Notas iniciais
Yo! Primeiro capítulo de 2015 o/ Mas o ano já começou tenso com a morte do Igneel no mangá, ainda to triste e pelo visto o próximo capítulo será bem triste também ;-; Mas vamos falar da fic. Então, finalmente veremos o que o Ustan é. Vamos ver se é um irmão gêmeo do Natsu, pode ser alguém disfarçado de Natsu... Só lendo para saber. Espero não decepcionar! Boa leitura!

Natsu e Ustan, dois seres que possuem a mesma aparência e voz, porém, ambos tem sua visão diferente da vida e dos amigos. Tão iguais, mas ao mesmo tempo tão diferentes. Enquanto um exibia determinação no olhar, o outro exibia o ódio por tudo e todos, sem motivo algum, simplesmente era seu olhar favorito e intimidador. Mas agora esses olhares eram iguais, era um olhar de surpresa que um dava para o outro. Nunca haviam se conhecido ou se quer ouvido falar um do outro. Enquanto se encaravam de forma surpresa, várias questões rodavam pelas suas cabeças: Quem é ele? É meu irmão gêmeo? É alguém disfarçado de mim? Por que ele tem a minha cara?

Distante de ambos, Kazuo Kenjiro os olhava do topo da escada em que estava, com um sorriso enorme no rosto. Era o momento mais esperado por ele. Kazuo era o único que conhecia a verdade sobre ambos, nem mesmo Makarov, responsável por levar Natsu até a Fairy Tail, sabia da existência de Ustan. Happy possuía o mesmo olhar dos dois Natsu's... Ou os dois Ustan's? Era um olhar de confusão misturado com surpresa. Por fim, Ustan é o primeiro a se pronunciar, pois este já havia percebido que Kazuo escondia algo, outra diferença que possuía em relação a Natsu, era que Ustan era bem mais esperto e perceptível às coisas ao seu redor.

Ustan: O que significa isso? Você sabe de onde ele surgiu? — Perguntando a Kazuo sem deixar de encarar Natsu. — Não parece ser algum truque de transformação ou algo do tipo...

Kazuo: Está correto. Não é nenhum truque de transformação. Por isso que estou aqui, para contar a verdadeira história de vocês.

...

Enquanto Kazuo se preparava para contar a história de Natsu e Ustan. No subsolo, Lector e Frosch voavam o mais rápido que podiam para escaparem dos 20 soldados que caçavam eles. Os guardas até atiravam com suas lanças mágicas, mas Lector conseguia desviar, sempre puxando Frosch consigo para que o Exceed verde não fosse atingido também. Por fim, conseguiram chegar logo ao local onde Sting e Rogue estavam.

Lector: Sting-kun! Consegui! — Os olhos lacrimejaram só em ver o loiro, Sting abre um grande sorriso em resposta, mas logo para ao ver que os Exceeds eram perseguidos. — Mas dá uma ajuda aqui! Onegai!

Frosch: Rogue! — O pequeno “sapinho” logo abre os braços para o abraço com o moreno. Assim que chega perto se joga nos braços de Rogue que retribui o abraço com firmeza, como se Frosch nunca mais fosse sair dali.

Rogue: Frosch... Graças a Deus você está bem... — O moreno não evita as pequenas lágrimas a saírem, mas não podia perder muito tempo, pois os soldados já estavam se aproximando. — Fique aqui, eu vou dá um jeito neles. — Colocando o Exceed no chão e logo se pondo na frente do parceiro. — Vou proteger você, Frosch! Não vou permitir que nada de ruim te aconteça desta vez!

Sting: É isso aí! Vamos lá, Rogue! — Os dragões gêmeos partem para cima dos guardas em uma imensa velocidade, aniquilando todos em poucos segundos. Nem precisaram usar alguma técnica Dragon Slayer para isso.

Lector: Estamos salvos! — O Exceed rodopia no ar feliz. — Mas espera... Cadê a Levy-san e o Lily-san? — Pergunta ao sentir a falta de Levy e Lily. Sting bufa impaciente.

Sting: Ah, aquela teimosa decidiu sair por aí e procurar pelo Gajeel...

Rogue: Ela estava muito preocupada com ele... Se bem que também estou, eu não vi direito quem era o inimigo, mas para a Levy-san chegar no estado de choque em que chegou até nós, significa que era uma grande ameaça. — disse calmo.

