A Magia Grega
6 O céu colorido
Notas iniciais
David e Jade estavam andando em silêncio, por uma rua deserta, repleta de árvores.
– Aonde você está pretendendo ir? — Jade estava com um rosto de quem falaria "que tédio".
– Bom, ahn... — David hesitou, — Eu não sei. Você sabe aonde pode ter uma caverna escura com um céu colorido e ... ?
David sentiu uma angústia. Ele não sabia onde ele estava indo,mas também, pra onde ele iria? Ele tinha que salvar uma deusa! E, eles aí passeando por estradas desertas. Ele se sentiu incompetente, por um momento, se sentiu arrependido de pegar essa missão. E se ele fracassasse? O que diriam dele?
- Segure minha mão — murmurou Jade.
David fitou-a. Mas acabou segurando a mão dela.
- Pra aonde vamos? — O cabelo de Jade se balançou com o vento.
A barriga de David roncou, e Jade deu um sorriso.
- Certo, vamos pra alguma lanchonete.
Ele ficou tonto. Tudo ficou embaçado ao seu redor. Pensou que tinha desmaiado, mas logo em seguida, quando abriu os olhos eles já estavam em outro lugar. Viu de longe uma placa que dizia: Três Vassouras.
- Aonde estamos?
- Em Hogsmeade é óbvio.
Tudo parecia tão.. estranho para David. As pessoas andavam com capas, seguravam varinhas, algumas levavam uma pilha de livros, outros caldeirões..
- Beco.. oquê? -David agora tava mais confuso que seu avô. E olha que seu avô era muito confuso.
- Diagonal! Vamos pedir uma cerveja amanteigada! É uma delícia!
- Vocês podem beber cerveja? Isso não faz mal pro cérebro das pessoas menores que 18 anos?
Jade riu.
- Não sei do que você tá falando.
- Eu também não sei oque você tá falando. — murmurei. Mas Jade nem ouviu. Puxou-o pelo pulso em direção à Três Vassouras. Ao entrarem lá, Jade pediu duas cervejas amanteigadas. Quando elas foram servidas, Jade já estava tomando. — Toma isso logo — Ela olhou-o com um olhar de "você está desperdiçando a coisa mais boa do mundo" — Não é ruim.
David levou a cerveja amanteigada à boca. Foi a bebida mais boa que ele tomou. Era simplesmente.. Uma Delícia. Ele tomou tudo.
- Ahn, não dá pra levar uns litros dessa cerveja pra viajem ? — Falou.
- Claro, é só pedir pra Madame Rosmerta — Ela se levantou e foi falar com uma mulher que deveria ser Rosmerta. Voltou dois minutos depois com 3 garrafas de cerveja amanteigada.
Passado um tempo, eles decidiram que deveriam levar comida também. Passaram numa loja que se chamava Dedosdemel e saíram de lá carregados de doces.
Jade falou que tinham que desaparatar, oque David achou que era aquela coisa estranha que ela fazia pra mudar de lugar sem andar. Sentiu-se tonto, e tudo à sua volta ficou turvo de novo. Eles acabaram num lugar cheio de montanhas. Já era umas 4 horas da tarde. David se preocupou em aonde iriam dormir.
– Não esquenta! — Jade falou depois de David perguntar aonde passariam a noite — É só eu instalar essa barraca.
Jade instalou a barraca em um minuto, com certeza ela tinha usado a magia.
- Vamos! Entra logo! Tá ficando frio aqui fora — Seus lábios estavam tremendo, oque deixou David com uma vontade de abraçá-la.. ele queria aquece-la, quase desejou que não houvesse barraca, assim eles poderiam passar toda a noite abraçados. Mas, claro, ele mudou de ideia quando ele entrou na barraca.
- Uau! Isso é uma casa inteira!
Ela fungou e se sentou no sofá.
David largou suas coisas num canto e sentou ao lado dela. Ele ficou olhando-a, como ela era bonita... e carinhosa, e gentil, e linda de novo, e amigável, honesta, e...
- AAAAA! MATA! MATA! MATA! — Ela tava apontando pra um besouro no chão. Ela se agarrou a David. Ele pulou num estante e matou o besouro.
- Você não podia usar sua varinha pra isso? — Resmungou David.
- Porque eu a usaria? Eu tenho um semideus aqui, o filho de um Deus! Eu tenho um herói bem aqui no meu lado, e você me pergunta porque eu não usei minha varinha?
David corou.
- É, bom, aã... — gaguejou.
- Não precisa gaguejar.- Ela riu.
Eles conversaram e comeram algumas horas.
- David, já é noite, bom eu acho que vou dormir.
- Ok, eu vou ficar cuidando aqui, vai que um monstro apareça. Eu estarei lá fora. Dê um berro se outro besouro aparecer — Ele soltou uma risadinha e foi pra fora da barraca segurando a sua espada.
Ao sair da barraca, ele levou um susto. Bem aonde eles estavam, o céu estava colorido, o lugar era sombrio. Ele estava no lugar do seu sonho.
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