A Magia Perdida
2 Encontro
Notas iniciais
Como prometido o capítulo está aqui!!
Estou em meu horário de almoço,então vou postar rapidinho,se encontrarem algum erro me avisem na review que eu ajeito quando chegar em casa!!
Seu sonho havia se realizado!
Depois de quase quatro, entediantes horas dentro daquele trem, Lucy finalmente conseguiu chegar em Magnólia!
Desde a morte de sua mãe, sua vida virou de cabeça para baixo, e quando seu pai morreu, ela realmente sentiu que tudo o que ela necessitava era abandonar a antiga casa de sua família e seguir uma nova vida, uma vida em que ela comandaria cada passo seu!
Era por isso que tinha ido para Magnólia. Foi a cidade que seus pais se conheceram, e quando ela era pequena sua mãe falava da cidade com tanto amor, que ela tinha colocado como propósito em seu coração conhecer aquela cidade um dia!
E agora ela estava ali!
Não tinha levado muitas coisas, apenas uma mala de rodinha com suas roupas e alguns pertences de sua mãe e de seu pai, e uma bolsa de mão, com um pouco de dinheiro e um cordão com uma chave de ouro, que sua mãe costumava sempre usar.
Lucy observou pela janela, a estação da cidade cada vez mais próxima. Ela respirou fundo, sentindo o perfume das cerejeiras.Magnólia também era conhecida por suas cerejeiras, especialmente a grande cerejeira, que mudava de folhas a cada nova estação. Lucy estava ansiosa para ver as cerejeiras no centro da cidade de noite, as história que já tinha ouvido diziam que elas brilhavam de noite, transmitindo uma magia invisível, e ao mesmo tempo calma.
Ela sorriu consigo mesma, ao pensar que conheceria a cidade que seus pais se encontraram pela primeira vez. Será que ela também encontraria alguém interessante ali em Magnólia? Será que ela se daria bem ali?
Tivera sorte quando abriu o jornal há uma semana atrás e viu o anúncio de uma apartamento vago perto do centro da cidade, voltado para o rio que passava pela cidade. Não era muito espaço, de acordo com a descrição, mas era o suficiente para ela morar ou ficar por um tempo.
Lucy deu um pulo no banco, quando o trem parou fazendo um barulho de ferro rangendo. Ela viu as pessoas se levantarem, então fez o mesmo. Ela pegou sua mala de rodinhas e segurou com força também a sua bolsa de mão, apertando a alça com força.
Assim que ela pisou na estação, sentiu algo de diferente como se estômago quisesse sair de seu corpo. De repente, Lucy ficou com medo da nova vida que iria começar a levar, sem seu pai, sem sua mãe, ou algum dos criados que cuidaram dela por algum tempo.
Agora, dali para a frente, ela estava sozinha!
Ela mordeu se lábio inferior com força, sentindo seus olhos arderem e ela querer chorar.
Ela balançou a cabeça e se encaminhou para a saída da estação, em direção da cidade. Dentro de alguns instantes ela estaria vivendo sua nova vida! Era um tanto estranho e ao mesmo tempo deixava Lucy com medo do que ela poderia encontrar, mas ela havia escolhido seu caminho, agora ela precisava trilhá-lo!
Ela desceu as escadas que levavam para fora da estação, estreitando um pouco os olhos para acostumá-los ao brilho do sol.
O sol estava quente. Ela escolheu um lugar na sombra, para descansar um pouco e pegar o papel que tinha o endereço do seu novo apartamento escrito. Assim que o achou, dentro de sua bolsa, ela leu o conteúdo e se perguntou onde ficava aquilo!
Ela teria de perguntar para alguém, mas por enquanto seu estômago roncava e ela precisava comer algo antes de passar um dia inteiro andando atrás daquele endereço. Lucy pegou suas coisas e começou a andar em qualquer direção que seus instintos mandavam.
Por mais que ela andasse, e tentasse encontrar algum lugar para comer, parecia que todo lugar que ela passava, não era o lugar certo para ela estar. Lucy estava com os pés doídos, então se sentou em um dos bancos em uma pequena praça, e gemeu de dor quando seus pés começaram a latejar.
