deitado no chão, e aos poucos sua risada vai ficando escandalosa. Juvia fica atenta e surpresa, como depois do ataque ele ainda fica de pé?
Alu: Você... Você é incrível... Nunca vi uma mulher que tivesse tanta força como você... Parece que terei que usar minha verdadeira forma para conseguir te vencer... — Se levantando do chão com dificuldades, mas as queimaduras da sua pele começam a sarar novamente. — Preste bem atenção, pois será a última coisa que você verá de surpreendente na vida! Não gosto muito de usá-la porque me deforma, mas quero te mostrar o quanto sou forte! — Cerrando os punhos. Um circulo mágico roxo com um desenho da estrela de 6 pontas no centro surge sob os pés de Alu, depois uma aura da mesma cor fica envolta do mago. — Essa é minha verdadeira forma! — O círculo mágico vai subindo lentamente, fazendo Alu passar por dentro do centro da estrela de 6 pontas ao mesmo tempo em que seu corpo vai se transformando a medida que o círculo mágico vai subindo, até chegar sobre a cabeça de Alu e desaparecer, revelando um Alu com garras afiadas, olhos vermelhos, presas ainda mais afiadas, um par de asa de morcego saindo das costas, um par de pés de morcego e uma cauda de rato longa. Alu havia virado em um morcego grande e humanoide. — A mulher que me vê nessa forma deve morrer! — Sua voz agora saiu mais grossa, como se duas pessoas falassem ao mesmo tempo, fazendo Juvia recuar passos por medo do que viria.
...
Lector: Saquei! Lucy é aquela loirinha que só fica atrás do Natsu-san?
Levy: Ela mesmo... — Depois de terem salvado Rogue, não demorou muito para que o moreno acordasse e agora foi a vez de Levy, Gajeel e Lily contarem o que aconteceu.
Rogue: Entendo... Estamos com um pouco de pressa, então, sinto muito, mas não podemos ajudar... — Disse da sua forma fria de sempre. — Aliás, o que aconteceu comigo?
Sting: Sua mente estava sendo controlada pelo Samury, lembra dele? Ex-membro da Sabertooth. — Rogue pensa por alguns segundos e por fim consegue se lembrar do azulado e de quanto o Sting maltratava e fazia brincadeiras de mau gosto com ele. Sting ainda estava muito ferido, mas Levy havia levado uma bolsa de primeiro socorros por precaução, cuidando dos ferimentos do loiro e do moreno. Com esforço o loiro conseguiu ficar de pé, ainda sentia uma dor aguda nas costas, mas nada que o impedisse da andar. — Não se preocupe, eu vou atrás do Samury e dá um jeito nele de uma vez por todas. — Fala convencido, mas sente uma dor nas costas forte o suficiente para que o loiro fechasse um dos olhos por reflexo.
Lector: Sting-kun, você está bem? — Pergunta preocupado ao perceber a careta feita pelo Dragon Slayer da Luz.
Sting: Sim, só estou sentindo um pouco de dor, mas confio nesse remédio que a Levy-san me deu.
Levy: Não é como se fosse curado instantaneamente como a Wendy faz, mas serve para aliviar as dores e acelerar a cicatrização da ferida.
Rogue: Bom... Não podemos perder muito tempo aqui, temos que ir atrás do Frosch. — Todos estavam sentados nos escombros e por fim se levantam para continuarem sua caminhada.
Gajeel: Então iremos juntos! — Por fim, Gajeel se manifesta.
Rogue: Não precisamos da sua ajuda, desculpe... — Fala o moreno colocando o orgulho em primeiro lugar. O Dragon Slayer de Ferro analisa bem o grupo e sorri em deboche.
Gajeel: Um gato e dois caras completamente destroçados, o que vocês podem fazer contra o inimigo? Deu para perceber que eles são fortes e se me lembro bem, esse Samury é um Dragon Slayer, não é? Isso significa que ele não é fraco, então vocês precisarão de ajuda.
Sting: Mas e a blonde? — Percebendo a confusão na cara dos outros. — Quero dizer, mas e a Lucy? Você não estão procurando por ela também?
Lily: Existe 50% de chances da Lucy e o Frosch estarem no mesmo lugar, então não seria perda de tempo. — Por fim, Rogue suspira em derrota.
Rogue: Tudo bem, eu aceito a ajuda de vocês... — Sorrindo timidamente. — Vamos! — Ambos partem a procura por Frosch e Lucy.
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Panteão da Luxúria
Alu: Essa transformação me deixa horroroso, por isso não gosto de me transformar nela, mas... — Rapidamente, Alu vai para cima de Juvia, chegando em frente da azulada em menos de 2 segundos, Juvia não consegue ver nada, apenas um vulto e logo depois o homem morcego já em sua frente. — Ela me deixa muito mais poderoso! — Alu se preparava para aplicar um golpe com as garras, disparando e rasgando o peito de Juvia, porém, a azulada começa a se desfazer em água, deixando Alu surpreso. — O-O quê?
