A Lua Nova é o limite

1 O inicio da primavera


Notas iniciais
Bem... É a primeira vez que escrevo algo do gênero, então não espere coisas muito boas...Estou criando essa fic porque tenho certos sentimentos presos em mim e uma amiga disse que escrever sobre eles poderia me ajudar. Então tive a ideia de passar tais sentimentos para uma história e compartilhar com os outros de uma maneira quase anônima.Essa fic vai decorrer de maneira lenta e não espere grandes reviravoltas ou coisas sobrenaturais! É apenas a história de um garoto e seus pensamentos, sobre como ele redescobre o amor e com isso a dor.Eu tenho a história inteira pronta na minha cabeça, detalhe por detalhe, mas... Eu ainda tenho que escrever então pode ser que eu poste 1 capitulo por semana, mas eu pretendo postar mais.A Narração vai variar entre 1º e 3º pessoa, dando assim mais ênfase nos pensamentos e sentimentos, ou na cena no geral. Mas pretendo fazer tal mudança apenas nas trocas de capitulo para deixar a leitura mais fluida.Espero que comentem, isso pode me incentivar e me ajudar a melhorar minha escrita(o que me ajudaria muito nos vestibulares que virão hehe), mas acima de tudo: Espero que gostem.

Tudo começa quando um garoto simples, de uma cidade ainda mais simples decide sair do seu curso de língua inglesa para aprender algo mais desafiador. Esse garoto é Dante, e a escolha foi aprender japonês! Ele não sabia no momento, mas essa pequena mudança desenrolaria em coisas que ele jamais esperaria ocorrer...

O ano se esvaia e chegamos a uma época muito especial: A virada do inverno para a primavera! A cidade era um grande centro de cultura japonesa, e todo ano ocorria um grande matsuri* que durava o mês todo. Sua escola por vez tinha uma pequena barraca no evento onde vendia marca-paginas e camisetas com escritas em japonês, e os alunos da escola eram convidados a se voluntariar para trabalhar nessa barraca para ajudar na divulgação da escola e afins... Dante sempre foi meio preguiçoso, preferia ficar em casa tocando suas guitarras e escrevendo musicas, ele sempre foi habilidoso com esse tipo de coisa e aos 13 anos já arriscava escrever musicas eruditas. Mas nesse mês em questão achou que seria interessante ir trabalhar na festa, já que alguns de seus amigos que não via a muito tempo iriam visitá-la.

No segundo ou terceiro dia de festa(Ele já nem sabia mais) ele percebe uma garota sentada sozinha na barraca de sua escola, ele já a tinha visto antes e a achado atraente. Então sem pensar muito ele vai até ela e decide dar um tímido "olá!". Dante nunca foi bom com conhecer pessoas novas, ainda mais garotas! Ele era extremamente tímido, mas o sentimento de tédio que o trabalho trazia para ele era ainda maior do que sua timidez, então ele apenas tomou coragem, se aproximou e em um tom de voz meio baixo questionou:

–A festa está meio parada hoje, não?

–Verdade, ta muito chato isso aqui!

Ele soltou uma leve e forçada risada e foi ao que importava.

–Eu sempre te vejo no gakko**, você faz no mesmo horário só que em uma turma iniciante, né? Como você chama?

–Alexia, não esqueça esse nome.

–Pode deixar senhorita, não esquecerei.

Dante sempre teve uma pequena mania de chamar a todos com pronomes de tratamento formais, ele -e somente ele- sempre achava isso engraçado e elegante...

–Senhorita? Pode falar "você" mesmo... Mas então, ta afim de dar uma volta? Isso aqui ta meio parado mesmo, não vão sentir nossa falta.

–Parece bom.

E quando Dante piscou seus olhos aquela garota já o tratava como se fossem amigos de infância, destruindo qualquer ideia de 'algo mais' que ele queria ter com ela. Mas ele não se importava mais, visto que no meio do passeio Alexia puxara um maço de cigarro e acendera um. Dante nunca gostou de garotas que fumavam, ainda mais por causa da sua alergia e seu frágil sistema respiratório.

Então, entre conversas e mais conversas a hora passou e o expediente já estava para acabar, então a garota faz a seguinte proposta:

–Ta afim de ir no McDonald's?

Na pequena cidade onde eles se encontravam, a lanchonete era um dos poucos lugares onde as pessoas podiam sair, se encontrarem e passarem o tempo.

–Passamos lá em casa e eu chamo minha amiga pra acompanhar a gente.

Dante parou por um instante e olhou bem para o rosto de Alexia. Ele nunca entendeu pessoas extrovertidas, para ele, ela estava fazendo algo totalmente errado chamando um garoto que ela acabara de conhecer para ir em sua casa e depois andar pelas ruas escuras praticamente sozinhos, "eu poderia ser um estuprador, sabia?" ele pensava.

–Ei Dante, ouviu o que eu disse?!

–Hã? Ah sim, claro! Por que não?

Notas finais
*matsuri: Festival japonês.**Gakko: Palavra em japonês para 'escola'. Os alunos do curso de Dante sempre chamavam a escola assim, ele não era uma exceção.