A Magia Una
39 Demônios
Notas iniciais

Panteão da Gula
Ustan Leengard e Gildarts Clive, dois homens poderosos, ambos os mais fortes de suas guildas. Os dois estavam bem atentos ao movimento do outro, no qual, em qualquer distração, um atacaria o outro fatalmente. Gildarts sabia que não estava diante de um inimigo comum. Se era realmente o Natsu com sua magia aprimorada, ou uma pessoa disfarçada de Natsu ou ainda um irmão gêmeo do rosado, porém, isso o mago mais forte da Fairy Tail não queria saber. Ele apenas tinha a certeza de que estava diante de uma verdadeira ameaça. Gildarts sentia a enorme presença do inimigo, era algo ameaçador, sufocante.
Gildarts: Esse cara definitivamente não é o Natsu... — comenta com Gajeel que estava ao lado o moreno estava com um buraco no peito direito e os ossos das pernas e ombro esquerdo fraturados. — Ele é mais forte que o Natsu que conhecemos... Talvez tenha a mesma força que eu. — Ao ouvir tal comentário, o moreno arregala os olhos achando isso um absurdo. Isso significava que poderia ter morrido, caso Gildarts não aparecesse.
Gajeel: Sério isso? Ele possui uma força igual a sua? — Rindo sem graça sem querer acreditar naquilo.
Gildarts: Sim... E digo mais, ele só não te matou por capricho dele. — Ustan apenas observava os dois, como um leão analisando a presa. — Mas é só uma suposição, eu quero ter certeza da força dele.
Ustan: "Esse cara parece ser mais forte que o outro. O poder mágico dele é tão grande que me deixa sufocado." — pensava Ustan, tendo o mesmo sentimento que Gildarts. O jovem sorrir de canto. — "Preciso confirma a força dele. Fazia tempo que não lutava contra alguém assim." — Como um flash, Gildarts e Ustan partem um para cima do outro e desferem um soco, porém, os punhos se chocam, causando uma onda de impacto que faz Gajeel rolar para trás devido ao forte vento que saiu de ambos os punhos. A estrutura do local treme com o choque de poder.
Gajeel: Que porra é essa?! — exclama abismado com o ritmo da luta. Agora Ustan e Gildarts trocavam socos e chutes, porém todos eram bloqueados de ambos os lados. Nenhum golpe se encaixava. Após chocarem os cotovelos, joelhos e punhos novamente, os rapazes se afastam, voltando para o mesmo lugar onde estavam. — Isso foi uma luta? Eu não conseguir enxergar quase nada... — impressionado pela velocidade dos lutadores.
Gildarts: Esse cara é realmente forte. Eu acho melhor você sair daqui, senão não conseguirei lutar com todas as forças.
Gajeel: O que está dizendo? Você rouba a minha luta e ainda quer que eu fuja?! Parece que não me conhece! — Gildarts encara Gajeel da forma mais bizarra possível, fazendo o moreno tremer na base. O moreno apenas estala a língua em redenção e vira o rosto.
Gildarts: Consegue andar?
Gajeel: Claro que sim! Você está me subestimando demais!
Gildarts: Ótimo! Então vá em frente! — Gajeel olha os pedaços da Katana de Ustan no chão, pega-os leva até a boca, se alimentando. Ustan apenas observava. Depois o moreno faz uma aura verde cobrir suas pernas e braços, desaparecendo logo depois. Com isso, Gajeel consegue se levantar.
Gajeel: Ge-he! Achou que ia me derrotar quebrando os ossos das minhas pernas e ombros, não é?Acho que você não contava que podia cobrir as partes afetadas com ferro, agora posso me mover como antes. — provocando o garoto de preto.
Ustan: "Então ele ainda tem condições de lutar. De qualquer forma, ele já teria morrido se continuasse a lutar comigo."
Gajeel: Mas essa luta vou deixar por conta do Gildarts, preciso ir atrás da minha baixinha! Não que eu esteja com medo de você. — Encarando Ustan que devolve o olhar com indiferença, deixando claro que aquelas provocações não o afetaram. — Me dê cobertura velhote! — Falando baixo para Gildarts que assente.