Juvia: O corpo da Juvia é feito de água! — A azulada aproveita a curta distância e dispara outra magia sua. — Water Lock! — Prendendo Alu em uma bolha de água. — Se Juvia não pode te ferir, irá te afogar até você não poder lutar mais! — Alu já começava a se debater dentro da bolha de água da azulada, mas não funcionava, pois a densidade da água era contra a velocidade e força de Alu.
Alu: "Ela é perigosa! Preciso sair daqui, senão ela irá me matar afogado!" — Pensa Alu, mas o Mago Vampiro conseguiu ter uma ideia. — "Essa magia pode fazer eu perder a razão, mas pode funcionar... Não tenho escolha, tenho que arriscar!" — O mago cessas os movimentos e se concentra como se estivesse meditando, logo depois, Alu coloca as duas mãos em direção de Juvia, de forma que os pulsos ficassem colados um no outro e com as mãos espalmadas. — "Nervous Torment!!" (Tormento Nervoso) — Gritando internamente e uma poderosa rajada transparente sai rapidamente da bolha de água e atinge Juvia em cheio, fazendo a azulada gritar de dor na cabeça e desfazer a bolha que prendia Alu. — C-Conseguir... Funciona... — Fala ofegante para recuperar o fôlego. — Que tal você receber mais desse golpe?
Juvia: "Juvia está sentindo dor? Ele atacou a Juvia como?" — Pensa desesperada enquanto todo seu corpo ficava dolorido.
Alu: Nervous Torment!! — Novamente disparando o golpe e fazendo com que Juvia se contorcesse de dor de novo. Alu era sádico, parecia que se alimentava do medo e dor da azulada. — O problema desse golpe é que você nunca se satisfaz quando dá a primeira vez, ela termina tirando minha sanidade e eu só posso usar essa técnica quando uso essa transformação, se eu usar essa Magia demais termino ficando completamente fraco por causa do uso exagerado de Magia, mas é tão bom ouvir seus gritos de dor! — Novamente aplicando o mesmo golpe em Juvia, agora a azulada sentia dores fortes nas costas, como se alguém estivesse a perfurando com milhares de facas. A cada golpe a azulada gritava o mais alto que podia e em resposta Alu gargalhava. — Essa magia ataca diretamente o sistema nervoso do oponente, fazendo com que ele sinta várias formas de dor. Vamos ver até quando você consegue suportar! — Dessa vez, Alu dispara várias rajadas transparentes, todas acertando Juvia e fazendo a azulada ter diversos tipos de dores, desde facadas até sentir os músculos se contorcerem. — É uma magia viciante, não acha? — Pergunta em ironia enquanto acertava Juvia várias vezes. — Será que você suportaria a dor de uma magia desse tamanho? — Agora concentrando mais magia que o normal, — Aposto que morrerá se receber um golpe dessa potência, Nervous Torment! — Disparando contra Juvia, a rajada agora veio três vezes maior que as anteriores, se Juvia fosse acertada por aquilo morreria com certeza.
Juvia: "Gray-sama..." — Não podia deixar de pensar no seu amado quando viu que sua vida seria tirada. Porém, antes do ataque atingir a azulada, uma parede de vento a protegeu e alguém carregou Juvia para tirá-la da mira do golpe de Alu, a parede de vento fez com que o golpe fosse desviado para o lado, batendo em alguma parede e se desmanchando após isso. Alu ficou confuso, mas essa pessoa se revelou, colocando Juvia cuidadosamente no chão em um canto do Panteão. A azulada abre os olhos lentamente, rezando para que fosse Gray, mas ela ver sua salvadora. — C-Cana-san?
Cana: Descanse um pouco que eu vou dá um jeito nesse cara! — Cana estava com um olhar determinado, após colocar Juvia no chão, se levanta e dá alguns passos a frente, para proteger a azulada. Juvia fica impressionava, fazia tempo que não via Cana determinada dessa forma. Alu apenas observava tudo atentamente.
Alu: Só mais uma para que eu possa beber do sangue.
Cana: Desculpe, mas meu sangue é precioso, pois tem muito álcool nele e eu não desperdiçaria com você! — Dando seu sorriso de canto como se estivesse escondendo algo.
