A Luz Entre As Trevas
11 Na escola.
Notas iniciais
Não era uma cena típica. Ichigo Kurosaki chegando acompanhando e ainda com uma garota e uma garota bonita? A cara de poucos amigos era a mesma, mas com certeza alguma diferente ele tinha. Quando ela chegou foi rapidamente assediada pelos novos alunos e ela esqueceu-se completamente do ruivo que a aturara todo o caminho, nas palavras dele, até a escola. Cumprimentou quem deveria ser cumprimentado e sentou-se em seu lugar habitual.
Depois das apresentações formais, a turma ficou surpresa ao saber que aquela pequena menina doce frágil bonita simpática adorável – adjetivos demais para aquela garota – era a priminha do Kurosaki recém-chegada à cidade e que ficaria na casa dele por um período indeterminável – essa parte realmente o assustou – quanto tempo ela ficaria na sua vida? Já estava arrependido por ter permitido tal situação.
A aula seguiu-se normalmente. Rukia que se sentou a frente dele desistiu de puxar assunto já que o mesmo fazia questão de ignorá-la – seria uma vingança pelo o que aconteceu pela manhã? Mas se ele não queria conversa ela que não iria se humilhar para conseguir.
Murmúrios a cerca dos dois começaram – Kurosaki é um idiota! Como pode ser tão indiferente com a sua prima? – Nossa, a nova aluna é muito linda, não acredito que seja parente daquele Kurosaki – Imagina como é morar na casa de alguém tão antipático? Tenho pena dessa garota, ela me parece ser tão boazinha. – E os comentários não pararam. Não quer a turma estivesse fazendo de propósito, mas sim, era algo novo e estranho alguém fazer parte da vida daquele ruivo insensível. De certo modo Rukia começou a se sentir mal com aquilo. Tá tudo bem que ele realmente era um duro grosso idiota marrento metido – adjetivos poucos para ele – mas não precisavam falar assim dele, afinal, ela podia dizer já que o conhecia, mas os outros não. – conhecia? Só morava com ele há um dia – só o conhecia a dois – bom, mas era esse o sentimento, que ela realmente o conhecia.
Tocou o sinal do intervalo e ela não pode fugir da investida dos alunos. Foi carregada para almoçar junto com os novos colegas. Enquanto erra levada pode ver que ele estava sozinho – iria comer sozinho? Já estava só na sala, aqui fora também? Ichigo, onde estão os amigos que você me falou? – ao lembrar-se disso sentiu-se triste. Talvez, aquelas palavras provocantes tenham ferido o seu coração. Tomou uma decisão. Almoçaria com aquele idiota. Dispensou os amáveis companheiros de sala, mas quando voltou os olhos para onde ele deveria está o perdeu. – droga, para onde ele foi?- Voltou os olhos para o grupo que acabara de dispensar. Não seria uma boa ideia voltar e comer com eles agora. Então procurou um lugar sossegado e o encontrou. Uma enorme árvore com raízes grandes e fortes que ficavam a amostra. Serviria perfeitamente para os seus anseios. Mas, o lugar não estava só.
-Desculpe-me, posso me sentar.
-claro – a única palavra dita pelo o cara que também almoçava ali. Ele era alto moreno, cabelos curtos, porém com uma franja que cobria a metade do rosto. Não parecia ter a mesma idade que os demais, mas isso não importa. Seus olhos demonstravam muita calma, isso era um tanto quanto agradável, já que os de Ichigo sempre estavam turbulentos. – Chad, pegou-a encarando-o e ela ao notar que o encarava ficou rubra.
-Kuchiki não é?
-H-hi.
-Eu não sabia que Ichigo tinha uma prima.
-“Ichigo? Chamando com tanta intimidade... Será, será que é um dos amigos dele? Não, não pode ser, se o fosse, estariam juntos não estariam?”. Er-er que somos parentes distantes – BEM distantes – e como a minha família está passando por problemas eu vim morar aqui – mentiu descaradamente.
-Entendo. Porque está comendo sozinha?
-Bom é que... Eu não achei o Ichigo.
-Com certeza ele deve está no terraço.
-Terraço? Mesmo? Hmn desculpe a pergunta, mas você é amigo dele? – etto, que pergunta Rukia, claro que não. Eles estariam juntos se fosse assim.
-Sou.
-Quê? – ela caiu para trás.
-Algum problema?
-não é que... eu me pergunto porque vocês não estão juntos?
-Ichigo não é muito de aproximação. Eu não sou muito de falar. E quando coisas assim acontecem ele não gosta de ficar perto.
-Que coisas?