Gildarts: Vai agora! — Gildarts toca o solo e o mesmo se divide em vários cubos, mudando o que era um chão liso em várias rochas que se elevaram por causa da magia do mago. O Dragon Slayer aproveita a distração e se transforma em sombra, passando por dentro da parede até chegar ao bueiro por onde Levy e os outros foram embora. — Deu certo! — Gildarts espalma a mão direita e as rochas param de se mover, porém, percebe que Ustan já não se encontrava no mesmo lugar em que estava. — Merda! — Automaticamente já procurava Ustan. — "Não consigo sentir a presença dele, cadê aquela presença ameaçadora de agora a pouco?" — Porém, Gildarts ouve a voz de Ustan atrás de si, constatando que o mesmo estava bem próximo, o suficiente para que o mago da Fairy Tail sentisse a respiração do inimigo.
Ustan: Posso esconder minha presença...
Gildarts: Droga! — O mago já vira soltando sua magia e causando destruição nas paredes e no solo, mas Ustan não se encontrava mais lá. — "Então ele pode esconder sua presença e sua vontade de matar. Merda. Não imaginava que pudesse ficar afoito em uma luta contra o Natsu." — Debochando mentalmente da aparência do inimigo. — Com essa habilidade, fico impressionado que não tenha ido atrás do outro cara.
Ustan: Ele não é uma ameaça para mim. — A voz de Ustan soava por todo ambiente, ecoando em todo lugar. No Panteão, algumas pilastras ainda estavam intactas e Gildarts apostava que ele estivesse atrás de algum delas. — Diferente de você! Reconheço você como meu rival. Você sim é uma ameaça que somente eu posso derrotar!
Gildarts: Muito bem então, vamos ver como você se sai se não tiver nada para se esconder! — Gildarts retoma sua calma e faz seu poder mágico fluir pelo seu corpo. O resultado é um terremoto em todo labirinto. Sua aura branca começa a emergir pelo corpo, ficando cada vez mais violenta.
...
No subsolo do Panteão do Orgulho, Gray se encontrava procurando alguma passagem que saísse do lugar onde Juvia, Natsu e Happy estava algumas horas antes.
Gray: Passagem secreta...? — comentando consigo. Até escutar a voz de uma certa mulher que conhecia bem.
Juvia: Gray-sama! — Se virando e encontrando Juvia e Cana, ambas descendo umas escadarias escondidas. Juvia, no entanto, estava recebendo ajuda de Cana para conseguir andar.
Gray: Juvia? Você está bem?
Juvia: Sim, só uma pouco cansada. — Agora as moças já estavam em frente ao rapaz.
Gray: Então você está aqui também, não é? — No entanto, ambos sentem o tremor de terra e se equilibram nas paredes para não caírem no chão. — Isso é alguém liberando poder mágico.
Cana: Sim... Esse é meu pai. — Sorrindo orgulhosa. No subsolo do Panteão da Avareza, o grupo de Erza também sentia o tremor de terra, tentando entender o que estava acontecendo, assim como onde o grupo de Sting e Rogue foram. Levy já havia os alcançando e comenta que aquilo é o poder mágico de Gildarts, deixando os membros da Sabertooth chocados. No Panteão da Inveja, as coisas não estavam bem para Mirajane, a mesma estava muito machucada, mas ainda sim, se mantinha de pé para lutar. Mira e Belial também sentem o poder mágico de Gildarts, mesmo com toda a distância que ambos se encontravam.
...
Ustan se encontrava atrás de uma das pilastras, apenas observando o que Gildarts faria, mas logo percebe o que o mago pretendia, pensando em alguma coisa para escapar da grande explosão que viria a seguir.
Ustan: "Merda! Ele pretende destruir tudo!"