Sting: Bom... Nossa missão aqui está completa, conseguimos recuperar o Frosch. Acho que já está na hora de voltarmos para a Saber, não é?

Lector: Espera, Sting-kun. Nós estávamos fugindo com a Lucy-san da Fairy Tail, mas terminamos nos separando. Temos que ajudá-la.

Sting: Lucy-san é a loira que só fica ao lado do Natsu-san, não é? Bom... Nesse caso, temos que salvá-la, é o mínimo que posso fazer por ele.

Rogue: Sting, eu vou atrás da Levy-san, estou preocupado com ela. Nos encontramos aqui em uma hora, certo? — Rogue já segurava Frosch nos braços novamente.

Sting: Beleza! Vamos lá Lector, me leve até ela!

Lector: Certo! — E assim os Dragões Gêmeos se separaram, indo para os lados opostos.

...

Falando em Lucy, a loira também era perseguida por 10 soldados armados com lanças mágicas. Os guardas atiravam, mas terminavam por não acertarem a garota, deixando marcas nas paredes. O corredor era único e Lucy não tinha opção a não ser correr, pretendia chamar algum espírito celestial, mas os guardas estavam muito próximos. Porém, Lucy chegou em um beco fechado por uma parede de blocos. Sem perder tempo, a loira puxou uma chave dourada e invocou.

Lucy: Abro-te o portão para o palácio do touro dourado, Taurus! — Dito isso e erguendo a chave de ouro de Touro, um brilho encobre o local, cegando os guardas, e de dentro da luz Taurus surge. — Acaba com eles! — O touro tinha a vantagem, os 10 guardas eram bem mais fracos que ele, derrotando os soldados rapidamente, mostrando sua maestria com seu machado. — Obrigada Taurus!

Taurus: Faço tudo para proteger esse seu corpaço, Lucy-san! — Um coração brota em cada olho do touro pervertido e o mesmo já faz menção em massagear os seios de Lucy. A loira apenas os esconde, mesmo estando vestida. Mas o que mais chamou atenção de Lucy, ignorando completamente o assédio do Espírito Celestial, era que no machado de Taurus refletia uma fraca luz branca. A luz daquele túnel normalmente era amarelada por causa das várias velas e algumas lâmpadas já enfraquecidas, mas aquela luz era diferente. E a luz parecia sair da parede atrás de Lucy que bloqueava sua passagem.

Lucy: Essa luz... — Olhando para a parede e seguindo de onde a luz saía. Era de um pequeno espaçamento entre os blocos, deixando claro que atrás daquela parede havia uma passagem. — Uma passagem secreta, talvez? — Mergulhada em suas deduções, Lucy ignorava Taurus que cobria a garota de elogios. — A cor desta luz é diferente, é branca, é possível que seja a luz da lua. Pode até ser a saída deste lugar. Taurus! — o chama.

Taurus: Sim, Lucy-san?! Quer alguma massagem nesses peitões-mu? — Lucy suspira em reprovação.

Lucy: Sem essa... Quero que você quebre essa parede. Pode fazer isso?

Taurus: Está falando com o Espírito Celestial mais forte em força física-mu. Claro que consigo. — A garota se afasta e Taurus guarda seu machado nas costas. — Farei isso sem apenas com as mãos-mu! — O touro pretendia socar a parede e assim o fez, após o golpe, a parede desmorona completamente, formando a continuação daquele corredor. A poeira sobe, fazendo Lucy tossi um pouco. — Consegui quebrar, como recompensar posso tocar nos seus melões-mu? — Já se aproximando da loira.

