A Máfia
6 Capitulo 6 - A Proposta do Diabo
Jacob procurou Alec por toda a propriedade até avistá-lo nos jardins, encostado em uma árvore, braços cruzados. Respirou fundo e caminhou até ele com passos duros. Ao sentir a presença do moreno, Alec abriu os olhos com desdém.
— Me diz o que passa pela sua cabeça, garoto? — Jacob questionou, arregaçando as mangas da camisa.
Alec sorriu de canto.
— A loirinha… ops, Renesmee.
Jacob trancou a mandíbula e acertou um soco violento no nariz já enfaixado do rapaz. O estalo seco do osso quebrando ecoou junto ao grito de dor.
— Você quebrou meu nariz! — Alec caiu no chão, pressionando o rosto ensanguentado.
— Você é bem observador — ironizou Jacob, antes de chutar com força o estômago dele.
Alec rolou na grama, cuspindo sangue. Jacob o agarrou pela nuca, levantou-o e bateu sua cabeça contra o tronco da árvore. O rapaz caiu novamente, agora com um corte aberto na testa. Jacob ainda lhe desferiu alguns socos antes de se afastar.
— P-para… p-por favor… — Alec implorava, gemendo.
Jacob sacou a arma e pressionou o cano contra a testa dele.
— Escuta bem. Se você se aproximar da Renesmee de novo, eu não vou hesitar. Uma bala bem aqui. Estamos entendidos, Volturi?
Alec tossiu sangue e assentiu, apavorado.
— S-sim…
— Ótimo.
Jacob guardou a arma e se afastou. À porta da mansão, alguns observavam a cena com expressões tensas. Carlisle aproximou-se.
— Você me dá trabalho, Jacob — comentou, com um meio sorriso.
— Se ele não sobreviver, manda o corpo de presente pro pai — respondeu Jacob, frio.
Carlisle riu baixo. Manter Alec vivo não seria um problema.
Jacob estava prestes a entrar quando o celular tocou. Número desconhecido. Encostou-se em uma pilastra e atendeu.
— Olá, Black. Quanto tempo — a voz conhecida soou do outro lado.
— Aro Volturi… a que devo a honra, seu miserável? — retrucou Jacob.
— O que anda fazendo?
— Acabei de espancar seu filho.
— Eu sei. Alec mereceu. Fugiu de casa.
— Então não me ligou pra falar da rebeldia dele, certo? — Jacob desconfiou.
— Não. Alguém aqui quer falar com você.
O silêncio tomou a ligação. Então, um choro desesperado atravessou a linha.
— Jake… Jake… amor, eu te amo…
Jacob paralisou.
— Leah…? — sussurrou, sentindo o mundo girar.
Um grito interrompeu a voz. Em seguida, a risada de Aro.
— Surpreso?
— Ela está viva? Eu vou te matar, seu desgraçado! — Jacob socou a parede.
— Antes das ameaças, tenho uma proposta.
— Fala logo.
— Quero sua nova garota. Renesmee. Em troca, devolvo a Leah.
O sangue de Jacob gelou.
— Eu não aceito.
— Você decide, Black.
A ligação caiu.
Jacob sentou-se nos degraus da mansão, atordoado. Todos se aproximaram. Renesmee ajoelhou-se à sua frente.
— Jacob… quem era?
— Aro Volturi.
— O que ele queria?
— Leah está viva.
O choque foi geral. O peito de Renesmee apertou. Medo.
— E o que ele quer em troca? — perguntou Embry.
Jacob a encarou.
— Você.
O silêncio foi absoluto. Renesmee levantou-se lentamente.
— Eu posso ir.
— De jeito nenhum — Jacob respondeu, firme.
— Eu sou treinada. Sou uma assassina profissional. Sei lidar com o Volturi.
— Eu não vou te mandar pra lá sozinha!
— Leah não sabe se defender — rebateu ela. — Eu sei.
— Não, Renesmee. Assunto encerrado.
Ela virou as costas, furiosa.
— O que vamos fazer, Jake? — perguntou Claire.
— Vou pensar.
Jacob trancou-se no escritório.
A noite caiu silenciosa. Renesmee sentou-se sob uma árvore, abraçando os joelhos, lágrimas marcando o rosto. Alec, machucado, aproximou-se.
— Oi…
— Oi.
— Me desculpa… eu fui um idiota.
— Foi — concordou ela, com um sorriso triste.
— Você está com medo — ele afirmou.
— Ela vai voltar… e eu vou perdê-lo.
— Se ele não te amasse, não teria quase me matado — disse Alec, tentando fazê-la sorrir.
— Eu vou — declarou Renesmee, decidida.
— Não vá. Meu pai é pior do que imagina.
— Eu sei me cuidar.
Ela entrou na mansão e viu Jacob no escritório, segurando uma foto de Leah, uma lágrima escorrendo pelo rosto. Aquilo foi a confirmação.
Renesmee subiu, trancou-se no quarto e deitou-se na cama, chorando em silêncio.
Ao amanhecer, ela partiria.
Nada — nem ninguém — a impediria.
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