Gildarts: Vamos ver se consegue se esconder disso! — O mago soca o chão e uma enorme pilastra de luz branca se ergue do chão, ultrapassando o teto do Panteão e chegando até o campo de força que racha novamente, agora possuía duas rachaduras feitas por filha e pai. O campo de alcance da pilastra se estende cada vez mais e logo depois uma grande explosão acontece, fazendo o tremor de terra piorar cada vez mais. Alguns minutos após a explosão cessar, a torre de luz se apaga, deixando uma grande poeira, prosseguida por uma enorme cratera. O Panteão da Gula deixou de existir, assim como tudo ao ser redor e parte do labirinto, ficando apenas um vácuo circular, no qual o Mago mais forte da Fairy Tail se encontrava no centro, ofegando devido ao excesso de magia que usou. — Ele não parece ser do tipo de inimigo que seria derrotado com isso... — Gildarts ainda procurava por algum rastro de Ustan, mas sem sucesso. Porém, quando menos esperava, o Natsu maligno aparece bem debaixo do seu nariz, ou melhor dizendo, sob os pés do mago mais forte da Fairy Tail, saindo do solo e aplicando um gancho em Gildarts, fazendo o mago se elevar bem alto e cair, porém, Gildarts consegue recuperar o equilíbrio, dá duas cambalhotas no ar e cair de joelhos no chão com maestria. — Impressionante... Você se escondeu debaixo da terra... — fala o mago enquanto uma gota de sangue escorria do canto da boca. Ustan estava de pé em frente a Gildarts e continuava indiferente e calado.
Ustan: "Ele parece que não sofreu muitos danos com esse golpe que dei nele. Não foi um golpe comum..." — pensou enquanto observava que Gildarts já se colocava de pé, porém, o Mago da Fairy Tail sente novamente seu corpo enfraquecer e volta a se apoiar em um dos joelhos, isso, claro, não passou despercebido por Ustan. — "Não. Ele é forte, mas não é invencível"
Gildarts: "O que houve com meu corpo? Somente aquele soco me deixou assim? Quem é esse cara?"- pensava Gildarts enquanto recuperava seu fôlego e sua força, não demorando muito para voltar a ficar de pé. — Você tem um grande poder moleque. Onde conseguiu tudo isso? — falou e logo depois limpou a gota de sangue que escorria da sua boca. — "Esse garoto é muito superior ao Natsu, se um dia eles se enfrentarem, Natsu teria sérios problemas. Por isso, eu tenho que acabar com ele aqui. Eu sou o único que pode detê-lo." — Gildarts já se sentia preocupado com o imenso poder que Ustan possuía.
Ustan: Irei responder sua pergunta... Eu não sou um mago como vocês. Eu fui treinado para me especializar em combate corpo-a-corpo. Além de aprender técnicas diferentes de magos. Eu fui treinado para me tornar um ninja especializado em assassinato, por isso consigo ocultar minha presença, além de conhecer bem o corpo humano a ponto de atingi-lo com apenas um golpe certeiro para matá-lo ou imobilizá-lo. Ainda não usei meu poder que você pode chamar de "Magia". Mas na verdade, eu uso “Maldição” para lutar, isso eu tenho desde quando me conheço por gente.
Gildarts: Eu conheço um moleque que é a sua cara. Talvez vocês possam ser irmãos gêmeos.
Ustan: Eu não me importo. Tudo o que eu quero é acabar com você. Ninguém nunca ficou tanto tempo lutando comigo, te reconheço como um inimigo à minha altura e por isso quero sua cabeça como troféu.
Gildarts: Quanta arrogância moleque. Vai ter que se esforçar muito para tirar essa cabeça desse corpo. — Gildarts aponta uma mão para Ustan e dispara sua magia, saindo em forma de redes de energia, prontas para despedaçar o Ninja Assassino, mas Ustan consegue se esquivar com maestria com saltos para trás e para os lados. Gildarts continuava a atacar e Ustan a se esquivar. — Farei você usar sua "Magia" contra mim. — provocava Ustan, mas era inútil, pois Ustan não era afetado por palavras. Quando Gildarts deixa uma brecha, Ustan usa o dedo indicador e o do meio e faz um corte no ar, fazendo com que o atrito do ar atingisse Gildarts no peito, abrindo um corte, não tão fundo, mas o suficiente para sangrar. — "Como ele me atingiu? Eu não vi nada". — Ustan faz novamente os movimentos como se seus dedos do meio e indicador como se fossem lâminas de uma espada e novamente ele corta o ar, conseguindo abrir feridas no braço direito de Gildarts. — Que merda é essa?