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Prisão na Mansão de Creta
Ainda presas, Lucy e Lisanna se comunicavam pouco uma com a outra. O clima ainda pesava entre elas e, principalmente Lisanna, não tinha coragem de encarar Lucy. A albina agora se encontrava sentada no chão ao lado da cama, abraçando os joelhos. Lucy sabia que ela estava dessa forma por causa do quase estupro que sofrera há poucas horas, então decidiu distrair Lisanna. Por mais que fosse culpa da albina em fazer com que elas estivessem ali, ainda sim, Lisanna é um membro da Fairy Tail. A loira vai até Lisanna com um sorriso no rosto apesar de tudo.
Lucy: Você está bem? — Pergunta para tentar puxar assunto. Lisanna levanta a cabeça, confusa, não entendia porque Lucy tentava ser gentil com ela, mesmo depois de tudo que fez, mas ainda sim, respondeu a pergunta da loira.
Lisanna: Sim... Só estou com fome... — Dando um sorriso fraco.
Lucy: Agora que você falou, eu também estou com fome... — Ambas com estômago roncando. — Tudo que comi foi o café da manhã... — Olhando para o teto e lembrou que nessa manhã, a loira havia dito a Natsu que o amava enquanto o rosado dormia, como se fosse uma despedida, parece que seu pressentimento estava certo. Um barulho de tigela arrastando no chão chamou a atenção de ambas que se viraram para a grade da cela, vendo que alguém havia jogado um prato de alumínio com comida dentro, logo depois, outro prato entrou por debaixo das grades. Lucy foi até a grade e viu Ustan, agachado, revelando que foi o próprio que havia jogado os pratos com comida. — Por que está fazendo isso? — Lucy pergunta desconfiada, Ustan se levanta e a olha nos olhos. A loira fica hipnotizada com aquele olhar verde-claro e principalmente pela sua fisionomia que era idêntica a Natsu.
Ustan: Vocês estão grávidas, não estão? Então precisam se alimentar. — Falou sério, mas ainda sim era a mesma voz de Natsu, o que confortava a loira. Lucy e Lisanna ficavam espantadas com cada detalhe que tinha do rosado. Ustan fita as duas com superioridade e vira de costas para sair dali.
Lucy: Espera! — Precisava saber se ele conhecia seu suposto irmão. Ustan apenas para os passos sem olhar para trás. — Natsu? Conhece alguém com esse nome?
Ustan: Não. — Uma resposta curta, mas significou muito para Lucy, pois a mesma constatou que, de fato, eles não se conheciam. — Agora comam a comida. — Ordenando e voltando a dá passos. Lucy agora segurava as grades e colocava o rosto no espaço entre cada ferro, até que sua orbe achocolatada encontram uma figura conhecida, em uma cela que ficava na frente da cela das moças. Reconhecendo por sua fantasia de sapo cor-de-rosa, porém o mesmo dormia tranquilamente.
Lucy: Frosch?!
...
Após sair da sala onde ficavam os prisioneiros, Ustan passa por um longo corredor, depois descendo uma escadaria enorme, até chegar no salão principal, onde se encontrava o trono de Arthur. O Rei de Seven estava sentando tranquilamente no seu trono e observava algo na esfera que tinha na ponta do seu Cetro.
Ustan: Conseguirão conter os intrusos? — A pupila roxa de Arthur apenas deixa de fitar a esfera de cristal para mover para Ustan, como se a presença dele ali fosse insignificante. Ustan agora se encontrava na frente do trono.
Arthur: Ainda não. Eles são mais fortes do que pensei... — Falando calmamente e voltando a olhar para a esfera do Cetro.
Ustan: Quantos são?
Arthur: São muitos... Não conseguir encontrar todos com o meu Cetro. Mas eles já derrotaram 3 dos 7 Panteões... — Para surpresa de Ustan.
Ustan: 3? E você está calmo assim? — Cerrando os punhos. Arthur volta a encarar Ustan e coloca seu Centro no colo.
Arthur: Avareza, Orgulho e Inveja... Meus Panteões mais fortes ainda nem lutaram — Falando com olhar superior.
Ustan: Mesmo assim, Samury e Samantha foram derrotados, eu como Comandante preciso fazer algo, se mais um Panteão cair, eu lutarei! — Falando de forma sombria, causando arrepio até mesmo em Arthur.
Arthur: Tudo bem, Alu está lutando agora, se ele for derrotado, você terá minha ordem para matar os intrusos. — Rindo de canto e voltando a fitar a esfera do Cetro.
...
Panteão da Luxúria
Cana havia comprado a luta de Juvia, agora era ela que teria que encarar o homem morcego. Ambos se encaravam mortalmente e concentrados, a qualquer distração um avançaria contra o outro. Por fim, quando uma gota de suor de Juvia caiu no chão que estava inundado, fazendo a água criar ondulações, ambos fizeram seus movimentos rapidamente. Alu levantou voou com suas asas e Cana correu até a parede mais próxima em alta velocidade, subindo pela parede e a usando para dar impulso e chegar até Alu, dando um chute em seu rosto, fazendo o morcego gigante cair no chão, sobre os objetos do Panteão, ficando molhado por causa da água que havia inundado o local. Cana não perdeu tempo, jogando uma carta em direção a Alu e gritando.
