A Luz do Amanhecer
30 Esperanças para Billy
Notas iniciais
Depois de ter falado com o Jake não consegui dormir, por isso aproveitei para falar com minha mãe e pedir desculpas pelo meu comportamento, meu pai acabou escutando e me deixou de castigo por uma semana sem computador, televisão ou qualquer aparelho eletrônico que possa me deixar sem pensar, mas em compensação fiquei sabendo que minha prima irá estudar comigo, ela começará amanhã, ou melhor, hoje, já que o sol está quase surgindo. Tenho que descobrir quem é o garoto que gosta de mim, minha mãe não me contou então terei de investigar e fazer um monte de perguntas para alguém, mas quem me ajudaria a descobrir?
- Já sei, o Jake… o Jake pode me ajudar – Uma ideia brilhante, mas como eu iria falar com ele a essas horas? Tenho certeza que ele está dormindo.
Até que num é uma má ideia, mas será que ele irá me contar? Duvido.
Fui para a sala em velocidade vampiresca, peguei uma agenda que estava do lado da cômoda, procurei o número do Jake e depois disquei o número no telefone sem fio, e já que qualquer um poderia me pegar na sala eu voltei para meu quarto.
- Alô, quem fala?
- Oi, aqui é o Billy Black, quem fala? E com quem você gostaria de falar?
- Sou eu vovô Billy
- Vovô Billy? Minhas filhas não têm nenhuma filha e que eu saiba o Jake nunca…
O interrompi antes que ele ficasse ainda mais confuso – sou eu… Renesmee… Nessie
- Oh Nessie, você nunca ligou para nós…
- Eu sei, eu não precisava usar o telefone, e confesso que essa é a primeira vez que uso o telefone, o Jake está?
- Está sim, vou chamá-lo, só um instante.
- Jake, a Nessie quer falar com você – Billy gritou. – Jake – dessa vez sua voz estava distante do telefone e mais baixa.
- Fala pai
- A Nessie está no telefone e quer falar com você
- Quem?
Me parece que ele estava dormindo, espero que ele me desculpe por estar ligando tão tarde.
- A Nessie
- Sério, ou você está brincando comigo outra vez?
- Ela está no telefone, você não vai atender, ela está esperando. – dessa vez sua voz ficou mais alta, ele estava voltando para a sala.
- Diz para ela que estou indo, só um segundo.
- Você não precisa vestir roupa para falar com ela no telefone. Anda logo, antes que ela desligue. – Escutei alguns passos e alguém pegou o telefone. – Nessie ele vem daqui a pouco.
- Okay
Passaram-se uns cinco minutos e finalmente escutei mais alguns passos, provavelmente eram de Jake.
- Alô, Nessie?
- Tu tu tu – não aguentei e comecei a rir. – Oi Jake.
- Me desculpe a demora, eu estava…
- Não precisa terminar, você é muito moderno, vestindo uma roupa para atender um telefonema.
- Sei que isso não faz o mínimo sentido, mas me dê um desconto, acabei de acordar.
- Tá bom Jake, mas isso não faz você menos louco.
- Eu sei, mas o que você queria falar comigo?
- Eu estava sem sono e resolvi te ligar
- Então você queria compartilhar sua insônia comigo?
- Na verdade eu gostaria de te perguntar uma coisa. E como eu não havia conseguido dormir, então resolvi te perguntar agora.
- Pode perguntar o que você quiser.
- Jake, minha mãe disse que um garoto gosta de mim, na verdade me ama, você sabe quem é ele?
Ele tossiu um pouco como se estivesse engasgado, mas passados um minuto ele parou – Na verdade eu sei quem é ele sim.
- E quem é?
- Eu!
- Ah você Jake? Eu sei que você me ama como um irmão, então não vale.
- Te amo muito mais do que um irmão – ele falou superbaixo, por isso acabei não entendendo.
- O que você disse? Não entendi nada, você falou muito baixo que eu acabei não escutando.
- Eu disse que sou mais chato do que um irmão.
- Não é pra tanto, você é chato no limite.
Ficamos uns minutos sem falar nada um para o outro, escutando só os ecos que vinham de fora das casas.
- Então, quando vocês virão para Forks?
- Eu realmente não sei, por que você não vem nos visitar?