Ustan: Isso não é minha magia. Estou apenas usando o vento ao meu favor. Usando uma certa quantidade de força, eu consigo cortar o vento a ponto de fazer com que o atrito criado por ele possa causar cortes.
Gildarts: Incrível. Você pode cortar o vento usando apenas a força? Dessa forma? — Usando seu braço esquerdo, que é mecânico, Gildarts imita o mesmo movimento de Ustan, criando um vácuo de vento que deixou um leve corte no rosto do Natsu Maligno. Dessa vez sim, Ustan esboçou uma reação de surpresa, levando a mão até ao local do corte e vendo seu sangue, limpando logo em seguida. — É verdade. Usar a força para cortar o vento é um bom plano. — Fingindo está surpreso com sua “descoberta”. Ustan esboça um sorriso de canto nos lábios e seus olhos demonstram determinação.
Ustan: Esse cara sim é um grande desafio. — Rapidamente parte para cima de Gildarts, mas o mago da Fairy Tail não fica atrás e parte para cima de Ustan com a mesma velocidade. Ambos inicia troca de golpes, na qual, cada soco que era esquivado, deixava um rastro no ar e seu impacto quebrava rochas próximas à luta. Ustan atinge Gildarts no estômago, mas em troca é atingido com uma cotovelada no rosto fazendo ambos se afastarem girando no ar rapidamente e caindo de pé. Mas Ustan não perde tempo e corre para cima de Gildarts, que usa sua Magia para quebrar o solo na frente de Ustan, fazendo o Ninja perder o equilíbrio e quase cair no chão, mas isso só foi distração para Gildarts se aproximar e golpear Ustan no estômago, fazendo o garoto cuspir sangue, mas isso o deixa furioso e Ustan aproveita a proximidade com Gildarts e atinge o ombro direto do mago com seu dedo indicador, fazendo pequenos raios brancos e negros cobrir a ponta do dedo de Ustan e o ombro de Gildarts. Logo depois o pai da Cana sente uma imensa dor no seu ombro e seu braço ficando mole. — Você me fez usar minha Maldição Break-bone. É uma pessoa admirável! — Era uma dor imensa que Gildarts sentia, como se os ossos do seu ombro direito estivesse se partindo em dois. Ustan chuta o rosto de Gildarts, fazendo-o cair de costas no chão se arrastando, mas logo o mago se põe de pé.
Gildarts: Então essa é sua verdadeira habilidade? Conseguiu deslocar meu ombro direito apenas tocando com seu dedo... — Gildarts fechava um dos olhos para aguentar a dor, mas não podia se dá por vencido por causa disso, afinal, já perdera seu braço esquerdo, perna esquerda e alguns órgãos internos e continuou vivo. — A luta só está começando! — Ignorando a dor, Gildarts parte para cima de Ustan, mas um círculo mágico roxo aparece sob os pés do Mago, como se acompanhasse seus passos, como se sua sombra se modifica-se para a forma desse círculo, o mago não havia percebido, apenas Ustan que preferiu recuar alguns passos, mas depois o círculo mágico brilha intensamente.
O mago parte para cima e aplica sua magia no solo para tentar distrair Ustan novamente, porém o Ninja salta alto e atinge o mago com um chute no rosto de Gildarts, fazendo-o dá alguns passos para trás, logo depois, Ustan toca no outro ombro, nas pernas e no peito direito de Gildarts e de uma só vez o mago sente os ossos dessas regiões se quebrarem, caindo no chão exausto, mas Ustan não parava por aí, chutava Gildarts até que o mago rolasse longe, se batendo nos escombros. Depois Ustan saltava e já voltava ao chão esmagando o braço mecânico de Gildarts.