Lucy: Obrigada Taurus. Pode ir embora! — Forçando o fechamento do portal de Taurus que some em um brilho. Livre do touro pervertido, Lucy analisa bem o local, percebendo que a luz vinha do teto, onde refletia em uma pequena poça de água no chão e tocava na parede falsa. — Então a saída é por cima... — Caminhando até a luz e olhando para o teto, percebendo um buraco nele, Lucy percebe também que na parede próxima daquela luz haviam várias barras de ferro presas, uma em cima da outra com 1 metro de comprimento. — Isso é uma escada... — E de fato era uma escada bem parecida com aquelas que usam para descer em algum poço. — Vou embora daqui! — Segurando firme nos ferros e subindo degrau por degrau, até o teto. Quando se aproximou do teto, Lucy pode ver que era uma porta de um porão, era de madeira e aquela pequena luz que vinha de fora passava pela fechadura. — Tem fechadura, sem que está aberta? — Apenas empurrando a porta, foi o suficiente para que a mesma se abrisse para fora, não estava trancada. — Estava aberta, que sorte! — Lucy consegue passar pela porta de madeira, conseguindo sair do subsolo, porém, ao contrário do que a loira achava, aquela porta não dava para a saída, mas dava para um quarto enorme digno de uma princesa. Percebendo que não havia ninguém, Lucy sai complemente do porão, deixando a porta aberta. — Droga... Ainda estou dentro do Castelo? — A luz que atravessou o subsolo era de um lustre de cristal, por isso que a luz que era refletida era branca. As paredes eram lilás claro e possuía desenhos de borboletas, corações e ursinhos de várias cores, todos bem pequenos. Haviam brinquedos, em sua maioria várias bonecas e utensílios de cozinha cor-de-rosa, todos estavam bem arrumados no canto do quarto, em cima de algumas estantes presas na parede. O que mais agradava Lucy, era o cheiro de morango por todo local. Era tão bom que a loira puxava a respiração para se drogar com aquele perfume doce. — Esse quarto lembra o meu de quando era criança... — Tendo várias recordações. Lucy se aproxima das bonecas arrumadas na estante, acariciando os cabelos de uma boneca de pano com cabelos loiros e vestido azul. — Esse lembra a Gonzales... — Sua primeira amiga de infância. Suspirando de saudade. As orbes achocolatadas percorre todo local e por fim se depara com uma cama de casal em cima de dois degraus, bem afastada de todos os objetos daquela sala. Lucy caminha a passos cuidadosos até a cama que parecia a o leito da própria bela adormecida, percebendo que alguém dormia nela. Ao contrário de todo quarto que era fofo, os travesseiros e edredom daquela cama eram negros e tinham desenhos de caveiras estampadas. Coberta por eles, havia uma garota com aproximadamente 16 ou 17 anos de idade, mas usava cabelos divididos em duas marias-chiquinhas longas, dando um ar infantil à adolescente. A cor dos seus cabelos eram verde azulados. A garota dormia tranquilamente, como se estivesse morta, com as duas mãos por cima do peito. Na cabeceira da cama, estava estampada um desenho que parecia ser uma lua minguante e embaixo estava escrito “preguiça”. — Quem é ela? — Cochichou. — Essa menina pode ser minha inimiga, tenho que ir embora daqui... — Lucy direciona o olhar para a saída do quarto, que ficava do lado da cama, mas tinha que andar alguns metros até chegar lá, a cama ficava no centro da sala redonda. Lucy anda lentamente se afastando da cama, mas ao descer os dois degraus, escuta a voz de uma garota atrás de si, constatando que a garota havia acordado. Ela era Lillith Hasmundel, do Panteão da Preguiça.

Lillith: Você está indo embora sem brincar comigo? — Os músculos de Lucy param de se mover de uma só vez pelo susto que recebeu. Virando a cabeça lentamente e encarando a garota já sentada na cama com uma expressão sonolenta, bocejando logo em seguida. — Você parece uma de minhas bonecas, quero muito brincar com você... — A garota possuía as orbes rosas e sorria de forma inocente, mas Lucy sentia um calafrio e tinha uma péssima sensação com a presença dela, era sufocante para Lucy. — Vou te chamar de Princesa e você será minha boneca preferida.

...

Ironicamente, fora da sala onde Lucy e Lillith estavam, era o local onde Natsu e Ustan se encontravam. Lucy só precisaria atravessar apenas uma porta para se encontrar com Natsu de novo, mas a porta estava sendo protegida por Kazuo Kenjiro pelo lado de fora. Então não seria algo tão fácil, mas já é uma vitória ambos chegarem tão próximos um do outro, mesmo sem perceberem.

Kazuo: Vocês já estão ansioso, não é? Enfim, vamos direto ao assunto. Vou contar o passado de vocês... Ou melhor... Mais especificamente de você, Natsu Dragneel.

