A Lua De Mel

1 Capítulo Único


Notas iniciais
À pedido de Feiticeira de Endor, escrevi essa One-Shot para contar como foi o primeiro dia da lua de Mel de Aang e Katara... espero que gostem...

Aang e Katara viajavam no Appa em direção a um lugarzinho chamado Ilha Hibua, na nação do fogo. Zuko havia lhes concedido uma casa próxima do mar e seria ali que passariam a próxima semana, em lua de mel.

O dia já estava indo embora e faltava ainda cerca de dez minutos para que eles finalmente chegassem. Aang se levantou de onde estava, guiando Appa, e então se aproximou de Katara, que estava recostada na cela.

– Eu estou entediado. – falou ele e se sentou ao lado da mulher.

– Só você? – perguntou ela e fechou os olhos.

– Sinceramente, eu achei que seria mais rápido.

– Mas o importante é que já estamos chegando. – falou Katara e então tocou no rosto do marido. – Você está deixando a barba crescer?

– Eu me esqueci de fazer. – falou ele e tocou a cabeça. – E não foi só a barba não, a cabeça também. – Katara passou a mão na cabeça de Aang e sentiu os cabelos começando a crescer, então sorriu.

– Eu sinto falta dos seus cabelos, mas já me acostumei a te ver sem eles.

– É uma tradição dos monges raspar a cabeça, significa que não temos apego. É uma renuncia a vaidade e o cultivo da simplicidade.

– É bom ouvir você falar, eu aprendo muita coisa das tradições do seu povo. – Katara sorriu e Aang a beijou. – Você já pensou em reconstruir o que a nação do fogo destruiu? Quero dizer, juntar algumas pessoas que queiram seguir as tradições e criar, de novo, os monges do ar? Você poderia passar a cultura à diante.

– Não seria a mesma coisa, Katara. – Aang ficou triste. – Eu sou o único dominador de ar do planeta e quando os templos ainda eram habitados, todos, sem exceções dominavam o ar. Eu ficaria sozinho.

– Lembra do que Roku falou? – Katara corou. – Você não será o único por muito mais tempo. Vale a pena pensar em reconstruir o seu povo.

– É, você pode ter razão. – Ele olhou a esposa e sorriu. Appa rosnou. – Ei, chegamos.

O bisão nivelou e então pousou. O avatar ajudou Katara a descer e então descarregou.

– Nossa, que casa linda. – falou ela ao entrar. – Zuko e Mai devem ficar sempre por aqui, está super arrumado.

– É verdade. – falou Aang e largou as coisas no chão, fechou a porta e então abraçou Katara. – Mas não viemos aqui para olhar a arrumação da casa. Estamos em lua de mel. – A jovem corou e Aang a beijou. Ele segurou Katara nos braços e seguiu na direção das escadas, no andar de cima ficavam os quartos. Porém, antes de subir a campainha toca.

– Quem pode ser? – Falou Katara.

– Não sei, é melhor dar uma olhada. – Aang colocou a jovem no chão, pegou o planador e seguiu até a porta, quando abriu, deu de cara com uma mulher que o olhava aterrorizada.

– Avatar, eu sei que acabou de chegar, mas, por favor, me ajude.

– O que aconteceu? – perguntou ele e Katara se aproximou.

– Eu me chamo Lien. – respirou fundo. — Meu filho e meu marido saíram hoje cedo para pescar, mas até agora não chegaram. – Ela começou a chorar. – Eu tenho medo de haver acontecido alguma coisa com eles.

– Não se preocupe, eu vou trazer seu marido e seu filho de volta. – falou Aang.

– Eu vou com você. – falou Katara e os três correram na direção de Appa.

– Ypi, ypi. – falou Aang e o bisão levantou vôo.


...



Aang, Katara e Lien, estavam já voando a mais de duas horas e a noite finalmente chegou.


– Não consigo ver nada daqui de cima. – Falou Aang.

– Nem eu. – falou a dobradora de água.

– Katara, eu vou voar próximo do mar e vou fazer um sinal de fogo para que vocês possam me seguir. Qualquer sinal deles, eu aviso.

– Está bem. – falou Katara e sentou no pescoço de Appa, Aang então pulou da cela do bisão e abriu o planador.

Seguiram assim por um tempo: Aang estava dominando o fogo em uma de suas mãos para servir de guia para Appa, Katara e Lien, até que finalmente ele avistou duas pessoas boiando em cima de um pedaço de madeira. Aang, rapidamente, subiu até onde estava sua esposa e então os levou até os homens. Eles permaneciam desacordados, haviam engolido muita água.

– Coloquem eles aqui. – falou Katara e então o avatar obedeceu. Ela dominou a água de dentro de seus pulmões e então as puxou para fora, fazendo os dois tossirem e acordarem.

– Graças a Deus. – falou Lien e abraçou os dois. – Muito obrigada aos dois, vocês salvaram o que tenho de mais importante, minha família.

– Por nada. – falou Aang e todos então voltaram até a ilha, mas assim que chegaram, tiveram uma grande surpresa.


...



Alguns meteoros haviam atingido a ilha e alguns lugares estavam completamente em chamas. O jovem avatar deixou os três passageiros extras em terra e seguiu com Katara para tentar apagar o fogo.


– Só pode ser brincadeira. – falou ele e então, Appa pousou em uma praça. – Katara, ajude as pessoas a saírem de perto do fogo, eu vou apagá-lo.