Ela se inclinou uma pouco para massageá-los, enquanto adquiria uma careta de dor. Ela não devia ter calçado aquela sandália, agora ela estava lhe dando calos!
–Eu devia ter ouvido a esposa do Spetto-san!- Lucy falou para si mesma.
Lucy levantou o rosto com algumas mechas caindo em seu rosto, antes de ver dois homens, bem vestidos, se aproximando.
–Com licença, moça!- Um deles falou.
Lucy se endireitou no banco, demonstrando que estava ouvindo.
–Você poderia nos dar uma informação?- O outro falou.
–Se eu poder lhes darei sim!- Lucy falou com um sorriso.
–Poderia nos dizer, onde fica a rua das rosas?!- Um deles perguntou.
–Me desculpem,eu acabei de chegar não conheço nada em Magnólia...- Lucy falou, antes de ser interrompida por eles.
–Era a informação que precisávamos!
Antes que Lucy pudesse reagir, os dois homens puxaram sua mala e sua bolsa de mão, e logo saindo correndo.
–Não!- Lucy gritou, se levantando e correndo atrás deles.-Parem, essas bolsas são minhas!
Os homens olharam para trás, enviando um sorriso sarcástico para a loira, que se esforçava cada vez mais para tentar acompanhá-los. Seus pés doíam e ela estava cansada, mas ela não poderia deixar que eles levassem suas coisas, e as lembranças de seus pais.
–Segurem eles! Eles pegaram as minhas coisas!-Lucy gritou, para a multidão na sua frente.- Por favor, eles são ladrões!
Eles continuaram correndo e abrindo caminho entre a multidão, com Lucy correndo atrás deles tentando acompanhá-los, para pelo menos encontrar alguém que a ajudasse.
Eles viraram uma esquina, entrando um corredor e saíram do outro lado em uma rua de pedra dividida em dois lados por um rio que a cortava ao meio. Lucy os seguiu, sentindo seus pés queimarem a cada passe que ela dava. Infelizmente, ali havia poucas pessoas, mas o suficiente para Lucy pedir ajuda!
–Eles me roubaram, por favor me ajudem!- Ela gritou novamente desesperada.
A moça tropeçou em seus próprios pés, não conseguindo aguentar a dor que estava sentindo. Ela levantou o olhar, procurando os ladrões que tinham-na roubado, eles estavam perto de uma ponte, mas antes que pudessem atingi-la um terceiro homem os deteve.
Lucy percebeu pela postura dele, e também o fato de seus punhos estarem pegando fogo, que ele era um daqueles que sua mãe chamava de mago.
Eles socou um dos homens, fazendo cair no chão e quando o outro tentou atacá-lo eles segurou a mão dele no meio do golpe e atingiu a barriga dele, fazendo-o se curvar para frente em um urro de dor. Esse mago os empurrou pela ponte para o rio, fazendo-os cair na água.
Lucy observou os dois sendo levados pela correnteza do rio, passando por ela enquanto gritavam por socorro.
–Você está bem, moça?!- Uma voz um tanto grave perguntou ao seu lado.
Lucy desviou o olhar naquela direção. O mago que havia a ajudado estava caminhando em sua direção, carregando sua mala e sua bolsa. Antes que ele pudesse chegar, Lucy olhou para os próprios pés, constatando que eles tinha pequenas feridas abertas.
–Essa não!-Ela gemeu, encolhendo as pernas para toca as feridas.
–Não toque, só irá fazer doer mais!-O mago falou.
Lucy desviou mais uma vez o olhar para ele, no mesmo instante em que ele se abaixou ao seu lado e tocou delicadamente seus tornozelos avaliando suas feridas.
Lucy o observou, fascinada.Ele tinha cabelos rosa charmosamente desalinhados, e os músculos dos seus braços eram tão definidos que Lucy conseguia contar todos os músculos dele, o jeito que ele estava tocando seu tornozelo e o modo como ele prendia a atenção no que estava fazendo, fez ela se perguntar se alguma vez já tinha visto algo tão tentador!