*FLASH BACK ON*

08 de Julho de X777

Um dia após o suposto desaparecimento dos Dragões em Earthland. Em uma floresta, próxima à Magnolia, um garoto aparentando seus 10 anos de idade acordava entre os arbustos depois que teve o Sol forte daquele dia batendo em seu rosto. Usava uma camisa de manga comprida vermelha e um short beje com bordas marrons, indo até um pouco abaixo dos joelhos. Usava sapatos cor de vinho com a lingueta e sola cor beje. Amarrado na cintura, havia um pano de cor branca que tinha um nó do lado direito. Suas roupas ao todo lembrava roupas de plebeus ingleses do século XVI. O garoto de cabelos róseos e pele levemente bronzeada abre os olhos lentamente, sua cabeça estava pesada e se sentia exausto. Nem conseguia levantar um pouco a cabeça para saber onde estava, mas decidiu se forçar para sair dali, juntando forças e conseguindo se sentar, sentindo até mesmo o corpo ficar dormente pelo esforço que fez. Natsu ainda estava sonolento, mas logo todos esses sintomas vão embora quando percebe que no seu colo havia jogado um cachecol branco e listrado, feito de escamas de Dragão. Natsu logo se lembra de ter visto seu pai dragão desaparecer bem na sua frente no dia anterior, segurando aquela única lembrança e a encarando. Como se fosse um rápido filme, todos os momentos com Igneel passam pela sua cabeça e sem pensar duas vezes Natsu se levanta, colocando o cachecol e saindo a procura do seu pai.

Natsu: Igneel! Igneel! — O garoto corria pela floresta e gritava ao mesmo tempo. — Onde você está? Igneel! Apareça! — Gritava tão alto que até sentia sua garganta formigar. O tempo foi passando e Natsu continuou sua árdua procura pelo seu pai. A manhã se passou e o garoto sobreviveu naquele dia de pequenos pássaros fritos com sua própria magia. Parecia já tudo planejado pelo dragão, pois o mesmo já havia ensinado Natsu a sobreviver em uma situação como esta. O rosado apenas parou de procurar seu pai para comer algo, depois disso voltou a sua procura. Os dias foram passando e Natsu continuou nesta penitência. Por fim, quando duas semanas se passaram desde que fora “abandonado” pelo seu pai, algo aconteceu com o garoto. Ainda pela floresta, já se afastando cada vez mais de Magnolia, enquanto preparava uma emboscada para capturar um lobo, esse seria seu almoço do dia. Após sentir o cheiro de algo se aproximando, Natsu correu para trás de uma árvore, apenas aguardando sua presa. Como uma pantera, o rosado observava atentamente a chegada de sua presa, aguardando pacientemente, enquanto sentia o cheiro dela se aproximar cada vez mais. O garoto ficou mais atento quando os arbustos próximos da árvore se moveram, indicando que logo sua presa iria se revelar. Quando finalmente o suposto lobo colocou a primeira pata para fora dos arbustos, o rosado pulou para cima com seus punhos em chama, mas logo recuou ao perceber que não passava de um homem, que nem ao menos se assustou com Natsu, apenas olhava para o garoto de forma indiferente.

Era um jovem com cara de 19 anos no máximo, possuía cabelos lisos e bem negros, assim como os olhos. Usava uma túnica preta com a gola levantada com detalhes amarelos. A gola era formato 'V' e descia até o meio dos peitos, destacando um amuleto prata simples. Por cima da túnica, usava um pano branco que cobria boa parte do corpo e dava um nó no ombro esquerdo. Além de uma calça folgada preta e uma bota de mesma cor indo até os joelhos. E ali estava o mago mais temido de todos os tempos, Zeref. Natsu sentiu algo sinistro vindo daquele rapaz e decidiu recuar uns passos. Zeref apenas sorriu singelamente ao vê aquele que um dia o derrotaria. O que ambos não havia percebido, era que também estavam sendo observados por uma figura mais velha, com cabelos verdes e pele morena escura. Era Kazuo Kenjiro, membro da Guilda Independente de Seven, Elísios. Kazuo estava em uma missão ordenada pelo Rei Alexys Hausenback, ainda vivo na época, a missão era simples, somente procurar por possíveis Dragon Slayer da Primeira Geração e os recrutá-los para entrar na Elísios, pois assim seria mais fácil realizar o desejo de reunir a Magia Una. Kazuo estava mais afastado dos dois, apenas os observava de cima de uma árvore. O Panteão da Ira iria até Natsu, quando Zeref chegou até ele primeiro, fazendo Kazuo recuar por conhecer aquela figura. O moreno estava completamente perplexo pela presença de Zeref ali, não conseguindo nem se mover, mais ainda sim, prestando atenção em tudo o que aconteceria.