– Vê se volta bem para mim, ta? – falou ela e sorriu.

– Não se preocupe comigo. – falou ele. – Ypi, Ypi.

Aang sobrevoou o oceano e então dominou uma enorme quantidade de água e seguiu para o centro da ilha. Ele respirou profundamente e suas tatuagens e seus olhos acenderam, ele havia entrado em estado avatar.

O jovem colocou a água em sua frente, inflou os pulmões e então assoprou. A água que estava sendo dominada por ele, se espalhou por toda a ilha em formato de neve e assim, todos os focos de incêndios se apagaram simultaneamente. O lugar todo parecia haver se transformado no pólo sul.

Appa ganhou altura e depois passou por perto de Katara e Aang a ajudou a subir.

– Espero que agora tenha acabado. – falou Katara e abraçou Aang pelas costas, até que ouviu um grito alto de uma mulher no meio da floresta. – Eu e minha boca grande.

– Já que estamos na chuva... vamos nos molhar de uma vez. – falou Aang e seguiu na direção do grito. Ao pousar, percebeu que dois rinocerontes-de-Komodo haviam cercado duas mulheres e estavam prontos para atacar.

O avatar mal havia chegado, pulou do bisão e já caiu atacando os dois animais com uma rajada de vento fortíssima que os empurrou para longe.

– Vocês estão bem? – falou Katara e também desceu ao encontro das mulheres.

– Não, eu estou tendo um bebê. – falou uma delas.

– Foi por isso que saímos a essa hora, a parteira fica na praia. – falou a outra mulher.

– Aang, uma delas está em trabalho de parto.

– Você pode dar um jeito nisso? – perguntou ele olhando os rinocerontes voltarem irados.

– Claro, consigo sim.

– Então faça, eu vou distraí-los. – Aang ficou em posição e então correu o mais rápido que conseguiu em sentido contrário. Os rinocerontes o seguiram.

– Você, qual é o seu nome? – Katara apontou para a amiga da mulher que estava tendo o bebe.

– Hua. – respondeu ela.

– Hua, eu preciso que você me encontre um pouco de água.

– Pode deixar. – a mulher saiu correndo e então Katara se pôs entre as pernas da outra mulher.

– Eu preciso que você faça força, senhora...

– Yuko. – falou ela entre um gemido.

– Ok então Yuko, faça força quando eu mandar, está bem? – A mulher assentiu. – Agora.

Ela fez uma força impressionante. – Nossa, o bebe esta bem adiantado, não vai demorar, só mais essa vez e ele sai completamente. – Katara segurou o bebe pelo pescoço e então conseguiu fazer com que os ombros passassem.

– Aqui está a água. – falou Hua.

– Tem panos limpos em sua bolsa?

– Tem sim. – falou a mulher e passou uma manta para Katara.

– Certo Yuko, pela ultima vez, empurra com toda a sua força. – Assim que Katara terminou de falar, a mulher empurrou e o bebe nasceu. – É um menino. – a dobradora de água limpou o menino e envolveu na manta. Cortou o cordão umbilical com a dobra de água e então entregou ele para a mãe.


...



Aang ainda corria para longe das três mulheres quando finalmente percebeu está longe o suficiente. Ele então parou e esperou os animais virem correndo na direção dele. Assim que o primeiro rinoceronte o alcançou, ele saltou por cima dele e com a dominação de terra, o cercou. O segundo veio logo por trás e Aang não viu, o animal arremessou ele contra uma arvore. Aang desacordou por alguns segundo e quando finalmente despertou, viu o animal preparar impulso para o atacar.


O rinoceronte começou a correr na direção dele, mas antes que o atingisse, as patas do animal, foram congeladas e ele caiu no chão.

– O que você faria sem mim? – falou Katara. Ela cruzou os braços e sorriu.

– Com certeza estaria morto. – respondeu Aang e se levantou com dificuldade.

– Você está bem? – falou ela e o ajudou.

– Estou sim, não se preocupe.

– Ainda bem que vocês acharam os meus rinocerontes. – falou um homem com roupas de circo.

– Esses animais são seus? – falou Aang irritado.

– São sim.

– Eles quase mataram duas pessoas mais cedo, e uma delas estava grávida.

– É, atingiu o meu marido. – falou Katara e sorriu com a última palavra. Aang também sorriu.

– Eu sinto muito, eles escaparam. – O homem fez uma reverencia em pedido de desculpa. – prometo tomar mais cuidado com eles.

– É o mínimo que você pode fazer. – falou Aang.

– Vamos embora. – Katara segurou Aang no braço e então os dois subiram no Appa.


...



Os recém casados finalmente cruzaram a porta da casa quando o dia começou a raiar, ficaram a noite toda acordados. .


– Ser o avatar as vezes é algo desafiador. – falou Aang e encostou o planador próximo da porta.

– Mas você está se saindo super bem. – falou Katara e então bocejou. Os dois se jogaram na cama e um encarou o outro.

– Estou exausto. – falou Aang. Suas olheiras estavam bastante acentuada.

– Eu também estou. – falou Katara.

– Vamos deixar que a nossa lua de mel comece definitivamente amanhã?

– Por favor. – falou a jovem.

– Eu te amo, Katara.

– Eu também te amo Aang.

Os dois então se arrumaram em conchinha e finalmente pegaram no sono abraçados. Aquela noite eles nunca esqueceriam.

Notas finais
Beijinhos!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!