Podia ser impressão sua, mas o local que ele tocava estava ficando um tanto quente!
–Seus ferimentos não são tão fundos!-Ele falou quebrando o silêncio.
Lucy não falou nada, pelo contrário ela se sentiu perder a respiração quando ele olhou-a nos olhos.
–Você é uma turista, não é?!-Ele perguntou curioso.
Eram cor de ônix! Escuros e esféricos, e penetrantes de um modo agradável, aqueles olhos fizeram Lucy relaxar de uma maneira inexplicável.
–Eu...eu acabei de me mudar!-Ela falou, desviando o olhar.- Na verdade, acabei de chegar!
–Isso explicar o por quê daqueles caras está atrás de você!-Ele falou, com um sorriso de lado.
Lucy sorriu também.
–Acha que consegue ficar em pé?!-Ele perguntou.
–Sim,eu consigo!-Lucy respondeu.
Ele estendeu sua mão para ajuda-la a se levantar, e Lucy segurou-a enquanto com a outra se apoiava no chão para ganhar impulso.
Agora que ela estava de pé, Natsu conseguiu vê-la bem melhor. Quer dizer, ele tinha visto-a gritando por ajuda enquanto corria atrás daqueles patifes, mas agora era diferente! Natsu estava olhando dentro dos olhos dela, e se perguntando se os anjos tinham perdido algum parente!
Os cabelos cor de ouro estavam um tanto despenteados, mas a inocência que aqueles olhos castanhos enormes lhe transmitiam, dava vontade de abraçar aquela mulher na sua frente com tamanha força e nunca soltá-la.
A pele branca e macia, despertando nele um desejo que ele nunca sentira por nenhuma outra mulher, e a voz suave e melodiosa faziam tê-lo devaneios impuros.A cintura fina, que ele se perguntava se ela era de verdade e os seio tão grandes que os botões da blusa que ela usava só faltavam saltar!
E também tinham aqueles lábios rosados, perfeitamente encaixados no queixo estreito que combinava com o nariz fino e bem desenhado que ela possuía.
Ela era perfeita!
De um modo que estava fazendo o coração dele bater descompassadamente!
Ela se levantou com a ajuda dele, e passou a mão livre pela saia limpando-a, antes de olhá-lo.
–Obrigada!-Ela falou, timidamente.
Natsu piscou por alguns instantes, saindo do transe em que se encontrava.
–Obrigada, pelo o quê?-Ele perguntou.
–Por recuperar minhas coisas!-Ela continuou.- Meu dinheiro estava todo ali dentro, se eu perdesse seria uma tragédia!
Natsu adorava ouvir a voz dela!
–Não precisa agradecer!-Ele falou.
Ele estava embriagado pela garota na sua frente.
Ela sorriu de um jeito constrangida, antes de abaixar o olhar. Natsu seguiu o olhar dela, se dando conta que ele não havia soltado a mão dela. Ele não queria soltar, mas contra a própria vontade ele soltou a mão dela. Seria algo estranho um cara completamente desconhecido ficar segurando a mão de uma mulher, também desconhecida!
Ela continuou com um sorriso sem graça, e recolheu a mão com certa timidez e apertou-a contra a lateral do corpo.
–Eu preciso ir, agora!-Ela falou, passando por ele em direção as suas coisas.
Natsu se virou devagar para olhá-la.
–Você veio visitar alguém em especial?-Ele perguntou, cruzando os braços.
–Eu vim morar aqui!-Lucy comentou, jogando a bolsa nos ombros.
–Então, você já esteve em Magnólia?
–Não!-Ela respondeu, puxando a alça da mala.-Por isso tenho de ir logo, para encontrar meu apartamento!
–Talvez eu possa te ajudar!-Natsu se ofereceu.
Ele estava torcendo para que ela dissesse que queria a ajuda dele, passar mais alguns minutos ao lado dela pareciam ser um minuto no céu.
Lucy por outro lado se mostrou meio incerta.
Ela não conhecia ele, e apesar dele ter a ajudado, ele ainda podia ser um maníaco que estuprava meninas indefesas, como ela!
–Bem, eu...a gente nem se conhece...então, eu acho...