Kazuo: O-O que Zeref faz aqui? Esse maldito é responsável pela maioria da violência e guerra deste mundo. Eu bem que poderia acabar com ele agora... — pensando melhor sobre sua missão, mas a verdade é que sentia muito medo do mago negro. — Melhor não... Minha missão é recrutar aquele Dragon Slayer... E também, não sei quais são suas verdadeiras habilidades... — Falando para si mesmo como se tentasse esconder o verdadeiro medo que sentia por aquele jovem mago. A distância em que Kazuo estava, permitia que o mesmo escutasse tudo o que eles podiam falar, afinal, Kazuo estava em uma árvore atrás de Zeref, mas tinha que camuflar sua presença para que o mago negro não o percebesse. Enquanto isso, Natsu e Zeref ainda se encaravam de forma estranha.

Zeref: Oi criança... Quem é você? — Não era intenção do mago negro fazer algo de ruim a uma criança abandonada que colocava chamas pelas mãos, mas por ele ter colocado chamas pelas mãos que chamou atenção de Zeref.

Natsu: Sou Natsu... Natsu Dragneel! — Seu nome soou como uma bomba para Zeref, fazendo o moreno arregalar os olhos e tentar sibilar palavras, mas não conseguia pelo nervosismo. Zeref começou a tremer, mas tentava disfarçar para não assustar o garoto.

Kazuo: Natsu Dragneel... Hmmm...

Zeref: V-Você é filho de Igneel? Dragão de Fogo? — Não acreditava que ele estava ali. O cara que o mataria futuramente. Zeref contava as horas para que chegasse logo esse momento.

Natsu: Sim! — Fala Natsu abrindo um sorriso. — Você conhece meu pai?

Zeref: Bom... Digamos que já ouvir falar dele... Onde está seu pai? — Disfarçadamente, Zeref começo a procurar por algum indício de Igneel, temendo que o Dragão estivesse próximo. Mas logo seus olhos se voltam para um Natsu tristonho.

Natsu: Meu pai desapareceu faz alguns dias... Estou procurando por ele e não o encontro de jeito nenhum... Pior que ele não costuma sair sem me avisar... Tenho medo de que algo possa ter acontecido a ele...

Zeref: "Igneel sumiu? Como assim? O que será que ele pretende desta vez?" — pensando em algo que o Dragão pudesse armar. Naquela altura do campeonato, Zeref e Igneel já havia travado várias batalhas, cada um com seu jeito de lutar contra o outro. — Não acho que algo de ruim possa ter acontecido a ele... — Olhando para o céu enquanto a brisa fazia seus cabelos e roupas voarem. — ... Igneel é um Dragão muito poderoso...

Natsu: Você conhece bem meu pai para quem só ouviu falar dele. — Zeref sorrir. — Não quer me ajudar a procurar por ele?

Zeref: Bem que gostaria, mas... — Zeref não sabia exatamente onde Igneel havia se metido e não demoraria para voltar para Natsu, portanto decidiu recusar. Ali Zeref já havia percebido que Natsu ainda não estava pronto para derrotá-lo e também queria proteger o garoto, pois não sabia quando sua onda da morte sairia do seu corpo e matar tudo ao seu redor. Falando na onda, Zeref sente algo estranho dentro do seu corpo querendo sair, escutando até mesmo gritos femininos em sua cabeça como se estivesse sendo esquartejada. — Ah não... — O moreno abraça a barriga e começa a tremer e suar frio. Kazuo observava tudo sentando e ao ver o estado de Zeref logo se levanta e fica agachado e escondido entre os galhos.

Natsu: Você está bem moço? — Natsu tenta se aproximar, mas Zeref se afasta dando alguns passos para trás. A cabeça do mago das trevas começava a doer insistentemente.

Zeref: Não... Não se aproxime de mim... — Por não querer usar sua magia, a própria recusava o corpo de Zeref e queria sair. Só que toda vez que isso acontecia, matava tudo ao seu redor. — “Se ele morrer agora, nunca poderá me matar futuramente... ” — pensava Zeref.

Natsu: Isso pode ser dor de barriga, posso fazer um chá com algumas ervas para você para poder passar... É só vim comigo e... — Natsu tenta tocar em Zeref, mas o mesmo coloca o braço entre ele e Natsu para afastar o rosado, porém, o que Zeref não contasse é que nesse ato, sua magia descontrolada disparasse um raio negro em cima de Natsu. — AAAAAAAAAaaaaaaaahhhhhhh! — Empurrando o rosado para bem longe e fazendo o Dragon Slayer bater com a cabeça forte em uma pedra.