Ustan: Você me subestimou demais, velho! — Ustan caminha lentamente até o outro lado do corpo de Gildarts e pisa com força no braço direito de Gildarts, esmagando-o e fazendo o sangue espirrar, até salpicar o rosto de Ustan e o corpo de Gildarts, esmagando completamente o braço, que ainda estava bom, do mago. - Eu vou te torturar até você morrer! — Ustan chutava as costelas de Gildarts, fazendo o rapaz cuspir sangue. Novamente, aplicava toque com seu indicador pelo corpo do mais velho e a cada toque os ossos das regiões rachava. — Que tal eu arrancar sua perna agora? — Ustan caminha, ficando ao lado das pernas de Gildarts e levantando o braço esquerdo com os dedos indicadores e do meio erguidos para o alto e logo depois desce o braço com toda força e como se seus dedos fossem uma espada, corta a perna de madeira de Gildarts, primeiramente não causando dor por ser uma perna portiça.
Gildarts: Por favor, a outra perna não! — O homem chorava e implorava por sua vida. Só lhe restava uma única perna direita, seus braços foram esmagados, seu corpo não se movia por ter os ossos rachados e sua perna improvisada já havia sido arrancada. — Eu te peço, eu tenho uma filha para criar!
Ustan: Talvez você devesse pensar nela antes de comprar uma lua comigo. — E sem piedade, Ustan faz o mesmo movimento com os dedos, fazendo o vento cortar a perna direita que se separa do resto do corpo em apenas um corte, um pouco acima do joelho, fazendo jorrar sangue por todo local, enquanto Gildarts gritava de dor.– Melhor do que matar você, é vê-lo sofrer dessa forma. Deixando você sem seus membros.
Gildarts: Nãaaaaaoooo!
Ustan: Por quê? — Como se já soubesse quem foi o culpado daquilo, Ustan já questiona a pessoa que saía de trás de uma grande rocha. Era o próprio Rei Arthur Hausenback. — Por que interrompeu minha luta? O que fez com ele?
Arthur: Esse é a minha Magia Illusory Cocoon: False Fantasy (Casulo Ilusório: Falsa Fantasia). — O campo de batalha muda repentinamente, agora se encontrava Ustan e Arthur conversando, entre eles, um grande Casulo de cor roxa, possuía o mesmo tamanho de Gildarts. — Ele está em transe dentro daquele casulo, passando por uma grande e perfeita ilusão, fazendo com que ele pense que a luta ainda está continuando. É praticamente impossível perceber a diferença da realidade e da fantasia quando se está dentro dessa magia. — O que significava que desde quando o círculo mágico roxo apareceu, até a parte que Ustan questiona a interrupção de sua luta, não passava de uma mera ilusão que Arthur está fazendo Gildarts passar. — Sua luta estava causando muita destruição. Vamos voltar para a Mansão, eu creio que eles logo encontraram com Lillith e você sabe que ela não pode despertar. — Pensando por alguns segundos, Ustan se convence em ir embora do Panteão da Gula junto com Arthur, deixando o Casulo Roxo no qual Gildarts estava preso em um mundo de pesadelos. Ustan percebe que Arthur segurava uma espada grande de cor negra e brilhante como ébano. — Iremos por um atalho. — Arthur ergue a espada e desfere um corte no ar, abrindo uma fenda interdimensional que ligava o Panteão da Gula com o Salão da Mansão de Creta. — Vamos logo, isso não ficará aberto por muito tempo.
Ustan: Onde você conseguiu essa espada? — Se mostrando curioso pela arma.
Arthur: Isso não importa no momento, vamos logo! — Ignorando completamente a pergunta de Ustan e atravessando o buraco interdimensional, sendo seguido pelo Ninja, que não parava de olhar Arthur pelas costas de forma desconfiada.
...
Enquanto isso, no subsolo do Panteão da Avareza, onde Erza, Wendy, Warren e Charle estavam, o grupo andou por alguns minutos por um extenso corredor que mais parecia uma gruta, porém, nas paredes haviam setas pintadas de cor roxo apontando apenas para uma direção. Ambos concordaram em seguir as setas, obviamente daria para alguma saída. Depois de caminharem por alguns quilômetros pelo subsolo, na qual, o calor insuportável já se fazia presente, deixando todos do grupo ofegantes, finalmente, eles encontraram uma pequena luz no fim do túnel.
Wendy: Olhem pessoal! Há uma saída por ali! — fala com ar de felicidade. Todos percebem a luz e terminam por correrem até a saída.