-Você deve ter percebido.
Rukia então recordou das coisas que eram faladas sobre ele durante a aula, e faladas de um modo como se o mesmo não estivesse presente e mais uma vez se sentiu mal – isso está se repetindo muito.
-Entendi. Obrigada por esclarecer. – mesmo sendo de poucas palavras foi muito útil.
-Onde você vai?
-Atrás do meu primo idiota.
Quando em fim chegou ao terraço o ruivo já havia terminado de comer. Embora estivesse espantado por ela está ali, não esbouçou isso no seu sorriso.
-O que veio fazer aqui?
-vim comer com você — agora ele não pode esconder a surpresa.
-já acabei.
-percebi. Amanhã eu chego mais cedo.
-Não quero que você venha comigo amanhã?
-E desde quando a sua vontade vale de alguma coisa para mim? Eu gostei do lugar e vou comer aqui. Se você não gostou pode procurar outro.
Como se ele fosse fazer algo do tipo. Aquele era o seu lugar era o seu refúgio. Não deixaria que uma garota intrometida o fizesse mudar de rotina.
-Hum! Eu vou continuar a vim. Ei, como descobriu esse lugar?
-Chad.
-Chad...
-Ele é um cara legal.
-É.
-Nem acredito que seja seu amigo...
-Eu disse que tinha amigos.
-Eu disse que não acreditei.
-Não ‘to a fim de discutir com você depois do almoço. Vai dar indigestão.
-Você é um grosso.
-É.
-Quê? Num vai nem tentar se defender?
-não.
-Idiota. Esquece. Vou comer de uma vez. – mal terminou de dizer e a campainha soou anunciando que deveriam retornar. – Droga! Bufou desanimada. Ichigo nada disse.
As coisas prosseguiram normais depois disso e Rukia na sala mostrava disposição embora estivesse com a barriga vazia. No final das aulas tomaram o caminho de volta para casa.
-Ei, não lembro de termos passado por aqui antes. É um atalho?
-Não.
-Onde vamos?
-Vou para um lugar.
-Quero ir para casa – ela não iria admitir, mas queria logo chegar em casa e comer alguma coisa.
-Eu estou indo em um lugar. Se quiser tanto assim vá sozinha.
-Eu não vou voltar sem você. Não se esqueça de que eu não posso ser vista e você deve me acobertar, idiota. – “esse idiota não entende que eu estou morrendo de fome?” – Ichigo a ignorou mais uma vez naquele dia, realmente ele era irritante. Cansada seguiu o ruivo a sua frente.
Pouco tempo depois chegaram a uma pequena loja. Ele entrou e ela ficou aguardando do lado de fora. Andaram mais um pouco e ichigo sentou em um dos bancos da praça. Ela fez o mesmo. Claro, que estava com raiva, estava morrendo de fome, mas ela não pediria nada a ele. Pelo visto, era isso o que ele queria e ela não cairia nesse jogo.
-O que foi? Por que tá me olhando com essa cara?
-nada. – o rosto ficou mais sério ainda.
-hum.
-“o que será que esse imbecil tá pensando?”. – foi despertada de seus pensamentos quando o ruivo emburrou-a sacola que havia trago consigo desde que saiu da loja. – o que é isso?
-Comida.
-Hmn?
-Você não almoçou. Deve está com fome.
-Eu? Eu não estou com fome eu estou bem. – o Estomago de Rukia roncou provando o contrário. A morena ficou sem graça.
-Pode ser... Mas, Yuzu tinha um compromisso e não fez o almoço hoje e ainda vai demorar um pouco para a janta. Sem contar que para você comer teremos que esperar todos irem dormir. Bom, mas se não tá com fome eu estou – fez o gesto insinuando que pegaria a sacola e foi impedido de prontidão pela morena.
-Eu quero! – falou olhando para baixo. Ele sorriu – Foi impressão, mas foi o primeiro sorriso que viu desde que se conheceram? Nossa! Era bonito! – Er obrigada.
Ficaram ali tempo suficientes para que a menina se satisfizesse e assim que terminou ele levantou e saiu andando.
-Ei, me espera – ela disse tentado alcança-la.
Fizeram todo o caminho em silêncio. Rukia ia um pouco mais atrás notando o rosto sério de Ichigo. Não parecia a mesma pessoa naquele breve instante de sorriso. O que aconteceu pra você ficar assim.
-O que foi agora? – foi pega o encarando.
-Am nada.
-Aprece-se. Ninguém pode te ver quando chegarmos a casa.
-hi.
Ela já tinha decidido. Iria descobrir o segredo daquele sorriso.
Fale com o autor