Zeref: Não! Natsu! — Grita desesperado. Não podia evitar suas lágrimas. A única pessoa que poderia assassiná-lo, agora se encontrava aparentemente morto. O sangue que Natsu perdeu por ter batido a cabeça foi muito, mas Zeref não podia se aproximar do garoto que desmaiou, pois não demorou muito para que sua onda da morte escapasse do seu corpo, matando tudo ao redor. Kazuo rapidamente sobe cada vez mais para o topo da árvore para escapar da onda de Zeref. Após o tornado assassino cessar e todas as plantas e animais do local morrerem, Zeref se vê no meio do nada, onde antes era uma floresta verde e bonita, se tornou um deserto feio e sombrio. — Não... E-Eu o matei... — Caindo de joelhos no chão e logo depois rastejando até Natsu. — Até quando isso vai continuar? — Perguntando para o céu. As lágrimas do mago negro caem pelo seu rosto e se misturam ao sangue de Natsu que escorria devagar. Zeref ouve passos de pessoas e decide ir embora dali antes que mais alguém se machucasse. — Desculpa... Natsu... — O mago negro se levanta e sai andando, desaparecendo pela parte que sobrou ainda viva da floresta. Esse encontro até mesmo justificaria o motivo do choro de Zeref quando reencontra com Natsu futuramente na Ilha Tenrou.

Kazuo: Que merda de poder é esse? Ele matou tudo... Até mesmo o garoto... Droga! Dragon Slayers são tão raros e o maldito Zeref teve que matar logo o que eu demorei para encontrar! — Olhando para o corpo de Natsu, porém, o garoto ainda move um pouco os dedos da mão esquerda. — Está vivo? Perfeito! Vou pegá-lo! — Mas antes que saltasse da árvore, outra pessoa aparece. Sua aparência era de uma idade mais avançada que todos ali, ao contrário do seu tamanho, era o menor que todos ali, até mesmo Natsu. Possuía cabelos somente do lado e atrás da cabeça, mas usava uma toca cor de vinho para cobrir a careca do centro. Suas roupas eram em grande parte roxo escuro e usava um cajado bem maior que o seu corpo. Era Makarov Dreyar, Mestre da Fairy Tail. — Merda... Não posso aparecer assim publicamente... Quem é esse agora? — Kazuo desiste de ir atrás de Natsu e volta a se esconder nos galhos da árvore. — É só um velho... Posso matá-lo e levar o moleque.

Makarov: Eu sabia que havia escutado um barulho de explosão por aqui... — Comentava sozinho. — Minha nossa! Uma criança! — Makarov se espanta ao ver Natsu quase consciente. O velhote se aproxima do garoto que estava deitado em uma grande poça de sangue que havia se formado pela buraco que foi feito em sua cabeça quando bateu na rocha. — Está vivo ainda... Calma garoto... Eu vou te salvar...

Natsu: I-Igneel... Igneel... Por que me abandonou? — Natsu soprava as palavras e finalmente desmaiou de vez. Ali perto, Kazuo transformou seu braço direito em uma agulha pontuda, prestes a atacar Makarov distraído, mas o moreno recua ao vê que o idoso usava magia quando tocou na cabeça do garoto e teve sua mão coberta por um brilho amarelo.

Kazuo: Ele também é mago... — Voltando a se esconder entre os galhos. — Não sei suas habilidades... É melhor esperar um pouco mais...

Makarov: Não sou muito bom em magia de cura, mas isso irá anestesiar sua dor... Agora vamos embora daqui, vou te levar até Porlyusica, ela saberá cuidar desse ferimento. Sua sorte garoto que eu estava de passagem... — Makarov usa sua magia para ficar com 2 metros de altura e carrega Natsu nas costas, levando-o dali. Em pouco tempo os dois somem entre as árvores que sobreviveram à onda da morte de Zeref. Agora somente Kazuo ficou no local. Encarando a enorme poça de sangue deixada pelo ferimento de Natsu.