–É mesmo!-Natsu falou rindo.-Meu nome é Natsu Dragneel!
Ele estendeu a mão para ela.
–Lucy Marie!-Ela respondeu, apertando a mão dele.
E naquele pequeno gesto parecia que os dois estavam interligados de alguma forma. Lucy sentiu um formigamento subir por seu corpo, enquanto Natsu sentiu uma vibração forte quando tocou-a novamente.
Natsu não acreditava em amor a primeira vista, até mesmo seu primeiro relacionamento havia se desenvolvido desde sua infância, mas aquela garota tinha algo que era uma espécie de imã para ele. Ela tinha algo de especial!
–Seu nome é diferente!-Lucy comentou, quebrando o silêncio e puxando sua mão.
–É o que todos dizem!-Natsu concordou com um sorriso.
Lucy sorriu, antes de olhar para o chão.
–Então, onde é seu apartamento?-Natsu perguntou.
Lucy o olhou alguns instantes tentando assimilar o que ele disserá, antes de pegar o papel com o endereço em sua bolsa.
–Eu iria sair perguntando até encontrar o lugar certo!-Ela falou, enquanto ele analisava o papel.
–Não é muito longe daqui, -ele falou instantes depois,- é no final dessa rua antes do rio acabar!
–Eu estava tão perto assim, e nem me dei conta?!
–Você é nova por aqui, vai se acostumar logo com os endereços em Magnólia!- Natsu falou com um sorriso, entregando o papel de volta para ela.
Ela pegou o papel de volta, dobrando-o e guardando na bolsa.
Os dois começaram a caminhar lado a lado, Lucy ia um pouco mais atrás sendo que ela estava seguindo Natsu. Os dois atravessaram a ponte, onde minutos atrás Natsu tinha nocauteado aqueles caras, com os punhos em chamas.
Punhos em chamas!
–Escuta, Natsu!-Lucy chamou. Ela deveria saciar aquela dúvida que a corroía desde o momento em que o tinha visto.- Quando você bateu naqueles dois caras...
–Você quer saber por que eu não me queimei, não é?!- Ele concluiu.
Lucy olhou curiosa para ele.
–Já ouviu falar da Fairy Tail?!-Ele perguntou.
–Sim! É a guilda mais famosa de Fiore, inclusive a sede dela é aqui em Magnólia!-Lucy falou animada.
–Eu sou um mago da Fairy Tail!-Natsu falou.
Lucy o olhou novamente, curiosa.
–Sério?!
–Eu sou o Salamander!-Ele respondeu, debochando do próprio apelido.
–Você é que faz todas aquelas destruições, e vive na mira do conselho?-Lucy perguntou, admirada.
Natsu riu da surpresa expressa na voz de Lucy.
–Eu estava pensando em te deixar entrar no meu apartamento, mas agora eu não sei se é uma boa ideia!-Ela falou baixinho.
Mas Natsu riu, demonstrando que tinha ouvido cada palavra que a loira havia dito.
–Eu não vou destruir seu apartamento!-Ele falou.
–E se você o destruir por acidente?-Ela perguntou.
–Eu posso construir outro bem melhor para você!-Ele respondeu, se virando para olhá-la.
Lucy sorriu para ele, e Natsu retribuiu. Naquele momento, parecia que os dois estavam se comunicando por olhar, que nenhuma palavra era necessária para completar cada gesto que eles estavam fazendo.
Foi em silêncio que Natsu levou Lucy até seu apartamento, e depois ajudou-a a carregar a mala pelas escadas.
Natsu saiu do apartamento dela, mas ficou com a imagem da loira em seus pensamento, por um instante parecia que ela havia entrado em sua vida para muda-la, mas ao mesmo tempo parecia que algo maior envolvia aquela garota.
Natsu olhou para trás, se deparando com Lucy observando-o da janela, ela pareceu perceber que ele havia olhado, então entrou rapidamente. Natsu sorriu por saber que ela havia olhado. Agora era seguir seu caminho, mas ele não deixaria seus pensamentos voarem para longe da loira, por um bom tempo!
Notas finais
E comentem por favor!!
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