Erza: Vamos lá! — Erza sempre liderando como sempre, é a primeira a ir na frente. A cada aproximação, o buraco vai ficando maior e finalmente eles chegam até a saída. Era um buraco médio, Charle passaria facilmente, mas Wendy e os outros precisariam se agacharem para poder irem ao outro lado. Erza é a primeira a colocar apenas a cabeça para fora, percebendo, de fato que se encontravam em um local aberto, mais parecia um jardim com várias árvores e alguns lagos. — Não tem ninguém por aqui, está limpo... — Passando na posição de 4 pelo buraco, sendo seguida por Warren, que não perdeu a oportunidade de aprecia a bunda de Erza, sendo repreendido por Charle que foi logo em seguida e depois Wendy. Ao saírem, perceberam que isso se tratava de um buraco no tronco de uma árvore.
Charle: Parece que saímos do labirinto. — comentou Charle ao mesmo tempo em que apreciava o lindo local em que estavam. De fato, era um jardim muito lindo, com várias árvores e lagos. O grupo olha para trás da árvore na qual saíram, vendo o labirinto de Creta e tendo a certeza que eles haviam saído.
Wendy: Olhem! — Apontando para o outro lado, de frente para a árvore dessa vez, escondido por trás de outras árvores, se encontrava a Mansão de Creta, desta vez mais perto do que nunca.
Erza: Estamos mais perto da Mansão, significa que podem haver mais inimigos. Fiquem atentos!
Charle: Parece que saímos também daquele Campo de Força. — Percebendo que o Campo de Força apenas ficava por cima do Labirinto para evitar que alguém passasse voando. — Posso voar agora.
Warren: Eu acho muito arriscado. Podem nos ver.
Erza: Warren tem razão. Vamos a pé até aquele Castelo. — Iniciando os passos, mas ao olhar para o lado, Erza ver dois companheiros desmaiados em um lago próximo dali. — Natsu? Happy?
...
Panteão da Inveja
Em outra parte, outra luta acontecia. Era Mirajane contra Belial. Ambos haviam parando um pouco após sentirem a grande explosão de Gildarts, mas já voltaram a lutar. Belial sabia que aquela explosão foi na direção do seu Panteão, mas não se importava mais com aquilo, tudo o que queria era caçar Mirajane, esta por outro lado, estava com muitas dificuldades, seu poder mágico estava quase no final devido a luta que teve com Samantha e mesmo usando o Take Over: Sitri, seus golpes não encaixavam em Belial. O vilão, por sua vez, não usava seu Take Over completo, apenas modificava seu braço que mudava toda vez que ele usava uma Magia de alguma alma que absorvera.
Mirajane: Fire of Darkness (Fogo das Trevas) — Mira estende suas duas mão em direção a Belial e dispara um turbilhão de chamas roxo, causando uma explosão grande, apesar do seu pouco poder mágico, mas logo depois percebe que o golpe foi inútil, pois Belial saiu do fogo sem arranhão algum.
Belial: Você é uma decepção Mirajane. — Seus braços brilham e agora aparecia com unhas relativamente grandes e afiadas, com alguns detalhes pretos nas costas de ambas as mãos, além de um cinto que se amarrava nos bíceps de ambos os braços, deixando solto um pedaço de pano. — Esses são os braços de Tempesta, outro membro da Tartarus! A Maldição dele era de controlar as calamidades básicas da natureza. Conseguir absorvê-lo e transformar sua Maldição em Magia. Veja como é grande o meu poder! — Após apontar os dois braços em direção de Mirajane, vários furacões se formaram próximos ao corpo de Mira, fazendo a maga ser levada do chão e apagando também o resquício de fogo da Magia que Mira usou anteriormente. A maga da Fairy Tail seguia o curso dos furacões, sendo levada rapidamente, apenas gritava e não conseguia se mover. Após abaixar os braços, os furacões cessam rapidamente, deixando Mira ainda erguida no alto com aproximadamente 80 metros de altura, mas logo depois cai violentamente no chão, causando rachaduras no local. Mira estava ferida e cansada, como consequência, seu Take Over se desfaz, voltando a sua forma humana.