Kazuo: Que bosta. Peixes grandes levaram meu peixe pequeno. Se eu ainda ir atrás daquele velho posso tomar o garoto de volta. Farei isso, será melhor que voltar para Seven sem nada... — Kazuo iria dá as costas quando percebe a poça de sangue aumentar um pouco mais. — Estranho... Esse sangue está se multiplicando? — Logo depois começa a borbulhar, como se algo estivesse tendo sua temperatura aumentada. — Que merda é essa? — Kazuo se assusta e coloca uma pose defensiva. O sangue termina por ficar cada vez mais quente, a ponto de evaporar, porém, o que mais chamava atenção era que o sangue absorvia as coisas próximas a ele, como folhas, a areia do solo e até mesmo a própria pedra que Natsu havia batido cabeça. Tudo se junto, formando uma bolha vermelha do tamanho de uma bola de futebol, porém transparente e era até possível vê que havia algo dentro, mas era indecifrável. Essa esfera começou a se contrair, como se fossem batidas de coração e ficava cada vez mais cheia. Por fim, suas contrações param e a esfera vermelha fica maior e mais transparente, finalmente revelando o que havia dentro. — Isso é um... Feto...- Sim. Um feto estava dentro daquela esfera, que agora caiu a ficha de Kazuo que aquilo era como se fosse uma bolsa amniótica, só que fora do útero. Sete fios vermelhos saem da esfera e vão para debaixo do solo, ligando a bolsa com o solo. — Está absorvendo nutrientes da terra... Incrível... — E em 2 horas depois, a esfera estava enorme e o feto já estava bem grande, com uma criança dentro com a mesma aparência de Natsu, aparentando 10 anos de idade. — Este ser foi criado com apenas um raio de Zeref... Então foi aquele primeiro ataque que ele usou para empurrar o garoto. Esse feto cresceu rapidamente apenas absorvendo a energia deste local. — Kazuo dá uma olhada no estado do local percebendo que a absorção dos nutrientes da terra fez um estrago maior do que a onda da morte de Zeref. A absorção dos nutrientes terminou por deixar várias outras árvores podres, assim como as plantas secas. — Esse garoto está vivo... Consigo escutar o coração dele bater e... — De repente, a esfera vermelha estoura como uma bolha de água. Fazendo o garoto igual a Natsu cair no chão pelado e molhado pelo líquido que o mantinha aquecido dentro da suposta bolsa amniótica. — A bolsa estourou... — Sorrir Kazuo. — Levarei essa criança daqui. — E assim nasceu Ustan. Não é um irmão de Natsu e nem alguém disfarçado. É o próprio Natsu em uma versão criada por Zeref. É a fusão da frustração e raiva de Zeref para com a vida junto com o corpo de Natsu.

* FLASH BACK OFF *

Kazuo: E depois disso te levei para Seven, foi lá onde você abriu os olhos e se perguntou quem você era... — Todos presentes naquela sala estavam perplexos com que Kazuo havia acabado de contar. — Como não sou muito bom em nomes, decidir tirar seu nome do seu eu original... Natsu Dragneel... Inverti e conseguir te nomear como Ustan Leengard. Minha esperança era que você também tivesse Magia Dragon Slayer, mas você não tinha magia nenhuma... Era como se você nascesse ali, nem mesmo sabia falar ou andar. A única habilidade que veio junto no pacote era uma grande habilidade de Quebrar os ossos do corpo de alguém com apenas um toque. Essa é a sua Maldição. Você possui maldição por que foi criação de Zeref. — Ustan encarava o chão rangendo os dentes e cerrando os punhos. -

Ustan: Isso explica porque não lembro nada da minha vida antes dos meus 10 anos de idade... Foi porque eu nunca tive uma vida antes dos meus 10 anos... — Ustan treme de raiva.

Kazuo: Sim. Você já nasceu com essa idade. Mas na verdade você só tem, atualmente, 15 anos, mas seu corpo e o seu desenvolvimento são de uma pessoa mais velha.

Happy: Ele é o próprio Natsu... Só possui outra personalidade...

Kazuo: Ele não nasceu com personalidade, você nasceu vazio, sem nada, você era só um corpo vazio de um clone. Sua personalidade foi sendo construída quando você foi convivendo com a gente. A única coisa que você herdou de Zeref é o ódio que você sente pela vida. Mas, mesmo sem uma personalidade própria, agora te digo que você realmente foi humanizado.

Ustan: E-Eu... Não sei porque eu luto... Eu não sei porque eu existo... — Olhando para as próprias mãos.

Kazuo: Não fale assim Ustan... Considero você como meu filho... Não precisa ter raiva dá vida desta forma...