- Não posso, se fosse tão fácil assim eu iria para aí agora.
- E se eu tentasse ir aí, meu pai me deixaria de castigo por mais um tempão.
- Como assim por mais?
- Ele me deixou de castigo por eu ter brigado com minha mãe, mas é só por uma semana sem nenhum aparelho eletrônico, ou seja, ficarei sem televisão, computador, sabe essas coisas assim.
- Até mesmo sem telefone?
- Sim, estou falando escondido com você.
- Como é possível enganar vários vampiros que estão dentro de uma casa?
- Não sei, e estou surpresa por até agora eles não terem vindo ao meu quarto pegar o telefone.
- Então é melhor você desligar, antes que um deles a pegue.
- Não arrume desculpa para ir dormir.
- Eu gostaria de conversar com você até a luz do amanhecer surja.
- Está bem, até a luz do amanhecer.
(…)
E assim foi, conversamos até o raio de sol surgir na margem do horizonte, falamos sobre várias coisas, e uma delas foi sobre a escola. Tive que devolver o telefone, e foi nessa hora que minha mãe me pegou, mas ela prometeu guardar segredo quando soube que eu estava falando com o Jake no telefone.
POV. JACOB
Meu pai me acordou antes que o dia raiasse, achei que estava acontecendo alguma coisa, pois ele nunca me acordou a essas horas, mas daí veio a noticia, Nessie queria falar comigo, mas não gostei de quando ela me perguntou quem era o garoto que a ama, pois bem eu falei que a amo só que ela tem que crescer um pouco mais para entender o que realmente é o amor que sinto, e outra coisa que não me agradou foi o Edward tê-la deixado de castigo por uma semana usar o computador para falar comigo, primeiro ele roubou a Bella de mim e agora quer tirar a única coisa que me faz ter existência neste mundo, quer retirar a garota que amo, ele sabe de como eu penso quanto a ela, de como eu a amo, e que eu não consigo viver sem ela.
Peguei qualquer coisa que estava perto de mim e joguei na parede, nesse caso, joguei um vaso que minha irmã Rebecca deu ao meu pai.
- Droga! – Gritei muito alto.
Alto o bastante para acordar meu pai. – O que foi isso?
- Não foi nada.
- Por que você quebrou meu vaso? Seu irresponsável, só foi a Nessie ir embora para que você começasse com esse comportamento, você não sai de casa mais, fica só nesse computador idiota que aqueles Cullens lhe deram, você é membro de uma alcateia e não pode viver como se o mundo lá fora tivesse sumido do nada – ele segurou meus ombros e começou a me chacoalhar. – Jacob Black eu não te criei para ser um cara responsável com os compromissos que você assumisse e não para ser um largado, reaja. – Ele soltou meus ombros e ficou ao meu lado.
- Já chega, você sabe como eu me sinto sem o amor de minha vida aqui, se ela não está aqui por que eu tenho de fazer alguma coisa? Quero morrer e que seja agora, não preciso desta vida sem ela do meu lado.
- Sei que ela é seu imprinting, e ninguém pode mudar isso, mas você tem de começar a fazer alguma coisa, tem de sair com seus amigos, você sabe que de qualquer jeito ela vai ser sua, ela nasceu para viver com você, mas olhe o jeito que você está, você não faz sua barba a muito tempo, você não tem se cuidado, você acha que quando a Nessie vir te ver gostará de te ver assim, um cara barbudo que nem ao menos sai de casa para se divertir. Ela está se divertindo lá e você que fica como um parasita aqui?
- Está bem, eu vou voltar a sair com o Sam e seu bando, vou até para algum lugar, se for assim que você queira.
- Você fará bem meu filho, eu só não saio muito, pois essa cadeira de rodas me impossibilita, mas se eu pudesse eu sairia sempre e arranjaria umas garotas para sair. Agora vou voltar a dormir, e você pode limpar essa sujeira.
- Pai, espere…
- Sim?
- E se tivesse um método para que você pudesse voltar a andar, só que muito perigoso você aceitaria?
- Se fosse para que eu voltasse a mexer minhas pernas só por um minuto, sim eu aceitaria qualquer coisa. – E ele voltou para seu quarto.
Será que meu pai seria capaz de se transformar em um vampiro para voltar andar? — Agora somos só eu e você, sua mente ardilosa.
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