Mirajane: E-Esse... É o meu... Fim... — Sua voz saía fraca e trêmula. A imagem de Lisanna sorrindo aparece em sua mente e Mira sorrir fraco. — L-Lisanna... Eu sinto muito... Não conseguir... Te salvar... — As lágrimas caíam sobre o rosto da albina, demonstrando toda sua tristeza. Belial anda até o corpo de Mirajane e aponta as duas mãos para a albina.
Belial: A caçada acabou, agora está na hora de comer! — Os braços que antes eram iguais ao de Tempesta, voltava para sua forma original que era um braço de um homem musculoso simples. Belial espalma as mãos e das palmas de ambas surgem uma boca com dentes afiados em cada mão. — Espero que me dê almas realmente gostosas! — Lambendo os lábios. O corpo de Mirajane começa a flutuar e uma aura roxa rodeia seu corpo. As bocas das mãos de Belial se abrem e começam a sugar a aura roxo de Mirajane. Sua magia estava sendo sugada por aquele indivíduo e isso deixava Mira realmente triste. — Que delícia de almas!
Mirajane: Não! Para! Esses Take Overs Não! — gritava de dor, sentindo toda sua magia se esvair do seu corpo. Belial ria sadicamente, se divertindo com aquilo.
Belial: Agora seus Take Overs são meus! — Gargalhava escandalosamente e passava a língua nos lábios como se estivesse degustando a comida mais gostosa que se podia imaginar. Mira não tinha nem forças para gritar, apenas gemia de dor ou incomodo, não sabia explicar a sensação, era como se toda sua força estivesse sendo sugada. — Você possui duas almas de demônio bem saborosas! — voltava a gargalhar. Após toda aura roxa ser sugada, o corpo de Mira cai no chão novamente, dessa vez a albina nem gritou, pois se encontrava perdendo a consciência e com o corpo dormente. Mira estava enxergando tudo embaçado e conseguia apenas abrir um olho. — Posso acabar com você, já não me serve de nada! — O braço direito de Belial brilha e agora se transformava na forma do braço do Satan Soul comum de Mira, com garras e escamas marrom, depois ele aponta o mesmo braço para Mira, já preenchendo a palma da mão com uma esfera de energia negra com raios roxos. — Chegou sua hora Mirajane! — Belial atira a esfera de energia, mas antes que atingisse Mirajane, um vulto amarelo consegue tirar a moça de lá a tempo, deixando apenas o chão explodir sozinho.
Mirajane: L-Laxus...?! — A albina já não aguentava ficar consciente e antes mesmo que pudesse ver seu salvador, seus olhos se fecham e ela desmaia. Porém, diferente do que Mira pensou, seu verdadeiro salvador não foi Laxus, mas foi...
Belial: Jellal?! — Belial fala o nome com repúdio e ódio, rangendo os dentes de raiva. O azulado se encontrava distante de Belial, entregando o corpo de Mira para Meredy.
Jellal: Cuide dela Meredy, eu vou dá um jeito nesse cara...
Meredy: Ele parece ser forte Jellal, tenha cuidado. — se preocupando com o azulado.
Jellal: Bom... Eu também sou. — Usando o Meteor, Jellal volta para onde Belial se encontrava, ficando de frente com o Demônio. — Eu lutarei com você desta vez. — Belial range os dentes e cerra os punhos.
Belial: Achei que você já estivesse morto, Jellal. — O azulado não deixa de ficar surpreso pelo inimigo saber o seu nome.
Jellal: Você me conhece? — Sem responder a pergunta de Jellal, o vilão leva sua mão até seu rosto e por fim tira sua máscara, assim como a peruca que usava, revelando um homem careca com o rosto completamente deformado por várias cicatrizes na cabeça, testa e proximidades dos olhos. Apenas da metade do nariz até o queixo seu rosto não possuía cicatrizes.
Belial: VOCÊ ME DEIXOU DESTE JEITO, JELLAL! — Gritando e demonstrando toda sua raiva ao ver Jellal ali. O azulado, porém, conseguiu o reconhecer, arregalando os olhos como se visse um fantasma do seu passado.
Jellal: Abdon?! — Fala com a voz trêmula.
CONTINUA...
Fale com o autor