Ustan: COMO NÃO? Tudo o que eu achava que era meu na verdade é de outra pessoa! Eu não tenho nada próprio. Minha voz, minha aparência, até mesmo minha personalidade! Tudo isso não sou eu... Quem sou eu? — vocifera com ódio

Natsu: Ei cara! Não fale assim... — Finalmente Natsu se pronuncia depois de tentar se lembrar daquele dia, mas sem sucesso. — Apesar de você ser eu, eu te vejo como outra pessoa. Não me acho igual a você em nada. Eu sou um mago da Fairy Tail e aposto que nós possuímos habilidades diferentes... Qual é sua magia? Todos nós possuímos uma magia própria, mesmo que seja parecida.

Ustan: Diferente de você, eu fui treinado pelos melhores ninjas de Seven. Não uso magia.

Natsu: V-Você disse N-Ninja? Nin-Nin! — O Salamander cobre metade do rosto com o cachecol e une as palmas das mãos como se fosse fazer uma oração.

Ustan: Idiota...

Happy: Ele vai pirar. — Happy bate com a mão na cabeça sentido vergonha alheia.

Natsu: Sério isso cara?! — Natsu avança para Ustan e começa a olhar o rapaz de cima para baixo, admirando suas roupas e deixando-o constrangido.

Ustan: Não se aproxime de mim. Seu idiota!

Natsu: Qual é cara? Podemos ser até mesmo irmão gêmeos, é o mais próximo da nossa relação. Não acho você igual a mim, só te acho parecido comigo. Sempre quis ter um irmão, então toca aqui! — Natsu ergue a mão para que Ustan apertasse, mas o Ninja fica confuso com toda aquela situação.

Kazuo: Ustan... O que eu quis dizer é que você se tornou uma pessoa única,. Melhor que isso... Você se tornou uma verdadeira máquina de matar. Sua habilidade própria é estraçalhar ossos humanos. Se tem algo que te incomoda é ser o segundo ou o apenas um clone, então mate o verdadeiro para que você seja o único! — Sem hesitar, Ustan dispara um chute no queixo de Natsu, fazendo o rosado ser empurrado para o alto e cair bruscamente no chão depois de uns segundos.

Happy: Natsu! — Grita preocupado. Natsu tenta se levantar, mas sente bem os efeitos de um poderoso golpe de Ustan.

Natsu: Q-Que merda, cara... — Natsu sentia todo corpo doer. Mas ao perceber, Ustan já estava em sua frente, o encarando com um olhar possesso de raiva. — Drog... — Socando a boca de Natsu e quase desloca o queixo do Dragneel. Leengard continua avançando e disparando vários socos e chutes pela barriga, rosto e peito de Natsu. O rosado não tinha nem oportunidade de se defender, pois a velocidade de Ustan era muito alta. Por fim, Ustan dispara um chute no peito de Natsu e o rosado bate as costas na parede e cai de joelhos, porém, alguns segundos se passam e Natsu tentava ficar de pé de novo, mesmo com o corpo muito machucado. — P-Para que isso, Ustan? Por que devemos lutar? Somos a mesma pessoa dividida em dois corpos e com personalidades diferentes... Por que isso?

Ustan: Porque eu me sinto diminuído sendo apenas um clone seu, uma sombra sua. Então, matando você, eu deixo de ser apenas sua sombra, Natsu Dragneel!

CONTINUA...

Notas finais
Próximo Capítulo: Ferro Raios negros e brancos rodearam o dedo indicador direito de Ustan e o mesmo já pretendia tocar no crânio de Natsu, fazendo a cabeça do rosado estourar. Mas antes que conseguisse, Ustan recebe um golpe de uma outra pessoa no rosto, caindo rolando pelo chão. Gajeel: Salamander, se deixar aquele bastardo tocar na sua cabeça você vira uma lagartixa morta! - Se pondo de pé ao lado de Natsu. O moreno salvou o Dragneel a tempo, mas Kazuo se irritou pela luta ter sido interrompida. Saltou para dentro do campo de batalha, caindo ao lado de Ustan que se levantava do chão com o rosto roxo pelo golpe de Gajeel. Kazuo: Então você decidiu reaparecer para apanhar novamente? - provoca. Gajeel: Desta vez será diferente da nossa última luta! ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A ideia do encontro de Natsu e Zeref logo depois do desaparecimento dos dragões veio quando eu li o capítulo "O menino do cachecol" da fanfic Natsu... Where Did You Go? da autora Denille. Não foi 100% minha. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Então minna? Não deixem de comentar, please o. Se quiserem podem até comentar sobre a morte do Igneel... Ainda não me conformo... Até mais o/