Cana: Inoriko no Funsui!! (Fonte do Orador): A carta foi arremessada na água, na frente do Alu, brilhando em seguida e liberando água de dentro da carta que se espalhou para vários lugares, assim como aproveitando a água que já estava no chão para potenciar seu golpe. A água terminou prendendo as pernas, braços e cintura de Alu, como se fosse correntes. — Icicle! (Pingentes de Gelo) — Cana dispara 5 cartas em direção as águas que prendia a cintura e os membros de Alu, fazendo com que essas águas se congelassem junto com a que estava no chão, fortalecendo as correntes de água que agora viraram correntes de gelo.
Juvia: "Cana-san foi tão forte assim?" — Pensa Juvia impressionada pela determinação da morena.
Alu: Acha que esse gelo vai me prender por muito tempo? — Provoca Alu tentando se soltar usando a força, mas as correntes de gelo eram bem poderosas.
Cana: Não acho que ficará aí por muito tempo, mas quero que fique quietinho para isso! — Em um único movimento, Cana tira as mangas da roupa que usava. A morena estava com uma roupa parecida da que usou quando foi para a Ilha Tenrou, ficando apenas com o top e a calça marrom. Porém, revelando no seu braço direito o símbolo do Fairy Glitter. — Você é um Vampiro, não é? Então vamos ver se consegue suportar a luz do Sol! — A marca de uma das três magias supremas da Fairy Tail começa a brilhar em dourado, ao mesmo tempo em que Cana ergue o braço direto para o alto e com os punhos fechados.
Juvia: É... o Fairy Glitter?! — Juvia fica surpresa. Alu se assusta com a quantidade de energia que estava sendo acumulado no braço direito da morena, era uma luz tão forte que o cegava e Alu tinha sua fraqueza ao Sol, o mesmo ponto fraco que um vampiro tradicional, fazendo com que aos poucos sua pele do rosto fosse se desintegrando como se ele fosse feito de areia, e Cana nem havia atirado ainda.
Cana: Reúna! O rio de luz que é guiado pelas fadas! — Cana inicia o encantamento falando com determinação. — Brilhe! A fim de perecer as presas do mal! Fairy Glitter! — Agora o braço direito se direciona para Alu, ao mesmo tempo em que Cana usa o outro braço para apoiar o que estava com a marca. Uma explosão de luz dourada acontece no local, subindo ao alto como uma torre de luz imensa, se chocando com o Campo de Força no céu. Alu agora se desintegra rapidamente, virando apenas cinzas.
Alu: Nãaaao! — Gritando desesperadamente. O campo de força não consegue mais segurar o impacto e termina ganhando uma rachadura como se fosse vidro. Todos que estavam no labirinto de Creta ficaram incrédulos com o tamanho da magia usada pela morena. Juvia não conseguia nem abrir os olhos de tanta luz que surgia. Em outra parte: Erza, Wendy, Charle e Warren conseguiram ver a torre de luz.
Erza: Essa... Com certeza é a Cana, então nossos reforços chegaram. — Gajeel, Sting, Rogue, Levy, Lily e Lector também notaram a torre de luz. Aos poucos a luz vai cessando, até sumir completamente, deixando apenas uma chuva de cristal dourada por todo labirinto de Creta. Voltando ao Panteão da Luxúria que ficou com um imenso buraco no teto, a existência de Alu foi apagada completamente, não sobraram nem cinzas. Cana agora estava ofegante e a marca no seu braço havia desaparecido, deixando apenas fumaça saindo do braço da morena, o que indicava que aquilo queimava.
Juvia: Você conseguiu Cana-san! — Juvia se alegra, se levantando do chão com dificuldades. — Como conseguiu o Fairy Glitter?
Cana: A Primeira me emprestou de novo e mandou eu vim ajudar vocês... — Ainda recuperando o fôlego.
Juvia: Para a Primeira ter feito isso...
Cana: Significa que de forma alguma devemos deixar essas crianças nas mãos deles... Porém, isso tudo é uma luta desnecessária — Falando séria. Juvia não entendeu o que ela quis dizer, mas não queria questionar no momento, esperaria Cana descansar um pouco.
Juvia: Você veio sozinha, Cana-san?
Cana: Não, ele também decidiu vir ajudar. — Sorrindo de canto. Em outra parte do labirinto, Gildarts passava pelos corredores, procurando seus amigos ou pistas de Lucy.
CONTINUA...
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