A Mão Direita Do Dragão

1 O renascer de uma alma


Deuses aqueles malditos que só pensam em guerras e em seus interesses próprios, nos fazem lutar todos os dias contra outras raças como elfos que conseguem manipular magia ou as bestas que tem uma força impressionante. Nós humanos somos a raça mais fraca entre todas elas, mas também somos a mais traiçoeira e a única que merece ser destruída.

Enquanto os elfos se preocupam em construir um lugar melhor pela sua magia os humanos estão sempre brigando entre si e arrumando guerras contra outras raças superiores. Todas as raças receberam um território igual. Mas nós os apostamos a cada guerra, que desperdício.

E aqueles deuses malditos que criaram as raças apenas se divertem com tudo isso. Uma vez por ano é escolhido cinco pessoas para representar seu país e ir à luta contra os outros, é o único evento em que esses ‘’deuses’’ querem participar, apenas para, tentar matar os outros e beberem o sangue delas.

Minha família foi destruída por causa de todas essas guerras, meu próprio pai nos traiu. Foi em um dia chuvoso e eu lembro como se fosse ontem, até mesmo as marcas ainda continuam.

Flashback: Guerra três anos atrás.

-Pai e verdade que você está indo para essa guerra? Eu perguntei

-Sim! Ele respondeu bem animado.

-Porque está indo? È uma guerra sem sentido nenhum! Eu respondo.

-Do que está falando nós ganharemos mais lugares para morar se vencermos. Meu pai fala otimista.

-SEU IDIOTA!NÃO VÊ QUE PODERÁ MORRER EM VÃO SE FOR? Eu grito irritado.

-Eu não irei morrer! Ele fala como se já houvesse ganhado aquela guerra.

-Se você quer ir então vá! Mas se morrer eu nunca irei te perdoar!

-Entendido!

Meu pobre eu não sabia oque tinha atrás daquele rosto maldito...

Cinco dias depois meu pai voltou para casa com três soldados. Eu estava limpando os fundos da casa até que ouvi o grito da minha mãe e minha irmã. Meu pai tinha matado todos os vizinhos e estava com uma cara muito feliz, como se ele quisesse fazer aquilo desde o começo.

-Eu disse que iria para a guerra não foi? Bom eu já voltei, e trouxe alguns amigos para brincar vamos venha aqui meu filho! Ele falava calmamente.

Corri como se não houvesse amanhã e deixei tudo de lado. Após algumas horas voltei para ‘’casa’’ para pelo menos enterrar meus falecidos parentes. Eu jurei procurar por aquela maldita pessoa que um dia chamei de pai, eu jurei vingança por todos os parentes e amigos que perdi naquele fatídico dia.

Depois de enterrar meus parentes e me despedir dos meus ‘amigos’ voltei para casa e arrumei uma mochila com algumas roupas, comida e dinheiro, eu preciso arrumar outro local para ficar já que não e seguro ficar naquela cidade.

Segui para a cidade mais próxima ao leste, o caminho em que peguei era bem longo, por sorte, ou azar havia uma pequena floresta no caminho onde eu poderia ‘’descansar’’ meu corpo. Comecei a marcar as arvores para caso me perder continuar seguindo ao leste.

Encontrei um pequeno rio onde poderia descansar um pouco, me parecia um bom lugar para ficar e passar a noite. Por sorte nada de ruim aconteceu. Logo após acordar percebi que estava ficando sujo e cheio de poeira, então aproveitei aquele pequeno rio para tomar banho e lavar minhas roupas. Vesti-me com uma camisa preta e uma calça azul que combinava bem comigo, eu sempre gostei de preto.

Já estava perto de dar 11h00min AM e decidi voltar a caminhar seguindo as marcas que deixei. Para a minha surpresa não havia muitos animais por ali, apenas algumas moscas, borboletas, e algumas aranhas, era bem estranho que só havia insetos.

Voltando a estrada eu me deparei com alguns mercadores, é incrível como todos tentaram me passar à perna me oferecendo comida de uma qualidade péssima e armas enferrujadas que quase comprei por que se pega em alguém e tétano na hora. (brincadeira)

Algum tempo depois eu cheguei à cidade que para a minha surpresa havia dois guardas no portão, um elfo e uma besta. Assim que cheguei eles abriram o portão e me disseram que esta era uma cidade ‘’mista’’.

Eu não acreditei muito, mas estava cheio, bestas e elfos. Voltei ao guarda e perguntei o motivo, ele apenas me disse.

-Esta é uma cidade que pode ser habitada por todas as raças, mas não há muitos humanos por aqui.

Voltei à cidade e quase todos foram gentis comigo e me explicaram como funcionava esse sistema de cidade. Mas senti que ainda havia um pequeno preconceito, não era de se espantar já que os humanos são traiçoeiros e a pior raça.

Aluguei um quarto em uma hospedaria para ficarem alguns meses e tratei de arrumar um trabalho rapidamente, mas não encontrei nenhum que me agradasse, somente os ferreiros pareciam fazer um trabalho complicado então decidi me tornar um aprendiz de ferreiro. Sempre gostei de desafios então pra mim isso poderia ser útil no futuro.

A única loja que decidiu me contratar foi uma pequena formada por um pequeno grupo de dois elfos e uma besta.

Enquanto a besta fazia o trabalho mais pesado os elfos usavam sua magia para estender a durabilidade das armas, eu não podia fazer muita coisa então fiquei apenas observando por um tempo, tive varias tentativas frustradas, mas a cada vez eu melhorava nas horas vagas, eu pegava uma espada e ficava treinando para vingar a morte de minha família. Até que um garoto com um capuz veio até mim e me perguntou: ‘’ Você quer poder? Ou será que vingança? Ou os dois?’’ Ele me perguntou com um sorriso no rosto , fiquei meio inquieto com aquelas palavras. Parecia que ele sabia do meu passado.

Em minha mente as palavras daquele garoto ecoavam, e meio sem querer eu disse ‘’ Eu desejo o poder para vingar todos os meus amigos e parentes’’ Logo após eu apaguei e quando acordei, e vi aquele garoto mais uma vez...

Notas finais
http://socialspirit.com.br/shadow0020
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.